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1908 - 2014 = 106 ANOS

 

 

No final desta página você encontra outros números do FOLHETIM.

"ESCREVER... É ARTE"

CRÔNICAS PUBL. EM 2014

CRÔNICAS PUBL. EM 2013

CRÔNICAS PUBL. EM 2012

CRÔNICAS PUBL. EM 2011

CRÔNICAS PUBL. EM 2010

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2013

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2012

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2011

 

 

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POESIAS DO PROF - 1999-2014

LEIA: UMA LOCOMOTIVA...

 

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LER EXERCITA O CÉREBRO!

RECANTO DAS LETRAS

Textos de Pedro César Alves

.

Pedro César Alves,

Cadeira 199 (desde2002)

 

 

RELÓGIO DE PÊNDULO

Click na imagem acima e leia: "RELÓGIO DE PÊNDULO", premiado no 26º Concurso de Contos 'Cidade de Araçatuba' / 2013.

 

 

CONCURSOS LITERÁRIOS

 

RECONHECIMENTO

TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

Troféu 'Odette Costa - 2011'

- por 'Divulgação Cultural'

 

VOTO DE APLAUSO

No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo Vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

 

REVISTA

Revista 'Plural', da Academia Araçatubense de Letras, 20 anos, 2012.

Participação do prof. Pedro César Alves, p.125 e 126.

Texto:

"Caminhar faz crescer"

 

ARQUIVOS EM PDF

CRÔNICAS 2011

CRÔNICAS DE JUNHO

CRONICAS DE MAIO

CRÔNICAS DE ABRIL

CRÔNICAS DE MARÇO

CRÔNICAS DE FEVEREIRO

CRÔNICAS DE JANEIRO

CRÔNICAS 2010

CRÔNICAS DE DEZEMBRO

CRONICAS DE NOVEMBRO

REFLITA UM POUCO...

 

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CONJUGADOR DE VERBOLIVROS DE DOMÍNIO PÚBLICO

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MÚSICAS - 100 MAIS EM 100 ANOS

PORTA-LIVROS

RESUMOS LITERÁRIOS

RESUMOS LITERÁRIOS DE A - Z

VIAJAR PELO MUNDO? ACESSE.

 

EM 2015:
"Se existir guerra, que seja de travesseiro; se for pra prender, que seja o cabelo; se existir fome, que seja de amor; se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó; se for para esquentar, que seja o sol; se for para atacar, que seja pela pontas; se for para enganar, que seja o estômago; se for para armar, que arme um circo; se for para chorar, que seja de alegria; se for para assaltar, que seja a geladeira; se for para mentir, que seja a idade; se for para algemar, que se algeme na cama; se for para roubar, que seja um beijo; se for para afogar, afogue o ganso; se for para perder, que seja o medo; se for para brigar, que briguem as aranhas; se for para doer, que doa a saudade; se for para cair, que caia na gandaia; se for para morrer, que morra de amores; se for para violar, que viole um pinho; se for para tomar, que tome um vinho; se for para queimar, que queime um fumo; se for para garfar, que garfe um macarrone; se for para enforcar, que enforque a aula; se for para ser feliz, que seja o tempo todo; se for pra cheirar que seja a flor; se for pra fumar que seja a cobra; se for pra picar que seja a mula.” - enviado por Carlito Lima.

 

 

 

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TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

LER É O MELHOR CAMINHO

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LEIA 'FOLHETIM EDIÇÃO Nº 26'

FOLHETIM Nº 27

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OS TEXTOS ABAIXO SÃO PUBLICADOS AOS SÁBADOS NO JORNAL

"O LIBERAL REGIONAL", Caderno ETC, p. 02.

 

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HORRIPILANTE

Um corvo pousou na marquise do edifício em frente ao seu apartamento. Sentado, à frente de sua escrivaninha, observou bem através da vidraça o olhar do animal.
Abaixou a cabeça e por alguns instantes pensou em coisas ruins, mas logo tirou da cabeça: não passava de constantes histórias de terror.
Firmou os pensamentos e os dedos correram soltos pelo teclado dando corpo ao texto que escrevia. Meia hora depois foi subtraído de seus pensamentos com o ‘cantar’ do corvo.
Os olhares foram trocados. Compreendeu o chamado. Levantou calmamente. Dirigiu-se para a vidraça e a abriu. Retornou e seus pensamentos, seguidos mecanicamente pelos dedos no teclado, iam engrossando o texto.
De tempos em tempo um soprar mais forte do vento entrava pela vidraça aberta. Levantava a cabeça – o corvo ainda estava lá.
O dia foi se apagando. O corvo se envolvendo na negritude do tempo. De repente o corvo faz mais um ‘cantar’ e bate asas – que do lado de cá se ouvia nitidamente. Era algum sinal.
A campainha soou. Dirige-se à porta. Olha pelo ‘olho mágico’: é ela. Apenas respondi – e já do meio da sala, pois se afasta apresentando algum sintoma:
- Já vou.
Quase que correndo fecha a vidraça. Arruma a roupa que vestia – negra como está prevista para o último dia.
Abre a porta.
- Por que demorou tanto? – empurrando-o para o meio da sala, e correndo o olhar por toda a parte como se estivesse a procura de algo que esclarecesse a demora.
Ele, o escritor, permaneceu calado. Ela, não obtendo resposta, começou a circular lentamente pela pequena sala.
Um vento forte entrou pela porta da sala, passou por ambos. A porta fechou-se imediatamente; a vidraça estremeceu.
Ela rapidamente cobriu o rosto com as palmas das mãos. Segundos depois gritou:
- Você está me traindo?
Negativamente ele fez com a cabeça.
- Você a deixou ir pela vidraça, por isso fechou!
Continuava a negar balançando a cabeça.
Dirigiu-se ela para a vidraça e a abriu. Virou-se para ele e com olhar diabólico o encarou. Nada disse, mas o atraiu como imã.
O escritor se aproximando dela, aproximando, aproximando... Da morte! Julho de 2014                

 

NO QUINTAL DE CASA

No quintal de casa se pode ler, ter, ver, imaginar muitas coisas, entre elas, eu, você os outros; as outras coisas. Ou até mesmo O Pensamento – de Guilherme de Almeida, que diz: ‘O ar. A folha. A fuga. / No lago, um círculo vago. / No rosto, uma ruga.’ – círculo vago: uma pedra lançada no lago?
No quintal de casa se pode ler A Marcha das Utopias – de José Paulo Paes, que afirma: ‘não era esta a independência que eu sonhava / não era esta a república que eu sonhava / não era este o socialismo que eu sonhava / não era este o apocalipse que eu sonhava’ – então o que sonhavas? Sonhavas realmente com utopias?
No quintal de casa também se pode ler: ‘o amor esse sufoco / agora há pouco era muito, / agora, apenas um sopro / ah, troço de louco, / corações trocando rosas, / e socos’ – de Paulo Leminski.  E quanto sufoco louco há no amor? Ou não há sufoco no amor?
No quintal de casa ainda se lê: jornais, livros e a própria vida. Nos jornais quase tudo pode ser encontrado – ainda bem que se tem o ‘quase’, pois se fosse encontrado tudo, qual seria o tamanho do tabloide? Nos livros, sob as árvores frondosas, lê-se com tranquilidade os mais belos poemas, as mais belas canções, as mais variadas mensagens deixadas ao ser humano pelo ser humano. E, ainda, sob o luar, lê-se a vida. Ali a vida pode acontecer, inclusive uma retrospectiva pode se fazer: o que se fez de bom, de ruim – o que se pode melhorar, que é a melhor parte.
Chega-se, então, o momento de ter. De ter condições de analisar o que passou até então. De ter condições de, através da retrospectiva, refazer o caminho – melhorar para não se arrepender depois. E poucos terráqueos realizam esta façanha de parar e fazer uma autoanálise, de buscar melhoras para si e em relação a outros.
E nem sempre o que se vê, se pode ter – pois em tudo há um custo. Em tudo há quem sempre ganhe – e alguns em exageros. Tanto material (financeiro), como o espiritual (moral). Desejar, querer – tem que fazer parte do ser humano, que não pode estacionar – mas ir além dos limites para satisfazer o ego – e, às vezes, prejudicando os outros, não! Por isso um velho e sábio ditado: melhor ser do que ter.
E o melhor de tudo é que o ser humano desenvolveu um potencial enorme de imaginação. A imaginação, quando instigada, fermenta, germina e gera bons frutos. E, a ilustrar bons frutos, podem ser citadas as grandes composições literárias. O ser humano imagina, transcreve-as para  papel e depois, outros seres humanos as leem, e começam a imaginar a partir do que ali está escrito. Começam, como se costuma a dizer, viajar.
Viajar não é algo tão simples, precisa estratégia, de preparo – às vezes de dias, meses e até mesmo anos para conseguir atingir o objetivo – a viagem. Viagem plena e com efeito satisfatório.  Precisa-se montar um roteiro – se quiser ter sucesso; assim também é o mundo das letras – não adianta indicar a um cidadão que não tem o costume de ler uma obra clássica da Literatura, como determinadas obras de Machado de Assis, ou de Lima Barreto, de José de Alencar, de Guimarães Rosa, de Clarice Lispector, entre outros. É necessário começar com pequenos textos – e sem menosprezar nenhum escritor (pois cada um tem determinado estilo de escrita e determinado público cativo).
Logo, imaginar faz parte do ser humano desde tempos antigos – e, por sonhar, que conseguiu grandes feitos: como ir à lua. E é ainda por sonhar que grandes homens conseguem a cura de doenças que foram consideradas incuráveis (não mais hoje). É ainda por sonhar que homens conseguem fazer veículos com altíssima velocidade. É por sonhar ainda que há homens que brigam pelo poder, enquanto outros brigam pelo seu próximo – fazendo as mais diversas caridades. E é por sonhar que os homens de bons corações, de mãos dadas, tentam salvar o planeta azul das mãos de homens maléficos. E por sonhar – escrevemos! –31/07/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

