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TEMPO NA REGIÃO

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EF no 'PARAISÃO"

2011 - EF no 'PARAISÃO'

Prof. Pedro César - Coordenador

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PORTAL DA PM ARAÇATUBA - SP

02/12/1908 - 02/12/2013 = 105 ANOS

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LITERATURA COMENTADA

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COLUNA "ESCREVER... É ARTE"

CRÔNICAS PUBLICADAS EM 2014

CRÔNICAS PUBLICADAS EM 2013

CRÔNICAS PUBLICADAS EM 2012

CRÔNICAS PUBLICADAS EM 2011

CRÔNICAS PUBLICADAS EM 2010

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2013

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2012

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2011

 

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Prof. Pedro César Alves tem livro publicado, além de participações em coletâneas e on-line.

LIVROS DO PROF - BAIXE-OS

POESIAS DO PROF - 1999-2014

LEIA: UMA LOCOMOTIVA...

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LER EXERCITA O CÉREBRO!

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RECANTO DAS LETRAS

Textos de Pedro César Alves

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Pedro César Alves, Cadeira 199 (desde2002)

 

 

RELÓGIO DE PÊNDULO

Click na imagem acima e leia o conto "RELÓGIO DE PÊNDULO", premiado no 26º Concurso de Contos 'Cidade de Araçatuba' / 2013.

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CONCURSOS LITERÁRIOS

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RECONHECIMENTO

TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

Troféu 'Odette Costa - 2011'

- por 'Divulgação Cultural'

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VOTO DE APLAUSOS

No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo Vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

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REVISTA

Revista 'Plural', da Academia Araçatubense de Letras, 20 anos, 2012.

Participação do prof. Pedro César Alves, p. 125/126,

Texto: "Caminhar faz crescer"

 

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REFLEXÕES (IM) PARCIAIS

EDIÇÃO Nº 001

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ARQUIVOS EM PDF

 

CRÔNICAS 2011

CRÔNICAS DE JUNHO

CRONICAS DE MAIO

CRÔNICAS DE ABRIL

CRÔNICAS DE MARÇO

CRÔNICAS DE FEVEREIRO

CRÔNICAS DE JANEIRO

CRÔNICAS 2010

CRÔNICAS DE DEZEMBRO

CRONICAS DE NOVEMBRO

 

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SITES DE AMIGOS

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Prof. Mário César Rodrigues

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SITE TELESCÓPIO - ARAÇATUBA

Leiam 'Site Telescópio' (Everi Carrara)

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RESTAURAR - ARTE SACRA

Conheça o blog acima... e veja como toda arte pode ser restaurada...

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REFLITA UM POUCO...

 

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SITES INTERESSANTÍSSIMOS

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RESUMOS LITERÁRIOS

RESUMOS LITERÁRIOS DE A - Z

VIAJAR PELO MUNDO? ACESSE.

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1ª CulturArte 'PARAISÃO'

PROJETO PARAISÃO - 2011

 

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Praça do Guanabara:

Pedro César e filhos: Júlio e Carol.

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Dia 15/5, domingo, na Virada Cultural, o escritor Ignácio Loyola Brandão ministrou excelente palestra no Teatro Municipal "Paulo Alcides Jorge". Antes, houve apresentações de membros do Grupo Experimental e da Academia Araçatubense de Letras.

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EM 2014:
"Se existir guerra, que seja de travesseiro; se for pra prender, que seja o cabelo; se existir fome, que seja de amor; se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó; se for para esquentar, que seja o sol; se for para atacar, que seja pela pontas; se for para enganar, que seja o estômago; se for para armar, que arme um circo; se for para chorar, que seja de alegria; se for para assaltar, que seja a geladeira; se for para mentir, que seja a idade; se for para algemar, que se algeme na cama; se for para roubar, que seja um beijo; se for para afogar, afogue o ganso; se for para perder, que seja o medo; se for para brigar, que briguem as aranhas; se for para doer, que doa a saudade; se for para cair, que caia na gandaia; se for para morrer, que morra de amores; se for para violar, que viole um pinho; se for para tomar, que tome um vinho; se for para queimar, que queime um fumo; se for para garfar, que garfe um macarrone; se for para enforcar, que enforque a aula; se for para ser feliz, que seja o tempo todo; se for pra cheirar que seja a flor; se for pra fumar que seja a cobra; se for pra picar que seja a mula.” - - enviado por Carlito Lima.

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OBS.: Se você precisa publicar algum trabalho para obtenção de notas para o seu Curso Superior, entre em contato!

TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

LER É O MELHOR CAMINHO

(18) 99702-5883 - Prof. Pedro César Alves - MTE nº 71.527-SP.

O MUNDO ESTÁ EM CRISE, NÓS ESTAMOS EM CRISTO!

ESTE SITE VALORIZA A EDUCAÇÃO E A CULTURA

BEM-VINDO

SITE EM CONSTANTE ATUALIZAÇÃO

OBSERVAÇÕES E AGRADECIMENTOS

Se o Senhor / a Senhora recebeu o meu convite para ajudar a patrocinar a cultura de nossa cidade e região atrvés do Folhetim 'Araçatuba e Região', fico imensamente grato se aceitou, pois somente homens e mulheres com visão longínqua são capazes de saber o quanto é bom colaborar com os registros que ficarão para as próximas gerações e, na atualidade, sempre ficará lembrado pela oportunidade que estão ajudando a dar àqueles que são menos favorecidos e não conseguem um espaço na mídia. Sinceros agradecimentos, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

 

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FOLHETIM 18

FOLHETIM 17

FOLHETIM 16

No final desta página você encontra outros números do FOLHETIM.

JULHO - 25/07

DIA DO ESCRITOR

18 horas...

PALESTRAS - UBE ( 30 / 08 / 2014 )

As REUNIÕES da UBE - União Brasileira de Escritores, acontecem todo último sábado de cada mês, às 9h. na Biblioteca Municipal "Rubens do Amaral" - Araçatuba / SP

No dia 25/07 - Dia do Escritor: Inauguração do ESPAÇO DO ESCRITOR, na Biblioteca Municipal "Rubens do Amaral", às 18 horas.

BLOG: HISTÓRIAS E NOSTALGIAS

A escritora Edmary Chacon em seu blog relata, diretamente do túnel do tempo, as mais belas 'histórias e nostalgias' que ouviu de amigos e parente e, ou vivênciou - Bilac / SP

 

SITE: AS NOTÍCIAS DE SUA CIDADE E REGIÃO

(Em construção) Em breve contaremos com mais um site que virá de encontro aos interesses da população, com notícias de sua cidade e região - Araçatuba / SP

 

