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Textos de Pedro César Alves

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Pedro César Alves,

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RELÓGIO DE PÊNDULO

Click na imagem acima e leia: "RELÓGIO DE PÊNDULO", premiado no 26º Concurso de Contos 'Cidade de Araçatuba' / 2013.

 

 

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Troféu 'Odette Costa - 2011'

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No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo Vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

 

REVISTA

Revista 'Plural', da Academia Araçatubense de Letras, 20 anos, 2012.

Participação do prof. Pedro César Alves, p.125 e 126.

Texto:

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"Se existir guerra, que seja de travesseiro; se for pra prender, que seja o cabelo; se existir fome, que seja de amor; se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó; se for para esquentar, que seja o sol; se for para atacar, que seja pela pontas; se for para enganar, que seja o estômago; se for para armar, que arme um circo; se for para chorar, que seja de alegria; se for para assaltar, que seja a geladeira; se for para mentir, que seja a idade; se for para algemar, que se algeme na cama; se for para roubar, que seja um beijo; se for para afogar, afogue o ganso; se for para perder, que seja o medo; se for para brigar, que briguem as aranhas; se for para doer, que doa a saudade; se for para cair, que caia na gandaia; se for para morrer, que morra de amores; se for para violar, que viole um pinho; se for para tomar, que tome um vinho; se for para queimar, que queime um fumo; se for para garfar, que garfe um macarrone; se for para enforcar, que enforque a aula; se for para ser feliz, que seja o tempo todo; se for pra cheirar que seja a flor; se for pra fumar que seja a cobra; se for pra picar que seja a mula.” - enviado por Carlito Lima.

 

 

 

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FOLHETIM Nº 25

EDIÇÃO Nº 25 - 21/03/2015

FINAL DESTA PÁGINA: + FOLHETINS

 

OUÇA A GRAVAÇÂO DO TEXTO- CARTA

 

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CORUJANDO SEMPRE

A coruja gira sua cabeça até duzentos e setenta graus! – sem sair do lugar, e simplesmente para ver o que acontece em sua volta. E, creio eu, que o mundo também, ou até mais graus! E os significados de tê-las (as corujas) por perto também. E muitos povos a tem como símbolo de mistério, inteligência, sabedoria, conhecimento. E, falando em mistério – quer maior que ver na escuridão o que os outros não veem?
No campo das Letras: no meu certificado, por exemplo, ela está estampada (e também vem estampado nos Cursos de Pedagogia e Filosofia). Simboliza a reflexão, o conhecimento racional e intuitivo. A deusa grega Athena, deusa da sabedoria, trazia como símbolo a coruja. É de se pensar que as pessoas que trabalham com a arte de escrever precisam dela por perto. Eu – novamente servindo de exemplo – tenho uma aqui em minha escrivaninha de trabalho e, sob esta, um livro aberto. Para escrever precisa-se de reflexão, de conhecimento de causa e de um pouco de intuição. E, com toda certeza, vontade de escrever.
Há outra corrente que diz que quem come carne de coruja passa a adquirir os seus dons de previsão e clarividências – poderes divinatórios. Crendice, ou não... Se realmente fosse, creio que seria um animal notívago em extinção há algum tempo. Apenas estaria nos catálogos dos pesquisadores, como muitos animais nos dias atuais estão. Seu hábito noturno, para muitos povos, representa o conhecimento do poder do ocultismo.
Trazendo para nossa cultura, para os nossos dias – propriamente dito, que tal corujar um pouco? Creio que todos corujam um pouco – seja o filho, a filha, os sobrinhos, ou um ser querido. Ou seja, é a ação de ressaltar determinadas qualidades em um ser, mas de forma exagerada. Eu, particularmente, neste momento estou corujando o meu filho – que já me deixou para trás faz tempo em estatura, mas ainda é o meu garoto.
Mas, não corujamos apenas um ser, mas também corujamos muitas coisas – e relativamente ao mesmo tempo. Somos, aliás, relativo a tudo – e ainda bem. E pior: muitas pessoas dizem algo agora e, daqui a pouco, dizem outra coisa, ou ainda pior: dizem que nada disseram antes. Ah, meu Deus! E assim caminha o Homem em sua existência tentando achar um termo para tudo, mas na verdade tem-se apenas o meio termo. Tudo muda, pois tudo passa! Nada é eterno.
Ás vezes, o escritor escreve e, dias depois o seu texto sai publicado em algum tabloide. E lá vai ele corujar-se! Pega o texto e o lê várias vezes – e até diz para si mesmo que poderia ter saído melhor determinado parágrafo, substituído determinada palavra, é assim mesmo – algumas mudanças poderiam ter levado o texto para um conceito maior, fica corujando-se! Penso que o corujar é uma arte – uma arte de elevar a autoestima.
Sou fã de um grande ser terrestre – eu mesmo! E fã incondicional. De amar-me a tal ponto de dar beijos em mim mesmo! Brincadeira não, quando em rodas de amigos, digo que me amo muito! E, espalmo a mão na boca, beijando-a e distribuindo pelo rosto, pelo corpo os beijos. Creio que amor maior que este não existe – a não ser aquele ato de cruz! É, realmente, ‘amor é um fogo que arde sem se ver / é ferida que dói, e não se sente / é um contentamento descontente / é dor que desatina sem doer’ – citando Camões para finalizar. 28/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