A PAIXÃO E A VIDA

A paixão é algo estranho – ou estou errado? E a vida, o que é? É uma paixão também estranha que temos que cultivar pelos dias que nos é dado aqui neste pedaço de chão. Logo, ambas andam juntas, temos que conviver com ambas da melhor forma possível.
Como andam juntas, terei que escrever sobre as duas juntas – sobre paixão e vida, sobre vida e paixão. Ou, do meu ponto de vista estarei falando sobre situações desconexas. E eu acredito que o ser humano é posto na Terra com paixões a serem vividas.
Alguns – nem sei se acreditam ou não, vivem várias paixões. Algumas mais e outras menos intensas – mas o importante é vivê-las. E não vivê-las em vãos momentos, mas de mente aberta, de coração aberto. A vida é curta e há muitos motivos para curtir cada momento, cada paixão.
Estou aqui a escrever este pequeno texto e recebo a notícia da morte de uma jovem que dei aulas durante alguns anos: Fernanda Puelcher, 22 anos apenas – manhã de quinta-feira. Viveu uma vida curta, uma paixão pequena – mas viveu! E, como citei acima – uns mais, outros menos.
E paixões – entendo eu – não se trata apenas do relacionamento humano – ou seja, do relacionamento entre pessoas. Acredito que paixão se pode ter por várias coisas, inclusive pelo que se faz na e durante a vida. Um exemplo pessoal: uma das minhas paixões é estar entre os jovens, ensinando-os. Outra paixão que tenho é sobre o ato da escrita.
Ensinar é compartilhar o seu aprendizado com outros. É distribuir o que se sabe a outros – e muitos não conseguem pensar assim. E há quem pensa de modo diferente. Mas prefiro ficar na situação que ensinar é ao mesmo tempo aprender. Ou, apreender.
Sempre gosto de ilustrar meus textos com pedaços de canções – até a minha mãe disse que o da semana passada estava recheado de palavras que ela desconhece: tratava-se do inglês. Mas, algumas canções em outras línguas retratam bem certos assuntos que abordo – e o da semana passada era sobre correspondências que inspiraram grandes canções.     
Para o de hoje escolhi algumas canções que retratam bem o que é a paixão. Refiro-me à paixão do ser humano – nem vou dizer do homem pela mulher, pois estaria assim fazendo e trazendo polêmica. Logo, uso o termo ser humano.
A canção Doce Paixão, interpretado por Babado Novo, diz: ‘Toda vez que eu te vejo / O meu coração dispara / Perco a fala quando você está perto. / Se você me pede um beijo / Fico louca de desejo / Eu viajo ao paraíso / Vou de carona na luz dos teus olhos / Te quero tanto / A verdade é que... // Seu amor, é a minha cura / É doce paixão / Ninguém segura...’ – quer cura melhor que a doce paixão?
Outra canção que também é interessante para pensar sobre o que é a paixão: Como eu te amo, da banda Moleca 100 Vergonha, que diz ‘Como eu te amo, como eu te quero / Não consigo te tirar do pensamento / Como eu te amo, como eu te quero / Não consigo te esquecer um só momento // Nunca imaginei, que um dia fosse encontrar / Alguém como você em minha vida / Tudo que sonhei, você assim me entregou / Deixou no coração acesa a chama, desse amor // Foi assim, que eu me apaixonei e me entreguei nos seus braços / Foi você, que me fez sonhar e me entregou os seus sonhos’ – e então, o que é a paixão?
E, para terminar, nada melhor que a canção A paixão me Pegou, interpretada pelo Grupo Revelação: ‘Quando eu te vi pela primeira vez / Me encantei com o seu jeitinho de ser / Seu olhar tão lindo me fez viajar / Vi no seu sorriso imenso mar // (...) Já tentei não dá pra esconder / O amor que sinto por você / É luz, desejo, encanto e sedução / Ardente como a fúria de um vulcão // A paixão me pegou, tentei escapar não consegui / Nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi’ – e assim o ser humano faz... E assim a vida acontece.
É válido lembrar que muitas vezes o Cupido – aquele que anda de asas abertas, sorrindo e cheio de flechas querendo converter tudo em amor – então, ele às vezes cerca-nos, flecha-nos e ficamos assim: apaixonados. Depois: enamorados; e quem sabe, talvez, para sempre! 24/07/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

A CORRESPONDÊNCIA AINDA NÃO CHEGOU? SEU AMIGO-ESCRITOR NÃO ENVIOU?

A sua correspondência ainda não chegou? E você não tem noção dos motivos dos atrasos – ou, você conhece como tudo isso, o envio das correspondências, chega a sua casa? Ou, será que alguém as abriu e com ela compôs belíssimas canções?
Então vamos a uma pequena história. A Instituição Correios foi criada em 1663, mas só começou a entregar as correspondências a partir de 1835 – e já se foram cento e oitenta anos de trabalho. E, durante este tempo muitas coisas mudaram, inclusive o modo de as pessoas se comunicarem. Fico a imaginar o tempo em que se gastava para uma correspondência chegar ao seu devido destino – aliás, muitas famílias sabiam da morte de seus familiares meses depois – bem depois mesmo! Hoje: instantânea! Quanta mudança em tão pouco tempo!
E vale lembrar que os serviços prestados pelos Correios não abrangem apenas as cartas – as tão sonhadas cartas que os ‘colecionadores’ tanto esperam ao final de cada dia, mas também tem uma grande função comercial – correspondências bancárias, ou educativas – as revistas, entre outros serviços.
Mas vale citar que, com toda a modernização que a tecnologia traz, inclusive nos serviços prestados pelos Correios, há quem se preocupe com ato de trocar cartas – como os clubes de correspondências, os clubes filatélicos (colecionadores de selos – e hoje no mundo contam com mais de 40 milhões de adeptos). E, para curiosidade, pesquisei: o Brasil foi o segundo país no mundo a emitir o selo, datando de 1843 – o ‘Olho de boi’; a Inglaterra foi a primeira, em 1840.
Retornando ao nosso tema – você já parou para pensar qual a diferença que uma correspondência pode fazer em sua vida? Ou, quando alguém recebe uma correspondência enviada por você? Principalmente, por exemplo, se for uma criança, ou uma pessoa de idade? Ah, e tem mais: quando você escreve para uma pessoa desconhecida, além da expectativa da resposta, fica-se na curiosidade de saber como esta pessoa é...
Quando falamos em carta, estamos falando em escrever. E temos alguns escritores de peso na Literatura, tanta de nível internacional como nacional. Vale citar, aqui no Brasil, as cartas trocadas entre Mário de Andrade e Fernando Sabino, entre Mário de Andrade e Manoel Bandeira – onde até declara a sua escolha sexual. Numa das cartas de Mario a Sabino, o primeiro propõe ao segundo que encurte o nome – pois só assim pegaria legal para um cidadão que pretende ser escritor de carteirinha.
Algumas músicas estão, ou estiveram nas paradas de sucesso, e foram inspiradas pela troca de correspondência. Em 1960: ‘Sealed with a kiss’ (The Four Voices): “Though we’ve got tosay goodbye for the Summer / Darling, I promise you this / I’ll send you all my love / Every day in a letter sealed with a kiss’ (‘Embora tenhamos dito adeus no verão / Querida, eu te prometo / Que eu mandarei meu amor todo dia numa carta / Selada com um beijo’). Uma nacional: ‘Cartas’, de 1990, com o grupo Roupa Nova; ‘A Carta’, de 1992, com interpretação de Erasmo Carlos: ‘Escrevo-te / Estas mal traçadas linhas / Meu amor! / Porque veio a saudade / Visitar meu coração / Espero que desculpes / Os meus errinhos por favor / Nas frases desta carta / Que é uma prova de afeição... // Talvez tu não a leias / Mas quem sabe até darás / Resposta imediata / Me chamando de "Meu Bem" / Porém o que me importa / É confessar-te uma vez mais / Não sei amar na vida / Mais ninguém...’; ou ‘Cartas de Amor’, em 1984, com o rei Roberto Carlos – uma versão de ‘Love Letters’, de Victor Young e Edward Heyman, de 1945; e para finalizar vale citar ‘Uma carta’, de 2001, de LS Jack – que onde o eu lírico diz que colocou uma carta de solidão em uma garrafa e pede que salvem o seu coração: ‘Coloquei uma carta numa velha garrafa / mas uma carta de solidão / coloquei uma carta, um pedido da alma / salvem meu coração...
E aqui fica o registro e um convite: dia 11 de agosto, às 19h30, palestra a ser ministrada por este que manuseia esta pena, na Academia Araçatubense de Letras – abordando o assunto em questão aqui tratado. E peça a sua carta! 16/07/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

HÁ VINTE E CINCO ANOS

Então, como a canção diz: o tempo realmente não para. E há vinte e cinco anos partia desta terra um grande poeta – como foi conhecido no meio artístico: Cazuza – Agenor de Miranda Araújo Neto (04 de abril de 1958 / 07 de julho de 1990). E em suas canções podemos ver uma verdadeira alma de poeta. Participou do Grupo Barão Vermelho – primeiro disco em 1982, e seguiu carreira solo a partir de 1985.  
Para quem não o conheceu, Cazuza foi cantor, compositor, poeta. Vocalista e principal letrista da Banda Barão Vermelho, deixou-nos um legado que – penso eu, está bem longe de ser alcançado. E muitos dizem (polêmico): que os jovens de hoje deveriam esquecer um pouco o sertanejo, o funk, e ouvir Cazuza (nada contra os ritmos citados). Estou de acordo – pois suas canções, em parceria com Roberto Frejat – entre outros, foram e sempre serão de pensar sobre a vida. Canções que carregam bons conteúdos, se pensadas e executadas, bons resultados podem ser colhidos.
Sempre que posso ouço as belas canções que ele deixou. E uma delas – ‘O tempo não para’ – somente para não correr na direção errada: ‘Disparo contra o sol / Sou forte, sou por acaso / Minha metralhadora cheia de mágoas / Eu sou o cara / Cansado de correr / Na direção contrária / Sem pódio de chegada ou beijo de namorada / Eu sou mais um cara // Mas se você achar / Que eu tô derrotado / Saiba que ainda estão rolando os dados / Porque o tempo, o tempo não para’ – realmente: podem pensar, mas ainda as coisas estão rolando. E vou mais: ‘Dias sim, dias não / eu vou sobrevivendo sem um arranhão / Da caridade de quem me detesta’ – é a vida! Sobrevivência do mais forte!
Mas não para por ai – seguindo as suas canções, vou levando a vida com a minha Ideologia: ‘Meu partido / É um coração partido / E as ilusões estão todas perdidas / Os meus sonhos foram todos vendidos / Tão barato que eu nem acredito / Eu nem acredito’.  E, acrescentando: ‘Meus heróis morreram de overdose / Meus inimigos estão no poder / Ideologia / Eu quero uma pra viver / Ideologia / eu quero uma pra viver’. E qual ser á a ideologia dos jovens de hoje? Será que sabem o que significa a palavra? E a palavra em suas respectivas vidas?           
Enquanto pensam, se conseguiram chegar até este ponto do texto, passo para outra canção que curto muito – Exagerado. Salve algumas linhas, sou totalmente um exagerado, que me jogo aos pés da amada – e na maioria das vezes não me dou bem! Não sei se é de rir ou de chorar – ‘(...) Exagerado / Jogado aos teus pés / Eu sou mesmo exagerado / Adoro um amor inventado / Que por você eu largo tudo / Carreira, dinheiro, canudo / Até nas coisas mais banais / Pra mim é tudo ou nunca mais’. E você – já pensou em largar tudo por um grande amor? E sabe pra quê?
Pro dia nascer feliz – isso mesmo! ‘(...) Todo dia é dia / E tudo em nome do amor / Essa é a vida que eu quis / Procurando vaga / Uma hora aqui, outra ali / No vai e vem dos teus quadris // (...) // Pro dia nascer feliz / Essa é a vida que eu quis / O mundo inteiro acordar / E a gente dormi’ – quer melhor que isso? É a vida que eu quis, quero.
Creio que, se parar por aqui, todos que passaram por esta época vão lembrar e curtir muito ao relembrar cada canção – independente das ideologias que seguem. Aqui ressalto o fazer poético e, aos que amam as melodias, soma-se ainda mais. E – de uma vez por toda, encerro com uma canção que mexe com tudo: Burguesia! E sem muitos comentários (deixo os comentários aos leitores): ‘A burguesia fede / A burguesia quer ficar rica / enquanto houver burguesia / Não vai haver poesia’. 09/07/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

