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QUEM NÃO É POLÍTICO?

Do levantar ao deitar estamos fazendo política - nada mais que escolhas...

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APENAS PARA MAIORES DE 18 ANOS

RESPEITO À LEGISLAÇÃO

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TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS

 

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PORTAL PM ARAÇATUBA/SP

 

 

No final desta página você encontra outros números do FOLHETIM.

"ESCREVER... É ARTE"

CRÔNICAS PUBL. EM 2015

CRÔNICAS PUBL. EM 2014

CRÔNICAS PUBL. EM 2013

CRÔNICAS PUBL. EM 2012

CRÔNICAS PUBL. EM 2011

CRÔNICAS PUBL. EM 2010

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2013

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2012

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2011

 

 

LIVROS DO PROF - BAIXE-OS

POESIAS DO PROF - 1999-2014

LEIA: UMA LOCOMOTIVA...

 

 

LER EXERCITA O CÉREBRO!

RECANTO DAS LETRAS

Textos de Pedro César Alves

.

Pedro César Alves,

Cadeira 199 (desde2002)

 

 

RELÓGIO DE PÊNDULO

Click na imagem acima e leia: "RELÓGIO DE PÊNDULO", premiado no 26º Concurso de Contos 'Cidade de Araçatuba' / 2013.

 

 

CONCURSOS LITERÁRIOS

 

RECONHECIMENTO

TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

Troféu 'Odette Costa - 2011'

- por 'Divulgação Cultural'

 

VOTO DE APLAUSO

No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo Vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

 

REVISTA

Revista 'Plural', da Academia Araçatubense de Letras, 20 anos, 2012.

Participação do prof. Pedro César Alves, p.125 e 126.

Texto:

"Caminhar faz crescer"

 

ARQUIVOS EM PDF

CRÔNICAS 2011

CRÔNICAS DE JUNHO

CRONICAS DE MAIO

CRÔNICAS DE ABRIL

CRÔNICAS DE MARÇO

CRÔNICAS DE FEVEREIRO

CRÔNICAS DE JANEIRO

CRÔNICAS 2010

CRÔNICAS DE DEZEMBRO

CRONICAS DE NOVEMBRO

REFLITA UM POUCO...

 

SITES INTERESSANTÍSSIMOS

ACORDO ORTOGRÁFICO

CONJUGADOR DE VERBOLIVROS DE DOMÍNIO PÚBLICO

MUSEU VIRTUAL DE BRASÍLIA

MÚSICAS - 100 MAIS EM 100 ANOS

PORTA-LIVROS

RESUMOS LITERÁRIOS

RESUMOS LITERÁRIOS DE A - Z

VIAJAR PELO MUNDO? ACESSE.

 

EM 2015:
"Se existir guerra, que seja de travesseiro; se for pra prender, que seja o cabelo; se existir fome, que seja de amor; se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó; se for para esquentar, que seja o sol; se for para atacar, que seja pela pontas; se for para enganar, que seja o estômago; se for para armar, que arme um circo; se for para chorar, que seja de alegria; se for para assaltar, que seja a geladeira; se for para mentir, que seja a idade; se for para algemar, que se algeme na cama; se for para roubar, que seja um beijo; se for para afogar, afogue o ganso; se for para perder, que seja o medo; se for para brigar, que briguem as aranhas; se for para doer, que doa a saudade; se for para cair, que caia na gandaia; se for para morrer, que morra de amores; se for para violar, que viole um pinho; se for para tomar, que tome um vinho; se for para queimar, que queime um fumo; se for para garfar, que garfe um macarrone; se for para enforcar, que enforque a aula; se for para ser feliz, que seja o tempo todo; se for pra cheirar que seja a flor; se for pra fumar que seja a cobra; se for pra picar que seja a mula.” - enviado por Carlito Lima.

 

 

 

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LER É O MELHOR CAMINHO

PCA é Professor, Escritor e Jornalista!

O MUNDO ESTÁ EM CRISE, NÓS ESTAMOS EM CRISTO!

VALORIZE A EDUCAÇÃO E A CULTURA!

SEJA BEM-VINDO

SÓ O AMOR VALE TUDO NA VIDA...

 

 

TERAPIA...

MASSAGEM CONVERSACIONAL (01)

Outro dia ele começou a pensar na vida que levava e resolveu dar uma guinada – sair da monotonia. Como fazer? E, de pensamentos em pensamentos, foi somando em sua cabeça o que sabia fazer. Junta uma peça aqui, outra dali e, pouco a pouco foram surgindo ideias.
Pensou em tantas coisas, anotou-as para depois tirar conclusões – sempre fazia assim: anotava tudo e deixava guardado dentro de uma sacola. Depois de alguns dias passava a analisar com calma as anotações, sem a ânsia da euforia do surgimento das ideias. Aprendera isso com o passar dos tempos.
Morava sozinho numa casa grande (sentia-se um dos personagens de Machado de Assis) e tinha tempo o suficiente para fazer as coisas. O dia que trabalhava mais: até catorze horas. Filhos crescidos e cada um tomando conta de sua vida, separado – às vezes com alguma dama em companhia (namorada, por assim dizer).
E numa dessas anotações surgiu a ideia que lhe ferveu os miolos. A ideia era de ser um terapeuta. Como ser um terapeuta se quase nada sabia sobre? Mas a ideia não saia de sua cabeça. Começou a pesquisar sobre os mais variados tipos de terapias – e nenhuma se encaixava no seu perfil. Mas, não desistiu...
Meses depois, após longo período de pesquisa, achou algo que lhe interessou e estava dentro do que era possível fazer (jamais queria prejudicar alguém). Colocou uma plaquinha em sua residência: massagista terapeuta. E logo surgiram as perguntas dos curiosos solicitando explicações sobre. E ele, de maneira segura, dizia:
Tenho feito algumas pesquisas e estas mostraram que muitas pessoas precisam de alguém para conversar. Logo, faço duas coisas úteis: vou conversando e massageando.
E logo aparece outro curioso, e pergunta qual o método que utiliza. E ele, sem titubear, explica:
Simples. Quem quer conversar, quer ao mesmo tempo relaxar. Então, eu tenho cremes hidratantes (que não possuem contraindicação) e os utilizo. E as pessoas escolhem como querem ficar...
- Como assim? - questiona outro curioso.
A pessoa escolhe como quer ficar, oras... Sentada, deitada, com roupa, sem roupa... Na cama, na cadeira, na pequena piscina – quando está calor... E eu não esquento a cabeça... Converso sobre o que gosto ou sobre o que a pessoa gosta – se ela indicar sobre o que quer conversar quando faz o agendamento, faço massagem, relaxo também... E vivo do jeito que gosto: chinelo folgado no pé, short e camiseta larga! E de agenda cheia!
Ele se afastou com largo sorriso nos lábios, e um dos mais atrevidos disse:
- Ele que está certo! Ganha o dinheirinho dele, faz o que gosta com gosto e todo dia tem mulher chegando ai na casa dele...
- Uai... Ele não atende homem não?
- Eita, claro que não, seu Menino... Ele é cabra da peste de macho, tche!

* (uma ideia sem data) - comente no whats (lado esq. do site) ou via Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

OS QUARENTÕES EM PERIGO

É engraçado como as coisas acontecem. A vida passa, e passa de maneira tão rápida que, quando acordamos, não temos mais vinte anos, mas o dobro! Ou até mais.
Ao acordarmos, sentimos que estamos envelhecendo e, ao mesmo tempo, precisando de um ombro amigo (a) – principalmente quando se mora praticamente sozinho. Podem até dizer: ‘Ele tem um filho que mora com ele...’ – realmente, mas, o tempo passa... Ele cresceu. Bateu asas...
E, ao bater asas, sinto-me perdido (dizem que é a tal da síndrome do ninho vazio – se não estiver enganado é este o termo que usam). Esta semana a minha menina está em casa (férias), o que ameniza um pouco, mas já estou a pensar nos próximos dias... Minha sorte: vou estar empenhado em falar com o público... 22/07/2016

 

MULHER NOVA (BONITA E CARINHOSA...)

É uma mulher que, de um jeito ou de outro, chama a atenção. Chamou a minha atenção – pelo menos. Sou fã, de certa forma incondicional, de mulheres de estatura baixa, meio cheinha. Ela é assim.
Um e cinquenta e cinco, se tiver. Seios volumosos, coxas grossas, bumbum cheinho... Outro dia, sentou-se ao meu lado. Minutos depois estávamos de papo. Conversamos muito e notei perfeitamente os seus traços de menina-mulher em uma blusa meio decotada em V. Meus pensamentos voaram... Pedi perdão aos Céus, mas é muita tentação! 28/05/2016 

 

PARTICIPE

PROJETO ON-LINE 'REVISTA' - (GRATUITO - ATÉ 30/07)

Venha participar da REVISTA on-line de textos em prosa - revista PROSEAR AO MUNDO, tendo como tema da 1ª Edição: 'prosear ao mundo'. mais informações via e-mail: literaturabrasil@terra.com.br .

 

PROJETO EDIÇÕES 2016 (SUSPENSO)

Venha participar das Edições do Folhetim “ARAÇATUBA E REGIÃO” em 2016. Em respeito à Legislação Brasileira - e por participação do Editor no Processo Eleitoral Municipal - encontra-se suspenso as Edições até o término do mesmo. Maiores esclarecimentos: entre em contato através do e-mail literaturabrasil@terra.com.br

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JORNAIS PRODUZIDOS NA COMUNIDADE ESCOLAR

EDITOR PROF. PEDRO CÉSAR ALVES

PARAISÃO 07

PARAISÂO 06*PARAISAO 05*PARAISAO 04

PARAISÃO 03*PARAISÃO 02*PARAISÃO 01

 

2 0 1 6

OS TEXTOS ABAIXO SÃO PUBLICADOS AOS SÁBADOS NO JORNAL

"O LIBERAL REGIONAL", Caderno ETC, p. 02.

 

OS ÓCULOS QUE ME DERAM

Ao longo dos anos, pelas andanças que faço pela nave Terra, venho recebendo alguns óculos – e deles sempre tento tirar proveito. E a partir do uso deles, sempre aprendo algo: são lentes cada vez mais poderosas que me proporcionam uma visão mais longínqua. Mas confesso que não é, nem foi, nada fácil adaptar-me a elas. Ou, como queiram, vice-versa.
É com elas que tento enxergar o mundo de forma diferente. É com elas que tento enxergar as pessoas de forma diferente. O mundo e as pessoas – apesar de parecerem iguais, são diferentes. E cada um consegue ver da maneira que suas lentes proporcionam. Alguns, com os anos de caminhada, vão adquirindo lentes mais fortes e conseguem enxergar mais longe; outros, com mais problemas de visão – e mesmo tendo lentes mais fortes, não conseguem ver tão longe. Mas caminham – não podem parar (poucos são aqueles que pulam da ponte da vida).
Os óculos que me deram – e que de tempo em tempo vão mudando, me moldam. Como quaisquer cidadãos que frequentam semestralmente, ou anualmente, um consultório oftalmológico, sabem que as adaptações são necessárias a cada vez que lá vão. São consultas demoradas, dilatação das pupilas e etc. e tal, mas sabem que esse sofrimento momentâneo, por assim dizer, trará benefício num futuro próximo: enxergarão melhor. Assim são os óculos que me dão de tempo em tempo: enxergarei melhor.
E com o passar dos tempos, ou das temporadas (como queiram), as lentes vão ficando mais grossas e precisamos de tempo para adaptação, mas também precisamos de mais cuidado ao aproximarmos das coisas, das pessoas – caso contrário, sabemos o que causaremos. Logo, vamos tendo mais cuidado, mais sabedoria ao observar as coisas e as pessoas – ou seja, vamos com mais calma em nossas observações.
Vamos, com o tempo, ficando mais serenos. Vamos observando mais, falando menos – pois a cada lente trocada a sabedoria em observar é maior – mas posso garantir aos que estão com pouco grau que não é nada fácil estas lentes quando começam a pesar. Além de pesar, às vezes, podem ficar embaçadas, como dizem na linguagem mais próxima do leitor – e se faz necessário uma limpeza: pegar um paninho macio e lentamente polir as lentes. E, muitas vezes, o Ser Maior, em sua plenitude, faz isso conosco: coloca-nos em suas mãos e lentamente, carinhosamente, nos dá um esfregão – assim como fazemos nas lentes, e voltamos a enxergar com mais clareza.
Assim caminhamos por mais um tempo, e com clareza. Assim caminha a humanidade. Talvez a passos largos, mas quando necessário, um puxãozinho não faz mal a ninguém. Pode até doer no momento, mas o sábio de coração aprenderá que só sofre correção quem é amado. E das correções se faz o Homem poderoso em virtudes, pois os sofrimentos tidos a partir das correções trazem ensinamentos. E poderosos, por assim dizer.
Não vamos ficar perdidos nas reflexões apenas, vamos abrir os nossos corações. Pediremos ao Mestre que nos dê o direito de irmos ao Seu consultório diariamente e que Ele em sua infinita bondade pingue em nossos olhos o colírio dilatador que, pouco a pouco, nos fará a limpeza necessária e, com a indicação d’Ele, com lentes novas, enxergaremos mais longe e, quem sabe, conseguiremos ver no outro a necessidade do tão sonhado calor humano que precisamos. Então, seremos vencedores ao trocamos de óculos diariamente! Publicado: 16/07/2016

 

A PAZ QUE QUEREMOS

Muitas vezes buscamos a paz e esta nem sempre está presente. Muitas coisas acontecem e nem sempre conseguimos discernir qual o melhor caminho a seguir, mas somos teimosos e tentamos sempre o que achamos que é melhor. E nem sempre o que achamos que é melhor para nós, o Ser Maior concorda conosco.
Mas, como sabemos, e sabemos refletir, e sabemos que nem sempre o que queremos é o melhor – às vezes, o Ser Maior olha para nós e diz que o que estamos fazendo não é o melhor. Corrige-nos. Proporciona-nos outras coisas. No momento achamos ruim, mas aos poucos aprendemos que o que nos sucedeu foi exatamente o que precisávamos.
Interessante, não é mesmo? – mas só enxergamos depois, e bem – mas bem depois mesmo! E passamos a pensar como as coisas são...
Às vezes, a paz que queremos, que buscamos, está tão perto de nós que não a vemos – ou, passamos por ela e nem desconfiamos de nada. Assim, tentamos algo diferente – às vezes, até longe, e – na maioria das vezes, está tão próximo de nós! Mas, o ser humano é assim mesmo: muitas vezes não consegue enxergar um palmo à frente de seu nariz.
Ou, ainda, pior: está tão perto que não conseguimos encontrá-lo em nós mesmos. Não conseguimos olhar para dentro de nós e buscarmos o que realmente precisamos. Não conseguimos deixar de lado todas as inutilidades, as fraquezas, e outras coisas mais.
E que paz nós queremos? E que paz nós procuramos?
Muitas vezes perguntamos a nós mesmos: queremos que tipo de paz? Procuramos que tipo de paz? E qual a resposta? Na maioria das vezes não temos uma resposta adequada, mas uma resposta que deixa-nos, no momento, meio contente. Quando analisamos, notamos que falta algo. Algo que venha realmente suprir a nossa necessidade.
Quando falta-nos algo, o que fazer?
Ai está a o tal do x da questão. Como compreender, como analisar para chegar a um resultado positivo – e principalmente para a paz que queremos? Então, sinceramente, o que fazer? A quem apelar? A quem buscar? Creio que não há outro, a não ser ao Ser Maior – Deus. E muitos não creem em Sua existência. Até outros nomes dão a Ele – mas, na verdade, o que importa é a fé! É ela que nos faz crescer – pelo menos para os que creem.
A fé pode muito em seu efeito. Além de remover montanhas – como cita as Escrituras para aqueles que nela creem – também faz o ser humano crescer. E – crescer em todos os aspectos. E o crescimento faz o homem viver em paz, em esperança – pois o crescimento faz com que o ser humano queira cada vez mais.
Então, a paz que queremos é a paz que realmente precisamos. A paz espiritual, a paz que Jesus Cristo deu a todos, que deixou-nos como exemplo e que devemos passar adiante – mas nem sempre estamos munidos dela – por isso a procuramos. E quando a encontramos, não a queremos deixar, pois ela alimenta a alma, fortifica o ser humano fraco que somos. Publicado: 09/07/2016