LABORATÓRIO DA ESCRITA

Há dois ou três anos ministrei um curso de produção textual, especificamente na área de crônicas, e constatei que muitos escreviam por gosto, outros por necessidade – mas os profissionais da área de Educação se queixavam por não escreverem tanto quanto desejavam. Explicando melhor: queriam fazer o que tinham em mente antes de serem os profissionais que são. E, nesse curso, encontrei uma das minhas primeiras professoras – lá do curso fundamental e ela, ali, ouvindo as minhas aulas!
Sempre tive em mente que o Magistério, carreira que faço nesta presente vida e com muito gosto – o que atrapalha são as grandes quantidades de papéis a serem preenchidos – me levaria a produzir e, com este item em mente, sigo firme os meus passos nesta terra – e a sala de aula é o meu verdadeiro laboratório para os meus desafios. E digo que escrever é um grande desafio – é um labutar constante com as palavras que são desafiadoras.
Muitos profissionais da Educação, em específico os da área de Língua Portuguesa, seguiram esta carreira porque gostavam de ler e de escrever. Notem que usei o verbo no passado: gostavam. Mas – e como o mas faz diferença na vida do ser humano – o mas apareceu e começaram a cuidar dos afazeres do ofício (ler e corrigir textos, ler e corrigir textos, os textos dos pupilos) e esqueceram de fazer o que gostavam de fazer: ler por puro prazer e escrever por puro gosto. E o esquecimento empobrece o ser humano – como empobrece!
Esquecem que a sala de aula pode sim ser um verdadeiro laboratório da escrita – e lá vai um pequeno exemplo. Outro dia (sempre faço assim) passei um pequeno texto que dizia que o personagem colecionava figurinhas, retratos de determinado ator na adolescência e, passado a fase, vendeu-o e ganhou lucros com ele – mas sem deixar de lado os suspiros da mocidade – enquanto os alunos liam, interpretavam e produziam a partir do que solicitei, comecei a escrever também. Na minha adolescência, sem muito dinheiro disponível, colecionei apenas um álbum que não lembro o nome, mas retratava a evolução da vida no planeta Terra. Era muito colorido e o tive por longos anos até que um dia uma telha do depósito dos fundos se quebrou, não vi, choveu vários dias e o perdi para sempre – junto a ele, muitas correspondências que recebia de vários países de língua inglesa, através do IPF – International Pen Friend. Fiquei triste, pois foi uma perda irreparável.
Aos meus alunos fiz a proposta: deveriam imaginar que um álbum, e que este era deles, e deveriam vender (e com uma certa margem de lucro), e com a possível verba arrecadada comprariam alguma coisa que necessitavam. Eu não tive a oportunidade de vendê-lo – pois o perdi – como citei acima, mas tenho a certeza que não teria coragem de vendê-lo – estava comigo há muitos anos. Ou teria coragem de vendê-lo? Muitos textos que li citavam vendas fabulosas, que supriram as necessidades familiares, outros pensaram apenas em seus próprios desejos... É a vida!
Como sempre se diz, a necessidade pode criar oportunidades – talvez venderia para suprir alguma necessidade que não pudesse ser adiada. Mas, às vezes fico pensando que o álbum constituía para a minha vida uma grande relíquia da adolescência, assim como as cartas trocadas em inglês, alguns brinquedos que ainda trago comigo – e ainda mais na memória.  
Assim, a sala de aula é um verdadeiro laboratório – discute-se assuntos, opiniões diversificadas são formadas e textos são criados nas mais diversas formas de expressão: do verso à prosa, e seja esta de caráter narrativo, descritivo, argumentativa e até, quando possível, da prosa poética! E deve ficar claro a todos que o importante é escrever. 19/07/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

SÃO JOÃO NÃO PASSOU!

Na coluna da semana passada falei sobre a soberana Praça Ruy Barbosa, seu esplendor atual e suas mudanças ao longo dos anos, suas reformas quase que intermináveis, digo assim para o bom entendedor – do saudosismo à modernidade que o tempo pede (se realmente pede eu não sei, mas gastam fazendo e o que é memória fica apenas nas fotografias).
Pelo esquecimento de muitos, e pelo que andei sabendo, há verbas que devem ser gastas com a restauração da Praça São João – por isso São João não passou. Se há ou não verbas, às autoridades compete dar esclarecimento e providências, a os cidadãos cabe a fiscalização por espaços públicos de melhor qualidade. E, diga bem dito que o lugar a que refiro neste texto pode ser considerado nobre, tanto pela excelência do lugar, como pelos seus ilustres moradores.
Eu, quando criança, lembro-me perfeitamente da Praça São João em seu esplendor. Linda, com fonte colorida e um belo lago cheio de peixinhos. Os postes, pequenos, iluminavam-na e os enamorados sentavam em seus bancos a contar um ao outro as estrelas celestes, ou os encantos dos enamorados em pleno luar. Lembro-me, ainda, que dos meus quinze aos dezenove anos, todos os dias eu sentava naqueles bancos – bancos de grandes recordações – trabalhei durante quase cinco anos numa de suas esquinas. Vi a transformação pelo qual ela passava. Vi a transformação do capital em seu amanhecer, entardecer e tardiamente em seu anoitecer.
Aliás, lembro-me que anos depois escrevi um conto que intitulei de ‘Mendigo em lua de mel’ (e certa época alguns mendigos por ali passavam suas noites deitados nos bancos da praça) – e o fato se passa exatamente na Praça São João, na igreja São João e São Judas: na mais pomposa igreja de nossa cidade, com suas torres de dar inveja a qualquer templo religioso da nossa região – e não é exagero, pois quem a conhece certamente confirmará o que digo. Aliás, quem por ali passa certamente jamais esquecerá os seus relógios que hoje não anunciam mais as horas – mais ainda me recordo de cada marcar de hora, de quinze em quinze minutos.
Passei por lá nestes dias, pois não vivo mais naquela região – são vinte e cinco anos de boas recordações naquele pedaço de chão – e senti–me amargurado de ver a falta de atenção com aquele pedaço de terra. Muitas coisas a seres feitas... É humilhação aos cidadãos araçatubense ter que reivindicar melhorias frente ao que se paga de impostos – e não vou me retalhar apenas à nível municipal, mas em todas as estâncias de governo. É direito do cidadão de cada município ter o seu espaço de lazer em boas condições e dever do município manter os espaços públicos de lazer em boas condições de uso.
E, antes de entrar diretamente no que acontecerá nos próximos dias, fico aqui a matutar sobre o entorno da praça que até teatro já teve (hoje, sinceramente, não sei mais o que é no local) – lembro a época em que este passou por um reforma e todos imaginavam que seria para sempre – mas o para sempre realmente não existe. Recordo-me ainda dos lanches lá servidos – e por incrível que pareça outra noite o encontrei no mesmo lugar vendendo o seu tradicional lanche. E ele – o vendedor – lembrou de minha pessoa com todo o passar dos anos.
Logo estaremos frente a mais um pleito eleitoral – e de tudo tentam tirar proveito – refiro-me àqueles que não possuem escrúpulos. Diretamente, ou indiretamente, muitas coisas são feitas nesta época, se com intuito eleitoreiro ou não, não sou eu que vou julgar, mas o povo consegue distinguir muito bem o que se faz em cada época – exceto os que não prezam pela qualidade de vida de sua cidade, mas sim apenas pelo seu bolso – e na hora do voto os conscientes fazem o correto. 10/07/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

A PRAÇA É NOSSA!

