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EF no 'PARAISÃO"

2011 - EF no 'PARAISÃO'

Prof. Pedro César - Coordenador

 

PORTAL PM ARAÇATUBA/SP

1908 - 2013 = 105 ANOS

 

LITERATURA COMENTADA

No final desta página você encontra outros números do FOLHETIM.

 

"ESCREVER... É ARTE"

CRÔNICAS PUBL. EM 2014

CRÔNICAS PUBL. EM 2013

CRÔNICAS PUBL. EM 2012

CRÔNICAS PUBL. EM 2011

CRÔNICAS PUBL. EM 2010

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2013

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2012

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2011

 

Prof. Pedro César Alves tem livro publicado, par- ticipações em cole-tâneas e on-line.

LIVROS DO PROF - BAIXE-OS

POESIAS DO PROF - 1999-2014

LEIA: UMA LOCOMOTIVA...

 

LER EXERCITA O CÉREBRO!

RECANTO DAS LETRAS

Textos de Pedro César Alves

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Pedro César Alves,

Cadeira 199 (desde2002)

 

 

RELÓGIO DE PÊNDULO

Click na imagem acima e leia o conto "RELÓGIO DE PÊNDULO", premiado no 26º Concurso de Contos 'Cidade de Araçatuba' / 2013.

 

CONCURSOS LITERÁRIOS

 

RECONHECIMENTO

TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

Troféu 'Odette Costa - 2011'

- por 'Divulgação Cultural'

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VOTO DE APLAUSOS

No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo Vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

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REVISTA

Revista 'Plural', da Academia Araçatubense de Letras, 20 anos, 2012.

Participação do prof. Pedro César Alves, p. 125/126,

Texto: "Caminhar faz crescer"

 

REFLEXÕES (IM) PARCIAIS

EDIÇÃO Nº 001

 

 

ARQUIVOS EM PDF

 

CRÔNICAS 2011

CRÔNICAS DE JUNHO

CRONICAS DE MAIO

CRÔNICAS DE ABRIL

CRÔNICAS DE MARÇO

CRÔNICAS DE FEVEREIRO

CRÔNICAS DE JANEIRO

CRÔNICAS 2010

CRÔNICAS DE DEZEMBRO

CRONICAS DE NOVEMBRO

 

 

SITES DE AMIGOS

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Prof. Mário César Rodrigues

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SITE TELESCÓPIO - ARAÇATUBA

Leiam 'Site Telescópio' (Everi Carrara)

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Conheça o blog acima... e veja como toda arte pode ser restaurada...

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VIAJAR PELO MUNDO? ACESSE.

1ª CulturArte 'PARAISÃO'

PROJETO PARAISÃO - 2011

 

Praça do Guanabara:

Pedro César e filhos: Júlio e Carol.

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Dia 15/5, domingo, na Virada Cultural, o escritor Ignácio Loyola Brandão ministrou excelente palestra no Teatro Municipal "Paulo Alcides Jorge". Antes, houve apresentações de membros do Grupo Experimental e da Academia Araçatubense de Letras.

EM 2014:
"Se existir guerra, que seja de travesseiro; se for pra prender, que seja o cabelo; se existir fome, que seja de amor; se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó; se for para esquentar, que seja o sol; se for para atacar, que seja pela pontas; se for para enganar, que seja o estômago; se for para armar, que arme um circo; se for para chorar, que seja de alegria; se for para assaltar, que seja a geladeira; se for para mentir, que seja a idade; se for para algemar, que se algeme na cama; se for para roubar, que seja um beijo; se for para afogar, afogue o ganso; se for para perder, que seja o medo; se for para brigar, que briguem as aranhas; se for para doer, que doa a saudade; se for para cair, que caia na gandaia; se for para morrer, que morra de amores; se for para violar, que viole um pinho; se for para tomar, que tome um vinho; se for para queimar, que queime um fumo; se for para garfar, que garfe um macarrone; se for para enforcar, que enforque a aula; se for para ser feliz, que seja o tempo todo; se for pra cheirar que seja a flor; se for pra fumar que seja a cobra; se for pra picar que seja a mula.” - - enviado por Carlito Lima.

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OBS.: Se você precisa publicar algum trabalho para obtenção de notas para o seu Curso Superior, entre em contato!

