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ATRIBUIÇÃO DE AULAS - 2015

 

EM BREVE

 

 

TEMPO NA REGIÃO

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1908 - 2014 = 106 ANOS

 

 

No final desta página você encontra outros números do FOLHETIM.

"ESCREVER... É ARTE"

CRÔNICAS PUBL. EM 2014

CRÔNICAS PUBL. EM 2013

CRÔNICAS PUBL. EM 2012

CRÔNICAS PUBL. EM 2011

CRÔNICAS PUBL. EM 2010

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2013

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2012

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2011

 

 

LIVROS DO PROF - BAIXE-OS

POESIAS DO PROF - 1999-2014

LEIA: UMA LOCOMOTIVA...

 

LER EXERCITA O CÉREBRO!

RECANTO DAS LETRAS

Textos de Pedro César Alves

.

Pedro César Alves,

Cadeira 199 (desde2002)

 

 

RELÓGIO DE PÊNDULO

Click na imagem acima e leia: "RELÓGIO DE PÊNDULO", premiado no 26º Concurso de Contos 'Cidade de Araçatuba' / 2013.

 

 

CONCURSOS LITERÁRIOS

 

RECONHECIMENTO

TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

Troféu 'Odette Costa - 2011'

- por 'Divulgação Cultural'

 

VOTO DE APLAUSO

No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo Vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

 

REVISTA

Revista 'Plural', da Academia Araçatubense de Letras, 20 anos, 2012.

Participação do prof. Pedro César Alves, p.125 e 126.

Texto:

"Caminhar faz crescer"

 

ARQUIVOS EM PDF

CRÔNICAS 2011

CRÔNICAS DE JUNHO

CRONICAS DE MAIO

CRÔNICAS DE ABRIL

CRÔNICAS DE MARÇO

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CRÔNICAS 2010

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EM 2015:
"Se existir guerra, que seja de travesseiro; se for pra prender, que seja o cabelo; se existir fome, que seja de amor; se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó; se for para esquentar, que seja o sol; se for para atacar, que seja pela pontas; se for para enganar, que seja o estômago; se for para armar, que arme um circo; se for para chorar, que seja de alegria; se for para assaltar, que seja a geladeira; se for para mentir, que seja a idade; se for para algemar, que se algeme na cama; se for para roubar, que seja um beijo; se for para afogar, afogue o ganso; se for para perder, que seja o medo; se for para brigar, que briguem as aranhas; se for para doer, que doa a saudade; se for para cair, que caia na gandaia; se for para morrer, que morra de amores; se for para violar, que viole um pinho; se for para tomar, que tome um vinho; se for para queimar, que queime um fumo; se for para garfar, que garfe um macarrone; se for para enforcar, que enforque a aula; se for para ser feliz, que seja o tempo todo; se for pra cheirar que seja a flor; se for pra fumar que seja a cobra; se for pra picar que seja a mula.” - enviado por Carlito Lima.

 

 

 

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TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

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DECRETO Nº 17.584,

DE 12 DE DEZEMBRO DE 2014

(PUBLICADO EM 30 DE DEZEMBRO DE 2014)