Outro dia estava circulando pela internet e digitei Praça Rui Barbosa e obtive vários links, não me contentando, coloquei imagens. E, para minha grata surpresa, várias imagens surgiram – e de diversas épocas: algumas eu vivi, outras apenas em imagens mesmo. Algumas conhecidas de longa data e, somei a estas imagens, alguns nomes que a praça também foi conhecida.
Mas, antes de fazer qualquer comentário – a praça é nossa! Digo assim porque está novamente aberta ao público. E foi nesta mesma praça que certa manhã eu estava passando e vi um transeunte ser indagado por uma cidadã que ofereceu seus serviços para leitura de sua mão – e ele aceitou. Fiquei de longe olhando, poucas palavras entendi e ao término da leitura, soltou-lhe algumas moedas. E, para minha surpresa, foi um dos primeiros contos que escrevi a partir deste fato.
Tenho um arquivo de mais de setecentas fotos antigas de Araçatuba – doada a minha pessoa pela professora Mônica, da área de História, e as uso em minhas aulas. Para quem não conhece um pouco da história de nossa cidade, acesse a página do Museu ‘Cândido Rondon’ onde também há fotos antigas. Uma que cito agora é a que traz a Igreja Católica – que já foi demolida e fizeram, como uma amiga minha disse-me há poucos dias, um caixote no local que, se não reparar bem, não se sabe que é uma igreja – e a Igreja Metodista, que também não existe mais. E quem a tirou se posicionou quase do outro lado da praça e nota-se o antigo coreto.
Um pouquinho mais pra frente na historia, há outras reformas na praça, mas as deixamos do lado e vamos nos interar da praça no dia de hoje. Ao transeunte ficou mais ampla – mas também ouvi de dois antigos cidadãos que a observava, assim como eu, a seguinte declaração: “Perdemos muito do que essa praça já foi.” – verdade ou não, está para os moradores mais antigos bem mais que modificada, por exemplo, as cores deferentes no piso.
Eu talvez seja meio suspeito em falar, mas gostei da praça – ufa! A praça é nossa! Senti-me um pouco com ciúmes, pois a minha praça, a praça em que fui criado está abandonada – de certa forma! Refiro-me à Praça São João. Quando caminhei pela Praça Rui Barbosa e vi a fonte – lembrei-me imediatamente da fonte luminosa que a Praça São João tinha e funcionava todos os dias – e espero um dia vê-la funcionando novamente.
Mas a Praça Rui Barbosa, a Praça do Boi Gordo – de onde muitas vezes se cotou o preço nacional da arroba do boi, ficou elegante, com um visual modernista e que merece todo respeito histórico de nosso povo araçatubense. E, para os mais novos – como diz as crianças em certa propaganda que refere-se à Copa, coloco aqui: a praça é pra mim, pra você, pra nós – a praça é nossa!
Retomando a política araçatubense, creio que o que foi feito na praça central da cidade, deveria ser feita em todas – e não apenas na São João que citei acima. Andando pela cidade nota-se muitas coisas a serem feitas nas praças – temos que, politicamente falando, torná-las um espaço de uso público, pois assim sendo evitaria grandes tragédias, como o uso indevido de drogas.
Deveríamos olhar a história da humanidade e lembrar que a praça é um espaço público – e neste espaço público que muitas coisas são geradas, são discutidas para, posteriormente, serem levadas à prática. É assim que politicamente devemos pensar – e não devemos, como cidadão comum, esperar apenas de quem está hoje no poder, mas devemos pelos meios legais procurar o que de fato é necessário para o bem de todos – e sempre lembrar que a praça é nossa! 03/07/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

OLHAR E ESCREVER

Não sei o motivo, a razão, mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis, porque quem de longe olhava notava o que acontecia.
Aqui, bem próximo, ela discutia com ele. Roupas claras, cabelos avermelhados, colar no pescoço e deste pendiam três pimentinhas que ficavam à mostra. Ele de terno branco, gravata-borboleta preta e, nas mãos, rosas vermelhas. Discutiam.
Quem os via, via além deles lá longe, num campo aberto, um redemoinho que levava tudo – inclusive as rosas que, minutos depois, estariam ao chão. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

PÉROLAS SE ATRAEM

As pessoas se atraem. E se atraem não pelo que elas são, ou tentam ser, mas por serem profundas e insondáveis – são, também, misteriosas. E muitas são misteriosas ao extremo. E os extremos – como costumam dizer, podem se atrair.
Às vezes são inacessíveis, silenciosas, vivem de forma experimental: às vezes em busca de luz – que, por algumas teorias, o ser humano é um ser de luz e por isso busca luz; às vezes não, pressionado, fraco, pende para o outro lado. Às vezes em profundas fantasias fantasiosas – talvez em busca da plenitude da liberdade para sobreviverem.
Atração pode acontecer por vários motivos, começando desde um simples olhar até por conhecimentos e afinidades – sem falar nas admirações que o senhor Destino pode simplesmente proporcionar – a interferência do Cosmo, pelo menos para quem acredita.
Esse mesmo Cosmo, para quem nele acredita, de certa forma e através de elementos mais próximos, interfere ensaiando, aos mortais, a angústia – que ao mesmo tempo proporciona busca de saídas, mas também sufoca. Cria-se uma linha fina entre os extremos.
A atração traz, será, felicidade? Ou, será que existe alguém plenamente feliz? Ou, ainda, quem a alcançou viveu sem a procurá-la? (Foi um simples contemplado – sortudo?) Parcialmente sabemos que passamos momentos felizes – e não há felicidade plena. A vida não deve passar em silêncio, mas com pretensão de glórias para sobreviver às adversidades do meio.
Sendo pérolas, são seres maravilhosos – seres que podem ser atraídos – talvez como ímãs. Mas às vezes notamos que seres iluminados – ou com potencial iluminação, se afeiçoam dos seres menos favorecidos neste quesito. Será o auxílio ao próximo que tanto as religiões pregam? Ou, os extremos se atraem – como citei acima?
As profundezas de cada ser, assim como os abismos, são insondáveis, quase que impenetráveis. E, por forças do senhor Destino, alguns começam a tentar buscar o que o outro ser tem – indiferente da sexualidade. E nesta busca imaginam estar se completando – apoiado às vezes em filosofias difíceis de serem comprovadas. Mas, na verdade, buscam marcas no outro para se espelharem e passarem do ter ao pleno exercício do ser.
É sabido que muitos estudiosos, filósofos, teólogos, entre outros, buscam algo que venha completar a existência do ser humano. As mais diversas religiões criaram Seres Superiores que o homem deve ser submisso – até ai sem problema (acredito eu), mas o que dói é a ignorância de alguns ao tentar fazer seguidores submissos a si. (Contra no sentido de aproveitar da falta de conhecimento do outro.) Os filósofos buscam em seu mais íntimo conhecimento frases que tentam explicar a existência humana – até quando? E os estudiosos, de maneira geral, tentam a partir de suas visões de mundo explicar o próprio mundo – logo, todos estão num balaio só!
E fechando estas pérolas sobre as pérolas que somos, fica uma imensa lacuna – creio eu – em cada cabeça (por isso que dizem que em cada cabeça há uma sentença): quando sentiremos totalmente realizados – a plenitude da felicidade? Talvez, digo eu, aqui na Terra nunca, mas se crermos em Seres Superiores – pois como diz que só o amor e a fé são capazes de todas as realizações, alcançaremos a plenitude de nosso ser e seremos plenamente felizes – talvez ainda demore um pouco, pois ainda somos pobres mortais! 27/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

SOFREMOS MUITO, POR QUÊ?

