P O R T A L

(18) 99702-5883 - whatsApp

 

CONTATO

QUEM NÃO É POLÍTICO?

Do levantar ao deitar estamos fazendo política - nada mais que escolhas...

***

APENAS PARA MAIORES DE 18 ANOS

RESPEITO À LEGISLAÇÃO

***

TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS

 

***

PORTAL PM ARAÇATUBA/SP

 

 

No final desta página você encontra outros números do FOLHETIM.

"ESCREVER... É ARTE"

CRÔNICAS PUBL. EM 2015

CRÔNICAS PUBL. EM 2014

CRÔNICAS PUBL. EM 2013

CRÔNICAS PUBL. EM 2012

CRÔNICAS PUBL. EM 2011

CRÔNICAS PUBL. EM 2010

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2013

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2012

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2011

 

 

LIVROS DO PROF - BAIXE-OS

POESIAS DO PROF - 1999-2014

LEIA: UMA LOCOMOTIVA...

 

 

LER EXERCITA O CÉREBRO!

RECANTO DAS LETRAS

Textos de Pedro César Alves

.

Pedro César Alves,

Cadeira 199 (desde2002)

 

 

RELÓGIO DE PÊNDULO

Click na imagem acima e leia: "RELÓGIO DE PÊNDULO", premiado no 26º Concurso de Contos 'Cidade de Araçatuba' / 2013.

 

 

CONCURSOS LITERÁRIOS

 

RECONHECIMENTO

TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

Troféu 'Odette Costa - 2011'

- por 'Divulgação Cultural'

 

VOTO DE APLAUSO

No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo Vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

 

REVISTA

Revista 'Plural', da Academia Araçatubense de Letras, 20 anos, 2012.

Participação do prof. Pedro César Alves, p.125 e 126.

Texto:

"Caminhar faz crescer"

 

ARQUIVOS EM PDF

CRÔNICAS 2011

CRÔNICAS DE JUNHO

CRONICAS DE MAIO

CRÔNICAS DE ABRIL

CRÔNICAS DE MARÇO

CRÔNICAS DE FEVEREIRO

CRÔNICAS DE JANEIRO

CRÔNICAS 2010

CRÔNICAS DE DEZEMBRO

CRONICAS DE NOVEMBRO

REFLITA UM POUCO...

 

SITES INTERESSANTÍSSIMOS

ACORDO ORTOGRÁFICO

CONJUGADOR DE VERBOLIVROS DE DOMÍNIO PÚBLICO

MUSEU VIRTUAL DE BRASÍLIA

MÚSICAS - 100 MAIS EM 100 ANOS

PORTA-LIVROS

RESUMOS LITERÁRIOS

RESUMOS LITERÁRIOS DE A - Z

VIAJAR PELO MUNDO? ACESSE.

 

EM 2015:
"Se existir guerra, que seja de travesseiro; se for pra prender, que seja o cabelo; se existir fome, que seja de amor; se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó; se for para esquentar, que seja o sol; se for para atacar, que seja pela pontas; se for para enganar, que seja o estômago; se for para armar, que arme um circo; se for para chorar, que seja de alegria; se for para assaltar, que seja a geladeira; se for para mentir, que seja a idade; se for para algemar, que se algeme na cama; se for para roubar, que seja um beijo; se for para afogar, afogue o ganso; se for para perder, que seja o medo; se for para brigar, que briguem as aranhas; se for para doer, que doa a saudade; se for para cair, que caia na gandaia; se for para morrer, que morra de amores; se for para violar, que viole um pinho; se for para tomar, que tome um vinho; se for para queimar, que queime um fumo; se for para garfar, que garfe um macarrone; se for para enforcar, que enforque a aula; se for para ser feliz, que seja o tempo todo; se for pra cheirar que seja a flor; se for pra fumar que seja a cobra; se for pra picar que seja a mula.” - enviado por Carlito Lima.

 

 

 

SEJA UM PATROCINADOR: 50,00 -

(18) 99702-5883

CONTATO

 

 

 

 

 

 

 

 
 

 

LER É O MELHOR CAMINHO

PCA é Professr, Escritor e Jornalista!

O MUNDO ESTÁ EM CRISE, NÓS ESTAMOS EM CRISTO!

VALORIZE A EDUCAÇÃO E A CULTURA!

SEJA BEM-VINDO

SÓ O AMOR VALE TUDO NA VIDA...

 

PARTICIPE

PROJETO EDIÇÕES 2016

Venha participar das Edições do Folhetim “ARAÇATUBA E REGIÃO” em 2016. Conta-se com espaços (em até 08 páginas) e um valor que atende a necessidade de todos. No Folhetim há publicaçãp de textos de diversos autores, entrevistas, comentários literários, entre outros. A Edição ficará disponível on-line e impressa (PB).

Entre em contato através do e-mail: literaturabrasil@terra.com.br

LEIA 'FOLHETIM EDIÇÃO Nº 30'

FOLHETIM Nº 30*FOLHETIM Nº 29

ACESSE O FINAL DA PÁGINA E LEIA OUTRAS EDIÇÕES

literaturabrasil@terra.com.br

MEUS LIVROS

..

Adquira já o seu pelo e-mail >>> Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

JORNAIS PRODUZIDOS NA COMUNIDADE ESCOLAR

EDITOR PROF. PEDRO CÉSAR ALVES

PARAISÂO 06*PARAISAO 05*PARAISAO 04

PARAISÃO 03*PARAISÃO 02*PARAISÃO 01

 

2 0 1 6

OS TEXTOS ABAIXO SÃO PUBLICADOS AOS SÁBADOS NO JORNAL

"O LIBERAL REGIONAL", Caderno ETC, p. 02.

 

A VIDA COMO ELA É

Há muitas coisas na vida que não imaginamos como são, mas quando passamos a vivenciar tais coisas, concluímos que sabemos pouco dos mistérios que a vida tem. E o mais interessante é que a cada mistério descoberto, queremos mais mistérios. E, como sempre digo – assim caminha a humanidade e rumo ao futuro, acrescentando sempre mais em sua trajetória.
Mas, como nem tudo é perfeito, há os retrocessos. E destes gostaríamos de não lembrar, mas está impossível, pois é notório que uma boa porcentagem da humanidade a cada dia que passa sofre retrocesso cerebral. Não sei se estou sendo claro, mas noto – ainda mais eu que trabalho com a mente humana, que muitos não querem aprender, muito menos apreender: preferem ser ociosos na vida. E, pensando em ociosidade, o que ela traz de bom ao ser humano?
Estar ocioso quando se pode é bom – pois não é só de trabalho que vive o homem, também de descanso, de lazer: como num fim de tarde sentar e esperar, como diz o popular, a hora passar – entre outras coisas; mas permanecer constantemente na ociosidade é prejudicial, deixa a mente cada vez mais lenta, mais preguiçosa, mais... E – assim falando – chegamos realmente ao estágio de possível retrocesso cerebral, pois nem simples informativo gostam de ler. Será que chegamos?
Será que chegamos próximo ao fim do poço? Se estivermos próximo ainda é possível reverter, mas se já estivermos com os pés no fundo? Certeiramente prefiro ficar com a primeira hipótese: próximo do fim, pois ainda existirá tempo de reverter. Mas a quem cabe esse papel de reverter? De buscar saídas? De correr atrás e mostrar que ainda existe tempo para mudar? E a resposta é uma só: cabe a todos, de maneira geral, à sociedade. E, como pertencentes à sociedade, estamos fazendo a nossa parte? Estamos alertando?
Sempre existe aquela fala: ‘Estou fazendo a minha parte, e você?’ – mas fazendo a minha parte da melhor maneira possível? Ou simplesmente fazendo? Ou, ainda, fazendo e não combrando a si mesmo, mas cobrando os outros? Tudo a se pensar... Tudo a se pensar como a vida é. Simplesmente a vida é maravilhosa se a conseguirmos viver de forma plena. De forma saudável, harmoniosa – sem dependências nocivas, tanto fisicamente como espiritualmente.
A vida é como ela é mesmo – e a arte a imita. E digo a arte em todos os sentidos – todas as artes: cinema, televisão, escultura, pintura, música, literatura... E poderia sair citando muitas artes, mas paro por aqui que já sabemos onde podemos chegar – numa infinidade de artes, e ainda deixaríamos algumas de fora, pois cada um tem em si a sua própria arte – e, creio eu, a melhor arte é a de conhecermos a nós mesmos, assim passaríamos a conhecer melhor como a vida é.
E, falando em arte, não poderia deixar de lado uma arte que muitos não gostam nem de ouvir, muito menos de falar – a arte da política! Ah, essa é necessária, porém perigosa. Muitos não gostam, mas não percebem que fazem política desde que levantam (ou, ainda, quando dormem: pois escolhem o lado da cama que vão dormir). Mas, como citei, é uma arte tão necessária que, desde que mundo é mundo, ela existe e está presente na vida de cada cidadão.

Logo, como a vida é? É um verdadeiro ponto de interrogação. E não é um ponto de interrogação pequeno – é um ponto de interrogação bem grande, que talvez fosse necessário, após este ponto, usar reticências (pois nunca aceitamos o ponto final). Vamos vivê-la alegremente.

 

NADA MAIS IMPORTANTE QUE...