SERVIÇO DE MOTOTÁXI

O Decreto acima faz/traz a regulamentação do serviço de mototáxi em Araçatuba – tanto para o mototaxista, como para as agências. Confira se você está dentro da lei, ou precisa se adequar – adequando-se estará cumprindo a legislação em vigor e poderá exigir do Poder Público a devida fiscalização para fazer o decreto ser cumprido.
01 – RENOVAÇÃO – todo mês de dezembro (por mais 12 meses).
02 – Pedido de RENOVAÇÃO – antecedência de 10 dias (passado o prazo – pedidos desconsiderados).
03 – Será considerado EXTINTO a ‘licença de trabalho’ quando não obedecido o prazo de renovação.
04 – SUBSTITUIÇÃO DE VEÍCULO – obrigatório novo requerimento ao Departamento de Trânsito.
05 – BOLSÕES – máximo de 10 motos (devidamente cadastrados).
06 – TRANSFERÊNCIA DE BOLSÕES – com requerimento e  autorização do Departamento de Trânsito.
07 – PROBIDA a comercialização de ‘pontos de bolsões.
08 – PROIBIDA a permanência de motocicletas no interior das agências que não sejam credenciadas na própria agência para prestação do serviço de mototáxi. (Advertência por escrito; cumulativamente multa no valor 50% do salário mínimo nacional – para cada moto irregular; reincidência: cassação da licença).
09 – Faixa em pintura, imã, capa ou adesivo, retangular na dimensão de trinta centímetros de comprimento por dez centímetros de altura em cor amarelo ouro em ambos os lados do tanque, com o dístico mototáxi escrito em preto, medindo vinte centímetros de comprimento por três de altura e, logo abaixo, o número da matrícula, na cor preta, medindo quinze centímetros de comprimento por cinco centímetros de altura.
10 – CRACHÁ – fornecido pelo Departamento de Trânsito Municipal (Lei 6.690/05) – foto, nome, matricula e data de validade.
11 – AGÊNCIA DE MOTOTÁXI – funcionamento  mediante ALVARÁ (prazo de 12 meses). E, solicitado o ALVARÁ / ou para efeito de RENOVAÇÃO DO ALVARÁ, deverá esta apresentar o recolhimento dos TRIBUTOS MUNICIPAIS, ESTADUAIS e FEDERAIS incidentes sobre sua atividade econômica.
12 – DOCUMENTOS QUE O MOTOTAXISTA DEVERÁ APRESENTAR PARA OBTENÇÃO DE ALVARÁ DE TRABALHO / OU RENOVAÇÃO:
-Requerimento de inscrição / ou renovação;
- 02 FOTOS 2x2;
- RG / CPF / CNH / Título de Eleitor / Comprovante de endereço / Certidão Criminal / Curso Especializado nos termos da regulamentação do CONTRAN / Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo / Comprovante de Recolhimento dos Tributos Municipais, Estaduais e Federais incidentes sobre sua atividade econômica.
- MOTOCICLETA – 124 cilindradas (no mínimo), ter no máximo dez anos de uso, estar equipada com retrovisores em ambos os lados, alças metálicas nas laterais nas quais o passageiro possa segurar-se, registro como veículo da categoria ‘aluguel’, protetor de motor ‘mata-cachorro’, protetor contra queimaduras no sistema de escapamento, aparador de linha do tipo antena corta-pipas e inspeção semestral.

 

BALÉ MUNICIPAL - ARAÇATUBA

As inscrições para o Balé Municipal começaram nesta segunda-feira (5). As matrículas poderão ser feitas até o dia 30 de janeiro tanto nos bairros como na Casa da Cultura “Adelino Brandão” (Rua Anita Garibaldi, 75 - Centro) . Para garantir a vaga os xerox dos seguintes documentos são necessários: certidão de nascimento, comprovante de renda e de residência.

O Balé Municipal atende crianças e jovens entre cinco e 18 anos. As aulas acontecem das 8h às 17h, aonde as turmas praticam a dança clássica duas vezes por semana. Os locais de atendimento ficam localizados nas escolas municipais - Emeb Egles Gabas de carvalho, Emeb Fausto Perri, Emeb Antônio Rodrigues, Emeb Roseli De Oliveira; CEMFICA TV e na própria Secretaria de Cultura.

No ano de 2014 o Balé Municipal atendeu 800 jovens das mais variadas idades, finalizando as atividades com grandiosas apresentações no EDARA. O Governo Municipal visa oferecer não apenas uma melhor infra-estrutura e professores mais capacitados, como também todo material necessário para o aprendizado destas crianças.

 