 

ALMEJADAS FÉRIAS

Exatamente hoje se iniciam as férias. As férias do meio do ano, por assim dizer. E muitos já sonhavam com ela: as tão almejadas férias, desde o garotinho até o mais adulto que frequenta a escola – e que todo dia escuta que precisa estudar muito para vencer os obstáculos da vida, até o trabalhador que escolhe este mês – ou, por força de ofício – como o professor, que é obrigado a seguir o calendário escolar.
Querendo ou não, temos que nos dobrar perante a natureza: o mês de julho promete sempre paisagens maravilhosas! É um mês com temperaturas baixas na região sudeste, sul do país (época de conhecer geadas e, raramente, neve) e mais quentes nas regiões norte, nordeste – e este com suas praias belíssimas. E, pensando assim, nada melhor que alguns dias passeando pelo Brasil – e eu tive a oportunidade de fazer isso. Conheci parte do Sul do Brasil.
Por um lado, só de pensar em férias, mentalmente e fisicamente, nos traz descanso, paz, harmonia – e, quando perto da natureza, melhor ainda! Por outro lado gastamos, às vezes, algo que nem temos no momento somente para descansarmos um pouco – e bem longe do espaço que habitualmente usamos, preferencialmente. Mas gastamos com um gostinho sempre de ‘quero mais’, não é mesmo? Sempre dizendo que vale a pena investirmos em nosso descanso.
Durante os últimos dias comecei a pesquisar preços e, apesar de nós brasileiros ganharmos pouco – principalmente o professor (sem citar que esta semana foi anunciado um aumento que se faz vergonhoso diante do lamentado estado que se encontra o servidor público da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo), ainda podemos tirar alguns dias de descanso, do tão merecido descanso – e sabe por quê? Porque o brasileiro é bom em fazer contas – e parcela em até dez vezes, mas vai tirar o tão merecido descanso. Não quer saber se vai passar dificuldade ou não, pois merece durante poucos dias se livrar de arrumar a cama, de lavar as louças, de preparar as refeições: quer sossego! Merece sossego!
Por outro lado, enquanto alguns podem tirar o tão merecido descanso, outros não podem – e por algum motivo: pessoal, familiar ou do próprio trabalho. Mas, sem ir longe, podem pelo menos olhar em volta e reconhecer que podem também degustar o que a natureza oferece, por exemplo: flores, flores e mais flores! Andando pelas ruas de Araçatuba percebem-se inúmeras árvores floridas – não sei classificá-las, mas são maravilhosas em seu esplendor. E, quando estas caem ao chão, formam enormes tapetes que até dá dó de pisá-las.
É de se pensar também que enquanto alguns curtem as merecidas férias, os outros que não conseguiram realizar os seus sonhos, que estão pegando pesado – ou em casa sem condições de viajar por algum motivo, poderão jogar os seus sonhos mais para frente, ou não. Por que uso a expressão ‘ou não’? Simples, alguns poderão não estar vivos para realizá-los (não é ser pessimista, apenas realista) – por isso que sempre repito o que já ouvimos várias vezes: o hoje, o presente – realmente é um presente, uma dádiva do Criador.
Fechando estas linhas, estas tão sonhadas linhas: se você puder viajar, viaje. Não deixe para amanhã – amanhã poderá ser tarde. Nãoprecisa ir tão longe: vá a poucos quilômetros, mas tire o teu tão merecido descanso. Aliás, é seu, ninguém o tirará de você. E ninguém o tirará por você – somente você se faz merecedor dele! Aproveite as tuas merecidas férias. Publicado: 02/07/2016

 

UMA CARTA DA 'CONTADORA DE HISTÓRIAS'

Pensando sobre o que escrever, recordei-me de uma carta que recebi no final do ano passado – de uma amiga que considero muito especial. Muito mesmo! Além de especial, é muito aplicada no que sempre pretende fazer: com mais de setenta anos dedicou-se a aprender a ler e escrever – e teve o seu primeiro livro publicado: ‘Contadora de Histórias’. Escrevo e comento sobre a escritora Maria José da Silva.
Mas, o assunto aqui em questão é sobre a carta que recebi dela. Mas, para se entender a história, conto como ela aconteceu. Fui convidado pelo senhor José Hamilton a fazer uma palestra numa das reuniões mensais que o Grupo Experimental, da Academia Araçatubense de Letras (AAL). Aceitei, mas fiquei pensando sobre o que deveria falar na palestra. E comecei a pesquisar os mais diversos assuntos.
Pesquisei os mais variados assuntos e cheguei à conclusão que deveria falar sobre Literatura e Carta. De material em mãos, montei os slides e, no dia marcado, dirigi-me ao Grupo Experimental, na Academia Araçatubense de Letras. Vários amigos presentes e, passado a mim a palavra, começo a palestra falando de vários autores que usaram do gênero epistolar para dialogar com os seus leitores, e até mesmo para troca de correspondência entre autores, ou entre autores e seus discípulos – inclusive citei o grande Mário de Andrade que escreve a Manuel Bandeira e cita a sua homossexualidade, datada de 07 de abril de 1928 (que ficou por muitos anos sem ser revelada).    
Finda a reunião e, dias depois, recebo uma carta (pois incentivei os presentes a escreverem cartas, como eu também faço isso pelo Brasil afora – troca correspondência, participo de grupos de amigos que se correspondem por cartas): “Olá, querido amigo Pedro César Alves – pois tomei coragem para te escrever sabendo que tu vais achar tantos defeitos e erros, mas é o jeito que sei, sabendo que um professor de Português entende o que eu quero dizer. Quando eu entrei no Grupo Experimental, da Academia Araçatubense de Letras, eu me sentia perdida, pois eu não entendia o que eles falavam, e tinha acanho de perguntar o que eram aquelas palavras. E também de me expressar do jeito que eu sabia, mas com o passar do tempo vi que eu sou capaz de chegar lá depois de tantos incentivos de todos da Academia, estou gostando tanto, pois tu saibas que agora quando eu pego num caderno e numa caneta tenho tantas coisas para escrever e tantas ideias se vão, se todas aproveitadas não sei, mas de saber que eu já saí duas vezes no jornal, as minhas escritas, isto me deixa mais e mais motivada a escrever e ler, Isso não é exagero, é a pura verdade, acredite em mim, amigo! Depois de quase setenta e um anos quero aprender muito, não é muita pretensão, mas eu estou descobrindo o gosto – como é bom de mais! – Maria José da Silva”.
Cada vez que leio a carta, fico muito feliz no exercício do meu trabalho, embora tenha a noção que muitos que lá estão – e estão na idade de aprender, não aproveitam a oportunidade que estão tendo. Olho para a carta novamente e vejo a vitalidade de uma senhora de mais de setenta anos, que tomou gosto pelo ato de ler e de escrever. Admiro-a muito!
Logo, encerrando estas linhas que as escrevi com muito gosto, parabenizo a amiga e escritora Maria José da Silva pelo esforço que faz para compreender as letras e delas fazer uso para contar e recontar as histórias de nosso povo. As histórias que muitos da geração atual desconhece – mas que, por meio de seus escritos, permanecerão sempre vivas na memória de um povo – pessoas como ela que encanta o cenário nacional das Letras. Publicado: 25/06/2016

 

A VIDA QUE PEDIMOS

Nem sempre temos tudo o que queremos, nem sempre temos a vida que gostaríamos de ter, sempre estamos ‘vivendo a procura de’ – vivendo a procura desta vida – da vida que gostaríamos de ter. Poucos valorizam o que possuem – na maioria das vezes, como diz o velho ditado, o pasto do vizinho é melhor que o nosso, ou seja, as coisas do outro são melhores que as nossas (ou não sabemos valorizar o que temos?).
E nesta correria de procurar, se vamos encontrar ou não – é outra questão – vamos esquecendo de viver. E, quando menos esperamos, ela chega, não pede licença e leva-nos – e não há retorno, muito menos pedir para ela dar mais um tempinho e voltar depois. Não existe papo diante desta situação... E sabemos que é o fim de todo humano, mas o que nos aflige mais é não sabermos quando isso acontecerá... Será que conseguiremos colocar em prática todos os nossos planos? E a eterna dúvida rege-nos com tanto veemência que nos atordoa.  Lembrei-me de Capitu e Bentinho – a eterna dúvida...
E no nosso esquecimento de viver (mesmo que sabemos que precisamos dar valor ao que temos) deixamos de fazer muitas coisas – a começar, quando se tem família, pelos filhos. O trabalho nos envolve de tão grande forma que esquecemos que eles estão a nos esperar. Crescem rapidamente e não curtimos os pequenos, mas estávamos envolvidos no trabalho para proporcionar a eles melhores coisas.
Outro dia recebi um vídeo e fiquei pensando na realidade ali expressa (e a partir deste vídeo fiz as citações acima). E precisamos pensar muito sobre porque não paramos para ler um livro para os pequenos, não paramos para brincar, para passear, para rir um pouco com eles – e, somente lá na frente que enxergaremos o mal que cometemos. E pior: cometemos o mal aos pequenos e a nós mesmo. Como evitar? Como corrigir?
Creio que não há como corrigir – o importante seria não fazer; evitar. E deveras vezes fomos avisados – a própria vida também nos encarregou de avisar. Amenizar, depois deles grandes, não é o remédio. Não adianta querermos ler a eles um livro – não nos escutarão mais; não adianta mais querer brincar – já passaram da díade; não adianta querermos passear com eles de mãos dadas – já somos velhos, caretas (poucos aceitam); se fazemos alguma graça que geraria riso quando pequenos, dizem: ‘Esqueceu que já crescemos, papai?’ (e, às vezes, até de forma irônica) – e a situação vai se complicando mias ao passo que queremos corrigir.
Deixou-nos escrito a poetisa que ‘se a gente cresce com os duros golpes da vida, também podemos crescer com os toques suaves da alma’ – logo, porque não fazer o caminho mais suave que o enfadonho? Por que não viver o mais pé no chão, como dizem por ai, que os sonhos quase que inatingíveis do mundo do trabalho? Por que não viver o agora? – O amanhã ainda não chegou (e, para alguns não chegará!).
Há situações e há situações. Algumas que se fazem necessárias um trabalho árduo, pesado, contínuo, mas vale muito separar tempo para os pequenos. Se estiveres duvidando, peça aos pequenos para dar uma nota avaliativa ao seu desempenho nos quesitos tempo, leitura, brincadeira, riso... E você, caro leitor, será surpreendido. Eles dão notas de medianas para baixo pelo desempenho. É ou não é de se pensar?   Publicado: 18/06/2016 

 

HÁ ANOS ERA ASSIM

Há quase duas décadas a situação do lugar era calma. Calma por um lado – pouco movimento, gritante por outro – deixando sempre a desejar. O mato cobria tudo, e apenas um caminho sinuoso cortava o chão batido, ora levantando uma rica cortina de poeira, ora atolando os carros que por lá tentavam passar.
De repente placas foram colocadas no local e estas avisavam um loteamento. Máquinas e mais máquinas foram chegando, e homens e máquinas foram se misturando. Tudo num breve espaço de tempo foi limpo, ruas riscadas e plainadas, lotes demarcados. Visitantes e mais visitantes, somados aos curiosos, foram se achegando.
As obras continuavam a todo vapor. Postes foram sendo instalados de espaço em espaço e, de braços abertos, recebiam os quilômetros de fios; depois, nos braços enormes – como nariz de Pinóquio, as lâmpadas tomaram os seus respectivos lugares e, num de repente, tudo ficou iluminado – e, com isso, até a senhorita Lua perdeu um pouco do seu brilho e encantamento.
Não demorou muito e enormes tubos de cimento foram sendo colocados ao longo das ruas, depois um sendo ligado ao outro: água e esgoto. As galerias montadas, e lote a lote sendo ligado – e o progresso preto também não demorou: a massa asfáltica deixou tudo de fácil acesso: a poeira sumiu e o atoleiro também.
Os lotes, até então vazios, foram pouco a pouco sendo tomados/comprados. E os brutos, de todos os lados começaram a chegar carregados de materiais de construção: tijolos, blocos, areia fina/grossa, cal, cimento, ferragens; lajotas para o teto, madeira, telhas; revestimento interno e externo. E o loteamento foi tomando forma. E os anos foram se passando e os investimentos, tanto público como privado, também se apossaram do lugar – com um tanto de atraso, principalmente os investimentos públicos.
Agora digo: presenciei todo o relato acima. Vi tudo isso sair do papel, virar realidade. Vi tudo nascer, crescer e – num de repente, me ausentei do lugar por um espaço de aproximadamente – para mais ou para menos, de oito anos. Erradamente, por muitos caminhos, passei. Aprendi muito com a vida, mas esta também me deu o prazer de voltar há poucos dias ao mesmo lugar. E voltar de forma definitiva e notar que tudo muda constantemente.       
E as mudanças constantes fazem com que os seres humanos evoluam, e na maioria das vezes de forma positiva (apesar de alguns não quererem crescer tão espontaneamente... – precisam de uma pressãozinha sempre!). Voltei, refiz o caminho, dei volta por cima de tudo – como se estivesse a começar do zero: da compra do pequeno pedaço de chão – ainda na poeira do estradão, como diz determinada canção.
Olhei em volta e tudo estava diferente do início do caminhar naquele pedaço de chão. Refiz a minha vida também. Sentei-me calmamente e fui olhando tudo como um filme em preto e branco e, de repente, este foi tomando cor – e hoje o filme de minha vida já tomou cor por completo: as mais belas cores que a vida pode oferecer. Pérolas pelo caminho: sei que ainda vou colher muitas. E, quem sabe no caminhar, talvez no limiar do Tempo, uma pérola se aparelha ao meu ser e, divinamente apaixonada, caminharemos juntos. Publicado: 11/06/2016 

 