Outro dia postei numa das minhas páginas da rede social uma frase de Oscar Niemeyer: “Não há nada mais importante que a mulher, o resto é bobagem” – pura realidade (e muitas curtidas). E se passarmos a analisar, notaremos muitas verdades na citação.
Se levarmos em conta a sociedade machista em que estamos inseridos desde os tempos mais antigos – pra dizer, desde a criação do mundo, ou um pouquinho mais à frente, desde o tempo em que temos registros (para termos provas), vale lembrar que o homem foi criado e, posteriormente a mulher – e com qual intuito Divino? Este mesmo que o leitor acabou de pensar. Vamos aos detalhes.
Tomando como base o que muitos creem, e eu também creio, refiro-me às Sagradas Letras – a Bíblia, o homem foi criado e, após olhar tudo que tinha sido criado pelo seu Criador, argumentou com Ele dizendo que entre as criaturas criadas nenhuma lhe servia como companheira, e foi então que o Criador criou a mulher – como está escrito: da costela do homem. E por isso está escrito que o homem deixa a casa de seus pais e une-se a uma mulher e, ambos, tornam-se um – constitui-se a família.
E voltando ao intuito do Criador (pelo menos podemos imaginar – e se imaginamos foi porque o Criador nos deu este poder de imaginar), podemos nos interar que em todas as criaturas viventes foram criadas em casais – ou seja: para dar continuidade à vida. Ao homem foi dado o direito de pensar, de procurar, de se interar e, consequentemente sugerir uma companheira (como citei no parágrafo anterior): e pediu a companheira – a mulher. Esta que lhe estende as mãos desde o nascimento.
Um ser que por muitos anos foi considerada frágil, e que na verdade estava apenas oprimida, mas que em seu interior mantinha a chama viva de ocupar realmente o seu lugar dentro de qualquer sociedade, hoje ocupa – não como deveria ser, mas que pouco a pouco vem ocupando espaço nunca antes ocupado. E é visível de ver em todas as funções da sociedade – mas ainda aguarda (e com não muita paciência) o desenrolar dos fatos.
É notório, também, que muitos machistas ainda ocupam a sociedade e dela se acham donos – mas que lá no fundo sabem que não é bem assim. Dependem delas em boa parte da vida – inclusive para exercer a vida, se assim podemos dizer: nasceu de uma mulher. Por isso o dizer nada mais importante que a mulher.
Agora – digo, de alguns anos para cá, até a própria Justiça Eleitoral solicita aos partidos políticos que a cada quatro cidadãos inscritos para disputar um cargo, por exemplo, um tem que ser do sexo feminino. Caso contrário, nada feito. Mulher cada vez mais em alta – como deveria ser feito desde o princípio de sua criação – tanto que lá nas Sagradas Letras, em Gênesis, capítulo 2, verso 18, o Criador disse: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” – logo: auxiliar, corresponder – e não ser-lhe serva, como muitos a fazem.
E, falando ainda nas Sagradas Letras, muitos são os entendimentos dos textos – muitas divergências sobre os textos que dela fazem parte, mas o mais importante de tudo é poder dizer que, a partir do assunto aqui tratado, há muitas passagens que cita o valor da mulher, como Débora (que foi juíza, profeta e estrategista militar do povo de Israel), Ester (judia, órfã, sábia – que se casou com Assuero, rei da Pérsia), Sara (mulher de fé, estéril, mas que deu a luz a uma criança – origem de todo o povo israelita) – entre outras.  Então, ‘nada mais importante que a mulher porque o restante é bobagem’. Publicado: 23/04/2016

 

CADA MINUTO VALE OURO!

E foi pensando sobre cada minuto que resolvi escrever essas linhas – cada minuto vale ouro, e muito ouro!  Muito mesmo! Aliás, aos esportistas, frações de segundos valem muito, por exemplo. E são nesses desafios, nesses exemplos de vida, que encontramos forças para lutar, para seguir à frente sempre.
Se começarmos por grandes coisas – quanto vale o tempo? Uma pergunta um tanto pesada, desafiadora, mas que vale a pena pensar sobre. O tempo pode ser um sonho – que não sabemos exatamente quanto tempo demora, logo, não sabemos quanto vale – mas nos leva a refletir sobre o que sonhamos. E sonhamos sonhos altos e conseguimos em vários obter sucesso! Porém, outros com não muito sucesso – mas tentamos, e vamos continuar tentando, e aprendendo com os erros.
Outro exemplo: as grandes pesquisas científicas – quanto tempo os cientistas demoram pra chegar a um resultado positivo? São, em alguns casos, anos e anos de trabalhos, de testes em laboratório, depois aprovação pelo ‘mundo científico’, pelo conselho de ética, até chegar diretamente ao consumidor – e, o que esta aqui na ponta, sempre tem a esperança de que novas medicações vão chegar e ele vai se curar brevemente. Alguns alcançaram; outros apenas ficaram na esperança e partiram para outra dimensão.
Dado esses exemplos acima, é hora de pensar quanto está valendo o nosso tempo. Já parou e perguntou quanto está valendo o seu tempo? A começar pelo seu dia, pela sua hora, minuto, segundo? Chegou mais ou menos a qual valor? Creio que seria uma resposta um tanto forçada se estabelecermos valores, mas podemos pensar de forma diferente: está valendo a pena tudo que estou fazendo? E ainda mais longe: em que posso mudar para melhorar ainda mais as minhas ações aqui nessa dimensão chamada Terra?
As reflexões levam-nos a buscar saídas para melhorarmos o nosso ser. As leituras fazem-nos crescer – tanto em entendimento material como espiritual. São verdades absolutas – e então fico a pensar: por que quando somos jovens não escutamos os mais velhos e colocamos tudo isso em prática? Por que deixamos o tempo passar e, lá na frente, caímos na realidade, e ai notamos que está sobrando pouco tempo pra tudo o que desejamos fazer?
Logo, o que escrevi acima é uma verdade tão pura que poucos – quando jovens – não colocam em prática, e tem mais: dentro de casa vi isso. Sempre estou a ler... Pouco se lê em casa – refiro-me aos meus filhos. Leem basicamente o necessário, sem explorar esse mundo maravilhoso que a leitura nos proporciona. E não é falta de comentar, nem de incentivar – mas volto-me ao velho ditado: casa de ferreiro, às vezes, espeto de pau.
Talvez essa será uma dor que vou carregar aqui dentro – não consegui passar a ele o legado de minha existência. Ou será que quando mais velhos colocarão em prática? E, fico a pensar: será que estarei aqui nesta dimensão terráquea para saborear tal ventura? Se estiver, e se acontecer, contemplando direi que os minutos aplicados às advertências benéficas feitas a eles neste sentido estarão valendo peso de ouro dobrado, triplicado, ou mais. Logo, me sentirei mais completo do que hoje – e a um alto preço na cotação do outro. Publicado: 16/04/2016

 

EM CADA CAIXINHA, UMA SURPRESA

É muito legal quando o ser humano descobre nas palavras uma janela para o mundo – e tal passo se dá a partir do processo do contato com as letras. Alguns, quando já alfabetizados, vão mais longe ainda: recortam palavras de todos os tamanhos, de jornais e revistas, e as guardam em caixinhas de cores diferentes.
Creio que alguns já ouviram falar nessa atitude. É – pelo menos do meu ponto de vista, interessante. Já li também que alguns autores fazem isso quando lhes faltam assunto. Li, outro dia, um pequeno texto escrito por Eduardo Galeano que dizia sobre o assunto e até classificava as palavras em caixas de várias cores.
E suas cores chamaram-me a atenção. As palavras furiosas ficavam em caixas vermelhas, as amantes em caixas verdes, as neutras em caixas azuis, as tristes em caixas amarelas e, aquelas consideradas mágicas, com poder de magia, em caixas transparentes. A partir dessa descrição podemos ir mais longe ainda.
Fico a imaginar um trabalho diferente com as palavras. Chamar uma pessoa que tenha problemas de visão – falta de, e colocar as caixinhas em sua frente. Pedir que ela retirasse um papel de uma das caixinhas. Leria essa palavra ao cidadão e este imediatamente começasse a falar sobre. Se fosse uma palavra de magia, seria fácil – a transparência é a melhor das situações a serem desenvolvidas em qualquer canto. E se fosse uma palavra triste?
Em outra situação, pediria a outro cidadão que retirasse um papel – mas este de olhos vendados. Evita-se a escolha (pois nem sempre na vida temos escolhas). E se a palavra escolhida fosse de uma situação neutra? Seria este capaz de imediatamente começar a discorrer sobre? É de se pensar sobre as escolhas – que nem sempre podem ser escolhidas. Por isso que, quando se pode escolher, o melhor é pensar conscientemente e fazer a melhor escolha possível.
E na última situação, pediria a uma jovem que retirasse um papel. De olhos vendados – que sorte ela teria se lhe saísse uma palavra da caixinha verde. Toda apaixonada, com certeza não teria dificuldades em abordar o assunto. O jovem, por excelência, que num mundo maravilhoso, crê num mundo de magia, de paixões, e que tudo pode correr a seu favor: a lua, o sol, as estrelas, os ventos... E, se lhe caísse uma palavra da caixinha vermelha? Também não ficaria atrás, porque jovem em estado de alerta, por assim dizer, derramas fúrias em palavras e atitudes, não é mesmo?
De toda essa soma de ideias, posso dizer que ter o poder da palavra é fundamental. É uma arma, como costumo dizer aos alunos, que dificilmente vão lhe impedir de usar. A expressão ‘botar a boca no trombone’ cai bem para o momento. Dizer, conscientemente, tudo que tem vontade é uma dádiva do Criador ao ser humano. E em várias situações os homens as usam inadequadamente – por isso, também a expressão: ‘erramos, porque somos humanos’ – e é isso mesmo. Após essa vida, na imortalidade, não teremos este problema.
Agora vou fazer isso: pegar revistas e jornais e recortar palavras e classificá-las de acordo com as cores – mas surgiu-me uma dúvida: onde vou encontrar a receita de classificação das palavras? Fico a pensar... Publicado: 09/04/2016

 