JANEIRO - 2015

HOJE E OS TEMPOS QUE SE FORAM

OUÇA EM

Outro dia na Igreja foi pregado que devemos ter memória. Com valor expressivo na memória positiva. Nela, as lembranças positivas nos impulsionam a querer ir mais longe. E assim, hoje, antes de começar a fazer algumas coisas na vida (férias é bom por causa disso), abri o facebook e vi fotos maravilhosas, de lugares maravilhosos. E o tempo foi passando.
Voltei ao tempo que se foi. Voltei ao tempo que estudava... Voltei nas maluquices que fazia (hoje um pouco menos). Aos sete anos, de ‘jaleco’ branco comecei a estudar – e nunca mais parei! Aos catorze anos a trabalhar (e registrado – tanto que em junho deste ano terei trinta anos de contribuição previdenciária: apenas três meses perdido e sem nunca ter recebido um salário desemprego, graças a Deus). Meu Deus! Completei quarenta e quatro anos neste último mês!
Aos vinte anos dentro de uma sala de aula e nunca mais parei – trabalho e divirto-me fazendo o que gosto: lecionar (redes pública e particular). E, para me divertir mais ainda: escrever – escrever é um bom passatempo. Escrever é criar, inventar, viajar. Escrever é transformar a realidade, ou, passá-la para o papel com outro olhar. Escrever é superação. E, para aperfeiçoar tal divertimento, nada melhor que – após formado, passar mais alguns anos em Assis (UNESP) – que me deu uma boa bagagem na área de produção textual. Mas vale ressaltar que, com os tempos passando, com a idade chegando – amadurecimento, vamos criando o nosso próprio estilo. E eu, com a leitura de grandes mestres, gosto de dialogar com o meu leitor – e você sabe quais os mestres que tivemos no passado que faziam assim? – pelo menos um: pense!
Um salto no tempo. As viagens ao Sul – e quando puder (creio que em breve), quero novamente voltar às belíssimas praias do Paraná e de Santa Catarina – Florianópolis me aguarda. Praias e mais praias... Praia da Joaquina. Praia dos Amores... E o mar a balançar suas ondas... Embalados em tudo fico eu...
O tempo passa.  A vida faz muitas coisas mudarem – e nem sempre é o que esperamos. Mas, das muitas coisas que a vida proporciona, as escolhas são nossas – e nem sempre conseguimos escolher a melhor parte. Mas, uma coisa é certa: podemos rever muitas situações e não fazê-las novamente. Sempre há um recomeço e, de preferência, de forma diferente.
Hoje, pelos caminhos que a vida me proporcionou, pelas escolhas que fiz a partir do que ela me proporcionou, dou graças a Deus por ter me guardado dos muitos perigos que já passei. Sou grato a Deus pelos filhos que me deu (e peço a Ele que os guarde – idade chegando...); e sou grato a Deus pela esposa: a minha Lorita, que foi uma doce paixão que se tornou num grande amor em minha vida.
E assim, todos estes itens somados, formam a minha vida. E deles nada levarei, mas a partir deles posso deixar um legado para os meus – principalmente para os meus poucos leitores, que costumo dizer não passar de meia dúzia. Mas, como também ouvi: e vamos continuar continuando. 06/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