Estamos numa época do ano que provavelmente há mais pessoas sofrendo do que nos meses anteriores e posteriores – é uma afirmativa possivelmente duvidosa, pode pensar o leitor. Mas, a partir do meu ponto de vista, vou tentar colocá-lo a par da minha afirmativa e convencê-lo de que é verdade – e não uma mera hipótese.
Muitos dizem que há loucos para tudo – e eu possivelmente posso ser analisado como um quando aponto que o sofrimento nos meses de junho e julho vai ser maior que os outros – refiro-me a este ano. O meu ponto de partida é a Copa do Mundo. Imaginem o sofrimento dos derrotados... Imaginou? Pois bem, imaginar não é tão difícil quando paramos diante da televisão e observamos os rostos dos torcedores, dos jogadores, dos técnicos, da comissão técnica. Agora, fora daquele cenário, você pode imaginar quantas pessoas estão envolvidas em suas respectivas casas e ‘brigando’ com a tevê?
Logo, tendo em vista a proporção do espetáculo, nota-se que o sofrimento aumenta em todo o mundo. É uma disputa, e algumas vezes desleal, por apenas um lugar – o primeiro lugar, o lugar mais alto do pódio. É o levantar de um troféu que levou meses para ser alcançado, ou seja, um processo de classificação em seus respectivos continentes (ou áreas de atuação, segundo as normas da Fifa) e depois a conquista de sete jogos, sendo que a partir do quarto jogo não há segunda chance – segunda chance constitui a eliminação do campeonato – possivelmente visto como fracasso.
Partindo deste ponto de vista, querendo ou não, sofremos. Alguns podem dizer que não sofrerão nada se o Brasil não conquistar o título tão sonhado. Podem afirmar que não sofrerão, mas lá dentro, no seu íntimo, na sua parte mais obscura e super-hiper-mega pessoal gostariam de ver a nação em que moram campeã. E não adianta dizer que, ganhar ou perder, não interferirá em nada. Sabemos que, de um modo ou de outro, interferirá sim. É o mesmo que dizem quando acontecem campanhas políticas e se mostram indiferentes – mas sabem que, mais cedo ou mais tarde, influenciará no seu dia a dia. São as escolhas que, posteriormente, não poderão ser reclamadas se não lutaram para que elas acontecessem de forma diferente. São políticas de escolhas.
Logo, voltando ao ponto de que estamos sofrendo – e muito, não estou sendo falso em afirmar. A humanidade, de forma geral, sofre. O emocional, de muitos, passa a não funcionar direito. Passam a acusar aqueles que estão dentro das quatro linhas e que não conseguiram concretizar as expectativas de quem está pelo lado de fora, mas que acreditou no possível potencial de quem está lá dentro. E acusam de forma desleal – como temos caso de que vidas foram perdidas por causa de uma bola.
E muitos podem pensar de forma diferente – em outros sofrimentos. Claro que há outros sofrimentos, como: físico, mental e religioso – ou todos misturados. E se pensarmos em tudo isso, e tudo misturado, sofremos ainda mais nessa época porque procuramos saídas – e nem sempre as saídas estão à mostra, ou são possíveis. Às vezes procuramos cura para os nossos sofrimentos carnais e não encontramos a tempo; às vezes nos apoiamos em teses para nossa cura mental e não conseguimos resultados satisfatórios; e, por último, tentamos saídas através das religiões e nem sempre nos sentimos bem com os resultados. Então, o que fazer? Creio que o resultado de tudo e tão simples quanto lembrar a mitologia: desde que a caixinha de Pandora fora aberta, a humanidade não se livrou mais dos males.
E até o próximo dia treze de julho o sofrimento está pairando sobre as nossas cabeças e de forma um pouco mais acentuada – e não adianta reclamar, temos que passar por ela e, quando terminada, positivamente ou não, lembraremos que tudo já passou e outras virão, e passarão também. 20/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

PROTESTAR PACIFICAMENTE

Hoje tenho muito a escrever, desde simples protestos pessoais a protestos que envolvem, de certa forma, a população brasileira – incluo-me. E sobre este último abordarei de forma generalizada dado o espaço disponível que tenho. E creio que não será diferente para o leitor que realmente está empenhado em conhecer um pouco do que se vive em seu país de grandes dimensões e que venceu a primeira das sete batalhas da bola: três a um sobre a Croácia.
O meu primeiro protesto vai contra a Companhia de Energia Elétrica que parou de fornecer a energia em pleno jogo do Brasil contra a Croácia – aproximadamente por vinte minutos: o suficiente para não ver o Brasil levar o primeiro gol, mas acompanhei através do rádio do carro – ainda bem que tem bateria! No segundo gol – empate – já vi na telinha. Aliás, pra dizer a verdade: o Brasil marcou quatro gols, apesar de um ser contra.
Continuando em clima de Copa do Mundo, os brasileiros têm que acordar que uma das formas de protesto vem após a o mundial – as eleições. Votar corretamente! Temos que lembrar que no momento não há o que fazer e os jogos acontecerão. Temos que lembrar que o povo brasileiro é festeiro, que gosta de futebol, e não é de hoje – mas desde quando chegou a bola em nossa terra, se assim pode-se dizer – era o ano de 1894 quando Charles Miller retornou da Inglaterra e trouxe uma bola na bagagem e um conjunto de regras. E no ano seguinte, no dia 15 de abril, aconteceu a primeira partida entre os funcionários da Companhia de Gás contra os funcionários da Companhia Ferroviária São Paulo Railway.
Voltando aos protestos, é sabido que há muito a fazer em termos de situações e situações aqui em nossa terra – ao enumerar teremos muito a falar – entre as situações: saúde, educação, segurança, transporte e se encherá a folha (mas creio que também aconteceu nas outras nações por onde a Copa aconteceu). Mas de que adianta tantas enumerações se, ao chegar às urnas, o povo vota sempre nos mesmos cidadãos? E, ainda: vale lembrar que os protestos são tão poucos frente ao número da população existente num país como o Brasil.
Creio que o maior desafio está por vir – é conscientizar o povo que votar é necessário – não por obrigação, mas por necessidade de mudar. Só se muda o futuro fazendo o presente diferente. Não adianta dizer que estamos em épocas diferentes – no passado também existia corrupção, mas quando o povo se juntava, havia força, havia mudança. E a mudança se faz com pessoas que possuem o mínimo de conhecimento – mas quem diz que querem dar conhecimento ao povo? Povo com conhecimento – muitos fora do poder. Aliás, poucos pensam no conhecimento que o povo tem que ter – mas vale dizer que o discurso é maravilhoso, que indica mudanças, mas logo depois tudo não passa de plano de governo engavetado, e sabe por quê? Exatamente porque ninguém volta aos eleitos e os cobram (ou poucos – mas deve pouquíssimos que não os incomoda).
O melhor agora a fazer é pregar a paz, pregar o amor, pregar a união – se unirmos, se o povo brasileiro se unir, não há quem o segure. Mas é um trabalho de, vamos dizer, formiguinha. Alertar é o momento – e principalmente os menos favorecidos. Estes, os menos favorecidos, precisam de amparo e, por precisarem, deixam ser levados por lábios enganosos cheios de vás promessas.
Então, e fechando estas linhas, os mais entendidos do assunto devem sair às ruas e pregar a boa palavra – aquela palavra que exorta os menos favorecidos a não acreditarem em vãs palavras, mas que busquem fundamentos em ações concretas, em ações que poderão ser realizadas – e, principalmente, verificar a procedência das promessas. 12/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