QUADROS DA VIDA

A nossa vida, curta, breve, precisa ser curtida – não apenas em redes sociais, mas na vida real. A vida, em pequenos quadros, a emolduramos em segundos, em minutos, em horas, em dias, em meses, em estações, em anos – e, de repente, não somos mais. Do sopro de vida que nos foi dado, rapidamente – e sem explicações, também nos é tirado.
A moldura se quebra e há necessidade de fundi-la. Ao pó retorna. Ao sono dos – justos ou injustos: o Criador julgará a todos segundo os seus atos. E, segundo escrito está, segundo a sua benevolência – que é grandiosa. E sabemos disso através da vida do profeta Jonas que foi tragado por um grande peixe ao ser lançado ao mar, em seu processo de desobediência.
No semáforo, o amarelo, sempre a indicar alerta – e, na maioria deles não tem mais. A vida, os enigmas que ela propõe, deixa-nos em alerta. É assim, sempre foi assim e sempre será assim. São pequenos pedaços – como um quebra-cabeça – que, dia após dia, vai sendo montado. Somos nós quem o montamos. São quadros e mais quadros sendo juntados – alguns maiores, que correspondem a mais dias, e outros menores, até poucas horas. Este último – a pensar: anjinhos que marcarão para sempre vidas aqui que, com dores, deverão seguir.
Às vezes protestar faz parte. E o pior protesto – creio eu – é aquele realizado em silêncio – estranho, mas real. Quantas vezes já nos pegamos a pensar e a não aceitar o que está acontecendo. Queremos mudanças, queremos que as coisas aconteçam de forma diferente. É um protesto que não ouvem (apenas o Criador que conhece tudo o que pensamos), que não somos ajudados. Que somos, se falarmos, criticados e tidos como loucos.
Não há cartazes, no caso citado acima, que auxilie o ato de protestar. Ou, não há pombinhos de fortes asas que nos ajude. O coração a pulsar – e a pulsar aceleradamente. E ninguém cura. Não há remédios; não há droga para certos problemas – não há como sanar. Talvez a insanidade ao ser humano – em certas horas, seja necessário.
E ao longo da vida, com quadros e mais quadros emoldurados, a nossa mente se lembra de muitos destes. Da infância que os anos não voltam mais, quem não se lembra, não é mesmo? E dela, às vezes, me recordo de certas coisas que muito queria ter – como um trenzinho a vapor. Nunca o tive, mas o que consegui (e foi presente) foi apenas uma maria-fumaça. Plástico duro. Maquinista que subia e descia – e lá ia eu a viajar. Não ia muito longe, pois os afazeres de casa – via minha mãe, sempre estavam a me esperar.
De outra quadro na moldura me lembro agora: criança ainda: um corpo de bombeiros. Nunca tive, mas apenas uma ‘belina vermelha’ semelhante aos carros do corpo de bombeiros. E com ela apaguei muito fogo imaginário. Sonhei com outros veículos – mas apenas uma camioneta feita de madeira e com rodas de carretéis – mas com ela visita as minhas fazendas e delas não trazia alimentos, nem gado – mas maravilhosas bolinhas de vidro multicores.
A imaginação é fértil. E em dois palitos de sorvete achados na calçada voava. Era – e é lindo sonhar. Nada melhor que a canção para explicar que com dois ou três traços se faz muitas coisas. Nada melhor que uma imaginação fértil em mãos de criança que nãotem muita coisa, a não ser vontade de ser feliz. De ser realmente um ser feliz. 21/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