SONHOS QUE SE VÃO

Fiquei pensando em todas as coisas que a humanidade já fez – e tudo, creio eu, partiu do querer, do desejar, e do desejar cada vez mais. Do sonhar, talvez. Sonhar é uma questão de dois pontos de vista, além de interpretação: eu sonho querer algo e vou atrás do meu sonho (é o primeiro), e o sonho (é o segundo).
C reio que começar pelo segundo parece-me ser mais fácil. Tenho alguns amigos que dizem que sonham colorido – eu raramente sonho (ou não me lembro do sonho que sonho), mas quando lembro esse está em preto e branco – pb, como costumo chamar. Eu acho graça desse meio jeito de ser, de ver as coisas, tanto acho que me renderam alguns textos sobre o assunto – e em forma de carta (e alguns publicados e respondidos pelos poucos leitores que tenho).
Outro dia pesquisei e descobri, se é verdade ou não, não sei, mas que todos sonham. Mas – lá aparece o mas, nem sempre lembramos o que sonhamos. E eu sou a prova viva dessa situação: não lembro o que sonho (se dizia lá que sonhamos todos os dias). Agora, dificilmente eu sonhar, mas quando sonho a maioria dos sonhos acontecem. Não sei explicar tal fenômeno, mas comigo é sempre assim. Às vezes até pergunto aos amigos se estes sonham – dizem que sim e com uma boa frequência. Acho-me, então, um ser de outro planeta, talvez.
 Sonhar. Querer e ir atrás: é algo que a raça humana traz em seu DNA – vamos dizer assim. É a força de vencer os obstáculos que fortificam os sonhos, que fortifica a vontade de correr atrás do que deseja. Digamos que não são fáceis determinadas coisas, mas se o homem navegou por mares nunca dantes navegados, se foi para o espaço – lançou sondas, satélites, foguetes e chegou à Lua, por que não chegar noutros lugares? Por que não alcançar outras coisas que são menos corriqueiras? Sonhar alto faz parte.
A palavra principal neste momento chama-se força de vontade de desafiar a si próprio. Querendo, ou não, essa é a ideia principal – força de vontade de desafiar-se. Quando se quer, se deseja, luta-se veemente até conseguir o que deseja. E depois – nós, os humanos, não paramos: sempre queremos mais. Esse poder torna a raça humana maravilhosa! Torna-a diferente de tudo que se pode imaginar. Creio que torna-a tão ímpar que, se houver vida em outros planetas, a nossa está entre as melhores, ou a melhor.
Nestes últimos tempos o povo brasileiro sonhou com um país livre de corrupção – e sonhou tanto que foi à luta: foi para as ruas. Gritou palavras de ordem contra os governantes, gritou pela democracia, gritou pelos seus direitos de cidadão que não está sendo respeitado (e não precisa ir longe para conferir: a Educação, a Saúde, a Segurança Pública, etc. em maus lençóis). Então... E o sonho retomado, a euforia... E nem sempre respeitados.
Somos um povo sábio e queremos um país livre da corrupção, dos maus tratos – mas vale lembrar que só é possível quando se une – e não contra um partido, mas sim a favor da democracia, da justiça, da liberdade, da paz, do amor, da igualdade social. E tudo isso são sonhos sonhados, e não em pb, mas colorido. E bem colorido – com as cores maravilhosas e vivas da nossa bandeira nacional – um símbolo de uma terra que poderia estar jorrando leite e mel, mas ainda não. Publicado: 02/04/2016

 

FINAL DE TEMPORADA

A caça aos futuros pregadores de sermões nem sempre recheados de sentido está chegando ao fim – ou seja, se você quer ser candidato a algum cargo político nas eleições deste ano, o prazo se esgota esta semana que se inicia – portanto, fim de temporada! Mas, a seguir, a nova temporada promete, e muito.
Nos bastidores as questões são outras também: além das escolhas dos novos futuros pregadores de sermões, mediam-se as buscas de apoios (quem vai apoiar quem) – através das coligações, e, pra fechar tudo, e com ‘chave de ouro’ – por assim dizer, fazer a escolha certa para não nadar, nadar, nadar e morrer na praia. Dizem as más línguas que em Araçatuba há alguns senhores subchefes que, na maioria das vezes, acertam os seus futuros senhores – sim ou não, questão de sorte, de estudo, ou de empenho. E, se você pensar – estão certos, pois sair na chuva pra se molhar e depois não saborear do frescor que pode causar...
Mas a questão é que há tantas escolhas a serem feitas, tantas contas a serem calculadas – e vamos dizer por Araçatuba: quinze cadeiras que poderão, ou não, ser preenchidas com nomes totalmente novos (ou de velhos conhecidos). Diga-se que a terra está pronta, o que falta – agora – são os semeadores saírem a semear (e com certa cautela porque a senhora Justiça Eleitoral está de olhos abertos sobre os colhedores de votos antecipados).
Continuando, e exemplificando através de texto bíblico: ‘Cuidado que as raposas estão soltas... Cuidai, ficai espertos... Para que estas não furtem o fruto de vossa vinha’ – está na hora de atentar para que não sejais enganados. Vigiar é a melhor posição a se tomar: quando se vigia, torna-se mais difícil o acesso de intrusos. Politicamente falando, quando se vigia, não se comete os mesmos erros. Logo, vigiemos para não cometermos os mesmos erros das eleições passadas.
O espaço a ser disputado (as cadeiras no Executivo e no Legislativo) estão à espera de que os munícipes indiquem de sã consciência o que desejam. E esperam que cumpram os seus respectivos sermões os que lá chegarem, que – por sinal, não será tão fácil assim chegar. As regras da senhora Justiça Eleitoral mudaram significativamente. Logo, o trabalho ficou maior e a questão de tempo diminuiu significativamente. Por outro lado, muitos dos munícipes deram graças – pois não aguentam tanto barulho e sujeira em tal época!
Verdade, ou não, o melhor é que devemos pensar que tudo na vida resume a política – as escolhas. E, destas escolhas, destas políticas, teremos o fruto a ser colhido – e na democracia é assim: não adianta reclamar – a maioria vence. Governa, mesmo muitos não estando de acordo. Mas estamos na democracia e o que vale é o cinquenta mais um! Pensou nisso já? Cinquenta mais um... – e sem choro. Em caso de empate: o mais velho! São regras da excelentíssima senhora Justiça Eleitoral.
Encerrando essa temporada, vale ressaltar que ainda é tempo: corra. Faça a sua escolha, exerça o seu direito de cidadão brasileiro – ou, não reclame depois de ser sempre os mesmos que lá estão a disputar os pleitos – pense! Publicado: 25/03/2016

 

BRASIL, E AGORA? SIGAMOS

Ah! Quem dera eu acreditar ainda em contos de fadas! Quem dera... Mas o tempo passa e passamos a não acreditar mais, ou melhor: passamos a enxergar as situações por outros prismas – e nem sempre temos o que desejamos.
Estamos vivendo um verdadeiro mando e desmando – por um lado um povo que quer dignidade – e com razão, por outro lado governantes que deixam a desejar (para não usar palavras mais pesadas) e, por outro lado, a Justiça! E então – o que fazer?
O povo saindo às ruas em busca de expressar, e cobrar, os seus direitos. Manifestações e mais manifestações – e tudo, após estas manifestações, parece tão calmo. Parece. Quase ninguém se mexe (poucos) e, como dizem os mais jovens, o processo é lento. Mas muito lento! Mas, no momento está tão lento que parece ‘dormir em berço esplêndido’! Ou sou eu que penso mais rápido, que quero ações mais rápidas e eficazes?
Falando em ações rápidas e eficazes, creio que não sou eu apenas que as quero, mas notamos que o povo também pede por isso. O povo já não aguenta mais tanta lentidão nos processos. Democracia, sim, mas também agilidade. Aliás, como se diz por todo o Brasil, que a Justiça caminha em passos lentos – talvez esteja faltando funcionários para que esta faça com mais agilidade o seu dever – por assim dizer, e pra quem entende.
Se notarmos os acontecimentos dos últimos dias que os nossos governantes vem mostrando – eleitos por nós (temos que pensar nisso) – está na hora de pôr um basta em tudo. E não basta começar apenas pelo partido que está no poder, a varredura tem que ser em todos que exercem o poder. E tem mais: não adianta começar lá de cima, pelo contrário, tem que se começar aqui de baixo – ou seja, na hora de votar, ser razoável e certo do que está fazendo. Moramos nas cidades, e não lá em cima! Logo, começa-se por aqui para lá na frente não arrependermos – como muitos estão agora arrependidos de seus votos.
Do outro lado está a Justiça. Serena. Paciente. Examinadora. E, do ponto de vista do cidadão comum, por assim dizer, calma demais. E esta sempre a dizer que aos cidadãos que precisam ir com calma – processo democrático. Fugindo um pouco do assunto político, a exemplo cito: quando se tem um processo trabalhista e o trabalhador precisa que seja reconhecido o que é dele de direito, como demora! Ainda falando em trabalho: o governo do Estado de São Paulo é um deles que não cumpre a legislação em vigor – está no tribunal a cobrança devida do aumento do salário do servidor publico da Educação, por exemplo. Está... E daí? E daí que não ocorre o julgamento que é de direito! E por quê? Porque é direito trabalhista, governo perde a causa... Logo – parece que há ‘alguém’ a segurar o processo nas gavetas! (Gostaria de não acreditar no que estou escrevendo, mas como um direito legal não é cumprido e a Justiça nada faz?)
E seguimos por tantos outros casos. Então, o melhor a fazer é começar a olhar de maneira diferente nos próximos pleitos, pois todos (ou a grande maioria) começam a ser criados aqui embaixo – aqui onde moramos: nas cidades. Fechando então estas linhas: povo quer (e como quer!), governo também quer (mas apenas o seu lado) e Justiça... Bem, que a justiça seja feita pela Justiça – e de preferência, com maior agilidade possível. Publicado: 19/03/2016

 