LIÇÕES DE VIDA

Esta semana a vida passou-me mais alguns ensinamentos. E a partir deles, depois de saboreá-los com gosto, de passar a praticar alguns com maior vigor ainda, passo a escrever sobre as lições aprendidas, apreendidas – e vale a pena saborear o que a vida nos ensina. Porque na maioria das vezes apanhamos e aprendemos a duras penas.
Mas, para entender o que passo a escrever, o melhor é contar histórias. E a história que imaginei é a de uma mãe que nunca deixou o filho (a) em casa e resolve, depois de uma boa conversa, tirar três horas da noite para si – isso depois de mais de ano sem sair. E lá foi ela curtir um espaço cultural. Ao andar pelo espaço cultural depara-se com atividades e brinquedos para o filho (a) – e os olhos enchem-se de lágrimas. Enxuga as lágrimas que teimam em descer – pura emoção! Ela totalmente emocionada. Eu, aqui em meus pensamentos, emocionei também. Sentimento de mãe não tem preço!
Passado alguns momentos, a minha imaginação foi um pouco mais longe – e ainda sobre o assunto do parágrafo anterior: gostaria de estar vivo daqui a alguns anos e relatar ao filho (a) que, conscientemente saberá valorizar o papel de mãe – que deixava tudo de lado para cuidar exclusivamente dele (a) e que, mesmo saindo depois de mais de ano, sentiu-se – talvez – com uma pontinha lá no fundo de remorso por deixá-lo (a) em casa.
Mas não é só isso que aprendi esta semana, melhor dizendo: a vida não marca hora conosco para pôr um ponto final nela mesma – aliás, já sabemos sobre. Mas quando temos pessoas de nosso convívio envolvido, fica meio complicado. E quando isso acontece com os que estamos envolvidos, ficamos mais ‘espertos’ em nos cuidar. E é com pesar que registro aqui a perda de nosso amigo Argemiro Luciano (o Argemiro da Lagoa das Flores), companheiro da militância política no PRTB, que nos deixou na última quarta-feira. Um cidadão respeitado, que lutava por uma Araçatuba melhor.
Citando mais outro aprendizado – e lendo tudo que escrevi, acrescento que estamos aprendendo, apreendendo, todos os dias, mesmo que sejam as mesmas coisas, mas de modo diferente – e, sendo assim, percebemos que as pessoas mudam (que bom!) e, na maioria das vezes, para melhor. Evoluem, tornam-se – às vezes, - verdadeiros camaleões. Nas décadas de 70, 80, 90 os jovens tinham suas tribos fixas: punk, metaleiro, dark, new wave, careca, rockabilly – entre outros, e os jovens de hoje vivem como camaleões – fazem adaptações rapidamente – mundo globalizado. Mas o aprendizado que cito a partir das explicações acima é que encontrei uma amiga há poucos dias, da época da Faculdade, e éramos bem ‘caras fechadas’, mas estranhei sua atitude quando a encontrei. Estranhei e, ao mesmo tempo, fiquei feliz porque tanto ela como eu, simplesmente mudamos. E para melhor... Resolvemos sair, conversar, e foi bem interessante... O tempo passa, a idade chega... E a companhia é o melhor remédio!
E com os ensinamentos aprendidos, apreendidos nesta última semana, sei que a vida pode ser mais leve, tanto pra mim, como para os leitores que tenho. Viver – como sabemos, é uma arte – e a arte só é boa quando praticada, quando bem feita, com sabedoria e técnica. Assim é a vida a nos pedir: sabedoria, técnica! Acrescido dos demais dons: paz, amor, longanimidade, entre outros dons que poderíamos acrescentar – mas, sobre tudo a fé, que devemos cultivá-la, pois esta é como o grão de mostarda – a menor semente entre as sementes, mas que cultivada pode germinar e tornar-se grande, talvez a maior entre as hortaliças. Publicado: 04/06/2016 

 

SOMA DE LÁBIOS

Beijar é uma arte. E a definição não é minha, e cada um define o beijar a seu modo. O escritor Olavo Bilac deixou-nos escrito: ‘Quero um beijo sem fim, / Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!’ – ou, diria, beijar sem fim – beijos constantes.
Mas, muitas vezes já apoiei a minha produção textual em falas deixadas por Machado de Assim – a quem admiro muito, e também estou sempre a ler, reler: ‘A melhor definição do amor / não vale um beijo / de moça namorada’ – amor, beijo; um pelo outro, talvez... Ou, apenas beijos furtados, com sabor variado de pecado.
Shakespeare: ‘Por dois beijos dissipamos / reinos e províncias’ – reinos, províncias, vidas: é lá estamos a aplacar os rumores, remorsos e aflições da vida (ou causar ainda mais): e neste instante lembro-me da obra machadiana Memórias Póstumas de Brás Cubas que, entre os capítulos 53 e 55 cita a questão do primeiro beijo entre Brás Cubas e Virgília.
Carlos Drummond de Andrade cita que ’Amar a nossa falta mesma de amor, e o beijo tácito, e a sede infinita’. Nada melhor que nos amar, e sempre em primeiro lugar, depois ao próximo – costumo fazer simbolicamente o gesto de beijar a palma de minha mão e, esparramar os beijos dado nela pelo meu rosto: Amo-me em primeiro lugar!
Agora, no silêncio, após um olhar sedutor, nada melhor que ‘Um beijo encharcado / de sabor de pecado’ (Flora Figueiredo). Nada melhor lembrar que ‘E foram tantos beijos loucos / Tantos gritos roucos como se não se ouvia mais / Que o mundo compreendeu / E o dia amanheceu / Em paz’ – Chico Buarque. E no silêncio dos lábios, ardentes, muito se pode sentir. E Fernando Pessoa completa: ‘Não deixe a vida que eu deseje / mais que o que pode ser teu beijo’.
Ou, lembrando belas canções, vale citar Samuel Rosa e Chico Amaral: ‘Me dá um beijo / porque um beijo é uma reza / pro marujo que se preza’ – rogo-te, sim, humildemente rogo-te um beijo, que seguirão outro, e outros. Na canção Um Beijo, interpretada por Luan Santana e escrita por Sorocaba, diz: ‘Um beijo fala mais que mil palavras / Um toque é bem mais que poesia’ – é de se pensar, não é mesmo?
Muitas canções falam de beijo, por isso o meu dizer que é uma arte. Ivete Sangalo: Na base do Beijo; Irmãs Galvão: Beijo Doce; Turma do Pagado: Beijo Roubado; Negritude Junior: Beijo Geladinho; Zezé di Camargo e Luciano: Dou a Vida por um Beijo; Cláudia Leitte: Beijar na boca – entre outras e, para encerrar, que tal um verdadeiro hino ao beijo? De preferência na voz de Gal Costa, a canção Todo Beijo (escrita por Marcelo e Graça Motta): ‘Todo beijo, seja qual for o desejo / Quem há de dizer que não? / Dente, língua, coração / Seja a boca exata ou não / Todo beijo em si é sempre são / Todo beijo, seja qual for o desejo / Quem há de dizer que não? / Dente, língua, coração /
Seja a boca exata ou não / Todo beijo em si é sempre são / O desejo quando não mora no beijo / Deve estar em algum lugar / Sexo, sina, solidão / Todo beijo em si é são / Quando esse desejo enfim for seu
’ – e assim o é.
Encerrando estas linhas, vale lembra que o beijo tem em sua trajetória muitas histórias a contar, inclusive muita simbologia – até traição: com um beijo Jesus Cristo foi traído, não é mesmo? E assim, a passos lentos (creio eu) caminha a humanidade. E, seduzindo aqui, ali ou acolá, o beijo ainda traz em sai muito de – quem sabe podemos dizer: de pureza! Publicado: 28/05/2016 

 

OS PREÇOS QUE PAGAMOS

Há muitas coisas na vida que não sabemos bem o preço – mas pagamos um valor muito grande para tê-las (ou por querer tê-las, e nem sempre conseguimos). Mas, como diz o poeta Fernando Pessoa: ‘Valeu a pena? Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena. / Quem quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor. / Deus ao mar o perigo e o abismo deu / Mas nele é que espelhou o céu.’ – magnífico!
Assim, para termos determinadas coisas, pagamos preços mui altos. Mas queremos. Pagamos. E, só depois, vamos analisar se valeu a pena – mas, mesmo que não tenha valido, temos a grata satisfação de ter tentado (tudo vale a pena). E tentar faz parte do jogo da humanidade – e jogamos constantemente na busca de novos ideais. E, por sinal, como o poeta diz: ‘não temos alma pequena’. Não temos mesmo.
E temos que passar do Bojador. Bojador é... Bem, nos tempos das caravelas, as pessoas achavam que o mundo era plano e que quando chegava no horizonte, havia uma queda e o mundo acabava. Essa linha que separava o mundo do fim do mundo se chamava Bojador. Na linguagem poética, passar além do Bojador significa ter coragem de enfrentar os próprios medos. Pois os marinheiros acreditavam que teriam morte certa se fossem além do Bojador. Na atualidade, nada mais do que enfrentar os problemas... E, enfrentar os problemas, é enfrentar dores. E os labores.
E olha que interessante: o mar é perigoso, mas convidativo; é sedutor. Tem os seus limites ancorados pela terra. Mas também tem o abismo – vales profundos em seu interior que atrai o homem ao desconhecido, ao misterioso. E, por outro lado, já foi – é, e sempre será um enigma inspirador de grandes histórias. De grandes poemas. Consiste, talvez, no olhar mais profundo de um sonhador – vivenciar o mar! E, para completar, respingou o céu no mar.
Respingar o céu no mar. Refletir o céu no mar. Espelhar o céu no mar. Os olhos do poeta... Da poetisa... Do escrivinhador... Creio que para compreender tal magia, somente conhecendo o mar de perto. E saber que o mesmo,só ultrapassa os seus limites quando a fúria do Poderoso está nele, caso contrário – chega na areia, apaga os nomes nela escrito, e retorna ao seu lugar de origem. E, como o próprio Fernando Pessoa escreveu: ‘Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal! / Por te cruzarmos, quantas mães choraram, / Quantos filhos em vão rezaram! / Quantas noivas ficaram por casar / Para que fosses nosso, ó mar!’ – vale, ou não vale a pena?
E, próximos de nós estão os que nos acompanham, os que nos espiam dia a dia, esperando uma brecha para nos fazerem pagar altos preços pelos nossos erros, pelos nossos atos não pensados (ou atos de desespero, às vezes). E sempre somos atirados em nossos atos, pelo menos na maioria das vezes – ainda mais quando sabemos que é tudo ou nada! E aparecem as brechas, e lá vamos nós com palmadas e tudo mais. São os custos que devem ser pagos por tentarmos ser quem somos, ou quem estamos tentando ser.
E, para terminar estas linhas, outro dia li que saudade é o preço que pagamos pelos bons momentos vividos – pensou nisso já? E como temos saudade – não é mesmo? Logo, como temos na vida bons momentos – e, às vezes, não sabemos valorizá-los. Precisamos aprender a valorizar. E, saudade, é uma palavra que poucos idiomas a possuem, mas que faz uma grande diferença – e está presente em todos os seres humanos. Publicado: 21/05/2016 

 

BEM QUE SE DIZ

Bem que se diz: ouvimos tantas coisas, mas tantas coisas que, das inúmeras coisas que ouvimos, em poucas passamos a acreditar. Mas é assim mesmo – e algumas valem a pena poder acreditar – e, às vezes, de perto conferir – como um Tomé na vida. E, para este ponto de vista, há muitos assuntos que podem ser abordados.
Quando se trata de educação, por exemplo, é tão bom acreditar que alguns jovens possuem um potencial enorme, além de possuir (o que muitos possuem), alguns jovens conseguem desenvolver, conseguem ficar em evidência. Esta semana tive a grata satisfação de contemplar isso: uma avaliação externa e o aluno gabaritou a prova de Língua Portuguesa – o que de muito não via! Fiquei orgulhoso em ter um aluno assim.
Há outras coisas que dizem por ai – velhos ditados, por exemplo, que pra juventude de hoje não tem muito sentido. Talvez não tenha sentido porque não conseguem entender tais vocábulos, porque hoje em dia o vocabulário dos mesmos está pobre, tão pobre que determinadas músicas não passam de meia dúzia de palavras – e sem sentido, não é mesmo?
Outra coisa que se diz também: que cada um faz como pode... E, pensando assim, vejamos a nossa política: mandos e desmandos e ninguém sabe direito quem manda. Ou, pior ainda: manda quem pode e obedece quem tem juízo. E alguns não têm juízo, cometem certas atrocidades e depois tentam pousar de bonzinhos, de arrependidos.
Mas como nem tudo são flores, e nem tudo dissabores – apesar de alguns dizerem que o meio termo seria o melhor (eu não vejo assim: pra mim a situação é ou não é) – há flores ainda pelo caminho. E há flores lindas pelo caminho – quer dizer que nem tudo está perdido: ainda há salvação, embora tardia, talvez o obreiro da última hora: o que importa é arrepender-se, como Cristo disse ao estar crucificado àquele salteador ao seu lado que ainda estaria com ele no paraíso aquele dia.
Bem que quiseram avisar de muitas coisas sobre o nosso país. Melhor ainda: bem que quiseram avisar sobre a política de nosso país – e como estamos? Estamos com uma presidente afastada, com um vice-presidente como presidente em exercício, com parlamentares afastados, com a economia à beira do caos, com a credibilidade abalada. E agora: o que fazer? Uns dizem uma coisa, outros dizem outra – e será que logo mais saberemos o realmente aconteceu nos bastidores da nossa política? Ou, apenas os nossos netos terão acesso à realidade de hoje?
Hoje somos um povo que estamos caminhando em corda bamba, ou quase – sem saber ao certo o dia de amanhã. Mas, sempre tem quem diga: há uma luz no fim do túnel, mesmo que o fim esteja longe ainda. E lá aparece a dona Esperança e o povo, de mãos unidas, saem às ruas pedindo por justiça (defendendo também os direitos políticos e constitucionais) – e defendendo os seus direitos: e esquecem quem está no poder. Apenas querem saber de defender o seu país de pessoas de má índole.
E diga-se de bom tom: somos brasileiros e lutamos pelos nossos direitos. Ainda somos, por assim dizer, uma nação muito jovem, mas que já sofremos muito com os que usurpam o poder, ou que o usam em favor próprio. Mas, brasileiros que somos, jamais desistimos. E completamos com a frase: sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor. Desistir jamais! Publicado: 14/05/2016 

 