 

LER É O MELHOR CAMINHO

Prof. Pedro César Alves - MTE nº 71.527-SP.

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EDMARY CHACON

BLOG: HISTÓRIAS E NOSTALGIAS

A escritora Edmary Chacon em seu blog relata, diretamente do túnel do tempo, as mais belas 'histórias e nostalgias' que ouviu de amigos e parente e, ou vivênciou - Bilac / SP

 

A ESPERA

A espera de quê?
Há muitas coisas a esperar. Muitos esperam um milagre – mas será que possuem fé para alcançar? Muitos esperam sucesso, mas será que fizeram por merecer? Muitos esperam pela paz, mas fizeram por tê-la?
São tantas coisas a se pensar sobre as possíveis, ou não, possibilidades de acontecer, de receber, que fico a imaginar o que o ser humano é nesta terra. Uma terra que foi criada com amor, mas que aos poucos é transformada por atos inconsequentes do ser humano.
A inteligência dada ao ser humano nem sempre o favorece. E com ela criou-se muitas coisas positivas, como sabemos, mas há um grande número de coisas negativas – onde o próprio homem acaba colaborando com a sua destruição. Parece o fim – ou o começo do fim? E acrescento – é o cumprir das Sagradas Letras – embora muitos não acreditem.
Poderia citar aqui muitas coisas que o cérebro humano desenvolveu – apenas alguns exemplos: casas confortabilíssimas, carros velozes, jogos os mais variados, uma medicina capaz de ir a fundo no ser humano – mas... E a paz interior? E a paz exterior?
A paz interior é uma busca constante. Tão constante que deixa qualquer um em determinado período da vida desolado. Digo em um período da vida por se tratar, pelo menos do meu ponto de vista, de situação alternada, pois se fosse contínuo entraríamos em ‘parafuso’, pois uma situação incontrolável é terrível. Nenhum humano tem capacidade para aguentar.
E, nesse sentido, o milagre da vida acontece – pois estarmos oscilando deixa-nos menos preocupados com o fim. Pois este tarda, mas nunca falha. A fé que temos faz-nos darmos o próximo passo – mesmo que vacilando, mesmo que em dúvida... E assim caminhamos rumo a um desconhecido. Imaginamos, mas não conhecemos de fato – e a fé tem este poder.
E a paz exterior é um tanto menos complicada – basta olharmos menos para a ganância do homem que, pouco a pouco, atingirá o seu objetivo. Mas no atual momento estamos contemplando o contrário: nações destruindo nações – e pior: depois enviam homens para reconstruírem o que tiveram a ganância de alcançar.
E usando algo que muitos já conhecem, usando a ordem das letras de nosso alfabeto, o sucesso vem à frente apenas no dicionário, pois na realidade temos que primeiro trabalhar arduamente para alcançar os objetivos traçados. Sucesso aparecerá – mas feliz é o homem que o alcançou com plena dignidade de seus talentos. E penso assim em qualquer área do conhecimento.
A soma de tudo isso me causa um pouco de angústia. A paz exterior ajuda a construir a paz interior. O trabalho traz o sucesso – mas é difícil dizer isso àqueles que trabalham de sol a sol e não conseguem evoluir financeiramente (e estão fazendo por acontecer – surge, então, o problema de oportunidades). E de tudo isso há apenas uma chance – ter fé para que o milagre aconteça.
E, nos dias atuais, o homem está com pouca fé. Logo, poucos milagres estão acontecendo. Mas o homem ainda acredita no homem e na força que ele tem – mas sabe, também, que tudo é possível a partir da força que emana do seu Criador – Deus, que faz o milagre da vida acontecer todos os dias. Basta olhar as flores: como são lindas em seu explodir contínuo... 21/11/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

           