A NOSSA POESIA DE CADA DIA

A semana que se finda foi com entusiasmo comentado sobre o Dia Internacional da Mulher. Nesta que em breve se inicia, temos o Dia da Poesia – catorze de março. E, nada melhor que juntar poesia e mulher, ou mulher e poesia. Ou, ainda, falar da mulher na poesia – tantas vezes aclamada. Somado a tudo isso, há tantas poetisas espalhadas pelas nossas terras brasileiras e que possuem maravilhosos trabalhos.
Hoje, sábado, no Calçadão da Rua Marechal Deodoro – em frente a Livraria dos Amigos, está acontecendo o evento “Escritores em Ação”,  onde temos varal de poesias, declamações, música ao vivo, venda de livros e escritores autografando – e todos podem participar. Se você tem livros, traga-os para a banca e faça seu papel: divulgue e venda! Afinal, escrevemos e temos que vender também. Estamos no Brasil: e ser escritor em terras brasileiras não é nada fácil...
No texto da última semana citei um trecho do poema Mulher da Vida, da poetisa Cora Coralina. Texto este feito em 1975 para o Ano Internacional da Mulher. Recordando seus versos: ‘Mulher da Vida, / Minha irmã, / De todos os tempos, De todos os povos, /De todas as latitudes, / Ela vem do fundo imemorial das idades / E carrega a carga pesada / Dos mais torpes sinônimos, / Apelidos e ápodos: / Mulher da zona, / Mulher da rua, / Mulher perdida, / Mulher à-toa. / Mulher da Vida, minha irmã. / Pisadas, espezinhadas, ameaçadas, / Desprotegidas e exploradas, / Ignoradas da Lei, da justiça e do direito’. Uma mestra na arte de expressar.
Mas há outros grandes nomes consagrados na Literatura Brasileira e que vale muito serem citados, tanto na prosa como no verso, tais como – a nível nacional: Cora Coralina, Rachel de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Cecília Meireles, Lygia Bojunga, Adélia Prado, Clarice Lispector (que, pra mim, é uma das mais enigmáticas), Hilda Hilst, Ana Miranda, Carolina Maria de Jesus – já ouviu falar (volto nela lá embaixo)? A nível municipal: Cidinha Baracat, Ana Almeida, Emília Goulart, Marianice Paupitz, Maria José da Silva, Rita Lavoyer, Larissa Alves Marzinek, Marilurdes Martins Campezi, entre outras – e desculpem pelas que esqueci.
E voltando ao nome que citei, vale dizer que são poucas as pessoas que já ouviram falar dela: Carolina Maria de Jesus. Negra. Autora de diversos livros e estreou com a obra “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960, que após o lançamento seguiram-se três edições, com um total de 100 mil exemplares vendidos, traduzido para 13 idiomas e vendido em mais de 40 países. Moradora das primeiras favelas que surgiram em São Paulo (Favela do Canindé, Zona norte de SãoPaulo), de pouco estudo, catadora de papel, e de sua vivência escrevia nos cadernos que achava no lixo a história do cotidiano. E é dela uma frase muito forte: “Eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.” – pensou?
Carolina Maria de Jesus publicou ainda o romance Pedaços de Fome e o livro Provérbios, ambos em 1963 (todos custeados pela autora); após a sua morte (1977), foram publicados o Diário de Bitita (recordações da infância e juventude), Um Brasil para Brasileiros (1982), Meu estranho Diário, e Antologia Pessoal (1996).  Vale ressaltar que a escritora fora descoberta em 1958 pelo jornalista Audálio Dantas, que o convidou para conhecer seus cadernos em seu “barraco”.
E, fechando estas linhas, não há melhor poesia do que aquela descrita com a vivência, pois não está a poesia apenas presente nos versos, mas na maneira mágica e poética de relatar o cotidiano – e este cotidiano apresenta muitas perspectivas... Basta vivê-las. Publicado: 12/03/2016

 

MULHER NA SOCIEDADE

As duas datas festivas citadas abaixo caem bem próximas no mês de março – além de estarem próximas, estão relacionadas: Dia Internacional da Mulher e Dia da Poesia. No texto de hoje uma abordagem sobre o primeiro dia e com alguns rabiscos voltados para o segundo dia – que serão aprofundados na próxima semana.
Na próxima terça-feira, dia oito de março, é o dia instituído por razões de fatos na História como o Dia Internacional da Mulher. Apesar dos muitos erros cometidos em determinadas explicações (por muitos não saberem sobre a exatidão da data), vale lembrar que a conquista se deu pouco a pouco.
Segundo dados que obtive pesquisando, a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) começaram a surgir grandes protestos pelo mundo. E na data de 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, manifestação essa contra as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – e esse protesto ficou conhecido como 'Pão e Paz’ – e a data consagrou-se, mas só foi oficializada em 1921 como Dia Internacional da Mulher.
O reconhecimento pela ONU – Organização das Nações Unidas, só se deu vinte anos depois, em 1945, quando foi assinado o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres (e como dizer que a humanidade caminha a passos largos?). A partir de 1960 o movimento feminista ganhou corpo, e em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher.
Para especialistas no assunto (ou, os estudiosos sobre a questão feminista), afirmam que a data em questão deve ser vista como uma conquista de direitos e também deve estar em contínua discussão sobre os problemas que a mulher enfrenta, tais como discriminações, violências (de todos os tipos) – tudo isso continuamente para não retroceder.
E falando em poesia (assunto que será mais aprofundado da próxima semana por se tratar de data festiva para este que vos escreve), no ano de 1975 a poetisa Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas – nascida em 20 de agosto de 1889 – e faleceu em 10 de abril de 1985) escreveu o poema Mulher da Vida – para o Ano Internacional da Mulher. Nele a poetisa afirma em seus versos ‘Mulher da Vida, / Minha irmã, / De todos os tempos, De todos os povos, /De todas as latitudes, / Ela vem do fundo imemorial das idades / E carrega a carga pesada / Dos mais torpes sinônimos, / Apelidos e ápodos: / Mulher da zona, / Mulher da rua, / Mulher perdida, / Mulher à-toa. / Mulher da Vida, minha irmã. / Pisadas, espezinhadas, ameaçadas, / Desprotegidas e exploradas, / Ignoradas da Lei, da justiça e do direito’.
Há outros nomes significativos de mulheres que na História lutaram pelos direitos de igualdade, que sofreram conspirações, violências, mas que nunca deixaram de lutar pela causa. E é por isso que a data deve ser, não apenas festiva, mas de lembrar que sempre há algo a conquistar. Publicado: 05/03/2016

 

AINDA HÁ TEMPO

Ainda há tempo! Pouco, mas há.
E a que me refiro quando digo que ainda há tempo? Para tudo – desde o arrependimento (o começar de novo) até o que a mente humana poder imaginar. Basta, é evidente, estar em condições de viver. E, estar vivo, nem sempre significa estar em condições de viver. É preciso fazer o que é correto: muitos imaginam, às vezes, até pregam o que é correto, mas não praticam.
 A vida, a sociedade, de certa forma, oferece ‘tempo’ para todos, desde o arrependimento, como citei acima, até oportunidades que não voltarão mais – basta tão somente agarrá-las quando estas surgirem. Mas nem sempre o ser humano faz isso. Nem sempre aproveita as oportunidades, principalmente quando jovem – imaturo, sem vivência, sem experiência.
Muitos deixam a escola para trás. Muitos deixam os amores para trás. Muitos deixam os pais, o trabalho, entre outros, e seguem caminhos que – na maioria das vezes, não tem volta: as drogas (sobre estes abordarei no final).
Os que deixam a escola, anos depois, retornam. Mas, mesmo com toda a democracia que há, ainda são vistos com olhares diferentes, com olhares de que não aproveitaram corretamente quando tiveram na idade correta (exceto àqueles que não tiveram realmente oportunidade de estudar – e estes retornam com consciência e uma vontade enorme de aprender, de apreender). Merecem palmas!
Alguns deixaram seus amores, amores reais e verdadeiros, por motivos banais; ou, ainda, por não conseguirem forças em si para lutarem pelo que imaginavam querer – principalmente pelas ‘palavras alheias’. Esqueceram que podiam ir mais longe do que sonhavam – faltava experiência, vivência, convivência. Ou, ainda: não tiveram incentivos.
Outros deixaram os pais do lado. Buscaram caminhos diferentes dos que os pais ensinaram. Caminhos nem sempre bons, alguns até tortuosos em demasia. E nestes caminhos aprenderam muitas coisas – mais coisas ruins do que boas, mas, como a parábola do filho pródigo nas Sagradas Letras: sempre retornam à casa dos pais. E, de braços abertos, os pais estão a esperar (mesmo que os outros filhos reprovem a atitude dos pais).
Ainda há aqueles que deixam o trabalho certo pelo duvidoso, ou pela vontade de ter o seu próprio negócio (que muitas vezes é arriscado), ou ainda, pela ganância, pelo querer sempre mais. É certo que o homem sempre quer mais, mas deve-se sempre ter os pés no chão. O alçar voos altos nem sempre produz bons resultados – pode-se até render altas quesdas.
E, por último, aqueles que seguem o caminho das drogas, por exemplo. E, muito se sabe que, o índice de recuperação destes que seguem tal caminho é baixíssimo. Então, o que pensar sobre estes? Não tiveram boa educação? Não tiveram pais preocupados com eles? Sim, sempre – pois qual é o pai, ou a mãe, que não se preocupa com o filho? E tais histórias já renderam bons livros, inclusive. Então, todos estamos na hora de pensar: ainda há tempo! Pouco, mas há. Publicado: 27/02/2016

 

RETRATO DO SER HUMANO

Houve tempo em que muitos seres humanos não gostavam de escrever – eram adolescentes (e poucos gostavam de fazer isso), nem gostavam de estudar – na verdade: faziam o básico, isto é, apenas para passar de ano, pois naquela época era necessário saber, caso contrário, ficavam retidos (sem promoção automática). Houve tempo, também, que tinham vontade de fugir de casa para algum lugar diferente – hoje também: refugiam-se dentro do seu próprio ser, no mais profundo do ser. (Ou apelam para a tecnologia e se afastam do mundo real.)
Muitas vezes vagando – mesmo que sem destino, sem saber para onde ir, passando várias vezes pelas mesmas ruas, deixando o vento levar... E o vento levando ia esquecendo um pouco da vida. Iam esquecendo os pais, ou os filhos, os amores (que tiveram na vida), dos amigos das horas alegres e das tristes e, ao vento andando, a paz pedindo.
E pedindo a paz, não somente ao mundo, mas também ao seu próprio ser, ou a partir do seu próprio ser, sentiam que tudo parecia mudar a partir da ação da fé. Chorar – não de desespero, mas da serenidade que, pouco a pouco, pedindo cada vez mais, ia chegando. E quer melhor que o ser humano ter fé, ter serenidade?
As tardes, que não foram poucas, carregavam horas e horas de grandes tempestades. O tempo, senhor impiedoso e implacável, era conhecedor fiel das palavras destes – deixando de lado um pouco o puritanismo que os caminhos podem contar, que as ruas podem lamuriar, que as chuvas podem... Caminhos e mais caminhos... Andanças... E a paz, serenamente, ia chegando; retornando. Serenamente...
Sempre sozinhos de um lado para o outro – pois nem sempre estar entre as multidões significa estar junto de, às vezes, significa estar e sentir sozinho no mundo. E na maioria das vezes sentiam-se incompreendidos. Aliás, o mundo, nestes momentos cruéis, não os entende – as pessoas ficam fora do contexto. O mundo, nestes momentos (que pode qualquer um viver), parece girar contra. O nó na garganta não deixa gritar: pare o mundo que eu quero descer! Aliás, torna-se quase que impossível saltar da ponte da vida – falta-lhes força!
Naquele momento – e sempre, a busca constante da paz se faz presente – da paz interior, sem olhar para trás. O passado ficando cada vez mais para trás, cada vez mais distante, e cada vez mais abandonado. O novo ser, com a presença da paz, cada vez mais perto do Ser Maior – Deus! Um momento de sublimação, de fé!
O retrato do ser humano em remissão com o Ser Maior se faz necessário. Necessidade esta tão grande que, do ponto de vista de qualquer religião, não há nada que venha contra esta ideia. Todas pregam essa remissão, mas muitas buscam caminhos que nem sempre levam o ser humano a alcançar. Pregar, desejar – fácil. Apoiar: nem sempre!
Encerrando as palavras de hoje – que não sei de onde vieram, mas que profundamente pesa este ser que vos escreve e também àqueles que lerem compenetradamente – imagino que o relato acima se estenda a qualquer ser humano: logo, viva intensamente! Publicado: 20/02/2016

 

COMO O TEMPO PASSA!