NO OLHO DA RUA

O trânsito parou – ele estava próximo do meio da rua, próximo do cruzamento, próximo das faixas de pedestres. Estava imóvel, de mãos nos bolsos da calça.
O tempo estava meio frio. Deixava-o meio abalado, somado aos últimos acontecimentos: tudo meio parado.
Olhava-se interiormente e começava a entender o que significava estar no meio da rua, depois de anos e anos de trabalho no mesmo lugar.
Pedia-se evolução. Negava-se a enquadrar nos meios. Logo, o resultado. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

ELES ESTÃO CHEGANDO

Creio que ao ler o título deste texto você deve ter pensando inúmeras coisas, inúmeros assuntos – talvez, dentre as coisas e assuntos que você pensou, estão as que vou abordar aqui. Se não estiver, nossas mentes não estão em consonância – o que, de certa forma, melhor ainda, pois você pode enviar o assunto e poderei pensar sobre ele e escrever nas próximas semanas.
Os assuntos que abordarei aqui referem, neste ano, a mesma data: o Dia dos Namorados e a abertura da Copa do Mundo. Mas a pergunta principal – ou, o assunto principal é: o que esperar destas datas? Ou, o que esperar dos envolvidos nesta data que, de certa forma, é especial? E, não deixando do lado a mídia, aproveitando a deixa, por que não trocar o dia? É bom lembrar que o dia dos namorados refere-se ao dia da morte de São Valentim, que ocorreu no dia doze de fevereiro.
Logo, abordando um de cada vez – namoro. Fiquei pensando nos enamorados da vida: paixões e mais paixões, amores e mais amores – e o tempo passa para muitos casais que, entre brigas e discussões, rompem meio século, ou mais, lado a lado. A exemplificar tal relacionamento, cito o meu sogro e a minha sogra: na última sexta-feira completaram cinquenta anos de casados e trocaram alianças. E aproveitando a oportunidade – parabenizo-os!
Mas namoro é coisa séria, ainda mais quando se passa algum tempo e o senhor Tempo converte em um grande amor. Discussões aparecem, cobranças também, expectativas de dias melhores sempre estão em mente e assim os dias passam e o relacionamento vai ficando cada dia mais profundo ao passo de, mesmo com os problemas que aparecem, a necessidade de estar junto é maior (se é assim que posso dizer). O querer estar ao lado de alguém que ama passa a ser maior que tudo. Passa a superar tudo – mesmo com as discussões (pois, se deve ter em mente que a vida a dois não é nada fácil!). Então, esperar o amor realmente acontecer é uma grande dádiva que poucos conhecem – mas vale a pena deixar acontecer (mesmo que as cobranças apareçam).
O outro fato é a Copa do Mundo – abertura dia doze e o Brasil despontando verdadeiramente nos gramados – é isto que esperamos, é o que desejamos. Sabemos de todos os problemas que a nação brasileira vive, sabemos dos sofrimentos que o povo passa, mas também sabemos que este povo que sofre, que grita, que pede por socorro, também quer vibrar patrioticamente naquele momento em que a pátria vestir as chuteiras e correr atrás para sagrar-se campeã.
Falar de Copa do Mundo é fácil, mas falar do povo que a sustenta não é. O povo que a sustenta sofre de desejo. De desejo de vê-la florescer. Florescer sem corrupção. Florescer com educação, com emprego digno, com moradia satisfatória, com segurança – entre outros itens que poderia encher esta coluna. Mas o momento pede precaução.
Colocar a Copa do Mundo no centro da folha, no centro das atenções não é difícil, ao passo que evidencia este fato, se encobre muito outros que deveriam também ser priorizados. Mas o povo também precisa de diversão. Aliás, o povo precisa de pão – mas do pão que enche a alma, que enobrece o espírito tornando-o empreendedor.
Fechando, o povo precisa de muitas paixões. A paixão pelo outro, pela outra. E também pelo futebol. Ambas, neste ano, acontecem simbolicamente no mesmo momento – digo simbolicamente porque sabemos que deve ser todo dia, mas o dia é marco. E, neste próximo dia doze esperamos comemorar os dois de forma significativa, guardando para cada um a sua devida proporção, o seu devido merecimento. 05/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

QUANDO CHEGAR AO CÉU

Outro dia escrevi aqui na coluna sobre a personagem Capitu, da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis – inclusive citei que a pior coisa que se pode ter na vida chama-se dúvida. Também, por ofício, promovi um debate em sala de aula e, no finalmente, surgiu a frase – como sempre: ‘Se Machado de Assis estivesse vivo...’ – pois não está, então...
Então, a partir desta colocação, andei a questionar o que fariam em primeira mão quando chegassem aos céus e recebi várias respostas. Alguns disseram que, se a recepção estivesse a cargo de algum anjo, a primeira pergunta seria: ‘Onde estão os nossos Senhores?’ – outros queriam imediatamente falar com o Senhor Jesus Cristo, outros com o Pai Celestial, com o Espírito Santo, com os apóstolos, com os mártires da fé cristã. Outros, ainda, queriam – além de tudo que já foi citado – gostariam imediatamente conhecer as ruas da Cidade Santa, a Nova Jerusalém.
Outros que andei a questionar disseram outras respostas e algumas me chamaram a atenção como esta: ‘Questionaria se não poderia nascer de novo’ – interessante e ao mesmo tempo um pouco integrante (dependendo da fé que você comunga). Ou, creio que muitas mulheres perguntariam ao seu Senhor: ‘Por que não tive filhos?’ – outras: ‘Por que o Senhor levou o meu filho tão cedo de mim? Onde ele está?’ – e tantas outras perguntas que num piscar de olhos o Senhor dos senhores responderia.
Eu sou meio – vamos dizer – diferenciado. Pelo menos penso que posso ser. E gostaria de ter audiência a sós com o meu Senhor e perguntaria muitas coisas da minha vida que até hoje ainda não entendi e, provavelmente, passarei o restante dos meus dias sem entender. Perguntaria sobre muitas coisas que há na Terra e não há explicação plausível. Perguntaria ao meu Senhor como funciona o tal amor no coração dos seres vivos, em especial o dos Homens e, dependendo do que Ele me dissesse, gostaria de retornar e vivenciá-lo novamente – pois, dentro dos meus conceitos, vivencio o amor em sua plenitude.
Depois de conversar muito com o meu Senhor, pediria a Ele que me permitisse conversar com alguns homens que me deixaram com dúvidas no coração sobre vários aspectos. Com um pouco mais de ousadia – pois eu e o meu Senhor somos íntimos, pediria que Ele indicasse um dos seus anjos para me acompanhar pelas ruas douradas dos céus e apresentasse alguns homens e mulheres que me deixaram intrigados ao ler suas histórias de vida, ou e até mesmo suas histórias ficcionais – como o tal Machado de Assis.
Mas, antes, ousaria em pedir ao meu Senhor que me explicasse como funciona a mente humana, tendo em vista que o cérebro humano é insondável (muitos cérebros já foram abertos e conhece-se apenas fisicamente, mas o seu funcionamento e sua transferência de conhecimento, se é possível – impossível). Creio que Ele falaria algumas coisas, mas creio que não o todo.
A primeira criatura que gostaria de conhecer seria o tal Machado de Assis – levando em conta o ofício que desenvolvi na Terra – e tendo em vista a polêmica que o mesmo deixou em sua obra Dom Casmurro. Creio que não seria eu apenas, mas muitos – deveria ter uma enorme fila para tentar entender o motivo de nos deixar tão enigmática obra.
E para fechar a minha opinião – em via de regra  – deveria ter uma apresentação da resposta em auditório, mas como o cara foi o cara, muitos querem falar pessoalmente com ele... 31/05/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