PARADA DE ÔNIBUS

Duque de Caxias – quem foi ele mesmo? No momento não importa tanto; pulando essa parte, passei a observar parte de minha cidade: venda de ambulante encostado à parede – sandálias, chinelos, cintos e outros utensílios derivados do couro...
O onibus retangular encosta. O pequeno grupo formado no passeio público dá o primeiro passo ônibus adentro. A partir de poucos metros não os verei mais. Talvez. Os verei em outras oportunidades talvez – pois, como dizem as boas crônicas – no ônibus, quem os frequentam, na maioria são conhecidos – fazem o mesmo trajeto todos os dias e sempre no mesmo horário. Terei, então, de estar no mesmo lugar à mesma hora...
Pla janela nos observamos: uma criança de colo sorri pra mim – imagino que sou o destinatário daquele sorriso. Nem quero pensar o contrário, pois ficarei imensamente triste. O sorriso da criança é verdadeiro; comovente.
Do outro lado da rua um ponto de táxi: observei-o por um longo período. Pouco movimentado. Notei, no entanto, que usam muito o chamado mototáxi – e muitas motos passavam por ali carregando os mais variados tipos humanos. Homens, mulheres e até animais encaixotados. Dos dois primeiros: magros, gordos, loiros, negros, ruivos, mestiços, de outras nacionalidades. De calças, de shorts, de saia – de pernas à mostra. E lá vai o sol a queimar...
O ônibus perdeu-se em minha memória. Logo veio outro e com pessoas em pé. Pessoas com sinal de cansaço. Com vontade de logo chegar ao aconchego do seu lar, mesmo que este seja um lar severino. E outras pessoas adentraram o ônibus – mesmo em pé, o importante é chegar ao destino.
Olhei o relógio e aproximava dos ponteiros ficarem juntos: um sobre o outro. Era sábado e na linguagem popular fervilhava o calçadão. O arranha-céu em minha frente botava-me em pensamento: do último andar a contemplar a cidade. No último andar: tudo é mais bonito – mais perto do céu tudo é mais bonito.
Um carrinho de mão abarrotado de papelão cruzou a minha frente. Um senhor acabado pelo tempo o arrastava. A poucas quadras dali a cooperativa onde todo material é recolhido, prensado e de lá enviado para os lugares adequados para reciclagem. Ainda bem que o terreno é descida!
Alguns passos: o Museu Araçatubense de Artes Plásticas e lá os araçatubenses, mais alguns cidadãos do mundo, colocam suas artes expostas aos que possuem bons gostos em visitar. A arte alegra o espírito. Dá ânimo. É vida!
Outro ônibus retângulo. Uma senhora observa, impaciente, os passageiros subirem. Eu também observo e vejo a dificuldade de uma velha senhora obesa ao subir. Rapidamente fico a imaginá-la a passar pela catraca. Que sofrimento!
Atrás deste ônibus já parava outro. Um micro. Uma senhora de meia idade dirigia-o. Olhou-me com um olhar de nem sei o quê! Mas me atingiu profundamente. Desviei o olhar para o fundo do ônibus e lá vi, uniformizada, de cabelos soltos ao possível vento que os acariciaria com o movimentar do veículo. Estava com o olhar longínquo, talvez pensando. Pensando, talvez, na vida, nos amores, nos amores da vida...
Observei-a até o ônibus partir. O som vindo de um carro chamou a minha atenção: anunciava a presença de um circo na cidade. Pelo jeito – um circo badalado.
Fui tomado subitamente por um toque no ombro:
- Perdido por aqui?
Assustei. Recobrei os sentidos terrenos, pois parecia estar ali, mas não estava. Viajava em pensamentos por ares diferentes em busca de soluções – pareciam impossíveis.
- Nem tanto. Olhando a vida passar, buscando ideias para os próximos textos...
E trocamos palavras por alguns instantes. Palavras perdidas, desconexas. Percebi que fazia o mesmo que eu – ossos do ofício de cronista, por isso poucas palavras trocadas.
Fiz sentido descer até a praça São Joaquim – onde encontrava-se estacionado o meu carro – pois na área central é complicado de se estacionar, além dos altos custos sem segurança alguma, mas antes comi um salgadinho com um bom copo de suco próximo à esquina recheada de semáforos. Entrei, logo após, no meu carro. E, em casa, escrevi. 15/11/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

 