Esta semana resolvi olhar para o tempo – e como este é cruel: passa rapidamente que, muitas vezes, nem marca deixa – ou, quando deixa, não pensa em ninguém, apenas ficam as consequências.
O tempo que resolvi olhar, que resolvi observar, chama-se exatamente filhos – como estes estão grandes! Vinte anos esta semana se passaram do dia que o peguei pela primeira vez no colo: Júlio César. E, no meado da próxima semana, dezesseis anos: Fernanda Caroline. Então, resolvi olhar no espelho: tempo cruel!
Mas, apesar dos vinte anos que se passaram desde o primeiro dia que o peguei, meus cabelos ainda permanecem os mesmos – sem mudança de cor (e não passo tinta – como muitos comentam). São naturalmente naturais. Fisicamente posso ter mudado: alguns quilinhos a mais... E, com certeza: amadurecimento.
E, pensando um pouco mais – como o tempo passa mesmo: nestes vinte anos muitos alunos, por exemplo, passaram pelos meus olhos e sorveram do meu saber muitas coisas – inclusive, alguns voltam e agradecem pelo caminho indicado (poucos, mas que vale a pena continuar ensinando) – compartilhar o aprendizado.
Nestes vinte anos, fazendo um pequeno e rápido balanço, muitos textos já li, já corrigi e, melhor de tudo: já escrevi – inclusive gerando prêmios. Escrever é um libertar de alma, de pensamentos aprisionados. Escrevendo sobre isso (sobre o ato de escrever), certa vez fui chamado a dar um curso de produção textual, em especial a crônica, e alguns amigos de profissão foram e comentaram durante o curso que não escreviam mais como antes (tanto que foram para o curso de Letras por gostarem de escrever). E apontaram como problemática: zelar pelos outros (correção de textos de alunos) e esqueceram a produção própria.
Fiquei imaginando e comentei: eu gosto de ler, gosto de comentar o que os pupilos escrevem, mas – acima de tudo – gosto de escrever. Sinto-me liberto quando escrevo. Sinto falta quando não escrevo. E, no exercício da profissão, faço sobrar-me tempo para o exercício da escrita – e junto com o aluno, pois este tem que perceber que o professor também gosta de escrever. Aliás, tal fato é tão real que esta semana, num encontro de professores, foi citado que as inversões de valores estão tão grandes que temos que convencer o aluno a acreditar que a escola é uma opção necessária – antigamente não. Antigamente os pais acreditavam na escola como meio de promoção social. Hoje: como meio de angariar fundos monetários: bolsas e mais bolsas – logo fazem com que os filhos fiquem na escola, e não se preocupam com o aprender. Então, para fazê-lo acreditar no que o professor faz, faça também... Por isso faço!
O que escrevi nas últimas linhas do parágrafo anterior, afirmo categoricamente: já vi pais na secretaria da escola pedindo – quase que de joelhos, para tirarem as faltas dos filhos para não perderem a Bolsa Família. Não estavam preocupados com o aprendizado, mas sim com o que perderiam financeiramente. Inversões de valores, não é mesmo?
Então, fechando estas linhas:  o tempo passa tão rapidamente que peço que o mesmo passe lentamente – mas como é impossível, nada melhor que pedir ao Pai, Criador de tudo e de todos, que acrescentem os meus dias. Publicado: 13/02/2016

 

VALORES A SEREM COBRADOS

Lendo as mais variadas informações, nos mais variados veículos, senti que a Educação volta à pauta novamente neste início de ano e também início de ano letivo – e por um fato importantíssimo: desvalorização do profissional que lá atua. Mas, antes de comentar tamanha desvalorização por parte de nossos governantes, há muitos valores a serem cobrados da sociedade – principalmente de nossos políticos que deveriam ser o espelho.
Devemos lembrar que este ano temos eleições municipais e, nos bastidores, os encontros andam pegando fogo (digo isso porque ando acompanhando de perto). A expressão ‘pegando fogo’ é bem conhecida de todos, mas que pode significar, neste momento muito (e até o dia 02 de abril) – inclusive: muitas mudanças partidárias. Para quem ainda não leu a nova legislação eleitoral, esta diz que o candidato pode mudar de partido e concorrer às eleições deste ano até esta data citada.  Claro que há algumas exceções, mas não há necessidade de entrar em detalhes.
Mas, como sabemos, as mudanças podem ocorrer pelo simples, ou grande motivo, de poder ter espaço para disputar uma cadeira – do legislativo ou do executivo. Araçatuba, por hora, tem doze cadeiras no Legislativo e passará a ter a partir do primeiro dia do próximo ano mais três – quinze. Logo, pensando melhor, está na hora da população ‘não se vender’ por míseros presentinhos. É a hora de pensar – de agir conscientemente.
Talvez o leitor mais atento pense: ‘Por que ele citou lá em cima Educação e depois se enveredou pela política?’ – simplesmente respondo: a partir da Educação se faz um povo. Quando se tem um povo com elevada educação – elevada no sentido de necessária – tem-se um povo educado na hora de escolher os seus candidatos. E digo mais: cego é aquele que vê e não quer enxergar. Às vezes temos ideia tão errada de uma pessoa cega (deficiente visual) que achamos que esta é incapaz de desempenhar determinadas ações, pois digo o contrário: temos aqui em Araçatuba pessoas com tal deficiência que, creio eu, governariam melhor que certos cidadãos que pensam que veem, mas não enxergam. Ou, enxergam apenas o que lhes convém.
Parece um pouco estranho, mas se a leitura acontecer nas entrelinhas, certamente podem ficar conscientes do que escrevo e pensarão muitas vezes na hora de exercer o tal ato de cidadania: o direito de votar. Falando em direito de votar, muitos dizem que deveria ser facultativo. Talvez sim, talvez não. No momento, o que temos é chamado de ‘direito de exercer a cidadania através do voto secreto – e escolher o seu candidato’. Escolher o candidato quer dizer: escolher a melhor proposta para a cidade – e não escolher determinado candidato porque está pretendendo uma ajuda num futuro breve. Escolher porque este tem capacidade de governar (prefeito), ou de fazer as leis (vereadores). De correr atrás dos direitos dos cidadãos.
Retomando o assunto Educação, nota-se que os governantes não cumprem a Legislação em vigor, desrespeitando os direitos dos trabalhadores que exercem a maior façanha em um ser humano: o direito de fazer este ler e escrever, de compreender e de se expressar através das palavras, dos números. Se estes não são respeitados, como poderão indicar aos seus discípulos que sigam a mesma carreira – por exemplo? Que valores poderão passar?
Não entrando em grandes detalhes, mas pode-se afirmar categoricamente que é uma profissão que a cada dia diminui os interessados. Gostaria de não escrever, mas estamos contemplando um pensamento: os governantes querem pessoas menos sábias, pois assim tornam-se presas fáceis de serem governadas. Pense! Publicado: 06/02/2016

 

AS BATALHAS ENTRE OS MUNDOS

Há pessoas que acreditam em vários mundos – eu, particularmente, também acredito. Acredito, por exemplo, no mundo em que vivemos (planeta Terra), o virtual e o dos extraterrestres. Se existem todos? Não posso afirmar, mas posso imaginar. Posso acreditar – e até mesmo fantasiar criando mundos. Inclusive, posso criar um mundo específico para o meu ser – e isso torna-me engenhoso.
Escrevendo a palavra imaginar, fiquei imaginando muitas coisas. Muitos mundos que já foram criados pela mente humana. Como a mente humana é fértil! E todo desenvolvimento destes mundos foram frutos de acreditar que era possível criar. Criar – palavra mestre de toda a consciência humana. O Homem pode, com a imaginação, escrever as mais variadas histórias e, destas, fazê-las o mundo acreditar – mesmo sabendo que é furto da imaginação. É de se pensar no mundo maravilhoso que nos foi emprestado quando nascemos humanos. 
A criação humana vai tão longe que os menos criativos – os que apenas assistem – ficam se maravilhando com tamanha façanha. Assistem, por exemplo, várias vezes os mesmos filmes, as mesmas séries, por assim dizer. A criação é magnífica! São séries e mais séries maravilhosas – e prefiro não citá-las aqui para não deixar alguma de fora e o leitor mais atento poderá sentir falta de sua série preferida. E o que mais deixa triste um leitor deve ser quando o mesmo começa a ler um assunto que lhe interessa (como filmes e séries) e, de repente, na busca do seu filme ou série preferida, esta não foi citada. Pelo menos eu me sinto assim quando leio alguma coisa e não encontro a minha preferência dentro do assunto que estou a ler.
Viver entre o mundo real – aqui no planeta Terra, e viver em mundos virtuais, fantasiosos, é realmente uma maravilha que somente o ser humano pode viver. Quando se adentra o mundo virtual – os sites mais variados possíveis, pode se encontrar de tudo. E quando digo de tudo, quero dizer de tudo mesmo, desde coisas boas até coisas ruins. Seja lá qual for a intenção de quem os criou, para o bem ou para o mal, a escolha é de quem os acessa. E, se o internauta não estiver atento, pode ser induzido a coisas muito estranhas.
Sou um cidadão que luto contra os jogos virtuais sangrentos – aliás, digo que até filmes violentos não gosto de assistir (até mesmo os mais fracos, como os de vampiros). Os jogos virtuais sangrentos – creio eu, incitam à violência. Temos que ser da paz, sou da paz! Logo, a minha escolha é esta: não aos jogos violentos.
No mundo virtual há jogos que são de batalhas, porém com um diferencial: são de estratégias e não mostram os combates. O jogador apenas faz o seu exército, cria o seu mundo, se alia a outros jogadores, formam batalhas – e, na realidade, a adrenalina sobe, mesmo não vendo, mas imaginando. Eu, por exemplo, desde 2008 participo de um jogo de estratégia de guerras. É incrível como – após um dia caloroso de trabalho, isso pode descansar a mente.
E o último mundo que gostaria de citar: o mundo dos extraterrestres. Este, visto pelo lado da ufologia, é extenso (mas sem muita convicção – pelo menos penso eu, que me considero um extraterrestre em certos momentos da vida). Mas há muitas citações sobre aparições de OVNIs – mas, de certo modo, todos com problemas de registros – ou será que não querem deixar claro à população o que realmente existe? – refiro-me aos políticos do alto escalão, e de plantão, e aos militares.
Então, as batalhas entre os mundos sempre existiram, existem e persistem, inclusive dentro do próprio ser humano: quer batalha maior que o ser humano enfrenta quando precisa tomar determinadas decisões? São mundos e mais mundos que encontramos pela nossa jornada – e, por fim, a batalha contra a morte: que ninguém humanamente consegue vencer! Publicado: 30/01/2016