PAI, O SER MAIOR

O mundo gira, nós giramos juntos, portanto estamos firmes no Ser Maior – no Pai Celestial, o Criador de tudo. Ele nos dá a firmeza que precisamos – basta crermos. E, pensando assim fazemos comparações com o mundo que nos cerca, com as coisas que acontecem por aqui. E não adianta pensar diferente – as comparações são inevitáveis.
Deus, o Ser Maior, criou tudo que há neste mundo e cada um com a sua função. Criou a parte vegetal – e dela aproveitamos muitas coisas, tanto para a alimentação, como para a saúde (as ervas medicinais), como para a ornamentação. Criou o mundo animal e dele, assim como no vegetal, aproveitamos uma boa parte para a nossa alimentação, para a nossa companhia, para o encanto dos nossos olhos e ouvidos.
E entre os que possuem carne, criou o homem à sua imagem e semelhança – mas a este deu sabedoria, inteligência (e que muitas vezes não é usada para o lado bom): e somente ao homem deu o poder de saber que um dia passará desta vida terrena para outra vida – espiritual (e há muitos filmes que, a partir da imaginação de seus criadores, mostram esta possível realidade – digo possível porque ninguém voltou para responder o que há do outro lado da vida – pelo menos é o que eu creio). E, seguindo esta linha de pensamento, sabemos da morte, mas não a queremos por perto.
Falando nela – apenas uma escapadinha da originalidade do texto – nota-se que em sua passagem, assim como no nascimento, traz consigo flores. Estranho, mas possivelmente uma forma agradável de saudar tanto a chegada como a partida – a passagem por este planeta. E, falando em flores, digo com plena convicção: o espetáculo da vida. Constitui o renascer constante da vida – o embelezamento da mesma. 
Voltando ao Pai Celestial temos a ideia do pai material. Como é bom poder sentir-se pai! Os problemas aparecem – não há como escapar deles, mas no final vale a pena ser pai. Viver intensos momentos de pai. Vale a pena – mesmo sabendo que pode ser um pai Severino, viver o pai Severino. Pai – palavra doce, assim como se pronuncia mãe! Ambas possuem uma visão diferenciada no reino das palavras.
Os filhos provocam os pais – mas lá no fundo há a consciência de que ser pai é um privilégio que a raça humana tem. Os outros animais acompanham os seus filhotes por um determinado tempo de vida; o homem tem a capacidade de estar por muitos anos ao lado dos filhos, de ser chamado de pai, de avô, de bisavô (alguns alcançam essa graça).
Viver o papel de pai aqui na Terra é um dom que somente ‘vivendo’ para saber. Faz-se necessário pensar muitas vezes sobre esta responsabilidade dada ao Homem pelo Ser Maior – a missão de orientar o ser que um dia também poderá ser pai. É sabido que em muitos casos há desentendimentos familiares, separações, mas os filhos não podem ser atingidos. Mesmo que um pouco distante por razões citadas anteriormente, o papel de pai é importante na vida de um ser em desenvolvimento.
Dentro dos muros escolares percebe-se muito esta situação – refiro-me sempre à escola por lá estar inserido há quase vinte e cinco anos! Como o tempo passa! E que digam os espelhos! Às vezes um pouco pior: pai dentro de casa, mas sem atitude. E nota-se também o contrário: pai um pouco afastado do convívio do dia a dia, mas ‘presente’ na vida dos filhos. Creio que tudo é uma questão de olhar a vida pelos vários prismas que ela oferece.
E quero fechar este texto citando que por mais que pensamos porque determinadas coisas acontecem conosco – e que nunca chegamos a uma conclusão – creio que acontecem porque deveriam acontecer: nem sempre o livre arbítrio funciona – penso eu que ser pai é um momento mágico da vida. E aqui registro um convite aos pais: vamos viver intensamente os momentos mágicos que a vida proporciona em sermos pai! 24/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES                  

 

CONVERSA FIADA ENTRE LIVROS

Muitos já devem ter imaginado, sonhado, e até vivido um belíssima tarde entre livros – nada melhor que a biblioteca. Um lugar recheado de todos os tipos de textos, desde o mais simples até o mais complexo. Dos mais diversos autores saem as mais geniosas ideias. E por isso o caminho é longo, lento e muito prazeroso.
Outro dia fui à biblioteca municipal ‘Rubens do Amaral’ e passei lá algumas horas – perdido entre livros e entre amigos. Conversa fiada sendo fiada. Passando por livros, autores internacionais, nacionais, regionais, e locais sendo transformados (se transformando em personagens), heterônimos e mais heterônimos – e eu no caminho para casa a pensar sobre tudo.
O que seria o mundo sem os livros? Que pergunta! Creio que seria um verdadeiro caos – pois estaríamos sem registros, sem saber o que os outros pensam. Sem saber o que os outros imaginam – e a imaginação é o que faz viajar. Entre livros se viaja mais. Creio que as pessoas que trabalham entre livros são muito felizes, ainda mais se houver nelas interesse por livros.
E a conversa fiada rodou por vários campos – e um deles foi a situação da própria biblioteca. Particularmente sou um sócio ativo e bem antigo. Tão antigo que a minha numeração de uso (cadastro) é antes do número mil. Outro dia fiquei até assustado com a foto que lá consta: eu era tão jovem, menos da metade de hoje – por assim dizer. Realmente o tempo voa – e não continuamos numa boa, pois os problemas começam a aparecer.
A biblioteca está num lugar ‘impróprio’ – sabemos disso, mas aos poucos está sendo melhorada – pois pode apenas ser usada verba municipal. E refiro-me aqui a dois fatores: situação predial e situação arquivo. Na primeira notamos melhorias: biblioteca em breve estará climatizada – ufa! É uma conquista merecida, pois os frequentadores merecem tendo em vista o calor que a nossa cidade passa. A segunda – situação arquivo: notamos uma melhoria significativa, está deixando ainda um pouco a desejar, mas num país que pouco valor se dá ao livro, temos progredido significativamente.
E, neste espaço delicioso, os personagens se multiplicam em nossa cabeça. Os funcionários comentam os autores que por lá passam – e dos mais variados. E fico eu a imaginar – principalmente os araçatubenses: um mais estranho que o outro, a começar por este que escreve estas linhas. Mas a diversificação é a motivação de eu, por exemplo, estar naquele lugar. E lá tem um cantinho especial: o Espaço do Escritor.   
Quando uso a palavra ‘estranho’ é no sentido de diferente – não me interprete mal, escritor araçatubense. Se eu pudesse... Se eu pudesse faria uma pesquisa e caracterizaria cada um deles com suas estranhezas que encontramos em seus textos... E nele o leitor viaja para lugares distantes – como o passado que estava logo ali.
Falta-me tempo para colocar em prática tudo que desejo, mas é um desafio que neste texto coloco: buscar uma estranheza de cada autor e um dia publicar nos relatórios do meu site. Eu, por vezes, já fiquei pensando nas minhas estranhezas – e creio que muitos também já pensaram nas estranhezas que tenho. É quase natural essa ideia de imagina as estranhezas que os outros têm. E assim, de conversa fiada a conversa fiada, fui fiando o texto que acabo aqui. 17/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