INTRIGA DA OPOSIÇÃO OU A CAIXA DE PANDORA

Esta citação: ‘intriga da oposição’, ouvimos constantemente – e, politicamente falando, quando se está na oposição tudo vale ‘recolher’ para virar conversa prolongada depois. Aliás, não é só na política, é em tudo – vou dizer assim porque alguns não acreditam em política, melhor, dizem que odeiam política – mas sempre vou afirmar que estamos a fazer política a todo o momento – e não há quem me convença do contrário.
E a intriga está, na política, em todas as esferas: municipal, estadual e federal. No momento estamos ouvindo muito sobre a esfera federal: são denúncias e mais denúncias – e estão sempre se fazendo de desentendidos. Discutem e não há um ponto final – parece que não há pensamento em acabar logo e retomar o desenvolvimento nacional. São acusações e mais acusações – quase que sem fim. E o povo tem que caminhar; a economia tem que caminhar; a vida tem que continuar.
Mas não fica apenas lá na esfera federal. Na esfera estadual temos muitas coisas a se falar – se são verdadeiras ou não, não sei – não sou juiz para julgar, mas as intrigas partidárias existem e as acusações estão presentes: parlamentares acusando parlamentares e acusações contra o executivo. Por exemplo, sobre o caso da merenda escolar aqui no Estado de São Paulo, questões sobre o metrô, entre outros assuntos que estenderíamos por alguns quilômetros de letras... E nós, eleitores, ficamos no meio – não sabemos corretamente o que dizer: pois há provas e contraprovas – logo, o que fazer? Que caminho indicar?  
Na esfera municipal – onde tudo deveria ser estudado com mais cautela – inclusive o eleitor pensar mais sobre a pessoa a quem vai depositar o seu voto de confiança nas urnas (legislativo ou executivo), também existem problemas – e muitos são graves. É um jogo de empurra-empurra que dá até vergonha de comentar. Mas, não vamos longe: quem exerce o poder executivo afastado do cargo, e temos também do legislativo parlamentar afastado do cargo. Mas, o que mais preocupa é olhar e ver que poucos dos que lá estão se mostram empenhados em desenvolver as funções para as quais se habilitaram a fazer. Alguns, durante o mandato, pouco – ou quase nada fizeram, e creio eu que sairão às ruas nas próximas eleições... Fique de olho, eleitor!
Como disse, as intrigas não estão apenas da esfera política. No dia a dia das pessoas também. Há seres humanos procurando erros no outro para usar destes erros a seu favor – e não são poucos! Ainda há aqueles que, além de ficarem na espreita para colherem os erros alheios e os usarem a seu favor, ainda saem depois falando aos quatro ventos. Mas, as intrigas sempre existiram – creio que, mitologicamente falando, desde a abertura da Caixa de Pandora. E, para quem não sabe, a Caixa de Pandora é um mito grego no qual a existência da mulher e dos vários males do mundo são explicados. Tudo começa quando Zeus, o deus de todos os deuses, resolveu arquitetar um plano para se voltar contra a ousadia de Prometeu – que entregara aos homens a capacidade de controlar o fogo. Para tanto, Zeus decide criar uma mulher repleta de dotes oferecidos pelos deuses e a oferece a Epimeteu, irmão de Prometeu – e junto, a caixa.
E diz o mito que, não contendo a curiosidade, Pandora abre a caixa e, ao abri-la, todos os males físicos, sentimentais e espirituais que atormentam o homem são libertados e circulam até hoje pelo mundo causando os males que temos conhecimento. Assim, a vingança de Zeus estava feita: todos os homens passaram a sofrer e a vingança contra Prometeu estava realizada. E, fechando estas linhas: as intrigas estão ai – nunca vão acabar! Publicado: 07/05/2016

 

A VIDA COMO ELA É

Há muitas coisas na vida que não imaginamos como são, mas quando passamos a vivenciar tais coisas, concluímos que sabemos pouco dos mistérios que a vida tem. E o mais interessante é que a cada mistério descoberto, queremos mais mistérios. E, como sempre digo – assim caminha a humanidade e rumo ao futuro, acrescentando sempre mais em sua trajetória.
Mas, como nem tudo é perfeito, há os retrocessos. E destes gostaríamos de não lembrar, mas está impossível, pois é notório que uma boa porcentagem da humanidade a cada dia que passa sofre retrocesso cerebral. Não sei se estou sendo claro, mas noto – ainda mais eu que trabalho com a mente humana, que muitos não querem aprender, muito menos apreender: preferem ser ociosos na vida. E, pensando em ociosidade, o que ela traz de bom ao ser humano?
Estar ocioso quando se pode é bom – pois não é só de trabalho que vive o homem, também de descanso, de lazer: como num fim de tarde sentar e esperar, como diz o popular, a hora passar – entre outras coisas; mas permanecer constantemente na ociosidade é prejudicial, deixa a mente cada vez mais lenta, mais preguiçosa, mais... E – assim falando – chegamos realmente ao estágio de possível retrocesso cerebral, pois nem simples informativo gostam de ler. Será que chegamos?
Será que chegamos próximo ao fim do poço? Se estivermos próximo ainda é possível reverter, mas se já estivermos com os pés no fundo? Certeiramente prefiro ficar com a primeira hipótese: próximo do fim, pois ainda existirá tempo de reverter. Mas a quem cabe esse papel de reverter? De buscar saídas? De correr atrás e mostrar que ainda existe tempo para mudar? E a resposta é uma só: cabe a todos, de maneira geral, à sociedade. E, como pertencentes à sociedade, estamos fazendo a nossa parte? Estamos alertando?
Sempre existe aquela fala: ‘Estou fazendo a minha parte, e você?’ – mas fazendo a minha parte da melhor maneira possível? Ou simplesmente fazendo? Ou, ainda, fazendo e não combrando a si mesmo, mas cobrando os outros? Tudo a se pensar... Tudo a se pensar como a vida é. Simplesmente a vida é maravilhosa se a conseguirmos viver de forma plena. De forma saudável, harmoniosa – sem dependências nocivas, tanto fisicamente como espiritualmente.
A vida é como ela é mesmo – e a arte a imita. E digo a arte em todos os sentidos – todas as artes: cinema, televisão, escultura, pintura, música, literatura... E poderia sair citando muitas artes, mas paro por aqui que já sabemos onde podemos chegar – numa infinidade de artes, e ainda deixaríamos algumas de fora, pois cada um tem em si a sua própria arte – e, creio eu, a melhor arte é a de conhecermos a nós mesmos, assim passaríamos a conhecer melhor como a vida é.
E, falando em arte, não poderia deixar de lado uma arte que muitos não gostam nem de ouvir, muito menos de falar – a arte da política! Ah, essa é necessária, porém perigosa. Muitos não gostam, mas não percebem que fazem política desde que levantam (ou, ainda, quando dormem: pois escolhem o lado da cama que vão dormir). Mas, como citei, é uma arte tão necessária que, desde que mundo é mundo, ela existe e está presente na vida de cada cidadão..
Logo, como a vida é? É um verdadeiro ponto de interrogação. E não é um ponto de interrogação pequeno – é um ponto de interrogação bem grande, que talvez fosse necessário, após este ponto, usar reticências (pois nunca aceitamos o ponto final). Vamos vivê-la alegremente. Publicado: 30/04/2016

 

NADA MAIS IMPORTANTE QUE...

Outro dia postei numa das minhas páginas da rede social uma frase de Oscar Niemeyer: “Não há nada mais importante que a mulher, o resto é bobagem” – pura realidade (e muitas curtidas). E se passarmos a analisar, notaremos muitas verdades na citação.
Se levarmos em conta a sociedade machista em que estamos inseridos desde os tempos mais antigos – pra dizer, desde a criação do mundo, ou um pouquinho mais à frente, desde o tempo em que temos registros (para termos provas), vale lembrar que o homem foi criado e, posteriormente a mulher – e com qual intuito Divino? Este mesmo que o leitor acabou de pensar. Vamos aos detalhes.
Tomando como base o que muitos creem, e eu também creio, refiro-me às Sagradas Letras – a Bíblia, o homem foi criado e, após olhar tudo que tinha sido criado pelo seu Criador, argumentou com Ele dizendo que entre as criaturas criadas nenhuma lhe servia como companheira, e foi então que o Criador criou a mulher – como está escrito: da costela do homem. E por isso está escrito que o homem deixa a casa de seus pais e une-se a uma mulher e, ambos, tornam-se um – constitui-se a família.
E voltando ao intuito do Criador (pelo menos podemos imaginar – e se imaginamos foi porque o Criador nos deu este poder de imaginar), podemos nos interar que em todas as criaturas viventes foram criadas em casais – ou seja: para dar continuidade à vida. Ao homem foi dado o direito de pensar, de procurar, de se interar e, consequentemente sugerir uma companheira (como citei no parágrafo anterior): e pediu a companheira – a mulher. Esta que lhe estende as mãos desde o nascimento.
Um ser que por muitos anos foi considerada frágil, e que na verdade estava apenas oprimida, mas que em seu interior mantinha a chama viva de ocupar realmente o seu lugar dentro de qualquer sociedade, hoje ocupa – não como deveria ser, mas que pouco a pouco vem ocupando espaço nunca antes ocupado. E é visível de ver em todas as funções da sociedade – mas ainda aguarda (e com não muita paciência) o desenrolar dos fatos.
É notório, também, que muitos machistas ainda ocupam a sociedade e dela se acham donos – mas que lá no fundo sabem que não é bem assim. Dependem delas em boa parte da vida – inclusive para exercer a vida, se assim podemos dizer: nasceu de uma mulher. Por isso o dizer nada mais importante que a mulher.
Agora – digo, de alguns anos para cá, até a própria Justiça Eleitoral solicita aos partidos políticos que a cada quatro cidadãos inscritos para disputar um cargo, por exemplo, um tem que ser do sexo feminino. Caso contrário, nada feito. Mulher cada vez mais em alta – como deveria ser feito desde o princípio de sua criação – tanto que lá nas Sagradas Letras, em Gênesis, capítulo 2, verso 18, o Criador disse: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” – logo: auxiliar, corresponder – e não ser-lhe serva, como muitos a fazem.
E, falando ainda nas Sagradas Letras, muitos são os entendimentos dos textos – muitas divergências sobre os textos que dela fazem parte, mas o mais importante de tudo é poder dizer que, a partir do assunto aqui tratado, há muitas passagens que cita o valor da mulher, como Débora (que foi juíza, profeta e estrategista militar do povo de Israel), Ester (judia, órfã, sábia – que se casou com Assuero, rei da Pérsia), Sara (mulher de fé, estéril, mas que deu a luz a uma criança – origem de todo o povo israelita) – entre outras.  Então, ‘nada mais importante que a mulher porque o restante é bobagem’. Publicado: 23/04/2016

 

CADA MINUTO VALE OURO!

E foi pensando sobre cada minuto que resolvi escrever essas linhas – cada minuto vale ouro, e muito ouro!  Muito mesmo! Aliás, aos esportistas, frações de segundos valem muito, por exemplo. E são nesses desafios, nesses exemplos de vida, que encontramos forças para lutar, para seguir à frente sempre.
Se começarmos por grandes coisas – quanto vale o tempo? Uma pergunta um tanto pesada, desafiadora, mas que vale a pena pensar sobre. O tempo pode ser um sonho – que não sabemos exatamente quanto tempo demora, logo, não sabemos quanto vale – mas nos leva a refletir sobre o que sonhamos. E sonhamos sonhos altos e conseguimos em vários obter sucesso! Porém, outros com não muito sucesso – mas tentamos, e vamos continuar tentando, e aprendendo com os erros.
Outro exemplo: as grandes pesquisas científicas – quanto tempo os cientistas demoram pra chegar a um resultado positivo? São, em alguns casos, anos e anos de trabalhos, de testes em laboratório, depois aprovação pelo ‘mundo científico’, pelo conselho de ética, até chegar diretamente ao consumidor – e, o que esta aqui na ponta, sempre tem a esperança de que novas medicações vão chegar e ele vai se curar brevemente. Alguns alcançaram; outros apenas ficaram na esperança e partiram para outra dimensão.
Dado esses exemplos acima, é hora de pensar quanto está valendo o nosso tempo. Já parou e perguntou quanto está valendo o seu tempo? A começar pelo seu dia, pela sua hora, minuto, segundo? Chegou mais ou menos a qual valor? Creio que seria uma resposta um tanto forçada se estabelecermos valores, mas podemos pensar de forma diferente: está valendo a pena tudo que estou fazendo? E ainda mais longe: em que posso mudar para melhorar ainda mais as minhas ações aqui nessa dimensão chamada Terra?
As reflexões levam-nos a buscar saídas para melhorarmos o nosso ser. As leituras fazem-nos crescer – tanto em entendimento material como espiritual. São verdades absolutas – e então fico a pensar: por que quando somos jovens não escutamos os mais velhos e colocamos tudo isso em prática? Por que deixamos o tempo passar e, lá na frente, caímos na realidade, e ai notamos que está sobrando pouco tempo pra tudo o que desejamos fazer?
Logo, o que escrevi acima é uma verdade tão pura que poucos – quando jovens – não colocam em prática, e tem mais: dentro de casa vi isso. Sempre estou a ler... Pouco se lê em casa – refiro-me aos meus filhos. Leem basicamente o necessário, sem explorar esse mundo maravilhoso que a leitura nos proporciona. E não é falta de comentar, nem de incentivar – mas volto-me ao velho ditado: casa de ferreiro, às vezes, espeto de pau.
Talvez essa será uma dor que vou carregar aqui dentro – não consegui passar a ele o legado de minha existência. Ou será que quando mais velhos colocarão em prática? E, fico a pensar: será que estarei aqui nesta dimensão terráquea para saborear tal ventura? Se estiver, e se acontecer, contemplando direi que os minutos aplicados às advertências benéficas feitas a eles neste sentido estarão valendo peso de ouro dobrado, triplicado, ou mais. Logo, me sentirei mais completo do que hoje – e a um alto preço na cotação do outro. Publicado: 16/04/2016

 

EM CADA CAIXINHA, UMA SURPRESA

É muito legal quando o ser humano descobre nas palavras uma janela para o mundo – e tal passo se dá a partir do processo do contato com as letras. Alguns, quando já alfabetizados, vão mais longe ainda: recortam palavras de todos os tamanhos, de jornais e revistas, e as guardam em caixinhas de cores diferentes.
Creio que alguns já ouviram falar nessa atitude. É – pelo menos do meu ponto de vista, interessante. Já li também que alguns autores fazem isso quando lhes faltam assunto. Li, outro dia, um pequeno texto escrito por Eduardo Galeano que dizia sobre o assunto e até classificava as palavras em caixas de várias cores.
E suas cores chamaram-me a atenção. As palavras furiosas ficavam em caixas vermelhas, as amantes em caixas verdes, as neutras em caixas azuis, as tristes em caixas amarelas e, aquelas consideradas mágicas, com poder de magia, em caixas transparentes. A partir dessa descrição podemos ir mais longe ainda.
Fico a imaginar um trabalho diferente com as palavras. Chamar uma pessoa que tenha problemas de visão – falta de, e colocar as caixinhas em sua frente. Pedir que ela retirasse um papel de uma das caixinhas. Leria essa palavra ao cidadão e este imediatamente começasse a falar sobre. Se fosse uma palavra de magia, seria fácil – a transparência é a melhor das situações a serem desenvolvidas em qualquer canto. E se fosse uma palavra triste?
Em outra situação, pediria a outro cidadão que retirasse um papel – mas este de olhos vendados. Evita-se a escolha (pois nem sempre na vida temos escolhas). E se a palavra escolhida fosse de uma situação neutra? Seria este capaz de imediatamente começar a discorrer sobre? É de se pensar sobre as escolhas – que nem sempre podem ser escolhidas. Por isso que, quando se pode escolher, o melhor é pensar conscientemente e fazer a melhor escolha possível.
E na última situação, pediria a uma jovem que retirasse um papel. De olhos vendados – que sorte ela teria se lhe saísse uma palavra da caixinha verde. Toda apaixonada, com certeza não teria dificuldades em abordar o assunto. O jovem, por excelência, que num mundo maravilhoso, crê num mundo de magia, de paixões, e que tudo pode correr a seu favor: a lua, o sol, as estrelas, os ventos... E, se lhe caísse uma palavra da caixinha vermelha? Também não ficaria atrás, porque jovem em estado de alerta, por assim dizer, derramas fúrias em palavras e atitudes, não é mesmo?
De toda essa soma de ideias, posso dizer que ter o poder da palavra é fundamental. É uma arma, como costumo dizer aos alunos, que dificilmente vão lhe impedir de usar. A expressão ‘botar a boca no trombone’ cai bem para o momento. Dizer, conscientemente, tudo que tem vontade é uma dádiva do Criador ao ser humano. E em várias situações os homens as usam inadequadamente – por isso, também a expressão: ‘erramos, porque somos humanos’ – e é isso mesmo. Após essa vida, na imortalidade, não teremos este problema.
Agora vou fazer isso: pegar revistas e jornais e recortar palavras e classificá-las de acordo com as cores – mas surgiu-me uma dúvida: onde vou encontrar a receita de classificação das palavras? Fico a pensar... Publicado: 09/04/2016

