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ATRIBUIÇÃO DE AULAS - 2015

 

EM BREVE

 

 

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1908 - 2014 = 106 ANOS

 

 

No final desta página você encontra outros números do FOLHETIM.

"ESCREVER... É ARTE"

CRÔNICAS PUBL. EM 2014

CRÔNICAS PUBL. EM 2013

CRÔNICAS PUBL. EM 2012

CRÔNICAS PUBL. EM 2011

CRÔNICAS PUBL. EM 2010

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2013

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2012

CRÔNICAS NÃO PUBL. - 2011

 

 

LIVROS DO PROF - BAIXE-OS

POESIAS DO PROF - 1999-2014

LEIA: UMA LOCOMOTIVA...

 

LER EXERCITA O CÉREBRO!

RECANTO DAS LETRAS

Textos de Pedro César Alves

.

Pedro César Alves,

Cadeira 199 (desde2002)

 

 

RELÓGIO DE PÊNDULO

Click na imagem acima e leia: "RELÓGIO DE PÊNDULO", premiado no 26º Concurso de Contos 'Cidade de Araçatuba' / 2013.

 

 

CONCURSOS LITERÁRIOS

 

RECONHECIMENTO

TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

Troféu 'Odette Costa - 2011'

- por 'Divulgação Cultural'

 

VOTO DE APLAUSO

No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo Vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

 

REVISTA

Revista 'Plural', da Academia Araçatubense de Letras, 20 anos, 2012.

Participação do prof. Pedro César Alves, p.125 e 126.

Texto:

"Caminhar faz crescer"

 

ARQUIVOS EM PDF

CRÔNICAS 2011

CRÔNICAS DE JUNHO

CRONICAS DE MAIO

CRÔNICAS DE ABRIL

CRÔNICAS DE MARÇO

CRÔNICAS DE FEVEREIRO

CRÔNICAS DE JANEIRO

CRÔNICAS 2010

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CRONICAS DE NOVEMBRO

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ACORDO ORTOGRÁFICO

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VIAJAR PELO MUNDO? ACESSE.

 

EM 2015:
"Se existir guerra, que seja de travesseiro; se for pra prender, que seja o cabelo; se existir fome, que seja de amor; se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó; se for para esquentar, que seja o sol; se for para atacar, que seja pela pontas; se for para enganar, que seja o estômago; se for para armar, que arme um circo; se for para chorar, que seja de alegria; se for para assaltar, que seja a geladeira; se for para mentir, que seja a idade; se for para algemar, que se algeme na cama; se for para roubar, que seja um beijo; se for para afogar, afogue o ganso; se for para perder, que seja o medo; se for para brigar, que briguem as aranhas; se for para doer, que doa a saudade; se for para cair, que caia na gandaia; se for para morrer, que morra de amores; se for para violar, que viole um pinho; se for para tomar, que tome um vinho; se for para queimar, que queime um fumo; se for para garfar, que garfe um macarrone; se for para enforcar, que enforque a aula; se for para ser feliz, que seja o tempo todo; se for pra cheirar que seja a flor; se for pra fumar que seja a cobra; se for pra picar que seja a mula.” - enviado por Carlito Lima.

 

 

 

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TROFÉU ODETTE COSTA - 2011

LER É O MELHOR CAMINHO

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ABISMOS DA ALMA

Se sairmos pesquisando pelos dicionários, e mesmo pela vida a fora, vamos descobrir que o maior abismo é o que se encontra na alma – no nosso interior. E por razões simples – ou não, mas que complicamos porque queremos complicar – ou não sabemos simplificar. Ou, ainda, não nos foi ensinado como não complicar...
Buscamos muitas explicações e nada de soluções, ou de clareza de espírito. Se basearmos em realidade geográfica saberemos que há fendas, abismos, maiores que o Everest (ao contrário – nas profundezas dos mares, como a Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, com 11.034 metros – o local mais profundo dos oceanos).
Assim, também, é o ser humano. Há muitas fendas – insondáveis. O labirinto da alma humana é insondável. Procuramos saídas e nem sempre conseguimos. Às vezes buscamos ajuda e nem sempre esta vem de encontro com a nossa realidade. Às vezes, apoiados em remédios, acaba o ser humano aprofundando ainda mais – chamados de remédios antedepressivos.
Tudo vem de encontro ao que se chama abismo humano. Aliás, como costumo dizer, que somos um abismo ambulante – e, por consequência, todo abismo atrai. Também atraímos, não pelo que somos, mas pelo que tentamos mostrar (e na verdade não somos o que tentamos mostrar). E por quê?
Sabemos, por exemplo, que um poço de água contém água – e não precisamos debruçar sobre ele. Mas, por mais incrível que pareça, fazemos isso: tentamos inclinar e ‘descobrir’ o que há dentro dele. Assim é o ser humano, mas com um recorte natural: não sabemos o que o outro ser humano é. Sabemos, através da ciência, como ele é constituído materialmente, mas em mente e espírito não. E tentamos descobrir. E aqui vale o velho ditado: vive-se tantos anos ao lado de uma pessoa, mas nunca somos capazes de saber o próximo passo dela. Temos uma mente insondável. Ou: coração é terra que ninguém pisa.
E a ciência tenta das mais variadas formas descobrir o enigma que é o ser humano – e sem resultado positivo, pois é um sistema tão perfeito, tão bem elaborado, que é impossível sondar a mente humana. Muitos estudos e nada de resultados que mostrem evoluções nas pesquisas neurológicas. Então, avaliemos o poder que nos foi dado: uma caixa insondável que podemos levar muitos segredos – cerca-nos um mistério.
E isso fica evidente quando muitas coisas são tidas como misteriosas. Muitas nunca serão descobertas – muitos segredos foram levados para o túmulo! E, a exemplificar, cito uma obra literária do grande Machado de Assis: Dom Casmurro. Quer maior enigma que o ali transcrito? A eterna dúvida de saber se houve, ou não, traição! Como dizem muitos estudiosos que Machado de Assis deve dar muitas voltas e reviravoltas em seu leito de morte!
Há muitos enigmas na Terra. O próprio nome diz – e nunca serão descobertos, solucionados. “Há mais mistério entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” – já citava o poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare. Então, é seguir o curso da vida e esta repleta de mistérios insondáveis. Assim como uma flor que nasce em um abismo – terá ela a força das mesmas que aqui em cima desfrutam do calor do sol? Assim é, e assim está o ser que fica à beira do abismo – terá força de progredir? 16/05/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