LIBERDADE TÃO SONHADA!

Ao ligar a televisão, desde quarta-feira, um dos assuntos mais falado é a liberdade – liberdade de expressão. Nada mais justo, não só pelo fato acontecido (o atentado terrorista ao jornal francês Charlie Hebdo que levou à morte doze pessoas, e onze ficaram feridas), mas também por se tratar das poucas coisas que ainda continuamos sonhando: liberdade!
Digo assim pelo simples fato de sempre pregarmos tal assunto, mas poucos realmente lutam por ela. E a começar por nós mesmos, estamos certo que erramos em muitos itens: policiamos-nos o tempo todo e sonhamos com liberdade. Até concordo, em parte, de nos policiarmos, mas quando fazemos assim, estamos claramente tirando a nossa tão sonhada liberdade. E usamos a frase que a nossa liberdade vai até o começo da liberdade do outro.
O atentado terrorista na França dá um panorama bem claro desta tão sonhada liberdade de expressão. Queremos, lutamos – mas volto e repito: poucos! Alguns se escondem, em seus textos, em seus discursos, em suas charges e por meio de parábolas falam das coisas e lá na frente vão dizer: eu já falei sobre este assunto, mas deu pouca visibilidade. De que adianta? Com certeza a resposta é uma só – de nada adiantou, ou: surgiu pouco efeito.
Vale dizer que poucos têm a coragem de mostrar realmente a que vieram, porque estão ali, porque escrevem daquela maneira, porque pronunciam daquela maneira, ou – como os citados acima que deixaram ao mundo suas charges bem compreensivas e estas causaram revolta e indignação. Sabiam do risco que corriam (tinham até acompanhamento policial), mas perseveraram fazendo o que tinham em mente. Não foram as ameaças que os calaram, mas as ameaças estão fazendo com que sejam lembrados – e para sempre.
Saindo um pouco da tão sonhada liberdade de expressão, temos a nossa própria liberdade que, para não infringir a do outro, muitas vezes paramos no meio do caminho – e não adianta dizer como o poeta: que tinha uma pedra no meio do caminho, pois em outras partes estão escritas que as pedras são colocadas por dois motivos – vou citar apenas dois, mas creio que devem ter mais: para provar a nossa fé, a nossa paciência e para provar se somos capazes de – duas opções: ou tentar removê-la, ou transpô-la. O importante é ir adiante, sempre.
O terrorismo não vai fazer o mundo se calar. Pelo contrário, os homens e mulheres de bem vão abrir a boca e sair atrás dos culpados. Justiça seja feita. É preciso fazer justiça pela Justiça, pois esta foi dada a partir das mãos Divinas. Assim como as outras ciências, todas estão aqui a mando Divino e sendo usada a favor dos homens, apesar de alguns não entenderem perfeitamente como tudo isso funciona.
E, para encerrar este assunto, outro dia, num círculo de pessoas que gostam de escrever, ouvi alguns reclamarem que determinados textos haviam sido recusados por determinados veículos de comunicação – fiquei pensando: até certa parte, como citei acima, é normal – pois prezam pelos seus leitores, olham as religiões e os bons costumes (exagerou, corta!) e se acharem ruim, que produzam o seu próprio jornal. E a tal liberdade de expressão vai por rio abaixo – o que vale, caro leitor, é ter uma boa ‘aparência’ perante os leitores. 10/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