 

BRINCANDO COM AS PALAVRAS

Às vezes fico pensando no que escrever e começo a buscar ideias em minha mente – e nem sempre as acho. Então, resolvo de outra maneira e começo folheando livros, revistas, jornais e até mesmo blogs – e, de repente surgem as palavras e estas vão dando forma ao texto (e nem sempre do que estava a olhar...). É o trabalho de penetração no reino das palavras, de seleção, de composição de palavras que formam ideias, que formam frases...
E vale lembrar que certa vez o poeta Carlos Drummond de Andrade em seu poema ‘A procura da poesia’, disse: ‘(...) Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá estão os poemas que esperam ser escritos. / Estão paralisados, mas não há desespero, / há calma e frescura na superfície intata. / Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.’ – pois é simples: estão a espera dos que querem escrever, seja poesia, conto, crônica, histórias curtas ou longas – novelas ou romances. Simplesmente estão lá para serem selecionadas e escritas!
Outras vezes penso em ligar pra um amigo, ou amiga, em busca de sobre o que escrever. Verdade é que, penso, mas nunca fiz isso – nunca aconteceu de chegar ao fim da linha (se tivesse acontecido não teria vergonha em dizer). E, de propósito citaria o nome dele, ou dela, no texto. Creio que, de tanto pensar – e pensar no depois, as ideias vão se aproximando das pontas dos dedos, descem pelas teclas do computador e geram o texto.
Muito interessante quando alguém pega o seu texto e começa a dar opiniões. É tão interessante que, às vezes, você acaba mexendo no texto todo (e ainda pensa: como não pensei nisso antes?) – ou, até mesmo, jogando-o fora e produzindo outro a partir das sugestões recebidas. Por quê? Será falta de confiança no que escreve? Será que a opinião do outro naquele momento está melhor que a sua? É interessante pensar sobre, pois nem sempre conseguimos chegar, como dizem, a um denominador comum.
Se você tem dúvidas ao escrever, o melhor a fazer é perguntar. E, de pergunta em pergunta, se constrói com conhecimento. Ou seja, são as perguntas que movem o mundo, não é mesmo? Muitos colocam a pergunta de forma inversa – mas, do meu ponto de vista, as perguntas que movem o mundo... Através das perguntas vamos construindo o conhecimento – exemplo: a criança sempre está a perguntar ‘por quê?’, e, às vezes, até chega a ser irritante (de certo modo), mas ela precisa saber. E, só perguntando, que se passa saber.
Falando no mundo das palavras, que tal pensar no significado de algumas palavras? Que tal começar pelo conteúdo – por assim dizer, da palavra elogio? Elogiar, ser elogiado – todos gostam, desde o menor até o maior. Eleva a autoestima de qualquer um – e ainda mais se vir de onde você menos esperava... E, quando isso acontece, todos se sentem muito bem. Mas, se você ouvir a palavra desgraçado (que não tem...) – como dói! Melhor pular esta parte e seguir para o fim.
E, chegando a estas últimas linhas, posso parar, pensar e dizer que não é nada fácil escrever, mas para que aconteça a escrita é necessário ter coragem de parar, pensar e escrever. E escrever sem medo de ser feliz – pois ao escritor cabe a dosagem de ser, ou não, feliz. Publicado: 23/01/2016

 

PARADA DE ÔNIBUS

Duque de Caxias – quem foi ele? Pulando essa parte, vou apenas à parte que compete a este observador da cidade: venda ambulante – sandálias, chinelos, cintos...
O ônibus encosta próximo ao meio fio. O grupo, pequeno, já formado no passeio publico, dá o primeiro passo degraus adentro. A partir de poucos metros não os verei mais. Talvez. Pela janela nos observamos: uma criança de colo sorri para mim – imagino que sou o destinatário daquele sorriso. Nem quero pensar o contrário.
Do outro lado da rua um ponto de táxi. Observei e notei que o mesmo era pouco movimentado. Notei, no entanto, que usam muito o serviço chamado de mototaxi – e muito deles passavam por ali carregando os mais variados tipos humanos. Homens, mulheres e até animais encaixotados. Dos dois primeiros: magros, gordos, louros, negros, ruivos... De calças, de shorts, de saia – de pernas à mostra.
O ônibus perdeu-se em minha memória. Logo veio outro e com pessoas em pé. Pessoas com sinal de cansaço. Com vontade de logo chegar ao aconchego do seu lar, mesmo que seja ‘um Lar Severino’. E outras pessoas adentram o ônibus – mesmo em pé, o importante é chegar ao destino.
Olhei o relógio: os ponteiros se aproximavam de ficar um sobre o outro. Era sábado e fervilhava o calçadão. O arranha-céu em minha frente botava-me um pensamento: do último andar contemplar a cidade. Último andar: tudo é mais bonito, mais perto do céu.
Um carrinho de mão abarrotado de papelão cruzou a minha frente. Um senhor acabado pelo tempo o arrastava – semelhante a um animal a puxar uma carroça. Poucas quadras dali a Cooperativa onde todo material era recolhido, prensado e de lá enviado aos lugares adequados. (Ainda bem que, até a Cooperativa, é descida...)
Alguns passos: o Museu Araçatubense de Artes Plásticas e lá os araçatubenses, mais alguns cidadãos do mundo, colocam suas artes expostas aos que possuem bons gostos em visitar. A arte alegra o espírito. Dá ânimo.
Outro ônibus. Uma senhora observava impacientemente os passageiros subirem. Eu também observo e vejo a dificuldade de uma velha senhora em adentrar o ônibus. De corpo bem gordinho. Imagino o sofrimento desta ao passar pelo cobrador – que sofrimento!
Atrás deste ônibus já parava outro. Uma senhora de meia idade dirigia-o. Olhou-me com um olhar de nem sei o quê! Mas me atingiu profundamente. Desviei o olhar para o fundo do ônibus e lá a vi, uniformizada, de cabelos soltos ao possível vento que acaricia com o movimento do veículo. Estava com o olhar longínquo, talvez pensando. Pensando, talvez, na vida, nos amores... Observei-a até o ônibus partir. O som vindo de um carro chamou a minha atenção: anunciava a presença de um circo na cidade. Pelo jeito, um circo badalado. Fui tomado subitamente por um toque no ombro:
- Perdido por aqui?
Assustei. Recobrei os sentidos terrenos, pois parecia estar ali, mas não estava. Viajava em pensamentos por ares diferentes em busca de soluções – pareciam impossíveis.
- Nem tanto. Olhando a vida passar, buscando ideias para os próximos textos...
E trocamos, por alguns instantes, palavras perdidas, desconexas. Percebi que fazia o mesmo que eu – por isso poucas palavras trocadas. Desci até a Praça São Joaquim – mas antes comi um salgadinho com um bom copo de suco. Entrei logo no meu carro – e, em casa, escrevi... Publicado: 16/01/2016

 

O LADO SOMBRIO DAS COISAS

Em tudo na vida há o lado sombrio que, apesar de ser sombrio, o ser humano gosta. Significa, também, o lado misterioso da vida. E, por dizer a verdade a nós mesmos, não podemos negar que gostamos de ter um lado misterioso. E alguns chegam a dizer que é puro charme – ser, ou não charme, depende de cada um.
Coloque-se no espelho apenas metade de sua face. Um lado ficará refletido, o outro lado não, então, a estranheza surge. Assim, também, a experiência no claro-escuro de nossos pensamentos: o lado sombrio esconde muitas coisas – assim como um porão ou sótão esquecido às traças (as coisas depositadas neles ficam ali esquecidas às traças) – e como escondemos coisas. Às vezes, queremos esconder de nós mesmos.
Começamos a vasculhar os nossos mais esquecidos pensamentos e lá encontramos coisas que, em algum momento, deixamos de lado porque se usássemos acabaríamos mostrando o nosso lado sombrio de ser – e não adianta negar: em algum momento somos sombrios. Aliás, e como somos sombrios!
Quando assistimos aos filmes de espionagens notamos bem o lado de lá – são tantas artimanhas que pensamos se realmente aquilo pode existir. E, então, surge a questão: a telinha imita a vida, ou a vida imita a telinha? Creio que a telinha imita a vida, logo, tudo pode ser realmente real. Embora tenha um pouco de mistérios. Tudo isso a partir da arte dramática...
Frente ao espelho ainda posso sentir a falta que a outra metade me faz. Olhar-me por inteiro faz diferença e em grandes proporções. É ver-me quase por completo: corpo e alma. Pela metade – falta-me uma parte. O Homem só se sente completo ao se sentir por inteiro. E, não é raro o Homem se sentir pela metade, ou apenas partes.
Sentir-se por inteiro também compete às escolhas que se pode fazer, ao caminho que pode caminhar, aos amigos que se pode ter, à família que se pode construir. Logo, sentir-se por inteiro é nada mais que possíveis conquistas. E as conquistas são árduas, ainda mais quando se quer fazer tudo certinho (e é preciso!).
E, embora tenhamos curiosidade de termos coisas e mais coisas, algumas – após determinadas descobertas, passamos a pensar que seriam melhor como estavam antes: sem descobri-las. Mas, como diz o velho e bom ditado popular: ‘A curiosidade mata o gato’. – certo, ou não, é verdade!
Pensando um pouco diferente: creio que gostamos de ter o nosso lado sombrio. Com o nosso lado sombrio nos tornamos um pouco misterioso. Parecemos, aos outros, que estamos a esconder algo. Nunca revelamos completamente quem somos – aliás, creio eu, que nós não sabemos plenamente quem somos – assim, por exemplo, vive-se uma longa vida ao lado de alguém e não o conhecemos direito. São os enigmas da vida, não é mesmo?
Na vida há muitos enigmas a serem descobertos. E muitos que nunca serão descobertos, ou explicados. Talvez a afirmação de que são as perguntas que movem o mundo e não as respostas – esteja correta. Publicado: 09/01/2016