CRISES E MAIS CRISES

Perfeição? Longe disso! Longe de se pensar nesta situação. A situação hoje é outra: crises para todos os lados. E as crises atingem os mais variados setores de nossa sociedade e, consequentemente, atingem os lares.
Logo, surge a pergunta: o que fazer? Praticamente pouca coisa se pode fazer, mas o primeiro passo é tentar evitá-la. Sempre a prevenção é a melhor situação. Por todos os lados há panfletos e mais panfletos abordando os mais diversos tipos de crises – principalmente voltados para o público adolescente.
Entre as crises, começo pela econômica. A esta todos estão sujeitos, pois independente, de certa forma, do nosso querer – mas, indiretamente: pois votamos nos que estão tomando as decisões políticas e econômicas de nosso país (e não adianta falar que não votou, pois o voto da maioria vence e estamos num sistema democrático).
Agora, pelo lado humano – o que mais interessa neste texto: há jovens seguindo caminhos errados e pagam um preço muito alto – com a própria vida. Começam num pequeno cigarrinho e logo passam a uso de entorpecentes mais pesados, como o crack ou algo mais. E uma coisa força a outra, uma ação força a outra, e logo a situação está irreversível. Por isso é necessário o acompanhamento dos pais cada vez mais perto e, alguém de fora também pode agir (às vezes até de forma sigilosa: discando 181 – Disque Denúncia: Tráfico e Uso de Drogas).
E vale lembrar que o crack age muito rápido. O usuário aspira a fumaça do cachimbo e de oito a doze segundos chega ao cérebro e já provoca intensa euforia e autoconfiança. Tal sensação persiste por cinco a dez minutos (diferente, por exemplo, da cocaína em pó que leva de dez a quinze minutos para começar a fazer o efeito). Assim, o usuário chega a fumar de 20 a 30 pedras por dia... E, para sustentar o vício, acaba vendendo coisas/bens da família. E pior ainda: começa a cometer crimes. Terrível a situação – por isso, vigiemos nossos jovens!
Sobre o crack, vale dizer que este corta o apetite e o sono do usuário – pois fica dependente direto da droga. Assim, fica definitivamente vulnerável à entrada de doenças, como pneumonia e tuberculose – além de atacar diretamente o coração: aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Provoca, também, lesões no cérebro (causando deficiência de memória). Quando é uma adolescente grávida: prejudica o feto, como atraso no crescimento intrauterino e parto prematuro, além de problemas comportamentais e afetivos. E, a soma de tudo isso é a morte – não só por doenças – citadas acima, mas as estatísticas mostram que o maior problema de morte está por dívidas com os traficantes.
Ainda sobre jovens, alguns não conseguem se identificar – crise de identidade, como dizem os mais estudiosos. Olham-se no espelho e não se encontram – a imagem que enxergam não parece ser real. Colocam defeito em todo o seu ser – dos pés à cabeça. E o pior, e sabemos muito bem disso, é o interior: este é mais complicado ainda! Principalmente para aqueles e aquelas que possuem questões referentes à sexualidade, ainda mais numa sociedade em que vivemos, pois esta tem uma boa parte que é preconceituosa, que não sabe distinguir a mão direita da esquerda, falando em parábolas, mas apontam os outros (mas se olharem para dentro de si não vão se encontrar, ou, encontrarão um enorme buraco negro! – mas tentam julgar os outros).
Também há outras crises, como as conjugais – e nem sempre são possíveis de serem resolvidas. Os mais velhos sempre diziam que em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher. Verdade ou não, mas quem está de fora sempre tem um olhar diferente – sempre que possível uma ajudazinha é bem-vinda, mas nem sempre apresentam bons resultados. Às vezes, até pessoas de influência religiosa tentam ajudar, mas – como citei acima, nem sempre acaba num bom resultado. Temos apenas a lamentar.
E poderia continuar aqui falando de outras crises, como as religiosas, as territoriais – entre outras, mas o espaço é este: o suficiente para não deixar nenhum leitor cansado! Então, vamos olhar para dentro de nós e nos encontrar; vamos praticar a prevenção, pois esta ainda é o melhor remédio.  02/07/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

DE TUDO UM POUCO

Observar e contar. Contar só é possível quando se tem o poder de observar – ou seja, só se pode contar a partir de observações. O que leva a crer que as pessoas que gostam de escrever são boas observadoras. E estas observações, somadas à criatividade, à imaginação, tem-se o texto.
Talvez este caminho não seja tão longo assim, mas é possível imaginar durante a vida toda. Às vezes me pego a observar; me pego observando as coisas – talvez um costume de quem realmente gosta de escrever. O trânsito é leve, sossegado. O chão da estrada é liso – recuperado há poucos meses. O automóvel desliza suavemente sobre o caldo negro hoje cristalizado.
Em dias de verão, horário diferenciado. O dia clareava e o automóvel deslizava suavemente. O retorno, em ambos os períodos, o sol há muito já tinha dado lugar ao manto negro celeste, salpicado de pontinhos brilhantes. Talvez, por não acreditar em muitas coisas – aliás, apenas acreditar num Ser Maior – as coisas tendem a ficar um pouco confusas de serem entendidas. Talvez sim, talvez não.
Aliás, são tantas coisas a acreditar que fica difícil saber em quem mais acreditar. Às vezes até se tenta acreditar no ser humano, mas alguns – muitos – deixam a desejar. Muitas vezes na vida se questiona se é possível acreditar no ser humano. E não se chega à conclusão alguma que leve plenamente à satisfação. Seres humanos, acima de tudo, cheios de falhas.
Às vezes, sossegadamente sentado no chão – pois se faz quente por aqui o clima – fico a observar as paredes de tom claro, de poucas coisas nelas penduradas. A minha esquerda uma porta, das antigas, em duas folhas. A mistura do antigo e do novo. Duas toalhas: uma no prego e a outra no porta toalhas – lisas; longas. Uma velha janela a minha frente. Cores sobre cores eram notadas – descascadas em partes. Duas cadeiras se faziam ali naquele pequeno espaço – poderiam ser elegantes poltronas, e por que não? Entre elas uma pequena mesa e objetos variados sobre: copos, jarros, papéis, lápis, canetas, perfumes... Caricaturas no papel – seres anônimos! Roupas penduradas próximas à janela – alguém há pouco havia estado ali. E a cama, à direita, aguardava.
Um pouco de felicidade é bom, pena que não é constante. As circunstâncias da vida proporcionam situações de altas e baixas. A vida é boa – e até tolerante de mais. Passamos a ser arrogantes de mais, às vezes confundimos as situações vividas. Futuros homens sem grandes perspectivas – esta é uma das grandes verdades. E só vale lembrar que as pessoas que passam por nossas vidas fazem em nós – e nós nelas, diferenças. Somos lembrados e delas lembramos por inúmeras circunstâncias. E, de preferência, sempre as mais positivas; estas fazem a diferença. Melhor ainda quando dizem que no meio em que vivem somos constantemente lembrados por ter feito nelas diferença. Levanta o astral de qualquer um ao se lembrar destas situações.
E nas viagens que se faz – pelo menos nas que faço, são assim: coloco-me a observar e, de repente, coloco-me a gritar por dentro: ‘vou sentir saudades daqui’. Ouço a minha voz interior e procuro em meu íntimo uma resposta para o viver. Parece que há necessidade de um vaga-lume interiorano. E pior que, nem sempre, comemos um vaga-lume à flor da água, à flor das ideias. Mas, de repente, o vaga-lume pode estar lá e iluminar tudo. E mostrar o verdadeiro caminho – a luz que precisávamos.
Em chão firme – mesmo que chutados por alguns, é melhor que vacilar constantemente em pensamentos desordenados. Em areias movediças. E pode doer por muito tempo – os chutes, mas passa a ser uma lição de vida. E não adianta dizer que somos loucos – pois todo cidadão traz em si algum traço, ou alguns traços de desajustamento. Perfeição? Só lá em cima – no eterno! 27/06/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

LOUCURAS POR LIBERDADE

O que pensam os seres humanos sobre a loucura? Creio que devem pensar muitas coisas, entre elas o porquê de alguém parar, pensar e escrever sobre a loucura – ou, ainda, o porquê de alguém parar, pensar e estudar a loucura. Eu realmente fico pensando neste processo intitulado loucura e chego até a dizer afirmativamente que todos têm um pouco de loucura em seu ser, pois às vezes é difícil acreditar que certas coisas acontecem – mas acontecem.
É interessante que muitos já fizeram isso. Se pegarmos os escritos antigos vamos notar que muito já se estudou, se pesquisou, se escreveu sobre o assunto. Na Antiguidade diziam que a loucura era coisa dos deuses: já imaginou isso? Os deuses fazendo intervenções nos seres humanos e estes pirando! Incrível! Afirmaram, também nesta época, que era acidente de percurso e não um mal em si. Mas, estudos médicos – através do grego Hipócrates (considerado o pai da medicina) afirmam: desarranjo da natureza orgânica e corporal do ser humano. Ou, ainda, acúmulo indevido de substâncias no cérebro.
Um pouco mais à frente, na Idade Média, há estudos que tentam convencer que a questão é demoníaca – crença na intervenção dos demônios na vida dos seres humanos (e vale lembrar que nesta época a Igreja estava no centro das coisas, a fé cristã – o teocentrismo). A quem escapasse das fogueiras, recomendava-se a estes muitas orações, jejuns, visita a lugares sagrados, como templos religiosos – além de sacerdotes de prontidão para a prática do exorcismo.
E assim caminha a história da loucura – 1798, o médico francês Phillipe Pinel tira as correntes dos pacientes loucos de um hospital em Paris – hospício deixa de ser prisão. É de se pensar quanto custa o preço da liberdade – é sabido, também, que até os dias de hoje há meios de deixar os pacientes quase que, ou, plenamente imóveis – além de remédios, há também as camisas de força. Penso agora numa cena que vi ao assistir o filme Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. O Major Quaresma, nacionalista convicto – personagem principal do livro citado neste parágrafo, é tido como louco e levado em camisa de força.
Já no século XX os estudos mostram que Sigmund Freud, através da psicologia e da psicanálise, tenta compreender a loucura. E pergunto, sem me estender muito: será que os estudos de Freud entenderam o que é a loucura? Creio que não... Aliás – há muitas coisas ainda a serem estudadas sobre a loucura e vale ressaltar que muitos artistas tentaram passar para a tela este momento de desespero que acarreta o ser humano – e, para exemplificar, vale citar a obra ‘O grito’, do norueguês Edvard Munch (datada de 1893). Mentalize a obra ‘O grito’ e pense sobre. Causa, pelo menos em mim, aflição.
E, retomando o título destas linhas, todos já fizemos loucuras para atingir determinado tipo de liberdade. Um exemplo pessoal: certa época da vida fiz uma grande loucura, e junto a esta loucura, a sensação plena de liberdade: subi numa Honda 150 Sport e, quinze dias na estrada, fui trinta quilômetros para frente de Porto Alegre. A sensação de andar pela BR 101 foi incrível – e, mais legal ainda: no Sul encontrei caminhoneiros aqui da cidade e região que assustavam ao ver a placa da moto aqui do Estado de São Paulo.
Outras pessoas, como podemos citar, buscam a sensação de liberdade em muitas coisas – inclusive em sair de casa, livrar-se dos pais (mas, lá na frente, se arrependerão). Outros buscam em coisas ruins (como drogas), outros buscam no esporte (saudável), outros em promover-se de forma galanteadora. Mas, a final, quanto valem as loucuras pela liberdade? Tem preço? Creio que sim, e podem trazer ruínas se não forem bem administradas. E você, caro leitor, qual foi a maior loucura que você imagina ter feito? 20/06/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

ESCREVER - TRANSPIRAÇÃO OU INSPIRAÇÃO?