RETRATO DA VIDA

Creio que muitos já pararam na frente de um campo aberto com uma casinha lá no fundo, de um quadro, de uma folhinha (calendário), de uma fotografia, de um cartão-postal, de uma imagem na página de um livro ou até mesmo diante da tela de um computador após receber imagens virtuais e passam a imaginar como é a vida naquele lugar – eu faço isso.
E é sabido que de imaginação o ser humano vive – sou humano, logo vivo também de imaginação. De imaginação se faz histórias – e, diga-se de passagem, que muitas mentes férteis criaram belíssimas histórias que perpetuam no tempo. Outro dia, frente a uma belíssima imagem, comecei a sonhar – e não estava dormindo, apesar de dizerem que o sono faz bem.
Antes – depois retomo o retrato da vida – o sono faz muito bem mesmo – pelo menos é o que dizem muitos conhecedores da causa. E os jovens ainda questionam os pais, ou os mais velhos, os especialistas: por que não podem ficar vendo tevê até mais tarde, ou nos computadores acessando as redes sociais de relacionamento?
Possivelmente recomendações dos especialistas: dormir faz bem e, pelo menos, oito horas por dia – principalmente aos mais jovens. Há quem discorda (eu, por exemplo, não necessito de tantas horas assim de sono – conforme o dia, de cinco a seis horas, apenas – por isso há momentos que discordo). Mas, de tempos em tempos, hiberno – e faz um bem!
Conheço pessoas que dizem que quem dorme muito não tem tempo para viver, não aproveita a vida: será verdade? Outros dizem que não é necessário dormir muito, pois na outra vida terá muito tempo para dormir – até demais! Será verdade também? Afinal, como não sou especialista no assunto – nem material nem após a morte, apenas acho que cada um tem a sua medida para o sono: uns para mais, outros para menos, mas uma hora tudo desaba e é necessário tirar o dia para dormir.
Retomando o retrato da vida, em meu sonho de sonhador imaginei muitas coisas através da imaginação: famílias inteiras se confraternizando na hora do café, do almoço, do jantar. Inclusive lembrei-me da canção ‘Tempestade’, de Gabriel o Pensador: ‘Não tenho tempo a perder / a vida é curta para fazer todas as coisas que eu quero fazer’ – e como é curta quando se tem muitos projetos em mente! E segue um pouco mais à frente: ‘(...) estufa a rede, faz um golaço / o lance é ocupar os espaços’. Então, o lance é fazer tudo o que é possível e da melhor maneira possível, mas não se deve esquecer o respeito ao próximo – o amor ao próximo, como pregou o Grande Mestre.
Das coisas que percebi, das coisas que sonhei, descobri que viver é a melhor coisa que se pode ter – e não importa muito se bem ou mal (de preferência bem!) – o importante é viver! E viver com intensidade, com vontade, com amor, com fé que dias melhores virão – mesmo tendo consciência da crise pela qual passamos. E a canção termina: ‘(...) passei por toda tempestade e sei que toda tempestade passa’. Aliás, como dizem os realistas: tudo passa. Menos o poeta: ‘eu passarinho’.
Mas o retrato da vida passa. Nossos olhares passam no tempo. O tempo passa em nossos olhares e, às vezes, dormimos acordados – e aplicação do vocábulo nos mais profundos e diversos sentidos. E não há mais o que fazer para recuperá-lo. Não há! Olhamos para trás e não temos mais o que fazer. A vida passou. Passamos. 24/05/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

SER HUMANO EM PRODUÇÃO?

Muitas pessoas trabalham em determinadas empresas que a sua continuidade – ou segurança no trabalho – depende de sua produção. Neste ponto citamos o que estamos vivendo: o capitalismo. Aliás, dependemos do capital, mas temos que ter a noção do ponto de partida e de chegada de cada situação.
No serviço público é um pouco diferente, principalmente quando se trabalha com o material humano, com o ser humano, com a aprendizagem deste, com a educação deste – com a formação intelectual do homem. A primeira pergunta é: como medir o ser humano em execução de seu trabalho frente a outro ser humano?
Em primeiro lugar: é impossível medir o ser humano – principalmente no fator produção intelectual. Alguns produzem mais, ou produzem menos – tanto em qualidade, como em quantidade. Se pegarmos, por exemplo, a produção textual, alguns escritores escreveram poucos textos, mas de altíssima qualidade, outros produziram muitos textos, mas de qualidade mediana, ou baixa – vamos dizer (segundo alguns críticos). Pensando: quem estabeleceu estas medidas? Ou, ainda, estas medidas são justas? É unanimidade entre os apreciadores da arte da escrita?
Quando se adentra a uma unidade escolar o problema é mais grave do que se pode imaginar – e sabe por quê? Porque alguns gestores querem produção, como se todos desenvolvessem o cérebro, a aprendizagem da mesma maneira. Parece brincadeira o que estou a escrever, mas somente quem vive dentro dos muros escolares para saber o tamanho do resultado que isso está proporcionando, principalmente na rede estadual de ensino do estado mais rico da federação.
Se você, caro leitor, não entendeu o que citei acima, explico: na rede estadual do estado mais rico da federação existe um ‘item’ de bonificação que os professores recebem uma vez ao ano em sua folha de pagamento (o chamado bônus) e isso faz uma diferença enorme – alguns recebem boas quantias em dinheiro (porque a sua turma, a sua escola, conseguiu atingir determinada pontuação) e outros nada recebem (pois a sua turma, a sua escola, não conseguiu atingir determinada pontuação) – e isso, às vezes, na mesma escola, mas em níveis diferentes de ensino. Explicando melhor ainda: a produção intelectual do ser humano (material de trabalho do educador) está sendo medida de forma igualitária, sem respeito algum com o indivíduo – melhor ainda: os gestores do sistema pregam o direito de cada um aprender conforme o seu tempo, mas cobram de forma igualitária de todos – no mesmo momento, da mesma forma. Então, como entender esta situação?
Aliás, não vou explicar, deixo para o leitor pensar. Mas gostaria de clarear algumas ideias que, possivelmente, não ficaram claras. Quando refiro aos gestores do sistema e que estes pregam o direito de cada um aprender conforme o seu tempo e não cumprem na hora de avaliar, estão pondo em prática um velho dito popular: faça o que eu mando, não faça o que faço! Será que não está na hora da população pensar um pouco na ética? Será que não está na hora da população pensar que só se constrói uma sociedade mais justa a partir de uma educação de qualidade? Todos dirão que já passou da hora...
Logo, para não se estender muito sobre o assunto, fica a pergunta: quando a população moverá os seus membros – e em todos os sentidos da palavra – para buscar soluções para a questão? E a questão aqui que me refiro é a educação. Não se pode viver de promessas, ainda mais em ano eleitoral onde os futuros candidatos aproveitam da situação para tirar proveito dos menos esclarecidos – e, para finalizar e tirar a prova dos nove, como diz por ai, pergunte aos mais jovens se eles têm interesse em ser professor – a resposta é rápida: Deus me livre! Então, pense! 17/05/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