 

SEM LOTAÇÃO

O veículo não estava com sua lotação plena – dos quarenta e cinco lugares, trinta estavam ocupados (tive a consciência de contar os passageiros). Estava eu na linha Um Quatro Um, no sentido bairro-centro. Tinha tomado a condução no bairro.
E veículos deste porte, em horário nobre – por assim dizer, andam cheios. Não estava, com certeza, em horário nobre. Sentado estava na lateral do veículo, olhava a outra lateral. E, numa das paradas, ela entrou.
Corpo magro, bem feito – como os homens costumam dizer. Estatura mediana, cabelos revoltos – para trás. Vestia um short-saia jeans sobre a pele morena escura. Uma blusa cinza, bem leve sobre os ombros, mas com decote em forma de ‘v’, profundo, que mostrava a parte superior dos seios, o caminho entre eles, ale, de parte do sutiã vermelho claro. Na mão direita um anel prata (que não parecia ser algo de grande valor, talvez de valor sentimental). No braço esquerdo uma pulseira, de pano, nas cores preto e branco. Nos pés um chinelo-sandália nas cores azul e vermelho, com detalhes em metal dourado.
Vez ou outra, percebi, que respirava fundo, como se estivesse gripada. Olhei-a por um tempo a mais que o comum e os seus olhos castanhos encontraram os meus – e quase balbuciei (ou balbuciei – que não me recordo neste exato momento): ‘minha casa ficaria feliz em recebê-la’.
Minutos depois chegava próximo o lugar onde eu deveria descer. Coloquei-me de pé e puxei a cordinha. Ali, lado a lado, olhei-a novamente e percebi, mais profundo ainda, como a morena, de seios lindos, era mais bela ainda! A condução parada aguardava eu descer: voltei à realidade. Corri para a porta, pedi desculpas ao motorista. Desci. – NOV/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

VÉSPERAS DE NATAL

A vida é muito corrida – e, com certeza, queremos que ela ande devagar. Ontem era o início do ano, hoje estamos a menos de uma semana do Natal. Do próximo ano mais perto ainda que ontem, e que sempre reclamávamos que estava demorando a passar.
Apesar das reclamações, consideramos com o passar dos anos nas costas que é melhor passar lentamente. E quanto mais lento, melhor. Este mês cheguei ao fim do primeiro tempo – anos atrás queria atingir o mais rápido possível a maioridade – hoje penso diferente, mas gostaria de ter aos dezoito a mente de hoje, o conhecimento de hoje.
Às vésperas de Natal começamos a fazer uma retrospectiva – que não é nada fácil, pois quando lembramos determinadas atitudes que praticamos, sobe determinada reação: poderia ter feito de outra forma e, provavelmente, o resultado seria outro. Seria outro, com certeza, e talvez não pesaria hoje. Mas sim, talvez não – pois toada ação precede uma reação, não há como negar. Sendo assim, passaríamos a vida toda a questionar as nossas atitudes.
É tão interessante para e fazer determinadas reflexões – tais reflexões levam-nos a pensar no futuro (que está tão próximo), e, ao mesmo tempo, distante. Distante mas cheio de planos. Somos impulsionados desde pequenos a fazer planos – planos das vésperas do futuro (e que nem todos têm a sorte de alcançá-los). Pensar no futuro é divagar sobre algo que não temos certeza, por isso leva o nome de futuro. Os atos passados ficaram na memória e a dádiva maior é o presente, o hoje, o agora.
Os preparativos estão começando a todo vapor! São famílias se deslocando para encontrar os parentes próximos que estão distantes. São famílias se preparando para passar o Natal e a virada do ano em praias belíssimas. Outros saindo das armações de concretos em busca de paz de espírito – provavelmente em cidades menores ou no campo. São escolhas de presentes e mais presentes aos mais próximos – é uma festa só! É um sabor que se carrega pelos dois ou três meses seguinte – até a preparação para a Páscoa.
São formaturas – são derramamento de lágrimas de turmas que se despedem e cada um carregará em si as marcas trilhadas lado a lado com os amigos. E, dali para frente, cada um seguirá o seu caminho – poderão se encontrar, relembrar os bons momentos que passaram juntos, mas não será mais a mesma coisa. Caminhos diferentes, até cruzados, porém não os mesmos mais.
E, quando se fala em formatura, tive a grata satisfação deste ano que se finda em acompanhar o 3º A, Turma do Técnico em Química, da Escola ‘Dr Clóvis de Arruda Campos’ em parceria com a ETEC. É emocionante estar ali e entregar-lhes o canudo simbólico da colação de grau – eles se emocionaram e eu também. Creio que não nos esqueceremos – farei parte do álbum de fotografia deles.
Nas tradicionais famílias portuguesas, às vésperas do Natal – dia 24 de dezembro, reuniam-se para o jantar: chamado de Consoada ou, bem abrasileirado, Ceia de Natal, e à meia era feito – e ainda é, a distribuição e a troca de presentes e realiza-se a Missa do Galo. E, tradicionalmente falando em Brasil, espera-se que à meia-noite o Papai Noel visite as famílias distribuindo os presentes – a cada criança sonha com a visita do Papai Noel. E, vale lembrar também que em certas famílias, e até mesmo entre amigos, a troca de presente se faz através do amigo secreto (amigo oculto).
Acreditam-se muitos que no dia 25 de dezembro o menino Jesus nasceu – para uns sim, para outros não (determinam outra data), mas o importante é acreditar que podemos trazer o menino Jesus todos os dias conosco e tudo – todas as festividades, é um meio de agregar a família. Tendo o menino Jesus no coração, na mente, e praticando todos os seus ensinamentos é o que importa – pois alguns com mais, outros com menos bens nesta vida não se faz diferença para herdar os céus, mas importa sim cumprir fielmente os seus preceitos. A todos uma feliz semana de preparativos – Feliz Natal! – 12/12/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

BOM PRA CHUCHU

Você já pensou no termo bom pra chuchu? O que é pra você bom pra chuchu? De forma geral, há tantas coisas boas pra chuchu. Ou seja, há muitas coisas para pensar, para analisar, não é mesmo? Então, como sempre, vamos por etapas.
Antes de qualquer coisa, é um termo que pertence à linguagem informal, que indica intensidade – e pode ser igual ‘bom pra cachorro’, ‘bom pra valer’. É um termo muito usado em lugares rurais, pois sua origem se dá na planta leguminosa – chuchu, que é uma trepadeira e, quando bem assentada em solo, produz muito. 
Creio que para a maioria seria muito bom, bom pra chuchu, ter saúde, dinheiro no bolso (bastante, de preferência), dignidade. Para alguns é ter uma boa vida, divertida, com a família e amigos. É poder sair pelos caminhos do mundo, gritando bem alto aos quatro ventos, que é feliz, que está feliz – e que pode cultivar a alegria com os amigos.
Para outros é comer bem, por exemplo. Ou, ainda, saborear os doces petiscos preparados pelas avós, pois soe elas sabem fazer – além de poder dizer que melhor lugar não que a casa das avós (com raras exceções). Até hoje vi poucos netos não gostarem da casa das avós – para a maioria, é o melhor lugar! Aliás, nas casas das avós somos bem amparados dos sermões das mães.
Outros, ainda, pensam que dançar, cantar, beijar, abraçar – nada melhor que isso – principalmente aos mais jovens. Aos de mais idade também, mas com menos intensidade. Ou, o modo de olhar a vida já é diferente. Já tem uma bagagem, tanto de vivência, como emocionalmente. 
Também é bom pra chuchu viver novas experiências. Novas emoções, talvez estar ao lado de pessoas diferentes, com hábitos diferentes, com pensamentos diferentes, com pensamentos inovadores. Ah, e como seria bom estar ao lado de pessoas inovadoras, e de preferência com um bom dinheiro no bolso para poder desfrutar dos bens terrestres que estão disponíveis e a nosso favor – estão para serem usados. Saúde e bem-estar são bons pra chuchu – não é mesmo?
Se pensar por outro lado, o lado escolar, fazer a lição é bom pra chuchu! Aliás, o fazer familiar também é bom pra chuchu – e em todos os sentidos! Brincar com os familiares e com os animais de estimação... Rolar na relva – de preferência após um dia chuvoso – pois é passível de sentir o cheiro de terra molhada!
Outro dia li que não há nada melhor que comer, assistir a boas séries na TV, ler bons conteúdos (livros ou internet) e, de certo modo, nada melhor que comer, beber e alegrar-se do que está vivendo, como escrevi outro dia. E, na ocasião, citei a passagem bíblica do rei mais poderoso que a história narra: o rei Salomão.
Mas ainda há muitas coisas boas pra chuchu – como alegrar com a alegria dos amigos – e eu compartilhei estes últimos dias com alguns amigos literatos, que são: Rita Lavoyer, Antônio Luceni e Antenor Rosalino. Rita Lavoyer ficou em primeiro lugar no Concurso de Contos ‘Paulo Leminski’, de Toledo-PR, com o conto “Sobre a terra seca dos meus olhos”. Antônio Luceni venceu o Concurso Nacional de Literatura Infantil ‘Nelly Novaes Coelho’, promovido pela UBE – União Brasileira de Escritores, com o livro “O menino e o vento”. Antenor Rosalino venceu o ‘1º Concurso de Poesias da Ordem dos Poetas do Brasil’, de Guarujá-SP, com o poema “Páginas Viradas”. A todos estes que levam o nome de Araçatuba os meus sinceros parabéns!
Fechando estas linhas, que foi bom pra chuchu escrevê-las (pois a semana passada alguma coisa aconteceu que o texto não chegou à Redação deste tabloide), vale ressaltar que as amizades conquistadas durante a vida são tão boas que nesta semana que se finda tive a grata satisfação de ser lembrado por muitos em minha data festiva de nascimento – a todos o meu muito obrigado!  – 12/12/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

A FAVOR DA VIDA SEMPRE

Sou um que vivo metamorfoseando, mas mesmo nesse constante processo, adoro a vida. Sou contra todos que, de uma maneira ou de outra, de forma individual ou coletiva, atentam contra a vida. Viver é a melhor forma que o Criador deu à criatura que criou – nós, os humanos. Condeno qualquer ato contra a vida – vejo como um ato imperdoável (pelo menos para este que vos escreve). Quem tal ato faz – contra si, ou contra outros – tem que buscar perdão num Ser Maior (e não nas pessoas, pois as pessoas podem ignorá-los – eu faço isso). Não sou o Criador para julgar, mas tenho os meus princípios. Logo, penso assim. Existo assim – e não há quem mude o meu modo de pensar. 13/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

AMAR? NUNCA MAIS...