 

SONHOS QUE SE VÃO

Fiquei pensando em todas as coisas que a humanidade já fez – e tudo, creio eu, partiu do querer, do desejar, e do desejar cada vez mais. Do sonhar, talvez. Sonhar é uma questão de dois pontos de vista, além de interpretação: eu sonho querer algo e vou atrás do meu sonho (é o primeiro), e o sonho (é o segundo).
C reio que começar pelo segundo parece-me ser mais fácil. Tenho alguns amigos que dizem que sonham colorido – eu raramente sonho (ou não me lembro do sonho que sonho), mas quando lembro esse está em preto e branco – pb, como costumo chamar. Eu acho graça desse meio jeito de ser, de ver as coisas, tanto acho que me renderam alguns textos sobre o assunto – e em forma de carta (e alguns publicados e respondidos pelos poucos leitores que tenho).
Outro dia pesquisei e descobri, se é verdade ou não, não sei, mas que todos sonham. Mas – lá aparece o mas, nem sempre lembramos o que sonhamos. E eu sou a prova viva dessa situação: não lembro o que sonho (se dizia lá que sonhamos todos os dias). Agora, dificilmente eu sonhar, mas quando sonho a maioria dos sonhos acontecem. Não sei explicar tal fenômeno, mas comigo é sempre assim. Às vezes até pergunto aos amigos se estes sonham – dizem que sim e com uma boa frequência. Acho-me, então, um ser de outro planeta, talvez.
 Sonhar. Querer e ir atrás: é algo que a raça humana traz em seu DNA – vamos dizer assim. É a força de vencer os obstáculos que fortificam os sonhos, que fortifica a vontade de correr atrás do que deseja. Digamos que não são fáceis determinadas coisas, mas se o homem navegou por mares nunca dantes navegados, se foi para o espaço – lançou sondas, satélites, foguetes e chegou à Lua, por que não chegar noutros lugares? Por que não alcançar outras coisas que são menos corriqueiras? Sonhar alto faz parte.
A palavra principal neste momento chama-se força de vontade de desafiar a si próprio. Querendo, ou não, essa é a ideia principal – força de vontade de desafiar-se. Quando se quer, se deseja, luta-se veemente até conseguir o que deseja. E depois – nós, os humanos, não paramos: sempre queremos mais. Esse poder torna a raça humana maravilhosa! Torna-a diferente de tudo que se pode imaginar. Creio que torna-a tão ímpar que, se houver vida em outros planetas, a nossa está entre as melhores, ou a melhor.
Nestes últimos tempos o povo brasileiro sonhou com um país livre de corrupção – e sonhou tanto que foi à luta: foi para as ruas. Gritou palavras de ordem contra os governantes, gritou pela democracia, gritou pelos seus direitos de cidadão que não está sendo respeitado (e não precisa ir longe para conferir: a Educação, a Saúde, a Segurança Pública, etc. em maus lençóis). Então... E o sonho retomado, a euforia... E nem sempre respeitados.
Somos um povo sábio e queremos um país livre da corrupção, dos maus tratos – mas vale lembrar que só é possível quando se une – e não contra um partido, mas sim a favor da democracia, da justiça, da liberdade, da paz, do amor, da igualdade social. E tudo isso são sonhos sonhados, e não em pb, mas colorido. E bem colorido – com as cores maravilhosas e vivas da nossa bandeira nacional – um símbolo de uma terra que poderia estar jorrando leite e mel, mas ainda não. Publicado: 02/04/2016

 

FINAL DE TEMPORADA

A caça aos futuros pregadores de sermões nem sempre recheados de sentido está chegando ao fim – ou seja, se você quer ser candidato a algum cargo político nas eleições deste ano, o prazo se esgota esta semana que se inicia – portanto, fim de temporada! Mas, a seguir, a nova temporada promete, e muito.
Nos bastidores as questões são outras também: além das escolhas dos novos futuros pregadores de sermões, mediam-se as buscas de apoios (quem vai apoiar quem) – através das coligações, e, pra fechar tudo, e com ‘chave de ouro’ – por assim dizer, fazer a escolha certa para não nadar, nadar, nadar e morrer na praia. Dizem as más línguas que em Araçatuba há alguns senhores subchefes que, na maioria das vezes, acertam os seus futuros senhores – sim ou não, questão de sorte, de estudo, ou de empenho. E, se você pensar – estão certos, pois sair na chuva pra se molhar e depois não saborear do frescor que pode causar...
Mas a questão é que há tantas escolhas a serem feitas, tantas contas a serem calculadas – e vamos dizer por Araçatuba: quinze cadeiras que poderão, ou não, ser preenchidas com nomes totalmente novos (ou de velhos conhecidos). Diga-se que a terra está pronta, o que falta – agora – são os semeadores saírem a semear (e com certa cautela porque a senhora Justiça Eleitoral está de olhos abertos sobre os colhedores de votos antecipados).
Continuando, e exemplificando através de texto bíblico: ‘Cuidado que as raposas estão soltas... Cuidai, ficai espertos... Para que estas não furtem o fruto de vossa vinha’ – está na hora de atentar para que não sejais enganados. Vigiar é a melhor posição a se tomar: quando se vigia, torna-se mais difícil o acesso de intrusos. Politicamente falando, quando se vigia, não se comete os mesmos erros. Logo, vigiemos para não cometermos os mesmos erros das eleições passadas.
O espaço a ser disputado (as cadeiras no Executivo e no Legislativo) estão à espera de que os munícipes indiquem de sã consciência o que desejam. E esperam que cumpram os seus respectivos sermões os que lá chegarem, que – por sinal, não será tão fácil assim chegar. As regras da senhora Justiça Eleitoral mudaram significativamente. Logo, o trabalho ficou maior e a questão de tempo diminuiu significativamente. Por outro lado, muitos dos munícipes deram graças – pois não aguentam tanto barulho e sujeira em tal época!
Verdade, ou não, o melhor é que devemos pensar que tudo na vida resume a política – as escolhas. E, destas escolhas, destas políticas, teremos o fruto a ser colhido – e na democracia é assim: não adianta reclamar – a maioria vence. Governa, mesmo muitos não estando de acordo. Mas estamos na democracia e o que vale é o cinquenta mais um! Pensou nisso já? Cinquenta mais um... – e sem choro. Em caso de empate: o mais velho! São regras da excelentíssima senhora Justiça Eleitoral.
Encerrando essa temporada, vale ressaltar que ainda é tempo: corra. Faça a sua escolha, exerça o seu direito de cidadão brasileiro – ou, não reclame depois de ser sempre os mesmos que lá estão a disputar os pleitos – pense! Publicado: 25/03/2016

 

BRASIL, E AGORA? SIGAMOS

Ah! Quem dera eu acreditar ainda em contos de fadas! Quem dera... Mas o tempo passa e passamos a não acreditar mais, ou melhor: passamos a enxergar as situações por outros prismas – e nem sempre temos o que desejamos.
Estamos vivendo um verdadeiro mando e desmando – por um lado um povo que quer dignidade – e com razão, por outro lado governantes que deixam a desejar (para não usar palavras mais pesadas) e, por outro lado, a Justiça! E então – o que fazer?
O povo saindo às ruas em busca de expressar, e cobrar, os seus direitos. Manifestações e mais manifestações – e tudo, após estas manifestações, parece tão calmo. Parece. Quase ninguém se mexe (poucos) e, como dizem os mais jovens, o processo é lento. Mas muito lento! Mas, no momento está tão lento que parece ‘dormir em berço esplêndido’! Ou sou eu que penso mais rápido, que quero ações mais rápidas e eficazes?
Falando em ações rápidas e eficazes, creio que não sou eu apenas que as quero, mas notamos que o povo também pede por isso. O povo já não aguenta mais tanta lentidão nos processos. Democracia, sim, mas também agilidade. Aliás, como se diz por todo o Brasil, que a Justiça caminha em passos lentos – talvez esteja faltando funcionários para que esta faça com mais agilidade o seu dever – por assim dizer, e pra quem entende.
Se notarmos os acontecimentos dos últimos dias que os nossos governantes vem mostrando – eleitos por nós (temos que pensar nisso) – está na hora de pôr um basta em tudo. E não basta começar apenas pelo partido que está no poder, a varredura tem que ser em todos que exercem o poder. E tem mais: não adianta começar lá de cima, pelo contrário, tem que se começar aqui de baixo – ou seja, na hora de votar, ser razoável e certo do que está fazendo. Moramos nas cidades, e não lá em cima! Logo, começa-se por aqui para lá na frente não arrependermos – como muitos estão agora arrependidos de seus votos.
Do outro lado está a Justiça. Serena. Paciente. Examinadora. E, do ponto de vista do cidadão comum, por assim dizer, calma demais. E esta sempre a dizer que aos cidadãos que precisam ir com calma – processo democrático. Fugindo um pouco do assunto político, a exemplo cito: quando se tem um processo trabalhista e o trabalhador precisa que seja reconhecido o que é dele de direito, como demora! Ainda falando em trabalho: o governo do Estado de São Paulo é um deles que não cumpre a legislação em vigor – está no tribunal a cobrança devida do aumento do salário do servidor publico da Educação, por exemplo. Está... E daí? E daí que não ocorre o julgamento que é de direito! E por quê? Porque é direito trabalhista, governo perde a causa... Logo – parece que há ‘alguém’ a segurar o processo nas gavetas! (Gostaria de não acreditar no que estou escrevendo, mas como um direito legal não é cumprido e a Justiça nada faz?)
E seguimos por tantos outros casos. Então, o melhor a fazer é começar a olhar de maneira diferente nos próximos pleitos, pois todos (ou a grande maioria) começam a ser criados aqui embaixo – aqui onde moramos: nas cidades. Fechando então estas linhas: povo quer (e como quer!), governo também quer (mas apenas o seu lado) e Justiça... Bem, que a justiça seja feita pela Justiça – e de preferência, com maior agilidade possível. Publicado: 19/03/2016

 

A NOSSA POESIA DE CADA DIA

A semana que se finda foi com entusiasmo comentado sobre o Dia Internacional da Mulher. Nesta que em breve se inicia, temos o Dia da Poesia – catorze de março. E, nada melhor que juntar poesia e mulher, ou mulher e poesia. Ou, ainda, falar da mulher na poesia – tantas vezes aclamada. Somado a tudo isso, há tantas poetisas espalhadas pelas nossas terras brasileiras e que possuem maravilhosos trabalhos.
Hoje, sábado, no Calçadão da Rua Marechal Deodoro – em frente a Livraria dos Amigos, está acontecendo o evento “Escritores em Ação”,  onde temos varal de poesias, declamações, música ao vivo, venda de livros e escritores autografando – e todos podem participar. Se você tem livros, traga-os para a banca e faça seu papel: divulgue e venda! Afinal, escrevemos e temos que vender também. Estamos no Brasil: e ser escritor em terras brasileiras não é nada fácil...
No texto da última semana citei um trecho do poema Mulher da Vida, da poetisa Cora Coralina. Texto este feito em 1975 para o Ano Internacional da Mulher. Recordando seus versos: ‘Mulher da Vida, / Minha irmã, / De todos os tempos, De todos os povos, /De todas as latitudes, / Ela vem do fundo imemorial das idades / E carrega a carga pesada / Dos mais torpes sinônimos, / Apelidos e ápodos: / Mulher da zona, / Mulher da rua, / Mulher perdida, / Mulher à-toa. / Mulher da Vida, minha irmã. / Pisadas, espezinhadas, ameaçadas, / Desprotegidas e exploradas, / Ignoradas da Lei, da justiça e do direito’. Uma mestra na arte de expressar.
Mas há outros grandes nomes consagrados na Literatura Brasileira e que vale muito serem citados, tanto na prosa como no verso, tais como – a nível nacional: Cora Coralina, Rachel de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Cecília Meireles, Lygia Bojunga, Adélia Prado, Clarice Lispector (que, pra mim, é uma das mais enigmáticas), Hilda Hilst, Ana Miranda, Carolina Maria de Jesus – já ouviu falar (volto nela lá embaixo)? A nível municipal: Cidinha Baracat, Ana Almeida, Emília Goulart, Marianice Paupitz, Maria José da Silva, Rita Lavoyer, Larissa Alves Marzinek, Marilurdes Martins Campezi, entre outras – e desculpem pelas que esqueci.
E voltando ao nome que citei, vale dizer que são poucas as pessoas que já ouviram falar dela: Carolina Maria de Jesus. Negra. Autora de diversos livros e estreou com a obra “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960, que após o lançamento seguiram-se três edições, com um total de 100 mil exemplares vendidos, traduzido para 13 idiomas e vendido em mais de 40 países. Moradora das primeiras favelas que surgiram em São Paulo (Favela do Canindé, Zona norte de SãoPaulo), de pouco estudo, catadora de papel, e de sua vivência escrevia nos cadernos que achava no lixo a história do cotidiano. E é dela uma frase muito forte: “Eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.” – pensou?
Carolina Maria de Jesus publicou ainda o romance Pedaços de Fome e o livro Provérbios, ambos em 1963 (todos custeados pela autora); após a sua morte (1977), foram publicados o Diário de Bitita (recordações da infância e juventude), Um Brasil para Brasileiros (1982), Meu estranho Diário, e Antologia Pessoal (1996).  Vale ressaltar que a escritora fora descoberta em 1958 pelo jornalista Audálio Dantas, que o convidou para conhecer seus cadernos em seu “barraco”.
E, fechando estas linhas, não há melhor poesia do que aquela descrita com a vivência, pois não está a poesia apenas presente nos versos, mas na maneira mágica e poética de relatar o cotidiano – e este cotidiano apresenta muitas perspectivas... Basta vivê-las. Publicado: 12/03/2016

 