Escrever é arte... Em verso ou em prosa. Talvez uma arte milenar que, pouco a pouco, foi evoluindo. E, às vezes, faço o jovem pensar: escrever é só transpirar ou só inspirar?  Ou as duas ações trabalham juntas? Ou, em que proporções estão dentro do ato da escrita? E esta semana a tônica foi esta – e muitos argumentaram de forma majestosa.
Inclusive, alguns citaram que a escrita é um processo longo e mágico, pois através dela expressamos o que pensamos e o que sentimos – e muitas vezes faltam-nos palavras para expressar o que sentimos e pensamos. Interessante, não? É através dela que sabemos muitas coisas de nossa longa história. Ou seja, o registro de boa parte da história da humanidade se fez através da escrita – da escrita rudimentar, em cavernas. E, o mais interessante, é que tudo começou há tanto tempo que se perde na contagem dos anos. Aliás, fico a pensar: como determinados grupos de cientistas tentam datar determinados escritos?
Escrever, talvez, não seja para todos (alfabetizar é diferente do que cito aqui – de escrever como processo encantador que é). Ou, ainda, escrever é criar hábito – e poucos gostam deste hábito, pois a ele está ligado o processo da leitura. E ler também requer hábito. Requer paciência, requer – vamos dizer, um bem querer mais que bem querer... – como citou o poeta em seus versos magníficos.
Logo, creio que não há nenhum estudo voltado para o ato da escrita no sentido de inspiração, pois os grandes mestres deixaram registrado que inspiração – provavelmente – seria um por cento e transpirar, batalhar letra a letra, ideia a Idea, noventa e nove por cento. Logo, mostram que escrever requer muito esforço – ou seja, o trabalho da reescrita. E, com certeza, poucos gostam deste momento.
Se somarmos o processo – os citados acima, a leitura se faz presente para alcançar os objetivos desejados. Logo, só se escreve bem quem realmente lê, ou leu bastante durante a sua formação – e, por consequência, continua lendo. É sabido que o processo da leitura traz ao ser humano muitos conhecimentos e estes ficam armazenados em nosso cérebro e, quando solicitados, surgem e o texto segue o seu caminho pelos labirintos das ideias. Mas este caminho – labirinto – não é nada fácil.
Mas, retomando, alguns pensam e agem como se escrever fosse um ato de inspiração. Afirmativamente não, pois até os sonhadores senhores poetas precisam trabalhar muito as palavras para que estas se multipliquem em sentidos e deem novas ideias aos textos. Se Camões, em Os Lusíadas, invocou as ninfas/deusas, também podemos invocar, mas ele completou – com engenho e arte. Ou seja, com trabalho também. Aliás, diga-se de boca cheia que com muito trabalho, com muita arte deixou-nos um legado invejado por muitos povos.
Há, ainda, os que dizem que ambas trabalham juntas – melhor, que não há transpiração se não tivesse surgido a inspiração antes – a ideia de sobre o que escrever. Até é possível de concordar. Mas esquecer, negar a transpiração não é possível de aceitação. E você, caro leitor, o que pensa sobre o ato da escrita? Inspiração ou transpiração? Ou as duas juntas?
E, para finalizar estas linhas, mais uma ilustração – dia dos namorados... Muitos no entusiasmo do novo caminhar lado a lado com uma pessoa, encheu-a de caros presentes (nada contra), mas se foi apenas inspiração momentânea, vai transpirar muito para colocar em dia as finanças – pois corre-se o risco de acontecer. Então dirão o quê? Nada... Apenas transpirar para conseguir, em breve espaço de tempo, alcançar novamente a tão sonhada liberdade de escolha – que, por sinal, não está nada fácil! 13/06/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

CELULAR: FIM OU COMEÇO?

O celular pode ser bom, mas também é ruim – duas medidas. E você já parou para pensar sobre? Os meus poucos leitores sabem que trabalho com adolescentes e estes não os tiram da mão por quase nada – uma verdadeira febre! Para eles, se o aparelho celular não estiver próximo, estão nus.
E, pensando neste fato, comecei a observar por minha casa. Tenho um garotão que mora comigo, de dezenove anos, que passa boa parte do tempo que está em casa com o aparelho na mão. Costumo dizer: conectado vinte e quatro horas. E esta semana até dei uma bronca de leve, pois o celular a noite toda recebendo mensagens! E o meu sono, leve como é, foi embora – logo, o dia passa a não ser de bom humor.
Mas não para por aí. Esta semana minha filha passando alguns dias comigo – a mesma situação. Meu Deus, onde fomos parar? E, como sempre digo: o culpado somos nós, pois demos a eles o aparelho celular. Mas, como os pais sempre dizem: na boa intenção de localizá-los, ou, quando precisarem, nos localizarem. Mas será que realmente temos esta intenção? Ou, será que eles realmente têm esta intenção?
Sabemos que temos esta intenção, mas eles nem sempre têm esta intenção, pois usam de forma inadequada. Tão inadequada que há uma lei estadual que proíbe o uso do celular dentro das escolas – pergunto: funciona? Não vou nem responder, pois sabemos a resposta correta. Agora, a pergunta que faço é: qual a situação a tomar?
Por outro lado, a tecnologia pode ajudar muito dentro de uma escola. Através dos celulares os alunos podem acessar muitos conteúdos e complementarem suas respectivas aprendizagens. Mas, se tomarmos em porcentagens, quantos alunos estão a agir assim? E, para teste (e por recomendação das Nações Unidas) incitei os alunos a procurarem outro dia determinado conteúdo: ficaram com o celular na mão assim como ficam com um dicionário – não sabem pesquisar! Apanham tanto no dicionário, como no celular!
Com um aparelho maravilhoso na mão, competente, e não sabem fazer uso! Uma geração que sabe apenas ficar trocando mensagens mal escrita (linguagem do internetês – que para a escola fica a desejar, pois esta recomenda o uso padrão da linguagem, respeitando os regionalismos possíveis), vendo vídeos que não trazem educação alguma, e imagens desagradáveis aos olhos dos mais atentos.
Notei, então, que está na hora realmente de cumprir o que as Nações Unidas recomenda: fazer uso da tecnologia a favor do aprendizado, mas começando pelo ‘bê-a-bá da tecnologia’ – a pesquisa. Mas pergunto: será que querem? Outra questão que levantei neste dia: não querem. Querem apenas o que lhes é prazeroso para o momento. Aprender, com certeza, não é – pelo menos para uns oitenta por cento dos que frequentam os bancos escolares.
E, para fechar estas linhas, soma-se a esta febre de uso indevido de aparelhos de celular, o fone de ouvido (a maioria), e não baixo – o que as próximas gerações de médicos agradecem, pois terão muito a cuidarem da surdez precoce; e os oftalmologistas também agradecem, pois o tamanho da letra e em uso constante, afeta a visão. Logo, o lado bom – que deveria ser usado a favor do aprendizado, não está sendo usado. Mas o lado ruim, o que leva aos males futuros e de forma irreversível, que usam sem moderação. 
Então, não adianta conscientizar apenas o aluno, o jovem, nos bancos escolares. A necessidade de aprendizado se faz presente dentro dos lares: educar os adultos para que estes façam da melhor forma o uso do aparelho celular, educando os filhos para que num futuro breve não tenham tantos problemas de saúde. E, para completar, o que pensar dos mais adultos que circulam fazendo os seus exercícios para condicionamento de uma boa saúde e na mesma situação? É realmente de se pensar... 05/06/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

A COMUNICAÇÃO QUE VOCÊ VÊ!

Resolvi pensar um pouco mais sobre a comunicação. Sobre os meios de comunicação e puxei o desafio que a comunicação faz conosco. Tais meios, com seus fins bem definidos, não nos dão a oportunidade de agir – pelo menos para a grande massa.
Alguns conseguem um espaço bom na mídia, seja televisiva, radiofônica ou impressa – mas são poucos. A grande maioria não, pelo menos é o que parece. Se começarmos a pensar pelas grandes redes de comunicação, notaremos que isso que escrevo é verdade. Alguns que lá estão, estão há muitos anos. Logo – dificilmente ter espaço para outros. E ai começa o problema – pelo menos penso assim.
E então, voltando ao título, a comunicação que temos é totalmente manipulada por interesses de pequenos grupos, se comparado à grande massa que a vê, que a ouve, que a lê. Logo, somos manipulados. Somos passados para trás. Melhor, estamos sem saída? Ela, a comunicação, nos vê e faz de nós o que quer?
Creio que não.
Há um simples pensar que pode mudar tudo – e já mudou a vida de muitos: desligar os aparelhos que transmitem e fazer exatamente tudo diferente. Fazer coisas novas. Fazer amigos novos. Ler livros novos. Calçar um tênis confortável nos pés e caminhar em lugares atraentes – apesar de nossa cidade não ter tanto lugares para caminhada...
Só o ato de desligar os aparelhos de comunicação – televisão e rádio – já é um passo enorme em busca de ares novos, principalmente a televisão. Ao desligar um botão de tevê tomamos uma decisão enorme em nossa vida: a de não ser manipulado. Alguns, melhor, grande parte da população não consegue fazer isso – e pior ainda: estão bitolados nos mesmos programas. Não ouvem opiniões de outros canais sobre o mesmo assunto. Como diz a música dos Titãs – ‘Televisão’: “A televisão me deixou burro, muito burro demais / Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais (...) // A televisão me deixou burro, muito burro demais / E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais. // Ô cride, fala pra mãe / Que tudo que a antena captar meu coração captura / Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura!” – quer melhor explicação que esta canção traz?
Agora, ao voltarmos para o rádio – o velho companheiro de guerra, este pouco a pouco vem sendo substituído pelos celulares. Jovens – e alguns adultos, mas em número menor, estão constantemente com fones de ouvidos quando caminham, quando cuidam da saúde, quando praticam o seu lazer – e estes, os celulares, trazem dispositivos que armazenam músicas... E o mais interessante de tudo: sem propaganda! (Sabemos que a propaganda é a alma do negócio – é ela que ainda mantém o sistema de comunicação de pé... – mas ouvir músicas sem interrupções é melhor que ouvir determinadas propagandas que não fazem jus ao que procuramos.) 
Já a mídia impressa – jornal e revista – possui um alcance menor. Ou, pelo outro lado: por terem o custo mais alto, apenas uma pequena parte da sociedade tem acesso. Logo, o conceito de manipular está um pouco restringido. Mas não deixa de existir. Determinados grupos empresariais deste setor não respeitam os leitores e, por consequência, atuam de forma errônea.
E, para fechar tudo isso que citei acima, nada melhor que desligar tudo e pegar um livro e começar a ler. Ou, ainda, ouvir uma palestra sobre cultura – hoje, sábado, às nove horas, na Biblioteca Municipal ‘Rubens do Amaral’, o escritor araçatubense Hosanah Spíndola, membro da UBE – União Brasileira de Escritores, abordará o tema ‘Literatura de Cordel no Brasil’ – totalmente gratuito. Compareça e faça a diferença – não deixe a tevê te deixar burro, muito burro de mais...  30/05/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

POLÍTICA, SEMPRE POLÍTICA!