Às vezes ficamos pensando na vida, nas coisas que nos cercam e descobrimos que – na tentativa de acertar, erramos mais, mas o melhor de tudo é que podemos olhar para trás e dizer: tentei! Não fui covarde!
'Nunca mais’ pode ser um pouco pesado, talvez. E ainda mais pra um sujeito como eu. Mas, o que vale mais, são as intenções – apesar de eu sempre dizer que de intenção o Inferno está cheio. Tenho dó (tenho nada!) do sujeito que diz usar o tridente – que queime junto! Uhu!
Revoltado? Eu? Sempre fico, mas pode (ou não) passar – sempre passa, pelo menos comigo. E prometo enforcar-me num pé de cebolinha (que ainda vou plantar) – se acontecer novamente comigo. 08/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

HORRIPILANTE

Um corvo pousou na marquise do edifício em frente ao seu apartamento. Sentado, à frente de sua escrivaninha, observou bem através da vidraça o olhar do animal.
Abaixou a cabeça e por alguns instantes pensou em coisas ruins, mas logo tirou da cabeça: não passava de constantes histórias de terror.
Firmou os pensamentos e os dedos correram soltos pelo teclado dando corpo ao texto que escrevia. Meia hora depois foi subtraído de seus pensamentos com o ‘cantar’ do corvo.
Os olhares foram trocados. Compreendeu o chamado. Levantou calmamente. Dirigiu-se para a vidraça e a abriu. Retornou e seus pensamentos, seguidos mecanicamente pelos dedos no teclado, iam engrossando o texto.
De tempos em tempo um soprar mais forte do vento entrava pela vidraça aberta. Levantava a cabeça – o corvo ainda estava lá.
O dia foi se apagando. O corvo se envolvendo na negritude do tempo. De repente o corvo faz mais um ‘cantar’ e bate asas – que do lado de cá se ouvia nitidamente. Era algum sinal.
A campainha soou. Dirige-se à porta. Olha pelo ‘olho mágico’: é ela. Apenas respondi – e já do meio da sala, pois se afasta apresentando algum sintoma:
- Já vou.
Quase que correndo fecha a vidraça. Arruma a roupa que vestia – negra como está prevista para o último dia.
Abre a porta.
- Por que demorou tanto? – empurrando-o para o meio da sala, e correndo o olhar por toda a parte como se estivesse a procura de algo que esclarecesse a demora.
Ele, o escritor, permaneceu calado. Ela, não obtendo resposta, começou a circular lentamente pela pequena sala.
Um vento forte entrou pela porta da sala, passou por ambos. A porta fechou-se imediatamente; a vidraça estremeceu.
Ela rapidamente cobriu o rosto com as palmas das mãos. Segundos depois gritou:
- Você está me traindo?
Negativamente ele fez com a cabeça.
- Você a deixou ir pela vidraça, por isso fechou!
Continuava a negar balançando a cabeça.
Dirigiu-se ela para a vidraça e a abriu. Virou-se para ele e com olhar diabólico o encarou. Nada disse, mas o atraiu como imã.
O escritor se aproximando dela, aproximando, aproximando... Da morte! Julho de 2014                

 

JANEIRO - 2015

HOJE E OS TEMPOS QUE SE FORAM

OUÇA EM

Outro dia na Igreja foi pregado que devemos ter memória. Com valor expressivo na memória positiva. Nela, as lembranças positivas nos impulsionam a querer ir mais longe. E assim, hoje, antes de começar a fazer algumas coisas na vida (férias é bom por causa disso), abri o facebook e vi fotos maravilhosas, de lugares maravilhosos. E o tempo foi passando.
Voltei ao tempo que se foi. Voltei ao tempo que estudava... Voltei nas maluquices que fazia (hoje um pouco menos). Aos sete anos, de ‘jaleco’ branco comecei a estudar – e nunca mais parei! Aos catorze anos a trabalhar (e registrado – tanto que em junho deste ano terei trinta anos de contribuição previdenciária: apenas três meses perdido e sem nunca ter recebido um salário desemprego, graças a Deus). Meu Deus! Completei quarenta e quatro anos neste último mês!
Aos vinte anos dentro de uma sala de aula e nunca mais parei – trabalho e divirto-me fazendo o que gosto: lecionar (redes pública e particular). E, para me divertir mais ainda: escrever – escrever é um bom passatempo. Escrever é criar, inventar, viajar. Escrever é transformar a realidade, ou, passá-la para o papel com outro olhar. Escrever é superação. E, para aperfeiçoar tal divertimento, nada melhor que – após formado, passar mais alguns anos em Assis (UNESP) – que me deu uma boa bagagem na área de produção textual. Mas vale ressaltar que, com os tempos passando, com a idade chegando – amadurecimento, vamos criando o nosso próprio estilo. E eu, com a leitura de grandes mestres, gosto de dialogar com o meu leitor – e você sabe quais os mestres que tivemos no passado que faziam assim? – pelo menos um: pense!
Um salto no tempo. As viagens ao Sul – e quando puder (creio que em breve), quero novamente voltar às belíssimas praias do Paraná e de Santa Catarina – Florianópolis me aguarda. Praias e mais praias... Praia da Joaquina. Praia dos Amores... E o mar a balançar suas ondas... Embalados em tudo fico eu...
O tempo passa.  A vida faz muitas coisas mudarem – e nem sempre é o que esperamos. Mas, das muitas coisas que a vida proporciona, as escolhas são nossas – e nem sempre conseguimos escolher a melhor parte. Mas, uma coisa é certa: podemos rever muitas situações e não fazê-las novamente. Sempre há um recomeço e, de preferência, de forma diferente.
Hoje, pelos caminhos que a vida me proporcionou, pelas escolhas que fiz a partir do que ela me proporcionou, dou graças a Deus por ter me guardado dos muitos perigos que já passei. Sou grato a Deus pelos filhos que me deu (e peço a Ele que os guarde – idade chegando...); e sou grato a Deus pela esposa: a minha Lorita, que foi uma doce paixão que se tornou num grande amor em minha vida.
E assim, todos estes itens somados, formam a minha vida. E deles nada levarei, mas a partir deles posso deixar um legado para os meus – principalmente para os meus poucos leitores, que costumo dizer não passar de meia dúzia. Mas, como também ouvi: e vamos continuar continuando. 06/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

 

OLHAR E ESCREVER

Não sei o motivo, a razão, mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis, porque quem de longe olhava notava o que acontecia.
Aqui, bem próximo, ela discutia com ele. Roupas claras, cabelos avermelhados, colar no pescoço e deste pendiam três pimentinhas que ficavam à mostra. Ele de terno branco, gravata-borboleta preta e, nas mãos, rosas vermelhas. Discutiam.
Quem os via, via além deles lá longe, num campo aberto, um redemoinho que levava tudo – inclusive as rosas que, minutos depois, estariam ao chão. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

NO OLHO DA RUA

O trânsito parou – ele estava próximo do meio da rua, próximo do cruzamento, próximo das faixas de pedestres. Estava imóvel, de mãos nos bolsos da calça.
O tempo estava meio frio. Deixava-o meio abalado, somado aos últimos acontecimentos: tudo meio parado.
Olhava-se interiormente e começava a entender o que significava estar no meio da rua, depois de anos e anos de trabalho no mesmo lugar.
Pedia-se evolução. Negava-se a enquadrar nos meios. Logo, o resultado. 12/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

LITERATURA

 

Os vídeos a seguir, disponível na net - YouTube -, são boas indicações de estudos.

Profª Edna Prado - Literatura.

 

Os vídeos a seguir, disponível na net - YouTube -, são boas indicações de estudos.

Profª Sandra Franco - Redação.

 

MEUS FOLHETINS

*FOLHETIM Nº 28*FOLHETIM Nº 27

-FOLHETIM Nº 25...FOLHETIM Nº 24 -

FOLHETIM Nº 22..FOLHETIM Nº 21..FOLHETIM 20..FOLHETIM 19

FOLHETIM 18..FOLHETIM 17.. FOLHETIM 16..FOLHETIM nº 15

FOLHETIM Nº 14..FOLHETIM 13..FOLHETIM 12..FOLHETIM 11

FOLHETIM 10..FOLHETIM 09..FOLHETIM 08..FOLHETIM 07

FOLHETIM 06..FOLHETIM 05..FOLHETIM 04..FOLHETIM 03

FOLHETIM 02..FOLHETIM 01

DÊ UM CLICK E ACESSE OS FOLHETINS

(18) 99702-5883 - contato

 

BOA DICA - FAÇA SEU GIBI...

.

Lembre-se que:

847 mil réis foram pagos pelo aluguel do Teatro Municipal de São Paulo para realização da 'Semana de Arte Moderna de 1922'.

.

CONCURSOS LITERÁRIOS

.

É proibido fazer cópias do conteúdo deste site - entre em contato, peça autorização. Saiba que plágio (copiar) é crime previsto no Artigo 184 do Código Penal, Lei 9.610.

As matérias aqui postadas, quando de não autoria de Pedro César Alves, têm autorização dos escritores, e ou Prefeituras, Departamentos - ou são de domínio público.

** Algumas imagens são tiradas de sites da net para simples ilustração.

.

Site organizado/coordenado por:

Prof. Pedro César Alves

- MTE nº 71.527-SP.

.

CONTATO

FALE COM O PROF. PEDRO CÉSAR

(18) 99702-5883

 

Voltamos à marca inicial após 100 mil visitas!

 

ARAÇATUBA / SP

Copyright Editor

Prof. Pedro César Alves

Todos os direitos reservados

2010-2016