DISCURSOS E AÇÕES COMPROMETIMENTO

No primeiro dia do ano, às quinze horas, diante da televisão, fiquei a pensar: precisamos passar dos belos discursos a ações mais eficazes. E assim o Brasil, nós brasileiros, estamos sempre a ouvir os discursos políticos, os discursos empresariais, os discursos religiosos, os discursos familiares – e então, depois de ouvir tudo, o que fazemos?
Fazemos sim, mas é tão pouco! E não digo apenas pelas ações governamentais, empresariais, religiosas, familiares – mas a postura pessoal que tomamos. Ou, que deixamos de tomar e, somente horas, dias, semanas, meses, anos depois que lembramos e concluímos que deveríamos fazer diferente. E, vou dizer assim: já é um bom começo, mas longe do necessário.
Voltando ao discurso de posse do segundo mandato da presidenta reeleita Dilma Roussef – que foram quarenta e três minutos (pouquinho mais, pouquinho menos) – algumas coisas foram plenamente satisfatórias, outras ficaram a desejar (a exemplo de qualquer governo): são coisas que todo ser pensante sabe. Aliás, todo governante também sabe. Poucos procuram chegar perto das grandes realizações (e diga-se que o governante não governa sozinho – e jogam a culpa nos que estão ao lado: parlamentares e, principalmente, na oposição – e vice-versa). Ah! É política – ou, melhor dizendo, a politicagem que não deveria existir é perversa. Então destaco a fala, que será lema de seu segundo mandato: “Brasil, pátria educadora”.
Muito bem bolada a frase – e então, e as ações? Pensar em Educação é uma questão de obrigação dos governantes. Um povo instruído é um povo que sabe o que quer – um povo que não aceita uma pequena fatia dos dividendos, mas um povo que luta por pensamentos grandes. Pensar em Educação é dar dignidade aos que a fazem acontecer: aos mestres – indiferente do grau que exerçam em sua função de educar. E dar dignidade significa: formação profissional adequada, salários adequados, prédios adequados, materiais a serem usados adequados. Não simplesmente dizer que teremos uma escola de Tempo Integral – por exemplo, mas se não temos como desenvolvê-la satisfatoriamente – não queremos deixar tudo muito bonito no papel, queremos ações que funcionem.
Não quero me estender muito, então deixo os leitores pensando sobre dois assuntos: ‘espaço físico e espaço pedagógico’. Então, senhores pais, sobre o primeiro assunto, questiono-os: estiveram em dezembro na escola de seu filho (refiro-me aos pais que possuem seus filhos em escolas públicas – municipal, estadual ou federal)? Pois bem, se foram, ótimo, pois ao retornarem com os seus filhos em dois de fevereiro para o ano letivo de 2015 poderão conferir se os nossos governantes estão, ou não, preocupados com o bem estar de nossos filhos – pois também tenho filha em escola pública e me preocupo com o bem estar dela e dos que lá estão, pois também estou neste espaço. Se não estiveram, falharam – deveriam ter ido e visto como os prédios estão (nem todos em bom estado de conservação) – mas ainda dá tempo de ir nesta semana e conferir em fevereiro. Pois não temos boas expectativas...
A segunda questão, o espaço pedagógico – refiro-me aqui a espaço pedagógico a tudo que envolve o ato de ensinar, que é outra situação problemática. Os governantes, através das equipes gestoras educacionais, tentam certas ações que dificultam o ato da aprendizagem. Às vezes penso que nunca entraram em uma sala de aula os que delegam certos tipos de ações...
Mas, fechando este texto, senhores pais e leitores, procurem atentar mais para o seu filho: ou seja, para o lugar em que seu filho está estudando (espaço físico) e para o que está aprendendo – e cobrem melhorias, pois somente nossas ações farão nossos governantes pensarem diferentes. E vamos continuar continuando a escrever e o leitor vai continuar continuando a ler – e esperamos que os governantes continuem  fazendo – e sempre mais! 03/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

DEZEMBRO - 2014

REFLEXÃO - CONTINUAR CONTINUANDO...