MULHER NA SOCIEDADE

As duas datas festivas citadas abaixo caem bem próximas no mês de março – além de estarem próximas, estão relacionadas: Dia Internacional da Mulher e Dia da Poesia. No texto de hoje uma abordagem sobre o primeiro dia e com alguns rabiscos voltados para o segundo dia – que serão aprofundados na próxima semana.
Na próxima terça-feira, dia oito de março, é o dia instituído por razões de fatos na História como o Dia Internacional da Mulher. Apesar dos muitos erros cometidos em determinadas explicações (por muitos não saberem sobre a exatidão da data), vale lembrar que a conquista se deu pouco a pouco.
Segundo dados que obtive pesquisando, a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) começaram a surgir grandes protestos pelo mundo. E na data de 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, manifestação essa contra as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – e esse protesto ficou conhecido como 'Pão e Paz’ – e a data consagrou-se, mas só foi oficializada em 1921 como Dia Internacional da Mulher.
O reconhecimento pela ONU – Organização das Nações Unidas, só se deu vinte anos depois, em 1945, quando foi assinado o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres (e como dizer que a humanidade caminha a passos largos?). A partir de 1960 o movimento feminista ganhou corpo, e em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher.
Para especialistas no assunto (ou, os estudiosos sobre a questão feminista), afirmam que a data em questão deve ser vista como uma conquista de direitos e também deve estar em contínua discussão sobre os problemas que a mulher enfrenta, tais como discriminações, violências (de todos os tipos) – tudo isso continuamente para não retroceder.
E falando em poesia (assunto que será mais aprofundado da próxima semana por se tratar de data festiva para este que vos escreve), no ano de 1975 a poetisa Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas – nascida em 20 de agosto de 1889 – e faleceu em 10 de abril de 1985) escreveu o poema Mulher da Vida – para o Ano Internacional da Mulher. Nele a poetisa afirma em seus versos ‘Mulher da Vida, / Minha irmã, / De todos os tempos, De todos os povos, /De todas as latitudes, / Ela vem do fundo imemorial das idades / E carrega a carga pesada / Dos mais torpes sinônimos, / Apelidos e ápodos: / Mulher da zona, / Mulher da rua, / Mulher perdida, / Mulher à-toa. / Mulher da Vida, minha irmã. / Pisadas, espezinhadas, ameaçadas, / Desprotegidas e exploradas, / Ignoradas da Lei, da justiça e do direito’.
Há outros nomes significativos de mulheres que na História lutaram pelos direitos de igualdade, que sofreram conspirações, violências, mas que nunca deixaram de lutar pela causa. E é por isso que a data deve ser, não apenas festiva, mas de lembrar que sempre há algo a conquistar. Publicado: 05/03/2016

 

AINDA HÁ TEMPO

Ainda há tempo! Pouco, mas há.
E a que me refiro quando digo que ainda há tempo? Para tudo – desde o arrependimento (o começar de novo) até o que a mente humana poder imaginar. Basta, é evidente, estar em condições de viver. E, estar vivo, nem sempre significa estar em condições de viver. É preciso fazer o que é correto: muitos imaginam, às vezes, até pregam o que é correto, mas não praticam.
 A vida, a sociedade, de certa forma, oferece ‘tempo’ para todos, desde o arrependimento, como citei acima, até oportunidades que não voltarão mais – basta tão somente agarrá-las quando estas surgirem. Mas nem sempre o ser humano faz isso. Nem sempre aproveita as oportunidades, principalmente quando jovem – imaturo, sem vivência, sem experiência.
Muitos deixam a escola para trás. Muitos deixam os amores para trás. Muitos deixam os pais, o trabalho, entre outros, e seguem caminhos que – na maioria das vezes, não tem volta: as drogas (sobre estes abordarei no final).
Os que deixam a escola, anos depois, retornam. Mas, mesmo com toda a democracia que há, ainda são vistos com olhares diferentes, com olhares de que não aproveitaram corretamente quando tiveram na idade correta (exceto àqueles que não tiveram realmente oportunidade de estudar – e estes retornam com consciência e uma vontade enorme de aprender, de apreender). Merecem palmas!
Alguns deixaram seus amores, amores reais e verdadeiros, por motivos banais; ou, ainda, por não conseguirem forças em si para lutarem pelo que imaginavam querer – principalmente pelas ‘palavras alheias’. Esqueceram que podiam ir mais longe do que sonhavam – faltava experiência, vivência, convivência. Ou, ainda: não tiveram incentivos.
Outros deixaram os pais do lado. Buscaram caminhos diferentes dos que os pais ensinaram. Caminhos nem sempre bons, alguns até tortuosos em demasia. E nestes caminhos aprenderam muitas coisas – mais coisas ruins do que boas, mas, como a parábola do filho pródigo nas Sagradas Letras: sempre retornam à casa dos pais. E, de braços abertos, os pais estão a esperar (mesmo que os outros filhos reprovem a atitude dos pais).
Ainda há aqueles que deixam o trabalho certo pelo duvidoso, ou pela vontade de ter o seu próprio negócio (que muitas vezes é arriscado), ou ainda, pela ganância, pelo querer sempre mais. É certo que o homem sempre quer mais, mas deve-se sempre ter os pés no chão. O alçar voos altos nem sempre produz bons resultados – pode-se até render altas quesdas.
E, por último, aqueles que seguem o caminho das drogas, por exemplo. E, muito se sabe que, o índice de recuperação destes que seguem tal caminho é baixíssimo. Então, o que pensar sobre estes? Não tiveram boa educação? Não tiveram pais preocupados com eles? Sim, sempre – pois qual é o pai, ou a mãe, que não se preocupa com o filho? E tais histórias já renderam bons livros, inclusive. Então, todos estamos na hora de pensar: ainda há tempo! Pouco, mas há. Publicado: 27/02/2016

 

RETRATO DO SER HUMANO

Houve tempo em que muitos seres humanos não gostavam de escrever – eram adolescentes (e poucos gostavam de fazer isso), nem gostavam de estudar – na verdade: faziam o básico, isto é, apenas para passar de ano, pois naquela época era necessário saber, caso contrário, ficavam retidos (sem promoção automática). Houve tempo, também, que tinham vontade de fugir de casa para algum lugar diferente – hoje também: refugiam-se dentro do seu próprio ser, no mais profundo do ser. (Ou apelam para a tecnologia e se afastam do mundo real.)
Muitas vezes vagando – mesmo que sem destino, sem saber para onde ir, passando várias vezes pelas mesmas ruas, deixando o vento levar... E o vento levando ia esquecendo um pouco da vida. Iam esquecendo os pais, ou os filhos, os amores (que tiveram na vida), dos amigos das horas alegres e das tristes e, ao vento andando, a paz pedindo.
E pedindo a paz, não somente ao mundo, mas também ao seu próprio ser, ou a partir do seu próprio ser, sentiam que tudo parecia mudar a partir da ação da fé. Chorar – não de desespero, mas da serenidade que, pouco a pouco, pedindo cada vez mais, ia chegando. E quer melhor que o ser humano ter fé, ter serenidade?
As tardes, que não foram poucas, carregavam horas e horas de grandes tempestades. O tempo, senhor impiedoso e implacável, era conhecedor fiel das palavras destes – deixando de lado um pouco o puritanismo que os caminhos podem contar, que as ruas podem lamuriar, que as chuvas podem... Caminhos e mais caminhos... Andanças... E a paz, serenamente, ia chegando; retornando. Serenamente...
Sempre sozinhos de um lado para o outro – pois nem sempre estar entre as multidões significa estar junto de, às vezes, significa estar e sentir sozinho no mundo. E na maioria das vezes sentiam-se incompreendidos. Aliás, o mundo, nestes momentos cruéis, não os entende – as pessoas ficam fora do contexto. O mundo, nestes momentos (que pode qualquer um viver), parece girar contra. O nó na garganta não deixa gritar: pare o mundo que eu quero descer! Aliás, torna-se quase que impossível saltar da ponte da vida – falta-lhes força!
Naquele momento – e sempre, a busca constante da paz se faz presente – da paz interior, sem olhar para trás. O passado ficando cada vez mais para trás, cada vez mais distante, e cada vez mais abandonado. O novo ser, com a presença da paz, cada vez mais perto do Ser Maior – Deus! Um momento de sublimação, de fé!
O retrato do ser humano em remissão com o Ser Maior se faz necessário. Necessidade esta tão grande que, do ponto de vista de qualquer religião, não há nada que venha contra esta ideia. Todas pregam essa remissão, mas muitas buscam caminhos que nem sempre levam o ser humano a alcançar. Pregar, desejar – fácil. Apoiar: nem sempre!
Encerrando as palavras de hoje – que não sei de onde vieram, mas que profundamente pesa este ser que vos escreve e também àqueles que lerem compenetradamente – imagino que o relato acima se estenda a qualquer ser humano: logo, viva intensamente! Publicado: 20/02/2016

 

COMO O TEMPO PASSA!

Esta semana resolvi olhar para o tempo – e como este é cruel: passa rapidamente que, muitas vezes, nem marca deixa – ou, quando deixa, não pensa em ninguém, apenas ficam as consequências.
O tempo que resolvi olhar, que resolvi observar, chama-se exatamente filhos – como estes estão grandes! Vinte anos esta semana se passaram do dia que o peguei pela primeira vez no colo: Júlio César. E, no meado da próxima semana, dezesseis anos: Fernanda Caroline. Então, resolvi olhar no espelho: tempo cruel!
Mas, apesar dos vinte anos que se passaram desde o primeiro dia que o peguei, meus cabelos ainda permanecem os mesmos – sem mudança de cor (e não passo tinta – como muitos comentam). São naturalmente naturais. Fisicamente posso ter mudado: alguns quilinhos a mais... E, com certeza: amadurecimento.
E, pensando um pouco mais – como o tempo passa mesmo: nestes vinte anos muitos alunos, por exemplo, passaram pelos meus olhos e sorveram do meu saber muitas coisas – inclusive, alguns voltam e agradecem pelo caminho indicado (poucos, mas que vale a pena continuar ensinando) – compartilhar o aprendizado.
Nestes vinte anos, fazendo um pequeno e rápido balanço, muitos textos já li, já corrigi e, melhor de tudo: já escrevi – inclusive gerando prêmios. Escrever é um libertar de alma, de pensamentos aprisionados. Escrevendo sobre isso (sobre o ato de escrever), certa vez fui chamado a dar um curso de produção textual, em especial a crônica, e alguns amigos de profissão foram e comentaram durante o curso que não escreviam mais como antes (tanto que foram para o curso de Letras por gostarem de escrever). E apontaram como problemática: zelar pelos outros (correção de textos de alunos) e esqueceram a produção própria.
Fiquei imaginando e comentei: eu gosto de ler, gosto de comentar o que os pupilos escrevem, mas – acima de tudo – gosto de escrever. Sinto-me liberto quando escrevo. Sinto falta quando não escrevo. E, no exercício da profissão, faço sobrar-me tempo para o exercício da escrita – e junto com o aluno, pois este tem que perceber que o professor também gosta de escrever. Aliás, tal fato é tão real que esta semana, num encontro de professores, foi citado que as inversões de valores estão tão grandes que temos que convencer o aluno a acreditar que a escola é uma opção necessária – antigamente não. Antigamente os pais acreditavam na escola como meio de promoção social. Hoje: como meio de angariar fundos monetários: bolsas e mais bolsas – logo fazem com que os filhos fiquem na escola, e não se preocupam com o aprender. Então, para fazê-lo acreditar no que o professor faz, faça também... Por isso faço!
O que escrevi nas últimas linhas do parágrafo anterior, afirmo categoricamente: já vi pais na secretaria da escola pedindo – quase que de joelhos, para tirarem as faltas dos filhos para não perderem a Bolsa Família. Não estavam preocupados com o aprendizado, mas sim com o que perderiam financeiramente. Inversões de valores, não é mesmo?
Então, fechando estas linhas:  o tempo passa tão rapidamente que peço que o mesmo passe lentamente – mas como é impossível, nada melhor que pedir ao Pai, Criador de tudo e de todos, que acrescentem os meus dias. Publicado: 13/02/2016

 

VALORES A SEREM COBRADOS

Lendo as mais variadas informações, nos mais variados veículos, senti que a Educação volta à pauta novamente neste início de ano e também início de ano letivo – e por um fato importantíssimo: desvalorização do profissional que lá atua. Mas, antes de comentar tamanha desvalorização por parte de nossos governantes, há muitos valores a serem cobrados da sociedade – principalmente de nossos políticos que deveriam ser o espelho.
Devemos lembrar que este ano temos eleições municipais e, nos bastidores, os encontros andam pegando fogo (digo isso porque ando acompanhando de perto). A expressão ‘pegando fogo’ é bem conhecida de todos, mas que pode significar, neste momento muito (e até o dia 02 de abril) – inclusive: muitas mudanças partidárias. Para quem ainda não leu a nova legislação eleitoral, esta diz que o candidato pode mudar de partido e concorrer às eleições deste ano até esta data citada.  Claro que há algumas exceções, mas não há necessidade de entrar em detalhes.
Mas, como sabemos, as mudanças podem ocorrer pelo simples, ou grande motivo, de poder ter espaço para disputar uma cadeira – do legislativo ou do executivo. Araçatuba, por hora, tem doze cadeiras no Legislativo e passará a ter a partir do primeiro dia do próximo ano mais três – quinze. Logo, pensando melhor, está na hora da população ‘não se vender’ por míseros presentinhos. É a hora de pensar – de agir conscientemente.
Talvez o leitor mais atento pense: ‘Por que ele citou lá em cima Educação e depois se enveredou pela política?’ – simplesmente respondo: a partir da Educação se faz um povo. Quando se tem um povo com elevada educação – elevada no sentido de necessária – tem-se um povo educado na hora de escolher os seus candidatos. E digo mais: cego é aquele que vê e não quer enxergar. Às vezes temos ideia tão errada de uma pessoa cega (deficiente visual) que achamos que esta é incapaz de desempenhar determinadas ações, pois digo o contrário: temos aqui em Araçatuba pessoas com tal deficiência que, creio eu, governariam melhor que certos cidadãos que pensam que veem, mas não enxergam. Ou, enxergam apenas o que lhes convém.
Parece um pouco estranho, mas se a leitura acontecer nas entrelinhas, certamente podem ficar conscientes do que escrevo e pensarão muitas vezes na hora de exercer o tal ato de cidadania: o direito de votar. Falando em direito de votar, muitos dizem que deveria ser facultativo. Talvez sim, talvez não. No momento, o que temos é chamado de ‘direito de exercer a cidadania através do voto secreto – e escolher o seu candidato’. Escolher o candidato quer dizer: escolher a melhor proposta para a cidade – e não escolher determinado candidato porque está pretendendo uma ajuda num futuro breve. Escolher porque este tem capacidade de governar (prefeito), ou de fazer as leis (vereadores). De correr atrás dos direitos dos cidadãos.
Retomando o assunto Educação, nota-se que os governantes não cumprem a Legislação em vigor, desrespeitando os direitos dos trabalhadores que exercem a maior façanha em um ser humano: o direito de fazer este ler e escrever, de compreender e de se expressar através das palavras, dos números. Se estes não são respeitados, como poderão indicar aos seus discípulos que sigam a mesma carreira – por exemplo? Que valores poderão passar?
Não entrando em grandes detalhes, mas pode-se afirmar categoricamente que é uma profissão que a cada dia diminui os interessados. Gostaria de não escrever, mas estamos contemplando um pensamento: os governantes querem pessoas menos sábias, pois assim tornam-se presas fáceis de serem governadas. Pense! Publicado: 06/02/2016

 