Sempre! Desde que acordamos até repousarmos novamente somos políticos. Estamos a fazer política! Passamos horas e horas fazendo política e alguns dizem que não fazem política. Mas é assim: nem todos entendem o que é política.
Entender ou não é questão de ponto de vista, pois todos, em algum momento, querem falar de política. Querem falar de candidatos. Querem falar de quem está no governo. E, por consequência, como poucos entendem de política, falam asneiras. Pior: poucos se lembram dos nomes que apertaram nas urnas, principalmente para o Legislativo.
Mas, afastando um pouco da política, quando ligamos a televisão, rádio, ou acessamos um site, estamos fazendo política. Política é escolha! Política é defesa de um pensamento – vou assistir determinado canal, determinado programa porque gosto do assunto que se trata lá. Logo, é escolha, é política.
E no cenário da política é assim: cada um defende um pensamento. E, às vezes, o eleitor nem imagina o que o cidadão ou cidadã que está pleiteando uma cadeira no legislativo, ou no executivo, tem em mente. E é simples: não lê o plano de governo do candidato. E temos que ficar atento – em breve teremos o pleito municipal... Em breve começarão a aparecer as conversas a serem fiadas, tipo de porta de botequim, mas que na verdade são especulações que poderão ser, ou não, verdadeiras.
Esta semana a nossa Araçatuba passou por altos lances políticos – discussões partidárias, liminar para retomar cadeira no legislativo... E assim corre a vida política desta maravilhosa cidade que está – por parte de seus governantes, deixando muito a desejar. E é simples assim para exemplificar: conversando com alguns jovens esta semana disseram que seus bairros estão largados, pois estes pensam no que gostam: esporte, principalmente futebol. E não estão tendo estes lazer tão prometido em campanhas.
Mas eu, visitando alguns bairros, vou mais longe: onde estão as promessas de campanha? Tanto do executivo, como do legislativo? Digo com propriedade porque participei ativamente das últimas campanhas. Ouvi muitas promessas – dava, na época, auxílio a candidatura de uma amiga – e pouca coisa se tem visto. Tenho uma pergunta a fazer: onde as promessas foram parar? Digo que me sinto envergonhado em lembrar as promessas e não vê-las cumpridas. E não tenho vergonha alguma em dizer que se faz necessário, e em caráter de urgência, mudanças em todos os setores da nossa política.
E acrescento: é interessante quando se senta em uma roda de bar e, conversa vai, conversa vem – e rola de tudo um pouco: música, futebol, religião, mulher e, não podia ficar de fora a tal política – a grande dama que corre nas veias de muitos araçatubenses. E se pode ouvir, como ouvi, que muitos partidos já se articulam em busca de novos futuros candidatos, novas possíveis lideranças. E fico a pensar: o que pensarão os menos favorecidos, caso tenham oportunidade de ler estas linhas, que muitos candidatos que já bateram em suas portas pensam em articulações – e nem cumpriram as promessas de campanha – principalmente os que foram eleitos? 
Creio que ficarão, assim como eu, decepcionados. Creio que, assim como, teriam vontade de sair gritando pelas ruas chamando-os de... – melhor nem citar aqui (alguma criança poderá ler tais linhas). Ou, pensar assim: será que, se fosse eu, faria o mesmo que fazem os que lá estão? E pior é ler que, às vezes, brigam por coisas insignificantes do ponto de vista que venha favorecer a população.
Meu Deus! Vou fechar estas linhas, pois assim fecho os meus pensamentos, fecho a minha boca e não corro o risco de dizer tudo o que os jovens disseram, ou tudo o que vi passeando esta última semana por alguns bairros desta minha terra natal... 23/05/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

ABISMOS DA ALMA

Se sairmos pesquisando pelos dicionários, e mesmo pela vida a fora, vamos descobrir que o maior abismo é o que se encontra na alma – no nosso interior. E por razões simples – ou não, mas que complicamos porque queremos complicar – ou não sabemos simplificar. Ou, ainda, não nos foi ensinado como não complicar...
Buscamos muitas explicações e nada de soluções, ou de clareza de espírito. Se basearmos em realidade geográfica saberemos que há fendas, abismos, maiores que o Everest (ao contrário – nas profundezas dos mares, como a Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, com 11.034 metros – o local mais profundo dos oceanos).
Assim, também, é o ser humano. Há muitas fendas – insondáveis. O labirinto da alma humana é insondável. Procuramos saídas e nem sempre conseguimos. Às vezes buscamos ajuda e nem sempre esta vem de encontro com a nossa realidade. Às vezes, apoiados em remédios, acaba o ser humano aprofundando ainda mais – chamados de remédios antedepressivos.
Tudo vem de encontro ao que se chama abismo humano. Aliás, como costumo dizer, que somos um abismo ambulante – e, por consequência, todo abismo atrai. Também atraímos, não pelo que somos, mas pelo que tentamos mostrar (e na verdade não somos o que tentamos mostrar). E por quê?
Sabemos, por exemplo, que um poço de água contém água – e não precisamos debruçar sobre ele. Mas, por mais incrível que pareça, fazemos isso: tentamos inclinar e ‘descobrir’ o que há dentro dele. Assim é o ser humano, mas com um recorte natural: não sabemos o que o outro ser humano é. Sabemos, através da ciência, como ele é constituído materialmente, mas em mente e espírito não. E tentamos descobrir. E aqui vale o velho ditado: vive-se tantos anos ao lado de uma pessoa, mas nunca somos capazes de saber o próximo passo dela. Temos uma mente insondável. Ou: coração é terra que ninguém pisa.
E a ciência tenta das mais variadas formas descobrir o enigma que é o ser humano – e sem resultado positivo, pois é um sistema tão perfeito, tão bem elaborado, que é impossível sondar a mente humana. Muitos estudos e nada de resultados que mostrem evoluções nas pesquisas neurológicas. Então, avaliemos o poder que nos foi dado: uma caixa insondável que podemos levar muitos segredos – cerca-nos um mistério.
E isso fica evidente quando muitas coisas são tidas como misteriosas. Muitas nunca serão descobertas – muitos segredos foram levados para o túmulo! E, a exemplificar, cito uma obra literária do grande Machado de Assis: Dom Casmurro. Quer maior enigma que o ali transcrito? A eterna dúvida de saber se houve, ou não, traição! Como dizem muitos estudiosos que Machado de Assis deve dar muitas voltas e reviravoltas em seu leito de morte!
Há muitos enigmas na Terra. O próprio nome diz – e nunca serão descobertos, solucionados. “Há mais mistério entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” – já citava o poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare. Então, é seguir o curso da vida e esta repleta de mistérios insondáveis. Assim como uma flor que nasce em um abismo – terá ela a força das mesmas que aqui em cima desfrutam do calor do sol? Assim é, e assim está o ser que fica à beira do abismo – terá força de progredir? 16/05/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

PONDERAÇÕES SOBRE AS MÃES

Mãe – que palavra tão pequena, mas que valor enorme possui. Significado que vai além do que se pode imaginar. Creio que vai além do poder da mente humana. E, cada um com a sua mãe, com os valores que ela tem. Ninguém quer trocá-la. Sempre a nossa mãe será a melhor mãe do mundo – é a nossa mãe. É o anjo que nos foi dado para nos auxiliar em nossos passos aqui neste pedaço de chão.
Assim, casado ou não, longe do berço materno, a casa da mãe, da avó – sempre é a casa onde se guarda muitas recordações boas. É o melhor lugar do mundo – onde se tem maior liberdade se comparado a outras casas. Nela se é paparicado – e, voltando um pouco à infância, na casa da avó se escapa de apanhar, muitas vezes.
Lembro-me que meus avós eram de outros lugares – não desta terra tupiniquim: meu avô de Portugal, minha avó carioca – Rio de Janeiro, e se estabeleceram aqui e aqui, fincando raízes, construíram a sua vida a duas quadras da belíssima igreja São João e São Judas Tadeu. E, por consequência, os filhos – e quase todos os netos. Deixamos, sim, aquele pedaço de chão, mas permanecemos nesta terra tupiniquim – espalhados pelos novos bairros.
Recordo-me, também, que na casa da avó se podia quase tudo – muitas coisas, inclusive de lá tenho eu uma cicatriz numa das sobrancelhas. Uma área enorme na frente da casa, com piso todo encerado – um brinco de limpeza e, nós – os netos – a escorregar. E numa destas brincadeiras a cicatriz apareceu e permanece até hoje. Quando olho no espelho e vejo a cicatriz, recordo-me daquele pedaço gostoso de chão.
Avó, mãe – seres maternos responsáveis por nossa criação: verdadeiras heroínas em nossa vida. Devemos orgulhar de poder pronunciar a palavra mãe! Eu orgulho-me. Quando me sinto trancafiado: o melhor lugar é lá. Orgulho de tê-la como mãe – senhora Janir Abigail Dias Alves (Jane para os mais íntimo). Lembro-me dos seus afazeres, dos seus cuidados com os filhos – eu e minha irmã. Lembro, também, dos cuidados que a senhora dedicava aos menores, e sem fazer diferença de credo religioso: e lá estava a senhora a tecer roupinhas e mais roupinhas e depois distribuía às futuras mamães. De quantas crianças nesta cidade a senhora é madrinha? Quantas crianças nesta cidade foram vestidas com o auxílio da senhora e de suas amigas, pois o telefone sempre a tocar – e mais roupas a chegar, pois sabiam que a senhora, caprichosamente, arrumava tudo e distribuía aos menos favorecidos.
Hoje os tempos passaram, correram. E os dias já não são os mesmos de antes. As dores começaram a aparecer – mas o Ser Maior, Deus, do seu trono olha e ao seu tempo aplicará a recompensa. Disso tenho certeza, mãe, pois ensinaste que Deus é fiel! Ensinaste o caminho do bem – trilhamos nele.
Todos os filhos devem olhar para suas mães assim: verdadeiras heroínas – e não apenas neste segundo domingo de maio (amanhã), mas todos os dias, em todos os momentos. Às vezes, discutimos com ela, discutimos com nossos familiares, mas tudo passa e tudo deve retornar ao seu devido lugar – e só assim se forma uma família.
E acrescentando, caro leitor, se você não a tem mais por perto (que Deus a levou para junto de si), contemple-a em sua mente, em seu coração e agradeça a Deus por ter tido a oportunidade de, mesmo que por um pequeno espaço de tempo, ter convivido com ela – com um anjo que foi colocado para nos auxiliar. Assim, a contemplação mental fará com que a saudade diminua um pouco e, em silêncio, aguarde o dia de estar junto a ela novamente.
Em nome de todos os filhos, e através destas linhas aqui rascunhadas por mim, os sinceros agradecimentos às nossas mães por nos terem dado o direito de viver e de um dia poder chamá-las de mãe! Mães: te amamos! 09/05/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

E O TRABALHADOR?