E OS JOGOS CONTINUAM

Outro dia numa roda de conversa com alguns alunos que pretendem fazer um bom vestibular, notei que o assunto jogos eletrônicos se fazia presente, pois havia eu abordado o mesmo em sala de aula. E notei, também, que refletiam muito sobre o lado positivo e o negativo destes na vida diária do ser humano.
Alguns posicionavam a favor, outros contra – e alguns permaneciam na eterna dúvida: bom ou ruim? Eu, particularmente, posso defender os dois lados. Aliás, podemos defender os dois lados, mas temos que pender mais para um lado – sobre o muro já basta a nossa política. Ou, melhor, os políticos que fazem politicagem. Assim, posiciono-me contra. (Mas não deixo de ver o lado positivo dos jogos eletrônicos.)
Assim é a vida – cheia de jogos, e jogos contínuos. O lado bom é que busca a perfeição nas atitudes, vacilou, sofre danos. Os jogos eletrônicos também – busca o mínimo de erro possível, assim a vida é mantida por mais tempo. A vida real possui um eterno jogo – uma busca incessante pela necessidade de vencer – e até ditos populares podemos citar: ‘vence a vida, na grande maioria das vezes, o mais forte’. Para o mais fraco pouco coisa é reservada, ou quase nada.
'Ao vencedor, as batatas’ – do romance Quincas Borba, do consagrado Machado de Assis. E assim vamos pensando nesta filosofia de vida. Duas tribos que lutam pelas batatas em um campo – que só podem saciar uma tribo (não pode haver divisão), logo, o mais forte vence. Assim os jogos, assim a vida: o mais forte triunfa sobre o mais fraco. E o jogo sempre há de continuar.
Em todos os ‘campos’ as batalhas estão presentes. Em casa, na escola, no trabalho, na igreja, na sociedade. Afinal, nem sempre numa casa se consegue tudo – ou, nem todos estão de acordo com as medidas tomadas pelo responsável. Na escola nem sempre o aluno está a fim de aprender o que lhe é passado pelo mestre – e chega a perguntar: por que estudar isso? No trabalho muitas vezes estamos descontentes com a chefia e pensamos que, se fôssemos chefe, executaríamos o serviço de forma diferente. Na igreja, em muitas delas, prega-se a inúmeras batalhas espirituais – e que o fiel deve estar preparado para vencer o ‘inimigo’. Na sociedade a batalha é simples: vence o mais forte – sempre.
Logo, analisando tudo, a vida e o jogo têm muito em comum. Aquela: real, árdua. O jogo, por sua vez, imita a realidade imprimindo maior ênfase ainda às possibilidades de realizações. E o Homem prepara as suas crianças para esta vida árdua – os jogos eletrônicos proporcionam tal preparo, mesmo que de forma não tão lícita – como imaginamos, e o Homem cada dia que passa constrói jogos e mais jogos – e cada vez mais sofisticados.
E, como não podia deixar de escrever sobre, a nossa política está um verdadeiro jogo – homens reais, eleitos pelo povo, para trabalhar e legislar pelo povo, estão a brincar de jogos mortais. Claro que nem todos – mas salvam-se poucos. E tais jogos estão a acabar com o caráter do povo brasileiro – que já não tem para onde correr. Se correr, como dizem, sofrem. Se ficarem, sofrem também. O que fazer? Entrar no jogo, mas com que poder? Logo, ao vencedor – quando houver, as batatas... 14/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