Neste último sábado do ano venho propor uma reflexão sobre este ano que dentre em breve se findará. Uma reflexão sobre a vida; uma reflexão sobre o que fizemos durante o ano, dando passagem a um novo ano que, para muitos, pode significar mudanças – mas estas mudanças dependem de cada um, depende do querer de cada um. E querer é uma questão de perspectiva.
Fazer uma reflexão é o que muitos costumam fazer quando se fecha determinada época da vida – e nem sempre conseguem chegar a um acordo: um acordo entre ele e as reflexões que partiram da cabeça dele próprio. O ser humano é complexo, tão complexo que acaba, às vezes, não concordando com as suas próprias atitudes – algumas executadas sem serem pensadas (diga-se: boa parte delas). Então, o que fazer?
O que fazer é o assunto em questão. Sabemos que erramos, não queremos errar mais – e muitas vezes acabamos errando novamente. Uma boa explicação: não somos robôs, logo, não somos programados. Não sendo programados, erramos. O melhor a fazer é reconhecer o erro, saber pedir desculpas, evitar novos erros.
A reflexão leva o ser humano a pensar. A agir de forma mais cautelosa – apesar de que muitas vezes pregamos algo e fazemos totalmente diferente. Então, que tal começarmos a agir com maior cautela? Que tal começarmos a agir pensando no outro, na outra – nas pessoas que estão ao nosso lado? E sem esperar retorno.
Falando em retorno – o que sempre esperamos e que leva-nos a uma boa reflexão – muitas vezes nos damos mal com esta situação. E pelo simples fato de esperarmos que os que estão do outro lado sintam o mesmo que sentimos quando fazemos, e assim retribuam. Mas isso nem sempre acontece e a melhor situação é não esperar o retorno, ou simplesmente agir de forma diferenciada – explico: eu, por exemplo, ainda estou em fase de lapidação e, às vezes, fico chateado com as pessoas pelo simples fato de ter feito e não ter recebido à altura (isso do meu ponto de vista, que pode não ser o mesmo ponto de vista da outra pessoa – talvez a outra pessoa tenha pensado que fez à altura do recebido), então, decidi que vou parar de fazer algumas coisas. Não existirá cobrança – e o primeiro a cobrar de mim sou eu.
Com isso, alguns sentirão, poderão comentar, mas tenho uma resposta à altura: não estou cobrando nada, não me cobrem nada também. É uma saída que fiquei pensando nestes últimos dias: vou parar de cobrar as coisas, mas primeiro preciso parar de cobrar ao meu próprio eu. Decisão tomada – agora colocá-la em prática.
E assim cada um deve fazer a sua reflexão e tomar as decisões mais propícias para a sua vida, levando em consideração os que estão em volta: a família. Esta deve sempre estar em primeiro lugar, independente das situações adversas que possam estar acontecendo, pois na hora do apuro poucos amigos aparecerão, mas a família permanece – há um vínculo que faz o ser humano caminhar e pensar de forma diferente.
Encerrando o texto, encerrando mais um ano aqui neste espaço, desejo aos leitores felicidades e que continuem lendo. Continuem continuando – como ouvi há poucos dias em uma bela pregação. Vamos continuar continuando a escrever. E o leitor continuar continuando a ler... 27/12/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

CASAR? EIS A QUESTÃO...