O ASSUNTO DO MOMENTO

Falando em assunto do momento, o que lhe vem à cabeça, caro leitor? Com certeza apareceram vários e, por estarmos perto do dia das mães – que é amanhã, este deve ter pesado muito. Apesar de amanhã ser o dia das mães – que merecem todo o nosso respeito, o que quero realmente falar não é sobre esse dia comercial.
Apesar de não ser o assunto do momento – mas merece destaque especial pelo seu dia que, por sinal, não é apenas amanhã, e sim todos os dias. A todas as mães, em nome de todos os filhos e filhas, beijos e abraços carinhosos. Aqueles que não a tem mais por perto não devem entristecer, mas manter-se alegre, pois sempre perto há almas bondosas que exercem o papel de mãe – não digo substitui, mas tais almas bondosas passam a exercer a função de mãe – até mesmo o pai.
Retomando o assunto que quero comentar aqui: refiro-me à banana – melhor, o que fizeram a partir dela, ou a partir do não saber como usá-la corretamente. Dizer que não sabem, não podemos manter tal afirmação, e sim que querem fazer atos desagradáveis. E já que a banana é o assunto do momento (que até mereceu grandes reportagens por parte da mídia), temos que levar em conta que ambos precisamos descascar, pelo menos do ponto de vista da lógica.
Em vários programas de tevê, rádio, jornais e revistas, sites e blogs, o assunto predominou por vários dias (é assim que funciona a mídia: vários dias um determinado assunto, até mesmo já esgotado, até outro surgir, passar a dominar e aquele desaparecer – pelo menos por momento): uma banana em campo. Um verdadeiro desaforo – ou não.
Na vida tudo tem um jeito de sair por cima – principalmente aos brasileiros, pois estes são criativos. Mesmo na pior das hipóteses, quando usa da inteligência, consegue saída. O jogador Daniel Alves mostrou com maestria e tirou de letra: descascou a banana que lhe jogaram em campo e a comeu. Penso (e ele também deve ter pensado): por que estragar?
Naquele momento a ignorância foi pisada, chutada para bem longe, talvez para fora dos muros do estádio. E, com certeza, surpreendeu a quem realizou tal ato – até, quando entrevistado, disse que perdoa quem fez tal ato de racismo. Mas, será que é isto que se precisa fazer? Tal atitude vai trazer o quê? – pergunto novamente.
Se o cidadão que a jogou tivesse pensado nas propriedades nutricionais que a fruta traz, não tinha feito o que fez – pense, reflita o que ele perdeu: magnésio, vitamina B6, aminoácido triptofano – no qual a banana é excelente fonte, que é fundamental para a produção de neurotransmissores, como a serotonina, que confere bom humor e tranquilidade. Perdeu ou não perdeu?
E ainda, a banana é considerada um dos alimentos mais completos; é conhecida nacionalmente como calmante intestinal; evita infarto e pressão alta; repõe as perdas de potássio (que é responsável pela capacidade mental); rica em fibras. E você sabe de onde ela veio? Do Sudeste do Continente Asiático e é uma fruta que não possui semente – é um fruto sem fecundação prévia (setenta por cento é composta de água). E, pra terminar, utilizada co muita frequência na culinária.
E, como disse lá no início, é muito assunto para ser ‘descascado’ a partir de uma banana jogada em campo, pois é daí que muitos comentaristas abordaram as questões do racismo. E, pensando na grande mídia, por que também não falar aqui? E você, caro leitor, o que pensa sobre o assunto? Que falaria do mesmo? Descascaria a banana, assim como os mais diversos assuntos? Então...  10/05/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

ESCRITOR DE CARTEIRINHA

Antes de qualquer resposta, antes do sim ou do não, convido o leitor a pensar sobre a produção escrita – um assunto que tem vários pensamentos: só é escritor quem tem uma carteirinha? Ou, somente quem é reconhecido por uma instituição?
É até engraçado – mas a pergunta apareceu a partir de um dos presentes na última reunião que tivemos, causou risos e muitas reflexões: só é escritor aquele que possui carteirinha? Ou seja, reconhecido por alguma instituição? Ou, ainda, que participa de alguma instituição literária?
Na última reunião da UBE – União Brasileira de Escritores, Núcleo de Araçatuba, realizada no último dia vinte e seis de abril deste ano, na Biblioteca Pública Municipal ‘Rubens do Amaral’, no calor da exposição ‘Literatura e Cultura’, pelo professor Hélio Consolaro, a pergunta surgiu – rimos, comentamos, fizemos reflexões. Disse, no dia, que em casa escreveria sobre o assunto. Em casa surgiram mais outras reflexões em minha cabeça.
Pensando, pensando e pensando. Então, as pessoas que escrevem pelo simples prazer de escrever e não por ofício – no Brasil escrever por ofício não é fácil e são poucos que conseguem sobreviver deste ofício – não são escritores? Seria uma afirmativa absurda do ponto de vista da lógica – pois há pessoas que não consideram escritores de ofício e escrevem maravilhosamente bem. Outro fato a pensar: se olharmos do ponto de vista de ser alfabetizado, podemos dizer que todos que sabem escrever são escritores (e não estamos mentindo) – ou estamos?
Seguindo estas linhas acima, como se pode decidir quem realmente é um escritor? Então, pelo meu ponto de vista – digo pelo meu olhar, faço o seguinte comentário: todos que somos alfabetizados somos escritores, pois fazemos histórias. Creio que levantará polêmica, pois há pessoas que conhecem o alfabeto, vamos dizer, aos trancos e barrancos, e como considerar escritor tal pessoa? Pois bem, levemos, neste caso, a construção textual de forma pitoresca – por assim dizer.
Ter ou não ter carteirinha é questão de participação. É sabido que grandes nomes da literatura nacional e internacional não participaram de clubes de escritores, de instituições literárias, e fizeram grandes obras que perpetuam nas gerações. Mas, digo, a participação em instituições literárias ajuda – principalmente nos dias atuais – a fazer os textos correrem por vários olhares.
Então, como responder a esta questão? Creio que o melhor a fazer é deixar em aberto – sem resposta. Mas algo tem que ficar claro: ser escritor é trabalhar efetivamente a palavra – e não imaginar que escrever é simplesmente ter inspiração, mas sim transpiração – ou seja, trabalhar as ideias através das palavras – como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade, em Procura da Poesia: ‘Penetra surdamente no reino das palavras / Lá estão os poemas que esperam ser escritos’.
E é válido lembrar que todos os que procuram escrever devem começar a escrever a partir de onde vivem e depois partir para o regional, nacional, universal – os assuntos podem e devem ser de âmbito universal, mas partindo sempre do conhecimento vivenciado – ou de muita pesquisa sobre o assunto. E acrescento: ler muito favorece o ato de escrever
Outro sim e para fechar, valorizar o local faz parte de um aprendizado que marca a vida de qualquer ser – inclusive daquele que lê, pois lhe é familiar, logo, de fácil compreensão. Vale lembrar a palavra ‘glocal’: de global associado ao local em que se vive.  03/05/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