O LADO SOMBRIO DA VIDA

Em tudo na vida há o lado sombrio. Apesar de ser sombrio, o ser humano gosta. E uso o vocábulo gosta aqui no sentido de não poder viver sem pensar no mesmo. Significa, também, o lado misterioso da vida. E este lado realmente causa transtornos aos que não são bem equilibrados, ou possuem tendências duvidosas sobre a existência humana.
Coloque-se no espelho apenas meio rosto. Um lado ficará refletido, o outro lado não se mostrando, a estranheza surge. Assim, também, a experiência no claro-escuro de nossos pensamentos: o lado sombrio esconde muitas coisas – assim como um porão ou sótão esquecidos às traças. Melhor, as coisas neles depositadas esquecidas às traças.
Começamos a vasculhar os nossos mais esquecidos pensamentos e lá encontramos coisas que, em algum momento, deixamos de lado porque se as usássemos acabaríamos mostrando o nosso lado sombrio de ser – e não adianta negar: em algum momento somos sombrios. Somos sombrios – às vezes, com o nosso próprio ser.
Quando assistimos a filmes de espionagens notamos bem o lado de lá – são tantas artimanhas que pensamos se realmente aquilo pode existir. E, então, surge a questão: a telinha imita a vida, ou a vida imita a telinha – a vida imita a própria vida; logo, tudo pode ser realmente real. Os mistérios estão em todos os lugares. E já li em algum lugar que há mais mistérios entre o céu e a terra do que a vã filosofia do homem possa imaginar.
Frente ao espelho ainda posso sentir a falta que a outra metade me faz. Olhar por inteiro faz diferença e em grandes proporções. É ver-me quase por completo: corpo e alma-espírito. Pela metade falta-me uma parte. Não sou eu por completo – mas apenas parte de mim. O Homem só se sente completo ao se sentir por inteiro.
Sentir-se por inteiro também compete às escolhas que se pode fazer, ao caminho que se pode caminhar, aos amigos que se pode ter, à família que se pode construir, ao trabalho que se pode alcançar; logo, sentir-se por inteiro é nada mais que possíveis conquistas. Nada mais que lugares sonhados, almejados.
E, embora tenhamos a curiosidade e necessidade de termos muitas coisas, algumas – após descobertas, passamos a pensar que seriam melhores como estavam antes. Mas, como diz o velho e bom ditado popular: "A curiosidade mata o gato". E mesmo sabendo de tudo isso, somos teimosos e sempre vamos avante – e avante no sentido de querermos sempre mais.
Pensando um pouco diferente: creio que gostamos de ter o nosso lado sombrio. Com o nosso lado sombrio nos tornamos um pouco misterioso. Parecemos, aos outros, que estamos a esconder algo. E nunca nos revelamos completamente – aliás, creio eu, que nós não sabemos plenamente quem somos – assim, como se comenta: vive-se uma longa vida ao lado de alguém e não o conhecemos direito. São os enigmas da vida.
E, ainda: pode-se comentar o lado sombrio que separa a vida da morte. Deste lado há luz, do outro – não vou afirmar que há trevas, mas segundo as religiões há duas situações: vida eterna com glória nos céus, ou o inferno – e a queimar pela eternidade. São os lados da vida, melhor – vida e morte, mas ninguém voltou a dizer. Apenas aquele que crê pode afirmar tais concepções.
Na vida há muitos enigmas a serem desvendados. Alguns conseguimos desvendar – e nem sempre são o que queríamos que fossem. E muitos nunca serão desvendados – talvez assim seja melhor – pelo menos penso eu. Talvez a afirmação esteja correta: são as perguntas que movem o mundo e não as respostas. E o lado sombrio da vida sempre permanecerá como uma incógnita em nossos pensamentos. 07/11/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

 