Neste sábado, entre 16 e 22 horas, na livraria Nobel, em Araçatuba (rua Cussy de Almeida, nº 1071) acontecerá o lançamento do livro ‘Casar! Contra quem?’, de Hélio Consolaro – professor, escritor, acadêmico e secretário de Cultura de Araçatuba.
A obra traz contos, crônicas e uma pequena novela em seis capítulos. E o mais legal que não se trata de uma obra de autoajuda, mas a realidade de encontros e desencontros que a vida a dois proporciona. Li a obra e a partir dela faço algumas reflexões – se vão gostar, ou não, é outro assunto. Mas vou dar os meus palpites sobre a vida a dois, sobre o que chamam de amor.
Apenas uma pequena atenção: os meus palpites não vão para os textos escritos pelo professor Consa, mas a partir deles passo a escrever o que penso sobre o assunto – ou seja, comentários apoiados nos textos do Consa.
Nada melhor que dizer que ‘o amor é feio / tem cara de vício / anda pela estrada / não tem compromisso’ – quer melhor que isso? Viver um amor sem compromisso... Totalmente descompromissado! E, para não ficar perdido: ‘ele mete medo / vou lhe tirar disso / o amor é lindo...’ – diz a canção de Arnaldo Antunes, em O Amor é Feio.
Talvez. E será que o pra sempre acaba? Penso que não existe o pra sempre, sou mais ‘o amor é eterno enquanto dure’. O poeta afirma, também penso assim – e acrescento que há momentos felizes. Vale a pena vivenciar estes momentos, e bem vividos. Amor passa – aliás, as pessoas passam (e o amor fica!).
Outra situação interessante é pensar que tudo gira em torno do amor – e, na verdade não é. O amor, através do Cupido, lança a sua flecha e lá vamos por caminhos tortuosos – ou, caminho que ele nos proporciona. Quando paramos, lá na frente, analisamos e concluímos que nem sempre as discussões valeram o sofrer.
Então, caro leitor, você deve estar pensando que eu afirmei que amar nem sempre vale a pena – em parte é verdade, mas em parte não. Então, vou esclarecer: quando o relacionamento é positivo, quando a coisa vai bem, tudo é maravilhoso. Mas quando as coisas não vão bem... Melhor nem comentar. As coisas são as coisas. O amor é o amor. E a vida é assim...
E o amor cria expectativas – às vezes positivas, às vezes negativas. Mas somos humanos e criamos expectativas. E, com elas, nos decepcionamos. O amor proporciona tudo isso, e soma-se um pouco mais. Somando, decepcionamos ainda mais.
Mas o que adianta tudo isso se sempre estamos em busca de alguém ao nosso lado? Sou exemplo vivo dessa situação. Ou, ainda, como dizem por ai: ‘solteiro sim, sozinho nunca!’. Por isso acreditar que o amor é eterno enquanto dure! E nada mais de afirmar que encontrou a metade errada. Não somos metade, somos inteiros.
Por sermos inteiros não devemos nunca estar a procurar outra metade. Temos que nos conscientizar que a sociedade nos modifica em sua vivência – somos originais. Então, a vida a dois é sim complicada, mas vale a pena vivê-la em seus bons momentos (e, quando não for possível, erga a cabeça e vá em frente – sempre há um alguém a espera em algum lugar). 20/12/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

 

OLHAR E ESCREVER

Não sei o motivo, a razão, mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis, porque quem de longe olhava notava o que acontecia.
Aqui, bem próximo, ela discutia com ele. Roupas claras, cabelos avermelhados, colar no pescoço e deste pendiam três pimentinhas que ficavam à mostra. Ele de terno branco, gravata-borboleta preta e, nas mãos, rosas vermelhas. Discutiam.
Quem os via, via além deles lá longe, num campo aberto, um redemoinho que levava tudo – inclusive as rosas que, minutos depois, estariam ao chão. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

NO OLHO DA RUA

O trânsito parou – ele estava próximo do meio da rua, próximo do cruzamento, próximo das faixas de pedestres. Estava imóvel, de mãos nos bolsos da calça.
O tempo estava meio frio. Deixava-o meio abalado, somado aos últimos acontecimentos: tudo meio parado.
Olhava-se interiormente e começava a entender o que significava estar no meio da rua, depois de anos e anos de trabalho no mesmo lugar.
Pedia-se evolução. Negava-se a enquadrar nos meios. Logo, o resultado. 12/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

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