 

TODO DIA É DIA DELAS

Marca-se amanhã o Dia Internacional da Mulher, mas deve-se ter a consciência que não é apenas amanhã, mas todos os dias. Simples, ou não, basta querer entender a história que está recheada de batalhas, culminando em vitórias significativas.
Muitas histórias se contam, e algumas dignas de acreditar – inclusive que em 8 de março um determinado industrial colocou fogo em uma fábrica de tecelagem (a Triangle), pois suas funcionárias queriam melhores condições de trabalho – o que não é verdade (verdade sim que houve uma fábrica que pegou fogo e matou 125 mulheres, e 21 homens no dia 25 de março de 1910, mas por péssimas condições de instalação). Você pode estar pensando: por que esta data?
Simples: no dia 08 de março de 1917, na Rússia, as mulheres do setor de tecelagem entraram em greve e reivindicaram ajuda dos operários do setor de metalurgia – esta data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias e também como prenúncio da Revolução Bolchevique. Logo, tudo se tornou uma soma: conquistas.
E na década de sessenta (século passado), as comemorações se acentuaram e, dia pós dia, a mulher vem conquistando espaço. A começar por: uso das vestimentas, escolaridade, e bons postos de trabalhos. Outro dia pesquisando sobre o assunto, achei interessante um artigo do professor e historiado Michel Goulart que comentava sobre 25 conquistas da mulher, em termos de Brasil (em www.historiadigital.org).
E deles, cito alguns que me chamaram a atenção: a primeira mulher a subir ao poder foi Maria Leopoldina Josefa Carolina, arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil, que exerce a regência em 1922, quando D. Pedro está ausente – em viagem para São Paulo. Ela escreve a D. Pedro sobre Portugal e pede a este que colha o fruto para si: ‘O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece’. E exige que Dom Pedro proclame a Independência do Brasil. Outra que me chamou a atenção foi Chiquinha Gonzaga que em 1855 esteve à frente de uma orquestra – a primeira maestrina do Brasil, e compositora da marchinha carnavalesca ‘Ô abre alas’.
Quem também chama a atenção é a professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminista, em 1910, que em passeata pede a extensão do voto à mulher (sendo que somente em 1927 o governador do Rio Grande do Norte altera a Lei e dá direito à mulher de votar, acontecendo em 25 de novembro – quinze mulheres votaram, mas no ano seguinte seus votos foram anulados). Em 1932 Getúlio Vargas elabora o novo Código Eleitoral e dele a mulher brasileira começa a fazer parte. Em 1979 Eunice Michilles ocupa a primeira vaga de senadora na história brasileira (após a morte do titular). E, antes de fechar, vale citar que Nélida Piñon foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras (1996/1997). 
E assim vamos seguindo a história – e temos em 2010 a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da República – e reeleita em 2014: Dilma Rousseff. E, nota-se na trajetória feminina que pouco a pouco, com árduas lutas – nem todas vencidas, que estão alcançando espaços que poucos acreditavam que conseguiriam. E vale lembrar que a Lei Maria da Penha está funcionando graças à luta da própria senhora Maria da Penha – que está numa cadeira de rodas por ser atingida por uma arma de fogo pelo companheiro. E, de acordo com seu depoimento, mais de quinze anos do dia fatídico que o Brasil fez justiça, seguindo recomendações da Corte Americana Internacional, pois até então estava no esquecimento. Brasil... Até quando não darás valor às suas guerreiras? 07/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