CASAMENTO POR ADESÃO

Num papo muito bem descontraído numa das manhãs desta última semana, surgiu no meu ambiente de trabalho uma questão que deve atormentar muitas mentes sadias – como chamar tantos amigos para o seu casamento, tendo em vista o custo (e até mesmo o capitalismo que denominamos custo-benefício)?
E conversa vai, conversa vem, aparece uma amiga de profissão com a ideia de casamento por adesão – achei o assunto interessante. E por vários aspectos, apesar de alguns acharem um absurdo as linhas que seguirão abaixo. E digo com propriedade que alguns acharão um absurdo, pois foi só eu comentar com alguns que disseram: ‘Melhor não fazer nada’. Concordar, ou não, é cada um que decide. Eu apenas escrevo.
Mas, de qualquer jeito explico que o cronista ouve muitos papos – e destes tenta aproveitar assuntos para a sua próxima crônica. Eu, após ouvir, degustar, tento passar ao leitor – somado aos meus conhecimentos – uma visão clara do que é a vida. Às vezes, como qualquer escritor, viajo. Pés no chão: é necessário – na maioria dos textos. Aliás – cronista é cronista. Poeta é poeta – é sonhador. (E poeta bom, só após a morte - como disse certa vez um amigo.)
Retomando o assunto, você já se imaginou querendo fazer uma festa, e com muitos amigos a convidar – olha para as finanças, olha para a lista de amigos que gostaria de convidar, olha novamente para as finanças, novamente para a lista de convidados e começa a fazer os cortes. E, de duzentos e tantos convidados, por exemplo, cai pela metade. Mas sua consciência, após os cortes, o acusa. O que fazer?
Simples: casamento por adesão. Festa por adesão (já existe) – e ninguém fica de fora. É ser um pouco cara de pau: diga a sua amiga, a seu amigo, aos parentes, que não tem condições de bancá-los, mas que gostaria de tê-los em sua festa, e solicita a verba (antecipada, é claro!) para o pagamento dos gastos com os comes e bebes, etc. e tal. Creio que boa parte vai topar (se realmente gostarem de você) – e, ainda, poderás contar com a sorte de um bom presente – ou não. Matemática simples, não?
Pode até parecer estranho a situação citada, mas é um jeito de não deixar ninguém de fora. Ah! – para não esquecer: disse esta amiga, também, que alguns organizadores de festas dialogam com os anfitriões e disponibilizam uma lista no dia da festa com os nomes dos jovens solteiros/solteiras – já pensando em próximos casamentos – que mundo capitalista, meu Deus! E coloque capitalista na situação!
E, para encerrar o assunto de hoje, tome cuidado ao chamar os convidados de honra – os padrinhos. É sabido que estes são chamados por interesses (na maioria das vezes), logo, ficaria interessante: os noivos distribuírem – antes da escolha – o seguinte aviso aos 'interessados': vendo um lugar no altar. Um bom cascalho, como dizem, garante um bom lugar no altar ao lado dos noivos. Pense!
É de se pensar em tudo – capitalismo selvagem – é como o grupo Titãs canta: “Ô,Ô, Ô / Homem primata / Capitalismo Selvagem / (...) / Eu me perdi / Na selva de pedra/ (...) / Eu aprendi / A vida é um jogo /Cada um por si / E Deus contra todos / (...) / Eu me perdi / Na selva de pedra / Eu me perdi / Eu me perdi / Eu me perdi / Eu me perdi”. E realmente estamos perdidos que, às vezes, esquecemos quem está ao nosso lado. Há interesses de todos os lados. Cristão, como sou, não concordo com uma citação na canção: ‘E Deus contra todos’ – Deus está sempre a nosso favor, nos ajudando, protegendo...
E você pode estar se perguntando: e o lado humano? Fico eu aqui também a pensar sobre o lado humano: lemos tantas coisas em livros e em redes sociais – ultimamente – e não conseguimos tirar uma conclusão sobre o assunto. Neste caso, por exemplo, eu não consegui completar o meu raciocínio – e creio que deve ter sido por questões lógicas: não fui criado assim. Aliás, a maioria não foi criada assim... 01/11/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

 

OLHAR E ESCREVER

Não sei o motivo, a razão, mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis, porque quem de longe olhava notava o que acontecia.
Aqui, bem próximo, ela discutia com ele. Roupas claras, cabelos avermelhados, colar no pescoço e deste pendiam três pimentinhas que ficavam à mostra. Ele de terno branco, gravata-borboleta preta e, nas mãos, rosas vermelhas. Discutiam.
Quem os via, via além deles lá longe, num campo aberto, um redemoinho que levava tudo – inclusive as rosas que, minutos depois, estariam ao chão. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

NO OLHO DA RUA

O trânsito parou – ele estava próximo do meio da rua, próximo do cruzamento, próximo das faixas de pedestres. Estava imóvel, de mãos nos bolsos da calça.
O tempo estava meio frio. Deixava-o meio abalado, somado aos últimos acontecimentos: tudo meio parado.
Olhava-se interiormente e começava a entender o que significava estar no meio da rua, depois de anos e anos de trabalho no mesmo lugar.
Pedia-se evolução. Negava-se a enquadrar nos meios. Logo, o resultado. 12/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

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