AS BATALHAS ENTRE OS MUNDOS

Há pessoas que acreditam em vários mundos – eu, particularmente, também acredito. Acredito, por exemplo, no mundo em que vivemos (planeta Terra), o virtual e o dos extraterrestres. Se existem todos? Não posso afirmar, mas posso imaginar. Posso acreditar – e até mesmo fantasiar criando mundos. Inclusive, posso criar um mundo específico para o meu ser – e isso torna-me engenhoso.
Escrevendo a palavra imaginar, fiquei imaginando muitas coisas. Muitos mundos que já foram criados pela mente humana. Como a mente humana é fértil! E todo desenvolvimento destes mundos foram frutos de acreditar que era possível criar. Criar – palavra mestre de toda a consciência humana. O Homem pode, com a imaginação, escrever as mais variadas histórias e, destas, fazê-las o mundo acreditar – mesmo sabendo que é furto da imaginação. É de se pensar no mundo maravilhoso que nos foi emprestado quando nascemos humanos. 
A criação humana vai tão longe que os menos criativos – os que apenas assistem – ficam se maravilhando com tamanha façanha. Assistem, por exemplo, várias vezes os mesmos filmes, as mesmas séries, por assim dizer. A criação é magnífica! São séries e mais séries maravilhosas – e prefiro não citá-las aqui para não deixar alguma de fora e o leitor mais atento poderá sentir falta de sua série preferida. E o que mais deixa triste um leitor deve ser quando o mesmo começa a ler um assunto que lhe interessa (como filmes e séries) e, de repente, na busca do seu filme ou série preferida, esta não foi citada. Pelo menos eu me sinto assim quando leio alguma coisa e não encontro a minha preferência dentro do assunto que estou a ler.
Viver entre o mundo real – aqui no planeta Terra, e viver em mundos virtuais, fantasiosos, é realmente uma maravilha que somente o ser humano pode viver. Quando se adentra o mundo virtual – os sites mais variados possíveis, pode se encontrar de tudo. E quando digo de tudo, quero dizer de tudo mesmo, desde coisas boas até coisas ruins. Seja lá qual for a intenção de quem os criou, para o bem ou para o mal, a escolha é de quem os acessa. E, se o internauta não estiver atento, pode ser induzido a coisas muito estranhas.
Sou um cidadão que luto contra os jogos virtuais sangrentos – aliás, digo que até filmes violentos não gosto de assistir (até mesmo os mais fracos, como os de vampiros). Os jogos virtuais sangrentos – creio eu, incitam à violência. Temos que ser da paz, sou da paz! Logo, a minha escolha é esta: não aos jogos violentos.
No mundo virtual há jogos que são de batalhas, porém com um diferencial: são de estratégias e não mostram os combates. O jogador apenas faz o seu exército, cria o seu mundo, se alia a outros jogadores, formam batalhas – e, na realidade, a adrenalina sobe, mesmo não vendo, mas imaginando. Eu, por exemplo, desde 2008 participo de um jogo de estratégia de guerras. É incrível como – após um dia caloroso de trabalho, isso pode descansar a mente.
E o último mundo que gostaria de citar: o mundo dos extraterrestres. Este, visto pelo lado da ufologia, é extenso (mas sem muita convicção – pelo menos penso eu, que me considero um extraterrestre em certos momentos da vida). Mas há muitas citações sobre aparições de OVNIs – mas, de certo modo, todos com problemas de registros – ou será que não querem deixar claro à população o que realmente existe? – refiro-me aos políticos do alto escalão, e de plantão, e aos militares.
Então, as batalhas entre os mundos sempre existiram, existem e persistem, inclusive dentro do próprio ser humano: quer batalha maior que o ser humano enfrenta quando precisa tomar determinadas decisões? São mundos e mais mundos que encontramos pela nossa jornada – e, por fim, a batalha contra a morte: que ninguém humanamente consegue vencer! Publicado: 30/01/2016

 

BRINCANDO COM AS PALAVRAS

Às vezes fico pensando no que escrever e começo a buscar ideias em minha mente – e nem sempre as acho. Então, resolvo de outra maneira e começo folheando livros, revistas, jornais e até mesmo blogs – e, de repente surgem as palavras e estas vão dando forma ao texto (e nem sempre do que estava a olhar...). É o trabalho de penetração no reino das palavras, de seleção, de composição de palavras que formam ideias, que formam frases...
E vale lembrar que certa vez o poeta Carlos Drummond de Andrade em seu poema ‘A procura da poesia’, disse: ‘(...) Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá estão os poemas que esperam ser escritos. / Estão paralisados, mas não há desespero, / há calma e frescura na superfície intata. / Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.’ – pois é simples: estão a espera dos que querem escrever, seja poesia, conto, crônica, histórias curtas ou longas – novelas ou romances. Simplesmente estão lá para serem selecionadas e escritas!
Outras vezes penso em ligar pra um amigo, ou amiga, em busca de sobre o que escrever. Verdade é que, penso, mas nunca fiz isso – nunca aconteceu de chegar ao fim da linha (se tivesse acontecido não teria vergonha em dizer). E, de propósito citaria o nome dele, ou dela, no texto. Creio que, de tanto pensar – e pensar no depois, as ideias vão se aproximando das pontas dos dedos, descem pelas teclas do computador e geram o texto.
Muito interessante quando alguém pega o seu texto e começa a dar opiniões. É tão interessante que, às vezes, você acaba mexendo no texto todo (e ainda pensa: como não pensei nisso antes?) – ou, até mesmo, jogando-o fora e produzindo outro a partir das sugestões recebidas. Por quê? Será falta de confiança no que escreve? Será que a opinião do outro naquele momento está melhor que a sua? É interessante pensar sobre, pois nem sempre conseguimos chegar, como dizem, a um denominador comum.
Se você tem dúvidas ao escrever, o melhor a fazer é perguntar. E, de pergunta em pergunta, se constrói com conhecimento. Ou seja, são as perguntas que movem o mundo, não é mesmo? Muitos colocam a pergunta de forma inversa – mas, do meu ponto de vista, as perguntas que movem o mundo... Através das perguntas vamos construindo o conhecimento – exemplo: a criança sempre está a perguntar ‘por quê?’, e, às vezes, até chega a ser irritante (de certo modo), mas ela precisa saber. E, só perguntando, que se passa saber.
Falando no mundo das palavras, que tal pensar no significado de algumas palavras? Que tal começar pelo conteúdo – por assim dizer, da palavra elogio? Elogiar, ser elogiado – todos gostam, desde o menor até o maior. Eleva a autoestima de qualquer um – e ainda mais se vir de onde você menos esperava... E, quando isso acontece, todos se sentem muito bem. Mas, se você ouvir a palavra desgraçado (que não tem...) – como dói! Melhor pular esta parte e seguir para o fim.
E, chegando a estas últimas linhas, posso parar, pensar e dizer que não é nada fácil escrever, mas para que aconteça a escrita é necessário ter coragem de parar, pensar e escrever. E escrever sem medo de ser feliz – pois ao escritor cabe a dosagem de ser, ou não, feliz. Publicado: 23/01/2016

 

PARADA DE ÔNIBUS

Duque de Caxias – quem foi ele? Pulando essa parte, vou apenas à parte que compete a este observador da cidade: venda ambulante – sandálias, chinelos, cintos...
O ônibus encosta próximo ao meio fio. O grupo, pequeno, já formado no passeio publico, dá o primeiro passo degraus adentro. A partir de poucos metros não os verei mais. Talvez. Pela janela nos observamos: uma criança de colo sorri para mim – imagino que sou o destinatário daquele sorriso. Nem quero pensar o contrário.
Do outro lado da rua um ponto de táxi. Observei e notei que o mesmo era pouco movimentado. Notei, no entanto, que usam muito o serviço chamado de mototaxi – e muito deles passavam por ali carregando os mais variados tipos humanos. Homens, mulheres e até animais encaixotados. Dos dois primeiros: magros, gordos, louros, negros, ruivos... De calças, de shorts, de saia – de pernas à mostra.
O ônibus perdeu-se em minha memória. Logo veio outro e com pessoas em pé. Pessoas com sinal de cansaço. Com vontade de logo chegar ao aconchego do seu lar, mesmo que seja ‘um Lar Severino’. E outras pessoas adentram o ônibus – mesmo em pé, o importante é chegar ao destino.
Olhei o relógio: os ponteiros se aproximavam de ficar um sobre o outro. Era sábado e fervilhava o calçadão. O arranha-céu em minha frente botava-me um pensamento: do último andar contemplar a cidade. Último andar: tudo é mais bonito, mais perto do céu.
Um carrinho de mão abarrotado de papelão cruzou a minha frente. Um senhor acabado pelo tempo o arrastava – semelhante a um animal a puxar uma carroça. Poucas quadras dali a Cooperativa onde todo material era recolhido, prensado e de lá enviado aos lugares adequados. (Ainda bem que, até a Cooperativa, é descida...)
Alguns passos: o Museu Araçatubense de Artes Plásticas e lá os araçatubenses, mais alguns cidadãos do mundo, colocam suas artes expostas aos que possuem bons gostos em visitar. A arte alegra o espírito. Dá ânimo.
Outro ônibus. Uma senhora observava impacientemente os passageiros subirem. Eu também observo e vejo a dificuldade de uma velha senhora em adentrar o ônibus. De corpo bem gordinho. Imagino o sofrimento desta ao passar pelo cobrador – que sofrimento!
Atrás deste ônibus já parava outro. Uma senhora de meia idade dirigia-o. Olhou-me com um olhar de nem sei o quê! Mas me atingiu profundamente. Desviei o olhar para o fundo do ônibus e lá a vi, uniformizada, de cabelos soltos ao possível vento que acaricia com o movimento do veículo. Estava com o olhar longínquo, talvez pensando. Pensando, talvez, na vida, nos amores... Observei-a até o ônibus partir. O som vindo de um carro chamou a minha atenção: anunciava a presença de um circo na cidade. Pelo jeito, um circo badalado. Fui tomado subitamente por um toque no ombro:
- Perdido por aqui?
Assustei. Recobrei os sentidos terrenos, pois parecia estar ali, mas não estava. Viajava em pensamentos por ares diferentes em busca de soluções – pareciam impossíveis.
- Nem tanto. Olhando a vida passar, buscando ideias para os próximos textos...
E trocamos, por alguns instantes, palavras perdidas, desconexas. Percebi que fazia o mesmo que eu – por isso poucas palavras trocadas. Desci até a Praça São Joaquim – mas antes comi um salgadinho com um bom copo de suco. Entrei logo no meu carro – e, em casa, escrevi... Publicado: 16/01/2016

 

O LADO SOMBRIO DAS COISAS

Em tudo na vida há o lado sombrio que, apesar de ser sombrio, o ser humano gosta. Significa, também, o lado misterioso da vida. E, por dizer a verdade a nós mesmos, não podemos negar que gostamos de ter um lado misterioso. E alguns chegam a dizer que é puro charme – ser, ou não charme, depende de cada um.
Coloque-se no espelho apenas metade de sua face. Um lado ficará refletido, o outro lado não, então, a estranheza surge. Assim, também, a experiência no claro-escuro de nossos pensamentos: o lado sombrio esconde muitas coisas – assim como um porão ou sótão esquecido às traças (as coisas depositadas neles ficam ali esquecidas às traças) – e como escondemos coisas. Às vezes, queremos esconder de nós mesmos.
Começamos a vasculhar os nossos mais esquecidos pensamentos e lá encontramos coisas que, em algum momento, deixamos de lado porque se usássemos acabaríamos mostrando o nosso lado sombrio de ser – e não adianta negar: em algum momento somos sombrios. Aliás, e como somos sombrios!
Quando assistimos aos filmes de espionagens notamos bem o lado de lá – são tantas artimanhas que pensamos se realmente aquilo pode existir. E, então, surge a questão: a telinha imita a vida, ou a vida imita a telinha? Creio que a telinha imita a vida, logo, tudo pode ser realmente real. Embora tenha um pouco de mistérios. Tudo isso a partir da arte dramática...
Frente ao espelho ainda posso sentir a falta que a outra metade me faz. Olhar-me por inteiro faz diferença e em grandes proporções. É ver-me quase por completo: corpo e alma. Pela metade – falta-me uma parte. O Homem só se sente completo ao se sentir por inteiro. E, não é raro o Homem se sentir pela metade, ou apenas partes.
Sentir-se por inteiro também compete às escolhas que se pode fazer, ao caminho que pode caminhar, aos amigos que se pode ter, à família que se pode construir. Logo, sentir-se por inteiro é nada mais que possíveis conquistas. E as conquistas são árduas, ainda mais quando se quer fazer tudo certinho (e é preciso!).
E, embora tenhamos curiosidade de termos coisas e mais coisas, algumas – após determinadas descobertas, passamos a pensar que seriam melhor como estavam antes: sem descobri-las. Mas, como diz o velho e bom ditado popular: ‘A curiosidade mata o gato’. – certo, ou não, é verdade!
Pensando um pouco diferente: creio que gostamos de ter o nosso lado sombrio. Com o nosso lado sombrio nos tornamos um pouco misterioso. Parecemos, aos outros, que estamos a esconder algo. Nunca revelamos completamente quem somos – aliás, creio eu, que nós não sabemos plenamente quem somos – assim, por exemplo, vive-se uma longa vida ao lado de alguém e não o conhecemos direito. São os enigmas da vida, não é mesmo?
Na vida há muitos enigmas a serem descobertos. E muitos que nunca serão descobertos, ou explicados. Talvez a afirmação de que são as perguntas que movem o mundo e não as respostas – esteja correta. Publicado: 09/01/2016

 

SEM LOTAÇÃO

O veículo não estava com sua lotação plena – dos quarenta e cinco lugares, trinta estavam ocupados (tive a consciência de contar os passageiros). Estava eu na linha Um Quatro Um, no sentido bairro-centro. Tinha tomado a condução no bairro.
E veículos deste porte, em horário nobre – por assim dizer, andam cheios. Não estava, com certeza, em horário nobre. Sentado estava na lateral do veículo, olhava a outra lateral. E, numa das paradas, ela entrou.
Corpo magro, bem feito – como os homens costumam dizer. Estatura mediana, cabelos revoltos – para trás. Vestia um short-saia jeans sobre a pele morena escura. Uma blusa cinza, bem leve sobre os ombros, mas com decote em forma de ‘v’, profundo, que mostrava a parte superior dos seios, o caminho entre eles, ale, de parte do sutiã vermelho claro. Na mão direita um anel prata (que não parecia ser algo de grande valor, talvez de valor sentimental). No braço esquerdo uma pulseira, de pano, nas cores preto e branco. Nos pés um chinelo-sandália nas cores azul e vermelho, com detalhes em metal dourado.
Vez ou outra, percebi, que respirava fundo, como se estivesse gripada. Olhei-a por um tempo a mais que o comum e os seus olhos castanhos encontraram os meus – e quase balbuciei (ou balbuciei – que não me recordo neste exato momento): ‘minha casa ficaria feliz em recebê-la’.
Minutos depois chegava próximo o lugar onde eu deveria descer. Coloquei-me de pé e puxei a cordinha. Ali, lado a lado, olhei-a novamente e percebi, mais profundo ainda, como a morena, de seios lindos, era mais bela ainda! A condução parada aguardava eu descer: voltei à realidade. Corri para a porta, pedi desculpas ao motorista. Desci. – NOV/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