E o trabalhador... E o trabalhador o que tem a comemorar?
Muitas vezes ficamos pensando sobre o trabalho – sobre o grande fardo que o trabalho pode ser... Concluímos: fardo! E nada de dizer que enaltece o homem.
São as mais diversas profissões a ganhar, a ganhar, a ganhar – capitalismo! Capitalismo selvagem! Pior: contribuição do trabalhador e nada de aposentadoria digna. Ou, pior: você tem que ter determinada idade, caso contrário, não aposenta – e mesmo com tempo de contribuição garantida (sinto na pele tal fato!). Fico indignado! – quando comecei bastava-se apenas os anos de contribuição e mexeram com a regra durante o caminhar!
Embora o dia tenha sido neste primeiro de maio, o trabalhador coloca a disposição os seus serviços todos os dias. E é dele que sai o sustento de muitos, pois não trabalha apenas para si – mas também para o engrandecimento do patrão! Abaixo a exploração! E mais respeito dos que são eleitos pelo povo para com o povo!
Desabafar não é tão fácil assim! É questão de olharmos a realidade com olhar diferente: quem menos faz, é o que mais ganha; quem mais trabalha (o verdadeiro trabalhador), ganha algumas migalhas apenas... E prometo que não vou nem entrar no campo político, pois é uma vergonha o que estamos vendo nos dias atuais!
E o trabalhador... E o trabalhador o que tem a comemorar?
Creio que nada! Comemorar o quê? Que tem forças para trabalhar? Que tem sentido na pele o poder de exploração do patrão? Dos grandes grupos corporativistas? Isso não pode ser comemorar – mas alguns ainda levantam as mãos aos céus e agradecem pelo trabalho (sim, pois é bem melhor moralmente que outros que estão a abusar dos menos favorecidos). Mas, lá no fundo, a revolta está a remoer: por que não há igualdade?
O remoer consome o ser humano. O remoer consome o ser humano, em todos os sentidos. Das menores até as maiores – somos humanos, logo: pensamos! Ou, pelo menos usamos parte da nossa massa encefálica para isso. Remoemos pensamentos, sentimentos. Nutrimos, nem sempre, coisas positivas sobre nós, e sobre os que nos rodeiam.
Desde que – verdade ou não – o homem é homem, trabalha para seu sustento (e para sustento de outros). E passamos por várias situações desde que ocupamos a Terra. E, em todos os tempos, sempre houve explorado e explorador. E fico a pensar: como uma raça que diz ter inteligência pode explorar o seu semelhante? Logo, não há muito a comemorar.
E, tendo em vista o mundo capitalista que atualmente sobrevivemos, pior ainda. A palavra a ser usada sempre – e para os que dela usufruem – chama-se lucro! E ter lucro significa – não importando como – ser melhor que o outro! Ser mais esperto que o outro! Ser o melhor! E, ser o melhor significa ser o melhor – e não ocupar um lugar no pódio (segundo ou terceiro), mas sempre primeiro. E frustração total ser o segundo – melhor, neste caso, ser o terceiro.
E o trabalhador... E o trabalhador o que tem a comemorar?
Fechando estas linhas – não temos nada a comemorar! Somos frutos de uma sociedade que visa simplesmente o lucro – e, desde que nos vestiram, agem assim: sem escrúpulo algum! Somos todos os dias manipulados, mesmo não querendo, somos. Mesmo não aceitando, somos obrigados a fazer o que querem. E a exemplo: queremos melhores salários – mas como conseguir? Queremos melhores condições de atendimento na saúde – mas como obter? Queremos uma educação de qualidade... Queremos, queremos, e queremos e nada! Lutamos e pouco avançamos. A sociedade – os lá de cima, estão fechados!
E o trabalhador... E o trabalhador o que tem a comemorar?
Vejamos: o pão nosso de cada dia... Senhor, dai-nos hoje e sempre. Amém! 02/05/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

SONHADOR ERRANTE

Muitos gostariam – e eu também, de ser um sonhador errante. Sonhador errante, do meu ponto de vista, seria viver imaginando aventuras, mas não pequenas aventuras, mas grandes aventuras. E, de preferência, sendo o herói. Aventurando-se pelo mundo infinito das Letras; do mundo da criação; da projeção literária; do reconhecimento do público; do reconhecimento dos amigos e dos inimigos – principalmente.
Mas há muitas coisas e fatos que impedem tal realização. No Interior Paulista as cidades são pequenas e medianas – raramente se encontra uma cidade de porte grande, o que se torna quase impossível o trabalho do herói. O tempo não corre em pequenos lugares – logo, não há grandes aventuras a serem realizadas. Então, o melhor a fazer é ler livros empolgantes. Ou, ainda, tentar rabiscar histórias empolgantes. É muito tempo para sonhar. É muito tempo para procurar saídas para se tornar um herói.
Ler muito – dizem os menos entendidos por ai, que confunde o cérebro. Mas sei que não, sabemos que não: o efeito é o oposto. Pode, sim, levar uma pequena, talvez simples confusão quando se tenta ser um verdadeiro herói: uma mistura entre presente e passado, entre o real e o imaginário, fatos que se fundem, se confundem e passamos a pensar que podemos ser um autêntico cavaleiro, com um fiel escudeiro (que sempre pensa em modo paralelo ao nosso) – e com a missão de ajudar os mais fracos.
Resolvi, então, visitar o sótão dos meus pensamentos – e este não é muito grande: apenas o suficiente para manter alguns fatos e coisas que jamais serão esquecidos. Achei lá muitas coisas – como se estivessem todas guardadinhas em caixinhas de um bom colecionador. Coisinhas úteis e inúteis. Algumas limpas, conservadas (como se estivessem embrulhadas em fino papel), outras não, mas nada que um bom pano para limpá-las. Deixá-las brilhando e prontas para uso – ou apenas para serem expostas a contemplações: aliás, muitas vezes gostamos de olhar para tais coisas e apenas contemplá-las.
Armado simplesmente de papeis que separam as matérias de um caderno e caneta – espada – coloco-me a escrever os mais variados sonhos; começo a escrever em prol dos sonhos dos menos favorecidos. São aventuras sonhadas há anos, mantidas longe do alcance humano; são aventuras que se perdem no espaço – talvez no chamado reino do beleléu. Digo que não sei onde este fica, mas muitas vezes já ouvi falar. Ou, ainda, em busca de novos-velhos talentos que não estão sendo granjeados – ou granjeados de forma errônea.
Retorno rapidamente dos meus sonhos de sonhador errante e projeto-me no presente: olho calmamente em volta e questiono sobre os meus amigos e inimigos – creio que são poucos (tanto de um lado como do outro – e nem sei se realmente os tenho). Todos têm pretensões, mas nem todos conseguem sair do anonimato e navegar em águas tranquilas – ou, pelo menos, em ondas cibernéticas. E penso que, de um modo ou de outro, todos deveriam ter os mesmos direitos de se ver publicáveis.
Penso também nos heróis que poderiam aparecer nos jornais, revistas e cibernéticas locais – mas são caminhos difíceis a serem trilhados; respeitados pelos seus modos de serem, de agirem e de atuarem. Muitas coisas, fatos e histórias rejeitadas. Situações possivelmente desagradáveis para alguns. Assim é o caminho do possível herói – pelo menos no campo das Letras no Interior Paulista – que deixa muitas vezes a desejar. 26/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

AMOR VERDADEIRO

"A melhor definição do amor / não vale um beijo / de moça namorada”, do conto O Espelho, do grande mestre da Literatura Brasileira – Machado de Assis. E assim é o amor. E assim é a vida. E assim é o beijo. E assim tentamos ser: nós – pobres mortais que somos quando pensamos no verdadeiro sentido do que podemos chamar de amor!
Antes de entrar no assunto, andei lendo e vale dizer que o beijo tem vários significados em diferentes partes do mundo. No Japão, até há pouco tempo, o beijo em público era considerado obsceno. Na Rússia, é comum os homens se beijarem no rosto quando se cumprimentam. Na África, entre alguns povos, acredita-se que a pessoa beijada pode ter sua alma absorvida. Na Groenlândia os esquimós se beijam roçando os narizes... Se pesquisarmos outros sentidos acharemos para o beijo – inclusive de traição, como o de Judas em Jesus Cristo quando este foi entregue aos homens da guarda.
Por outro lado, quer coisa mais avassaladora que um beijo? Aquecedor! Sufocante! Amedrontador! Instigador! Tímido! Estimulador de sentidos e de sentimentos – e por ai vai uma fileira de vocábulos que nos leva a pensar em tantas e tantas situações. E se for um beijo furtado – mais ainda! Lado a lado, conversa vai, conversa vem e, de repente a oportunidade de roubar o primeiro beijo. Rápido. Medroso – que pode ou não encadear outros. Ou, simplesmente, um belo espaldar de mão no rosto – My God!
Creio que a citação do texto de Machado de Assis é uma das melhores que conheço. Beijos, beijos e mais beijos não valem um amor verdadeiro – ou valem? Aliás, o que é um amor verdadeiro? Sou mais “Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure” – do Soneto de Fidelidade, do poeta e grande músico Vinícius de Moraes. Há tantos enigmas no ato do amor que “Mas causar pode seu favor / nos corações humanos amizades / se tão contrário a si é o mesmo Amor?” – de Luís Vaz de Camões, que considero o maior poeta da Língua Portuguesa. Ao mesmo tempo ama-se com tamanha intensidade que, inconsequentemente, pode virar ódio.
Digo que amar é um ato sereno, que acontece pelo serviço do Acaso – Destino. E, por consequência do mesmo, alguns são duradouros, outros não. Então é recomeçar sempre, ou desistir do que se pode chamar de amor, de amar. Creio que alguns não nasceram para amar, ou para amores duradouros. Senhor Destino, por que fazes isso com alguns? Por que, ao invés de fazê-los assim, não os ensina a amar corretamente? Pergunto: há método para o amor?
Mas, talvez, por assim dizer, há quem realmente saiba o valor de um beijo; e ainda melhor quem realmente saiba o valor de beijar; ou, ainda, quem realmente saiba vivenciar o sabor de um beijo – ah... Como é bom o sabor doce de um beijo! Momento que fica gravado na mente até o próximo que, muitas vezes, pode demorar tempo... (Ou não acontecer...) E, aliás, o que é o tempo? Creio que somente o senhor Tempo realmente sabe o valor do amor – ou que pode ensinar o valor do amor... Ou, há quem realmente saiba o valor do amor? Há, no entanto, de ter consciência do valor da Vida!
Finalmente, pelos seus muitos significados, não há beijo de amor maior que o maternal – principalmente quando ela puxa a coberta e diz: “Boa noite, meu filho! Durma com Deus!” – incondicional, sem palavras...  16/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

A FAVOR DA VIDA SEMPRE

Sou um que vivo metamorfoseando, mas mesmo nesse constante processo, adoro a vida. Sou contra todos que, de uma maneira ou de outra, de forma individual ou coletiva, atentam contra a vida. Viver é a melhor forma que o Criador deu à criatura que criou – nós, os humanos. Condeno qualquer ato contra a vida – vejo como um ato imperdoável (pelo menos para este que vos escreve). Quem tal ato faz – contra si, ou contra outros – tem que buscar perdão num Ser Maior (e não nas pessoas, pois as pessoas podem ignorá-los – eu faço isso). Não sou o Criador para julgar, mas tenho os meus princípios. Logo, penso assim. Existo assim – e não há quem mude o meu modo de pensar. 13/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

A PRAÇA É NOSSA?