SENTIMENTOS PROFUNDOS

Lá no fundo o sol se punha deixando todo o lugar alaranjado – os seus raios, misturados à poeira, faziam a cor do local mudar completamente. Mas, quando os primeiros raios de sol anunciavam o novo dia, as ruas da cidade ganhavam vida, e vida em abundância – e onde a negritude do asfalto se fazia presente, as faixas brancas intercadas, misturadas aos transeuntes, mesclavam as cores dando vida à negritude de até então.
Próximo, bem próximo, uma mulher de cabelos ruivos, laços de fita vermelha no cabelo, serenamente transitava através das faixas brancas intercaladas. Um homem vestindo calça verde, jaqueta escura, maleta preta, atravessava apressadamente pelas faixas intercaladas. Em sentido oposto vinha ele: caixa de frutas no ombro – a passos largos, possivelmente para desfazer-se logo do peso que carregava.
Os tempos eram outros – tempo de paz; de plena paz de espírito. Eram outros tempos aqueles em que buscavam ascender socialmente, mas de forma não tão brutal – e muitos conseguiram, mas alguns ignoraram os seus irmãos e, de repente, desceram numa queda vertiginosa. O lugar chamado coração tornou-se sombrio. Restou apenas o silêncio que, para muitos, pode ser o ponto de partida.
E muitos sonhos vividos – cantados e contados – imaginários ou não, e cada um com o seu. Ninguém é diferente: todos sonham. Alguns sonham mais, outros menos, outros coloridos – outros não conseguem nem lembrar o que sonharam. Milton Nascimento em uma de suas canções – ‘Bola de meia, bola de gude’ – diz: “Há um menino / Há um moleque / Morando sempre no meu coração / Toda vez que o adulto balança / Ele vem pra me dar a mão”. E quando balança o meu coração o meu menino lembra-me que há coisas lindas no mundo, na vida, que vale sempre viver.
E olhando para trás, olhando fotos antigas, veio-me à mente passagens que fizeram parte da minha vida, e destas passagens algumas estão aliadas a textos que selecionei e passaram a fazer parte dos meus bons e ruins momentos. Dentre os muitos, recordo-me de um que cita a cidade – a cidade do autor, que tomei emprestado. Chama-se ‘A vila’, de Marcus Accioly.
Na maioria das vezes é sempre assim: um amontoado desordenado de pequenas casas e destas mais outras, e mais outras, e a cidade aparece: “As casas pobres se apertam / Sobre a paisagem tranquila”. E, como sempre, em volta há animais no pasto.
A poeira do chão batido se espalha sobre a pequena vila que poderá se tornar uma grande cidade (ou não) e, como diz o poeta: “Há sempre alguém espreitando / A velha estrada que vem...”. Era assim: pequena, parada – sempre as mesmas pessoas, dificilmente alguém de fora e, quando alguém de fora aparecia – o caixeiro viajante, por exemplo, novidade trazia.
Nas vilas, vilarejos, de chão batido, os ares são secos e, quando aves agourentas aparecem, más notícias chegam em seguida. Urubus representam bem a cena. Dizem que os ventos, cavaleiros de si mesmo, servem de mensageiros – principalmente para as más notícias, tendo em vista que as boas andam e as más voam.
Viro-me para o lado e lá estão as ‘pedrinhas’ (madeirinhas desenhadas) do pequeno construtor em sua caixa. Fui lentamente retirando-as, uma a uma, e a minha vila fui montando. A minha vila tornou-se cidade, tornou-se metrópole. E, como completa o poeta em seu ofício que por trás de cada janela alguém espreitava na esperança de a vila crescer, na esperança de virar uma cidade – ou que se acabe para sempre. 26/04/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

VENCENDO ATRAVÉS DA FÉ

Se há uma razão que nos faz viver – esta razão chama-se fé. E está escrito que é impossível alcançar as coisas se não tivermos fé, logo, esta é um pilar que nos sustenta. Sendo assim, nestes dias em muitas religiões os fieis estão em jejum e contínuas orações que, pela fé, chegam ao Criador. Chegando ao Criador que estende às mãos e dá a cada um segundo o seu coração, segundo o seu merecimento.
Estamos chegando dia a dia aos pés do Criador. O homem como tal que é, necessita e com urgência, da paz divina. A Páscoa – palavra hebraica (‘pessach – passagem’) – para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu que foi marcado pela travessia do Mar Vermelho. Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus – que é tido como uma grande festa. 
Partindo para a simbologia que os povos trazem em suas crenças e tradições, e dos mais antigos tempos, o ovo é o mais esperado – principalmente pelas crianças – e hoje em chocolate! O ovo traz a ideia do começo da vida. Outro símbolo é o coelho – que traz o sinal de fecundidade, ou seja, representa a Igreja que, pelo poder de Cristo Jesus, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
Vale lembrar aqui um dos símbolos mais antigos: o cordeiro, que foi colocado para estabelecer aliança entre Deus e o povo. O círio pascoal – uma grande vela que se ascende na igreja, no sábado de aleluia, que significa que Cristo é a luz dos povos. Vale ressaltar também o girassol, que representa a busca da luz que é Jesus Cristo (a flor girassol sempre busca o sol). O pão e o vinho, respectivamente o corpo e o sangue de Cristo que deve ser feito constantemente para lembrar o mártir na cruz – e cada religião entende um jeito de fazer – refiro-me ao tempo. Outro é o bolo em forma de pomba (colomba pascoal), que significa a vinda do Espírito Santo.
E, para encerrar os símbolos, em muitas igrejas, na manhã de domingo – no dia da Páscoa, soam os sinos alegremente: anunciam as celebrações – anunciam a ressurreição de Jesus Cristo. Logo, devemos pensar que o Mestre dos mestres nasce/ressuscita todos os dias em nossos corações, basta-nos apenas ter fé e sermos dignos de tamanha graça diante do Criador.
Voltando para a razão, o ser humano está precisando de fé, está precisando acreditar mais em seu Criador. Acreditar mais em seu Criador significa, também, acreditar mais em si – pois foi feito à semelhança de seu Criador. Logo precisa acreditar em seu semelhante. Acreditar em seu semelhante nada mais é do que acreditar em si e em seu Criador. Torna-se um círculo.
Vale lembrar que o assunto religião não se brinca, religião se pratica e sem discussões. Independente da religião que se segue há de ser ter o respeito. Muitas pessoas comparam e acabam dizendo que certas coisas na vida não se podem comparar – pois a comparação pode levar a brigas intermináveis. Temos consciência. E a exemplificar: há países que a religião é tão dominante que há constantes conflitos internos – a briga pelo poder.         
A política é outra situação que não se briga – apenas devemos praticá-la corretamente, de forma democrática, sadia. Em tudo há os excessos e é isto que leva o ser humano à crueldades: os excessos. Tudo feito de bom senso não é nocivo. Tudo feito na paz, no amor, produz bons frutos. É sabido que a teoria é mais fácil que o fazer, mas está na hora de dizer um basta à violência e começar a praticar muito a paz e, para isso, basta ter fé. 19/04/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

 

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