VÉSPERAS DE NATAL

A vida é muito corrida – e, com certeza, queremos que ela ande devagar. Ontem era o início do ano, hoje estamos a menos de uma semana do Natal. Do próximo ano mais perto ainda que ontem, e que sempre reclamávamos que estava demorando a passar.
Apesar das reclamações, consideramos com o passar dos anos nas costas que é melhor passar lentamente. E quanto mais lento, melhor. Este mês cheguei ao fim do primeiro tempo – anos atrás queria atingir o mais rápido possível a maioridade – hoje penso diferente, mas gostaria de ter aos dezoito a mente de hoje, o conhecimento de hoje.
Às vésperas de Natal começamos a fazer uma retrospectiva – que não é nada fácil, pois quando lembramos determinadas atitudes que praticamos, sobe determinada reação: poderia ter feito de outra forma e, provavelmente, o resultado seria outro. Seria outro, com certeza, e talvez não pesaria hoje. Mas sim, talvez não – pois toada ação precede uma reação, não há como negar. Sendo assim, passaríamos a vida toda a questionar as nossas atitudes.
É tão interessante para e fazer determinadas reflexões – tais reflexões levam-nos a pensar no futuro (que está tão próximo), e, ao mesmo tempo, distante. Distante mas cheio de planos. Somos impulsionados desde pequenos a fazer planos – planos das vésperas do futuro (e que nem todos têm a sorte de alcançá-los). Pensar no futuro é divagar sobre algo que não temos certeza, por isso leva o nome de futuro. Os atos passados ficaram na memória e a dádiva maior é o presente, o hoje, o agora.
Os preparativos estão começando a todo vapor! São famílias se deslocando para encontrar os parentes próximos que estão distantes. São famílias se preparando para passar o Natal e a virada do ano em praias belíssimas. Outros saindo das armações de concretos em busca de paz de espírito – provavelmente em cidades menores ou no campo. São escolhas de presentes e mais presentes aos mais próximos – é uma festa só! É um sabor que se carrega pelos dois ou três meses seguinte – até a preparação para a Páscoa.
São formaturas – são derramamento de lágrimas de turmas que se despedem e cada um carregará em si as marcas trilhadas lado a lado com os amigos. E, dali para frente, cada um seguirá o seu caminho – poderão se encontrar, relembrar os bons momentos que passaram juntos, mas não será mais a mesma coisa. Caminhos diferentes, até cruzados, porém não os mesmos mais.
E, quando se fala em formatura, tive a grata satisfação deste ano que se finda em acompanhar o 3º A, Turma do Técnico em Química, da Escola ‘Dr Clóvis de Arruda Campos’ em parceria com a ETEC. É emocionante estar ali e entregar-lhes o canudo simbólico da colação de grau – eles se emocionaram e eu também. Creio que não nos esqueceremos – farei parte do álbum de fotografia deles.
Nas tradicionais famílias portuguesas, às vésperas do Natal – dia 24 de dezembro, reuniam-se para o jantar: chamado de Consoada ou, bem abrasileirado, Ceia de Natal, e à meia era feito – e ainda é, a distribuição e a troca de presentes e realiza-se a Missa do Galo. E, tradicionalmente falando em Brasil, espera-se que à meia-noite o Papai Noel visite as famílias distribuindo os presentes – a cada criança sonha com a visita do Papai Noel. E, vale lembrar também que em certas famílias, e até mesmo entre amigos, a troca de presente se faz através do amigo secreto (amigo oculto).
Acreditam-se muitos que no dia 25 de dezembro o menino Jesus nasceu – para uns sim, para outros não (determinam outra data), mas o importante é acreditar que podemos trazer o menino Jesus todos os dias conosco e tudo – todas as festividades, é um meio de agregar a família. Tendo o menino Jesus no coração, na mente, e praticando todos os seus ensinamentos é o que importa – pois alguns com mais, outros com menos bens nesta vida não se faz diferença para herdar os céus, mas importa sim cumprir fielmente os seus preceitos. A todos uma feliz semana de preparativos – Feliz Natal! – 12/12/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

BOM PRA CHUCHU

Você já pensou no termo bom pra chuchu? O que é pra você bom pra chuchu? De forma geral, há tantas coisas boas pra chuchu. Ou seja, há muitas coisas para pensar, para analisar, não é mesmo? Então, como sempre, vamos por etapas.
Antes de qualquer coisa, é um termo que pertence à linguagem informal, que indica intensidade – e pode ser igual ‘bom pra cachorro’, ‘bom pra valer’. É um termo muito usado em lugares rurais, pois sua origem se dá na planta leguminosa – chuchu, que é uma trepadeira e, quando bem assentada em solo, produz muito. 
Creio que para a maioria seria muito bom, bom pra chuchu, ter saúde, dinheiro no bolso (bastante, de preferência), dignidade. Para alguns é ter uma boa vida, divertida, com a família e amigos. É poder sair pelos caminhos do mundo, gritando bem alto aos quatro ventos, que é feliz, que está feliz – e que pode cultivar a alegria com os amigos.
Para outros é comer bem, por exemplo. Ou, ainda, saborear os doces petiscos preparados pelas avós, pois soe elas sabem fazer – além de poder dizer que melhor lugar não que a casa das avós (com raras exceções). Até hoje vi poucos netos não gostarem da casa das avós – para a maioria, é o melhor lugar! Aliás, nas casas das avós somos bem amparados dos sermões das mães.
Outros, ainda, pensam que dançar, cantar, beijar, abraçar – nada melhor que isso – principalmente aos mais jovens. Aos de mais idade também, mas com menos intensidade. Ou, o modo de olhar a vida já é diferente. Já tem uma bagagem, tanto de vivência, como emocionalmente. 
Também é bom pra chuchu viver novas experiências. Novas emoções, talvez estar ao lado de pessoas diferentes, com hábitos diferentes, com pensamentos diferentes, com pensamentos inovadores. Ah, e como seria bom estar ao lado de pessoas inovadoras, e de preferência com um bom dinheiro no bolso para poder desfrutar dos bens terrestres que estão disponíveis e a nosso favor – estão para serem usados. Saúde e bem-estar são bons pra chuchu – não é mesmo?
Se pensar por outro lado, o lado escolar, fazer a lição é bom pra chuchu! Aliás, o fazer familiar também é bom pra chuchu – e em todos os sentidos! Brincar com os familiares e com os animais de estimação... Rolar na relva – de preferência após um dia chuvoso – pois é passível de sentir o cheiro de terra molhada!
Outro dia li que não há nada melhor que comer, assistir a boas séries na TV, ler bons conteúdos (livros ou internet) e, de certo modo, nada melhor que comer, beber e alegrar-se do que está vivendo, como escrevi outro dia. E, na ocasião, citei a passagem bíblica do rei mais poderoso que a história narra: o rei Salomão.
Mas ainda há muitas coisas boas pra chuchu – como alegrar com a alegria dos amigos – e eu compartilhei estes últimos dias com alguns amigos literatos, que são: Rita Lavoyer, Antônio Luceni e Antenor Rosalino. Rita Lavoyer ficou em primeiro lugar no Concurso de Contos ‘Paulo Leminski’, de Toledo-PR, com o conto “Sobre a terra seca dos meus olhos”. Antônio Luceni venceu o Concurso Nacional de Literatura Infantil ‘Nelly Novaes Coelho’, promovido pela UBE – União Brasileira de Escritores, com o livro “O menino e o vento”. Antenor Rosalino venceu o ‘1º Concurso de Poesias da Ordem dos Poetas do Brasil’, de Guarujá-SP, com o poema “Páginas Viradas”. A todos estes que levam o nome de Araçatuba os meus sinceros parabéns!
Fechando estas linhas, que foi bom pra chuchu escrevê-las (pois a semana passada alguma coisa aconteceu que o texto não chegou à Redação deste tabloide), vale ressaltar que as amizades conquistadas durante a vida são tão boas que nesta semana que se finda tive a grata satisfação de ser lembrado por muitos em minha data festiva de nascimento – a todos o meu muito obrigado!  – 12/12/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

A FAVOR DA VIDA SEMPRE

Sou um que vivo metamorfoseando, mas mesmo nesse constante processo, adoro a vida. Sou contra todos que, de uma maneira ou de outra, de forma individual ou coletiva, atentam contra a vida. Viver é a melhor forma que o Criador deu à criatura que criou – nós, os humanos. Condeno qualquer ato contra a vida – vejo como um ato imperdoável (pelo menos para este que vos escreve). Quem tal ato faz – contra si, ou contra outros – tem que buscar perdão num Ser Maior (e não nas pessoas, pois as pessoas podem ignorá-los – eu faço isso). Não sou o Criador para julgar, mas tenho os meus princípios. Logo, penso assim. Existo assim – e não há quem mude o meu modo de pensar. 13/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

AMAR? NUNCA MAIS...

Às vezes ficamos pensando na vida, nas coisas que nos cercam e descobrimos que – na tentativa de acertar, erramos mais, mas o melhor de tudo é que podemos olhar para trás e dizer: tentei! Não fui covarde!
'Nunca mais’ pode ser um pouco pesado, talvez. E ainda mais pra um sujeito como eu. Mas, o que vale mais, são as intenções – apesar de eu sempre dizer que de intenção o Inferno está cheio. Tenho dó (tenho nada!) do sujeito que diz usar o tridente – que queime junto! Uhu!
Revoltado? Eu? Sempre fico, mas pode (ou não) passar – sempre passa, pelo menos comigo. E prometo enforcar-me num pé de cebolinha (que ainda vou plantar) – se acontecer novamente comigo. 08/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

HORRIPILANTE

Um corvo pousou na marquise do edifício em frente ao seu apartamento. Sentado, à frente de sua escrivaninha, observou bem através da vidraça o olhar do animal.
Abaixou a cabeça e por alguns instantes pensou em coisas ruins, mas logo tirou da cabeça: não passava de constantes histórias de terror.
Firmou os pensamentos e os dedos correram soltos pelo teclado dando corpo ao texto que escrevia. Meia hora depois foi subtraído de seus pensamentos com o ‘cantar’ do corvo.
Os olhares foram trocados. Compreendeu o chamado. Levantou calmamente. Dirigiu-se para a vidraça e a abriu. Retornou e seus pensamentos, seguidos mecanicamente pelos dedos no teclado, iam engrossando o texto.
De tempos em tempo um soprar mais forte do vento entrava pela vidraça aberta. Levantava a cabeça – o corvo ainda estava lá.
O dia foi se apagando. O corvo se envolvendo na negritude do tempo. De repente o corvo faz mais um ‘cantar’ e bate asas – que do lado de cá se ouvia nitidamente. Era algum sinal.
A campainha soou. Dirige-se à porta. Olha pelo ‘olho mágico’: é ela. Apenas respondi – e já do meio da sala, pois se afasta apresentando algum sintoma:
- Já vou.
Quase que correndo fecha a vidraça. Arruma a roupa que vestia – negra como está prevista para o último dia.
Abre a porta.
- Por que demorou tanto? – empurrando-o para o meio da sala, e correndo o olhar por toda a parte como se estivesse a procura de algo que esclarecesse a demora.
Ele, o escritor, permaneceu calado. Ela, não obtendo resposta, começou a circular lentamente pela pequena sala.
Um vento forte entrou pela porta da sala, passou por ambos. A porta fechou-se imediatamente; a vidraça estremeceu.
Ela rapidamente cobriu o rosto com as palmas das mãos. Segundos depois gritou:
- Você está me traindo?
Negativamente ele fez com a cabeça.
- Você a deixou ir pela vidraça, por isso fechou!
Continuava a negar balançando a cabeça.
Dirigiu-se ela para a vidraça e a abriu. Virou-se para ele e com olhar diabólico o encarou. Nada disse, mas o atraiu como imã.
O escritor se aproximando dela, aproximando, aproximando... Da morte! Julho de 2014                

 

JANEIRO - 2015

HOJE E OS TEMPOS QUE SE FORAM

OUÇA EM

Outro dia na Igreja foi pregado que devemos ter memória. Com valor expressivo na memória positiva. Nela, as lembranças positivas nos impulsionam a querer ir mais longe. E assim, hoje, antes de começar a fazer algumas coisas na vida (férias é bom por causa disso), abri o facebook e vi fotos maravilhosas, de lugares maravilhosos. E o tempo foi passando.
Voltei ao tempo que se foi. Voltei ao tempo que estudava... Voltei nas maluquices que fazia (hoje um pouco menos). Aos sete anos, de ‘jaleco’ branco comecei a estudar – e nunca mais parei! Aos catorze anos a trabalhar (e registrado – tanto que em junho deste ano terei trinta anos de contribuição previdenciária: apenas três meses perdido e sem nunca ter recebido um salário desemprego, graças a Deus). Meu Deus! Completei quarenta e quatro anos neste último mês!
Aos vinte anos dentro de uma sala de aula e nunca mais parei – trabalho e divirto-me fazendo o que gosto: lecionar (redes pública e particular). E, para me divertir mais ainda: escrever – escrever é um bom passatempo. Escrever é criar, inventar, viajar. Escrever é transformar a realidade, ou, passá-la para o papel com outro olhar. Escrever é superação. E, para aperfeiçoar tal divertimento, nada melhor que – após formado, passar mais alguns anos em Assis (UNESP) – que me deu uma boa bagagem na área de produção textual. Mas vale ressaltar que, com os tempos passando, com a idade chegando – amadurecimento, vamos criando o nosso próprio estilo. E eu, com a leitura de grandes mestres, gosto de dialogar com o meu leitor – e você sabe quais os mestres que tivemos no passado que faziam assim? – pelo menos um: pense!
Um salto no tempo. As viagens ao Sul – e quando puder (creio que em breve), quero novamente voltar às belíssimas praias do Paraná e de Santa Catarina – Florianópolis me aguarda. Praias e mais praias... Praia da Joaquina. Praia dos Amores... E o mar a balançar suas ondas... Embalados em tudo fico eu...
O tempo passa.  A vida faz muitas coisas mudarem – e nem sempre é o que esperamos. Mas, das muitas coisas que a vida proporciona, as escolhas são nossas – e nem sempre conseguimos escolher a melhor parte. Mas, uma coisa é certa: podemos rever muitas situações e não fazê-las novamente. Sempre há um recomeço e, de preferência, de forma diferente.
Hoje, pelos caminhos que a vida me proporcionou, pelas escolhas que fiz a partir do que ela me proporcionou, dou graças a Deus por ter me guardado dos muitos perigos que já passei. Sou grato a Deus pelos filhos que me deu (e peço a Ele que os guarde – idade chegando...); e sou grato a Deus pela esposa: a minha Lorita, que foi uma doce paixão que se tornou num grande amor em minha vida.
E assim, todos estes itens somados, formam a minha vida. E deles nada levarei, mas a partir deles posso deixar um legado para os meus – principalmente para os meus poucos leitores, que costumo dizer não passar de meia dúzia. Mas, como também ouvi: e vamos continuar continuando. 06/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

 

OLHAR E ESCREVER

Não sei o motivo, a razão, mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis, porque quem de longe olhava notava o que acontecia.
Aqui, bem próximo, ela discutia com ele. Roupas claras, cabelos avermelhados, colar no pescoço e deste pendiam três pimentinhas que ficavam à mostra. Ele de terno branco, gravata-borboleta preta e, nas mãos, rosas vermelhas. Discutiam.
Quem os via, via além deles lá longe, num campo aberto, um redemoinho que levava tudo – inclusive as rosas que, minutos depois, estariam ao chão. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

NO OLHO DA RUA

O trânsito parou – ele estava próximo do meio da rua, próximo do cruzamento, próximo das faixas de pedestres. Estava imóvel, de mãos nos bolsos da calça.
O tempo estava meio frio. Deixava-o meio abalado, somado aos últimos acontecimentos: tudo meio parado.
Olhava-se interiormente e começava a entender o que significava estar no meio da rua, depois de anos e anos de trabalho no mesmo lugar.
Pedia-se evolução. Negava-se a enquadrar nos meios. Logo, o resultado. 12/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

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