Praça é praça – e independente do lugar em que esteja. Algumas melhores, outras piores em seu estado de conservação. De forma geral o Estado, entenda-se os governantes, não está preocupado com tal situação, pelo menos é o que apresenta ao depararmos com tais recantos que podem muito bem ser encantadores.
Na antiguidade as praças públicas tinham vários sentidos, ou ocupações: tomada de decisões, apresentação de espetáculos teatrais, julgamentos, enforcamentos. Realmente um espaço público, realmente um espaço de uso do público. Em alguns lugares ainda permanecem algumas destas funções.
Na Itália, por exemplo, há praças maravilhosas, com a arquitetura ao seu redor de tirar o fôlego do transeunte. Na Inglaterra, com um outro olhar, há praças trancadas a chave, com portões, tipo particulares, por assim dizer – cada povo com sua cultura. E no Brasil – o que chama a atenção nas praças? O que mesmo?
Se pegarmos as nossas praças, digo as araçatubenses, o que há de atrativo nelas? Creio que quase nada – e a maioria em péssimas condições de uso. Não há lugar para a família – nesta hora a Constituição foi jogada no lixo!
E, dizer lugar para a família é ter espaço para o lazer, para a diversão. Ou, ainda, lembrar das caminhadas nos inícios das noites em que casais de mãos dadas eram felizes. Encontravam-se naquele espaço – e hoje muitas abrigam mendigos – que, por preconceito da sociedade chegam a proporcionar medo!
Mas gostaria de ter uma praça – talvez não tão particular, mas com algumas coisas proveitosas ao deleite dos olhos. E esta teria muito verde acompanhado de belíssimas flores (pois a nossa praça central deixa a desejar em seu paisagismo – e olha que tenho fotos desde a época em que ela era cercada com arame farpado para animais não terem acesso), com recantos acolhedores, coreto e chafariz luminoso. Imaginou?
Imaginar um espaço público onde as crianças corram tranquilamente, os mais velhos – que possam levar suas cadeiras preguiçosas para banho de sol e contemplação do transcorrer do dia; e cada um ter um espaço para produção artística ao ar livre – independente do que produza. Sonhar faz bem... Incita a imaginação.
Falar em sonho – falta ao povo coragem para sonhar, coragem para protestar pelos seus sonhos. Falta ao povo correr atrás dos seus direitos constitucionais. Do direito do bem-estar. E, acima de tudo, pagamos um dos mais altos impostos do planeta, logo deveríamos ter tudo do melhor, não é mesmo?
Logo, a praça pode ser nossa se pensarmos nas próximas eleições em escolhermos de forma mais selecionada os nossos gestores – representantes legítimos de nossos direitos (mas está difícil!) nas câmaras governamentais. Creio que o problema está no ato de pensar – de escolher, caso contrário continuaremos assistindo a espetáculos fabulosos, mas com fitas adesivas no lábios. 09/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

AMAR! NUNCA MAIS...

Às vezes ficamos pensando na vida, nas coisas que nos cercam e descobrimos que – na tentativa de acertar, erramos mais, mas o melhor de tudo é que podemos olhar para trás e dizer: tentei! Não fui covarde!
'Nunca mais’ pode ser um pouco pesado, talvez. E ainda mais pra um sujeito como eu. Mas, o que vale mais, são as intenções – apesar de eu sempre dizer que de intenção o Inferno está cheio. Tenho dó (tenho nada!) do sujeito que diz usar o tridente – que queime junto! Uhu!
Revoltado? Eu? Sempre fico, mas pode (ou não) passar – sempre passa, pelo menos comigo. E prometo enforcar-me num pé de cebolinha (que ainda vou plantar) – se acontecer novamente comigo. 08/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

AINDA BEM... ALELUIA!

Ainda bem que Ele veio, andou por esta terra, desceu às profundezas a pregar às almas, ressuscitou e vivo está entre os que O adoram! Por isso: aleluia! Mas, se você, caro leitor, ainda tem dúvida, vamos fazer uma viagem juntos.
E a viagem que faremos é bem simples, e que você não precisa se preocupar em sair de casa, muito menos em gastar grandes montantes com despesas e mais despesas que uma viagem traz. Apenas leia e confira com o seu conhecimento de mundo e verás que temos que dar muitas glorificações em aleluias Àquele que nos salvou.
A viagem começa por lembrar os grandes homens que a História Humana conhece – e não precisa ser muito extensa para entendê-la. E, creio eu, que você também conhece, pois você é parte dela. E, ao entrarmos nos sepulcros destes homens encontramos – em alguns – ossos e etc e tal, como a tumba dos Faraós, governantes do Egito. Alguns reis também fizeram para si mausoléus – e servem apenas para visitação: conferimos os objetos dos mesmos, suas trajetórias de vida e mais nada. Mas estão lá – não ressuscitaram.
Agora, convido você a visitar o Santo Sepulcro, onde Jesus Cristo foi enterrado, mas ressuscitou ao terceiro dia. Podemos ir lá visitar – um meio logístico do país aos turistas, mas não encontramos nada lá. Ele ressuscitou. Ele está vivo! E ainda bem – aleluia! Digo ainda bem pelo grande motivo: morte de cruz para resgatar o Homem do pecado maior. Salvou-nos de perecer eternamente no lago ardente. E deu-nos os céus – desde que cumpríssemos os seus mandamentos.
E, pensando assim – quantos homens conhecemos que fizeram o bem, ou de outra forma marcaram a humanidade, mas foram ao mesmo lugar – do pó foste feito e pra lá voltarás. E, agora, pensando em Jesus Cristo – estará Ele no sepulcro? Claro que não – aí está a diferença dos Homens.
Pensando assim, a grande diferença: Jesus Cristo homem, Jesus Cristo divino! E por ser divino, eterno, fez-nos eternos junto ao seu lado se seguirmos firmemente os seus passos. E ainda há quem diga que nada disso aconteceu. Mas, estamos aqui como enviados d’Ele para resgatar tais seres e fazermos deles, se possível, se crerem, homens dignos de herdar – como qualquer cristão, as moradas eternas. Então, outra vez, e ainda bem: Aleluia!  04/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

CORUJANDO SEMPRE

A coruja gira sua cabeça até duzentos e setenta graus! – sem sair do lugar, e simplesmente para ver o que acontece em sua volta. E, creio eu, que o mundo também, ou até mais graus! E os significados de tê-las (as corujas) por perto também. E muitos povos a tem como símbolo de mistério, inteligência, sabedoria, conhecimento. E, falando em mistério – quer maior que ver na escuridão o que os outros não veem?
No campo das Letras: no meu certificado, por exemplo, ela está estampada (e também vem estampado nos Cursos de Pedagogia e Filosofia). Simboliza a reflexão, o conhecimento racional e intuitivo. A deusa grega Athena, deusa da sabedoria, trazia como símbolo a coruja. É de se pensar que as pessoas que trabalham com a arte de escrever precisam dela por perto. Eu – novamente servindo de exemplo – tenho uma aqui em minha escrivaninha de trabalho e, sob esta, um livro aberto. Para escrever precisa-se de reflexão, de conhecimento de causa e de um pouco de intuição. E, com toda certeza, vontade de escrever.
Há outra corrente que diz que quem come carne de coruja passa a adquirir os seus dons de previsão e clarividências – poderes divinatórios. Crendice, ou não... Se realmente fosse, creio que seria um animal notívago em extinção há algum tempo. Apenas estaria nos catálogos dos pesquisadores, como muitos animais nos dias atuais estão. Seu hábito noturno, para muitos povos, representa o conhecimento do poder do ocultismo.
Trazendo para nossa cultura, para os nossos dias – propriamente dito, que tal corujar um pouco? Creio que todos corujam um pouco – seja o filho, a filha, os sobrinhos, ou um ser querido. Ou seja, é a ação de ressaltar determinadas qualidades em um ser, mas de forma exagerada. Eu, particularmente, neste momento estou corujando o meu filho – que já me deixou para trás faz tempo em estatura, mas ainda é o meu garoto.
Mas, não corujamos apenas um ser, mas também corujamos muitas coisas – e relativamente ao mesmo tempo. Somos, aliás, relativo a tudo – e ainda bem. E pior: muitas pessoas dizem algo agora e, daqui a pouco, dizem outra coisa, ou ainda pior: dizem que nada disseram antes. Ah, meu Deus! E assim caminha o Homem em sua existência tentando achar um termo para tudo, mas na verdade tem-se apenas o meio termo. Tudo muda, pois tudo passa! Nada é eterno.
Ás vezes, o escritor escreve e, dias depois o seu texto sai publicado em algum tabloide. E lá vai ele corujar-se! Pega o texto e o lê várias vezes – e até diz para si mesmo que poderia ter saído melhor determinado parágrafo, substituído determinada palavra, é assim mesmo – algumas mudanças poderiam ter levado o texto para um conceito maior, fica corujando-se! Penso que o corujar é uma arte – uma arte de elevar a autoestima.
Sou fã de um grande ser terrestre – eu mesmo! E fã incondicional. De amar-me a tal ponto de dar beijos em mim mesmo! Brincadeira não, quando em rodas de amigos, digo que me amo muito! E, espalmo a mão na boca, beijando-a e distribuindo pelo rosto, pelo corpo os beijos. Creio que amor maior que este não existe – a não ser aquele ato de cruz! É, realmente, ‘amor é um fogo que arde sem se ver / é ferida que dói, e não se sente / é um contentamento descontente / é dor que desatina sem doer’ – citando Camões para finalizar. 28/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

QUADROS DA VIDA

A nossa vida, curta, breve, precisa ser curtida – não apenas em redes sociais, mas na vida real. A vida, em pequenos quadros, a emolduramos em segundos, em minutos, em horas, em dias, em meses, em estações, em anos – e, de repente, não somos mais. Do sopro de vida que nos foi dado, rapidamente – e sem explicações, também nos é tirado.
A moldura se quebra e há necessidade de fundi-la. Ao pó retorna. Ao sono dos – justos ou injustos: o Criador julgará a todos segundo os seus atos. E, segundo escrito está, segundo a sua benevolência – que é grandiosa. E sabemos disso através da vida do profeta Jonas que foi tragado por um grande peixe ao ser lançado ao mar, em seu processo de desobediência.
No semáforo, o amarelo, sempre a indicar alerta – e, na maioria deles não tem mais. A vida, os enigmas que ela propõe, deixa-nos em alerta. É assim, sempre foi assim e sempre será assim. São pequenos pedaços – como um quebra-cabeça – que, dia após dia, vai sendo montado. Somos nós quem o montamos. São quadros e mais quadros sendo juntados – alguns maiores, que correspondem a mais dias, e outros menores, até poucas horas. Este último – a pensar: anjinhos que marcarão para sempre vidas aqui que, com dores, deverão seguir.
Às vezes protestar faz parte. E o pior protesto – creio eu – é aquele realizado em silêncio – estranho, mas real. Quantas vezes já nos pegamos a pensar e a não aceitar o que está acontecendo. Queremos mudanças, queremos que as coisas aconteçam de forma diferente. É um protesto que não ouvem (apenas o Criador que conhece tudo o que pensamos), que não somos ajudados. Que somos, se falarmos, criticados e tidos como loucos.
Não há cartazes, no caso citado acima, que auxilie o ato de protestar. Ou, não há pombinhos de fortes asas que nos ajude. O coração a pulsar – e a pulsar aceleradamente. E ninguém cura. Não há remédios; não há droga para certos problemas – não há como sanar. Talvez a insanidade ao ser humano – em certas horas, seja necessário.
E ao longo da vida, com quadros e mais quadros emoldurados, a nossa mente se lembra de muitos destes. Da infância que os anos não voltam mais, quem não se lembra, não é mesmo? E dela, às vezes, me recordo de certas coisas que muito queria ter – como um trenzinho a vapor. Nunca o tive, mas o que consegui (e foi presente) foi apenas uma maria-fumaça. Plástico duro. Maquinista que subia e descia – e lá ia eu a viajar. Não ia muito longe, pois os afazeres de casa – via minha mãe, sempre estavam a me esperar.
De outra quadro na moldura me lembro agora: criança ainda: um corpo de bombeiros. Nunca tive, mas apenas uma ‘belina vermelha’ semelhante aos carros do corpo de bombeiros. E com ela apaguei muito fogo imaginário. Sonhei com outros veículos – mas apenas uma camioneta feita de madeira e com rodas de carretéis – mas com ela visita as minhas fazendas e delas não trazia alimentos, nem gado – mas maravilhosas bolinhas de vidro multicores.
A imaginação é fértil. E em dois palitos de sorvete achados na calçada voava. Era – e é lindo sonhar. Nada melhor que a canção para explicar que com dois ou três traços se faz muitas coisas. Nada melhor que uma imaginação fértil em mãos de criança que nãotem muita coisa, a não ser vontade de ser feliz. De ser realmente um ser feliz. 21/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