JANEIRO - 2015

HOJE E OS TEMPOS QUE SE FORAM

OUÇA EM

Outro dia na Igreja foi pregado que devemos ter memória. Com valor expressivo na memória positiva. Nela, as lembranças positivas nos impulsionam a querer ir mais longe. E assim, hoje, antes de começar a fazer algumas coisas na vida (férias é bom por causa disso), abri o facebook e vi fotos maravilhosas, de lugares maravilhosos. E o tempo foi passando.
Voltei ao tempo que se foi. Voltei ao tempo que estudava... Voltei nas maluquices que fazia (hoje um pouco menos). Aos sete anos, de ‘jaleco’ branco comecei a estudar – e nunca mais parei! Aos catorze anos a trabalhar (e registrado – tanto que em junho deste ano terei trinta anos de contribuição previdenciária: apenas três meses perdido e sem nunca ter recebido um salário desemprego, graças a Deus). Meu Deus! Completei quarenta e quatro anos neste último mês!
Aos vinte anos dentro de uma sala de aula e nunca mais parei – trabalho e divirto-me fazendo o que gosto: lecionar (redes pública e particular). E, para me divertir mais ainda: escrever – escrever é um bom passatempo. Escrever é criar, inventar, viajar. Escrever é transformar a realidade, ou, passá-la para o papel com outro olhar. Escrever é superação. E, para aperfeiçoar tal divertimento, nada melhor que – após formado, passar mais alguns anos em Assis (UNESP) – que me deu uma boa bagagem na área de produção textual. Mas vale ressaltar que, com os tempos passando, com a idade chegando – amadurecimento, vamos criando o nosso próprio estilo. E eu, com a leitura de grandes mestres, gosto de dialogar com o meu leitor – e você sabe quais os mestres que tivemos no passado que faziam assim? – pelo menos um: pense!
Um salto no tempo. As viagens ao Sul – e quando puder (creio que em breve), quero novamente voltar às belíssimas praias do Paraná e de Santa Catarina – Florianópolis me aguarda. Praias e mais praias... Praia da Joaquina. Praia dos Amores... E o mar a balançar suas ondas... Embalados em tudo fico eu...
O tempo passa.  A vida faz muitas coisas mudarem – e nem sempre é o que esperamos. Mas, das muitas coisas que a vida proporciona, as escolhas são nossas – e nem sempre conseguimos escolher a melhor parte. Mas, uma coisa é certa: podemos rever muitas situações e não fazê-las novamente. Sempre há um recomeço e, de preferência, de forma diferente.
Hoje, pelos caminhos que a vida me proporcionou, pelas escolhas que fiz a partir do que ela me proporcionou, dou graças a Deus por ter me guardado dos muitos perigos que já passei. Sou grato a Deus pelos filhos que me deu (e peço a Ele que os guarde – idade chegando...); e sou grato a Deus pela esposa: a minha Lorita, que foi uma doce paixão que se tornou num grande amor em minha vida.
E assim, todos estes itens somados, formam a minha vida. E deles nada levarei, mas a partir deles posso deixar um legado para os meus – principalmente para os meus poucos leitores, que costumo dizer não passar de meia dúzia. Mas, como também ouvi: e vamos continuar continuando. 06/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

 

OLHAR E ESCREVER

Não sei o motivo, a razão, mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis, porque quem de longe olhava notava o que acontecia.
Aqui, bem próximo, ela discutia com ele. Roupas claras, cabelos avermelhados, colar no pescoço e deste pendiam três pimentinhas que ficavam à mostra. Ele de terno branco, gravata-borboleta preta e, nas mãos, rosas vermelhas. Discutiam.
Quem os via, via além deles lá longe, num campo aberto, um redemoinho que levava tudo – inclusive as rosas que, minutos depois, estariam ao chão. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

NO OLHO DA RUA

O trânsito parou – ele estava próximo do meio da rua, próximo do cruzamento, próximo das faixas de pedestres. Estava imóvel, de mãos nos bolsos da calça.
O tempo estava meio frio. Deixava-o meio abalado, somado aos últimos acontecimentos: tudo meio parado.
Olhava-se interiormente e começava a entender o que significava estar no meio da rua, depois de anos e anos de trabalho no mesmo lugar.
Pedia-se evolução. Negava-se a enquadrar nos meios. Logo, o resultado. 12/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

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