E OS JOGOS CONTINUAM

Outro dia numa roda de conversa com alguns alunos que pretendem fazer um bom vestibular, notei que o assunto jogos eletrônicos se fazia presente, pois havia eu abordado o mesmo em sala de aula. E notei, também, que refletiam muito sobre o lado positivo e o negativo destes na vida diária do ser humano.
Alguns posicionavam a favor, outros contra – e alguns permaneciam na eterna dúvida: bom ou ruim? Eu, particularmente, posso defender os dois lados. Aliás, podemos defender os dois lados, mas temos que pender mais para um lado – sobre o muro já basta a nossa política. Ou, melhor, os políticos que fazem politicagem. Assim, posiciono-me contra. (Mas não deixo de ver o lado positivo dos jogos eletrônicos.)
Assim é a vida – cheia de jogos, e jogos contínuos. O lado bom é que busca a perfeição nas atitudes, vacilou, sofre danos. Os jogos eletrônicos também – busca o mínimo de erro possível, assim a vida é mantida por mais tempo. A vida real possui um eterno jogo – uma busca incessante pela necessidade de vencer – e até ditos populares podemos citar: ‘vence a vida, na grande maioria das vezes, o mais forte’. Para o mais fraco pouco coisa é reservada, ou quase nada.
'Ao vencedor, as batatas’ – do romance Quincas Borba, do consagrado Machado de Assis. E assim vamos pensando nesta filosofia de vida. Duas tribos que lutam pelas batatas em um campo – que só podem saciar uma tribo (não pode haver divisão), logo, o mais forte vence. Assim os jogos, assim a vida: o mais forte triunfa sobre o mais fraco. E o jogo sempre há de continuar.
Em todos os ‘campos’ as batalhas estão presentes. Em casa, na escola, no trabalho, na igreja, na sociedade. Afinal, nem sempre numa casa se consegue tudo – ou, nem todos estão de acordo com as medidas tomadas pelo responsável. Na escola nem sempre o aluno está a fim de aprender o que lhe é passado pelo mestre – e chega a perguntar: por que estudar isso? No trabalho muitas vezes estamos descontentes com a chefia e pensamos que, se fôssemos chefe, executaríamos o serviço de forma diferente. Na igreja, em muitas delas, prega-se a inúmeras batalhas espirituais – e que o fiel deve estar preparado para vencer o ‘inimigo’. Na sociedade a batalha é simples: vence o mais forte – sempre.
Logo, analisando tudo, a vida e o jogo têm muito em comum. Aquela: real, árdua. O jogo, por sua vez, imita a realidade imprimindo maior ênfase ainda às possibilidades de realizações. E o Homem prepara as suas crianças para esta vida árdua – os jogos eletrônicos proporcionam tal preparo, mesmo que de forma não tão lícita – como imaginamos, e o Homem cada dia que passa constrói jogos e mais jogos – e cada vez mais sofisticados.
E, como não podia deixar de escrever sobre, a nossa política está um verdadeiro jogo – homens reais, eleitos pelo povo, para trabalhar e legislar pelo povo, estão a brincar de jogos mortais. Claro que nem todos – mas salvam-se poucos. E tais jogos estão a acabar com o caráter do povo brasileiro – que já não tem para onde correr. Se correr, como dizem, sofrem. Se ficarem, sofrem também. O que fazer? Entrar no jogo, mas com que poder? Logo, ao vencedor – quando houver, as batatas... 14/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

 

TODO DIA É DIA DELAS

Marca-se amanhã o Dia Internacional da Mulher, mas deve-se ter a consciência que não é apenas amanhã, mas todos os dias. Simples, ou não, basta querer entender a história que está recheada de batalhas, culminando em vitórias significativas.
Muitas histórias se contam, e algumas dignas de acreditar – inclusive que em 8 de março um determinado industrial colocou fogo em uma fábrica de tecelagem (a Triangle), pois suas funcionárias queriam melhores condições de trabalho – o que não é verdade (verdade sim que houve uma fábrica que pegou fogo e matou 125 mulheres, e 21 homens no dia 25 de março de 1910, mas por péssimas condições de instalação). Você pode estar pensando: por que esta data?
Simples: no dia 08 de março de 1917, na Rússia, as mulheres do setor de tecelagem entraram em greve e reivindicaram ajuda dos operários do setor de metalurgia – esta data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias e também como prenúncio da Revolução Bolchevique. Logo, tudo se tornou uma soma: conquistas.
E na década de sessenta (século passado), as comemorações se acentuaram e, dia pós dia, a mulher vem conquistando espaço. A começar por: uso das vestimentas, escolaridade, e bons postos de trabalhos. Outro dia pesquisando sobre o assunto, achei interessante um artigo do professor e historiado Michel Goulart que comentava sobre 25 conquistas da mulher, em termos de Brasil (em www.historiadigital.org).
E deles, cito alguns que me chamaram a atenção: a primeira mulher a subir ao poder foi Maria Leopoldina Josefa Carolina, arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil, que exerce a regência em 1922, quando D. Pedro está ausente – em viagem para São Paulo. Ela escreve a D. Pedro sobre Portugal e pede a este que colha o fruto para si: ‘O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece’. E exige que Dom Pedro proclame a Independência do Brasil. Outra que me chamou a atenção foi Chiquinha Gonzaga que em 1855 esteve à frente de uma orquestra – a primeira maestrina do Brasil, e compositora da marchinha carnavalesca ‘Ô abre alas’.
Quem também chama a atenção é a professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminista, em 1910, que em passeata pede a extensão do voto à mulher (sendo que somente em 1927 o governador do Rio Grande do Norte altera a Lei e dá direito à mulher de votar, acontecendo em 25 de novembro – quinze mulheres votaram, mas no ano seguinte seus votos foram anulados). Em 1932 Getúlio Vargas elabora o novo Código Eleitoral e dele a mulher brasileira começa a fazer parte. Em 1979 Eunice Michilles ocupa a primeira vaga de senadora na história brasileira (após a morte do titular). E, antes de fechar, vale citar que Nélida Piñon foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras (1996/1997). 
E assim vamos seguindo a história – e temos em 2010 a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da República – e reeleita em 2014: Dilma Rousseff. E, nota-se na trajetória feminina que pouco a pouco, com árduas lutas – nem todas vencidas, que estão alcançando espaços que poucos acreditavam que conseguiriam. E vale lembrar que a Lei Maria da Penha está funcionando graças à luta da própria senhora Maria da Penha – que está numa cadeira de rodas por ser atingida por uma arma de fogo pelo companheiro. E, de acordo com seu depoimento, mais de quinze anos do dia fatídico que o Brasil fez justiça, seguindo recomendações da Corte Americana Internacional, pois até então estava no esquecimento. Brasil... Até quando não darás valor às suas guerreiras? 07/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

JANEIRO - 2015

HOJE E OS TEMPOS QUE SE FORAM

OUÇA EM

Outro dia na Igreja foi pregado que devemos ter memória. Com valor expressivo na memória positiva. Nela, as lembranças positivas nos impulsionam a querer ir mais longe. E assim, hoje, antes de começar a fazer algumas coisas na vida (férias é bom por causa disso), abri o facebook e vi fotos maravilhosas, de lugares maravilhosos. E o tempo foi passando.
Voltei ao tempo que se foi. Voltei ao tempo que estudava... Voltei nas maluquices que fazia (hoje um pouco menos). Aos sete anos, de ‘jaleco’ branco comecei a estudar – e nunca mais parei! Aos catorze anos a trabalhar (e registrado – tanto que em junho deste ano terei trinta anos de contribuição previdenciária: apenas três meses perdido e sem nunca ter recebido um salário desemprego, graças a Deus). Meu Deus! Completei quarenta e quatro anos neste último mês!
Aos vinte anos dentro de uma sala de aula e nunca mais parei – trabalho e divirto-me fazendo o que gosto: lecionar (redes pública e particular). E, para me divertir mais ainda: escrever – escrever é um bom passatempo. Escrever é criar, inventar, viajar. Escrever é transformar a realidade, ou, passá-la para o papel com outro olhar. Escrever é superação. E, para aperfeiçoar tal divertimento, nada melhor que – após formado, passar mais alguns anos em Assis (UNESP) – que me deu uma boa bagagem na área de produção textual. Mas vale ressaltar que, com os tempos passando, com a idade chegando – amadurecimento, vamos criando o nosso próprio estilo. E eu, com a leitura de grandes mestres, gosto de dialogar com o meu leitor – e você sabe quais os mestres que tivemos no passado que faziam assim? – pelo menos um: pense!
Um salto no tempo. As viagens ao Sul – e quando puder (creio que em breve), quero novamente voltar às belíssimas praias do Paraná e de Santa Catarina – Florianópolis me aguarda. Praias e mais praias... Praia da Joaquina. Praia dos Amores... E o mar a balançar suas ondas... Embalados em tudo fico eu...
O tempo passa.  A vida faz muitas coisas mudarem – e nem sempre é o que esperamos. Mas, das muitas coisas que a vida proporciona, as escolhas são nossas – e nem sempre conseguimos escolher a melhor parte. Mas, uma coisa é certa: podemos rever muitas situações e não fazê-las novamente. Sempre há um recomeço e, de preferência, de forma diferente.
Hoje, pelos caminhos que a vida me proporcionou, pelas escolhas que fiz a partir do que ela me proporcionou, dou graças a Deus por ter me guardado dos muitos perigos que já passei. Sou grato a Deus pelos filhos que me deu (e peço a Ele que os guarde – idade chegando...); e sou grato a Deus pela esposa: a minha Lorita, que foi uma doce paixão que se tornou num grande amor em minha vida.
E assim, todos estes itens somados, formam a minha vida. E deles nada levarei, mas a partir deles posso deixar um legado para os meus – principalmente para os meus poucos leitores, que costumo dizer não passar de meia dúzia. Mas, como também ouvi: e vamos continuar continuando. 06/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

 

OLHAR E ESCREVER

Não sei o motivo, a razão, mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis, porque quem de longe olhava notava o que acontecia.
Aqui, bem próximo, ela discutia com ele. Roupas claras, cabelos avermelhados, colar no pescoço e deste pendiam três pimentinhas que ficavam à mostra. Ele de terno branco, gravata-borboleta preta e, nas mãos, rosas vermelhas. Discutiam.
Quem os via, via além deles lá longe, num campo aberto, um redemoinho que levava tudo – inclusive as rosas que, minutos depois, estariam ao chão. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

NO OLHO DA RUA

O trânsito parou – ele estava próximo do meio da rua, próximo do cruzamento, próximo das faixas de pedestres. Estava imóvel, de mãos nos bolsos da calça.
O tempo estava meio frio. Deixava-o meio abalado, somado aos últimos acontecimentos: tudo meio parado.
Olhava-se interiormente e começava a entender o que significava estar no meio da rua, depois de anos e anos de trabalho no mesmo lugar.
Pedia-se evolução. Negava-se a enquadrar nos meios. Logo, o resultado. 12/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

LITERATURA

 

Os vídeos a seguir, disponível na net - YouTube -, são boas indicações de estudos.

Profª Edna Prado - Literatura.

 

Os vídeos a seguir, disponível na net - YouTube -, são boas indicações de estudos.

Profª Sandra Franco - Redação.

 

 

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