PONDERAÇÕES SOBRE AS MÃES

Mãe – que palavra tão pequena, mas que valor enorme possui. Significado que vai além do que se pode imaginar. Creio que vai além do poder da mente humana. E, cada um com a sua mãe, com os valores que ela tem. Ninguém quer trocá-la. Sempre a nossa mãe será a melhor mãe do mundo – é a nossa mãe. É o anjo que nos foi dado para nos auxiliar em nossos passos aqui neste pedaço de chão.
Assim, casado ou não, longe do berço materno, a casa da mãe, da avó – sempre é a casa onde se guarda muitas recordações boas. É o melhor lugar do mundo – onde se tem maior liberdade se comparado a outras casas. Nela se é paparicado – e, voltando um pouco à infância, na casa da avó se escapa de apanhar, muitas vezes.
Lembro-me que meus avós eram de outros lugares – não desta terra tupiniquim: meu avô de Portugal, minha avó carioca – Rio de Janeiro, e se estabeleceram aqui e aqui, fincando raízes, construíram a sua vida a duas quadras da belíssima igreja São João e São Judas Tadeu. E, por consequência, os filhos – e quase todos os netos. Deixamos, sim, aquele pedaço de chão, mas permanecemos nesta terra tupiniquim – espalhados pelos novos bairros.
Recordo-me, também, que na casa da avó se podia quase tudo – muitas coisas, inclusive de lá tenho eu uma cicatriz numa das sobrancelhas. Uma área enorme na frente da casa, com piso todo encerado – um brinco de limpeza e, nós – os netos – a escorregar. E numa destas brincadeiras a cicatriz apareceu e permanece até hoje. Quando olho no espelho e vejo a cicatriz, recordo-me daquele pedaço gostoso de chão.
Avó, mãe – seres maternos responsáveis por nossa criação: verdadeiras heroínas em nossa vida. Devemos orgulhar de poder pronunciar a palavra mãe! Eu orgulho-me. Quando me sinto trancafiado: o melhor lugar é lá. Orgulho de tê-la como mãe – senhora Janir Abigail Dias Alves (Jane para os mais íntimo). Lembro-me dos seus afazeres, dos seus cuidados com os filhos – eu e minha irmã. Lembro, também, dos cuidados que a senhora dedicava aos menores, e sem fazer diferença de credo religioso: e lá estava a senhora a tecer roupinhas e mais roupinhas e depois distribuía às futuras mamães. De quantas crianças nesta cidade a senhora é madrinha? Quantas crianças nesta cidade foram vestidas com o auxílio da senhora e de suas amigas, pois o telefone sempre a tocar – e mais roupas a chegar, pois sabiam que a senhora, caprichosamente, arrumava tudo e distribuía aos menos favorecidos.
Hoje os tempos passaram, correram. E os dias já não são os mesmos de antes. As dores começaram a aparecer – mas o Ser Maior, Deus, do seu trono olha e ao seu tempo aplicará a recompensa. Disso tenho certeza, mãe, pois ensinaste que Deus é fiel! Ensinaste o caminho do bem – trilhamos nele.
Todos os filhos devem olhar para suas mães assim: verdadeiras heroínas – e não apenas neste segundo domingo de maio (amanhã), mas todos os dias, em todos os momentos. Às vezes, discutimos com ela, discutimos com nossos familiares, mas tudo passa e tudo deve retornar ao seu devido lugar – e só assim se forma uma família.
E acrescentando, caro leitor, se você não a tem mais por perto (que Deus a levou para junto de si), contemple-a em sua mente, em seu coração e agradeça a Deus por ter tido a oportunidade de, mesmo que por um pequeno espaço de tempo, ter convivido com ela – com um anjo que foi colocado para nos auxiliar. Assim, a contemplação mental fará com que a saudade diminua um pouco e, em silêncio, aguarde o dia de estar junto a ela novamente.
Em nome de todos os filhos, e através destas linhas aqui rascunhadas por mim, os sinceros agradecimentos às nossas mães por nos terem dado o direito de viver e de um dia poder chamá-las de mãe! Mães: te amamos! 09/05/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

EDIÇÃO Nº 25 - 21/03/2015

FINAL DESTA PÁGINA: + FOLHETINS

FOLHETIM Nº 25

E O TRABALHADOR?

E o trabalhador... E o trabalhador o que tem a comemorar?
Muitas vezes ficamos pensando sobre o trabalho – sobre o grande fardo que o trabalho pode ser... Concluímos: fardo! E nada de dizer que enaltece o homem.
São as mais diversas profissões a ganhar, a ganhar, a ganhar – capitalismo! Capitalismo selvagem! Pior: contribuição do trabalhador e nada de aposentadoria digna. Ou, pior: você tem que ter determinada idade, caso contrário, não aposenta – e mesmo com tempo de contribuição garantida (sinto na pele tal fato!). Fico indignado! – quando comecei bastava-se apenas os anos de contribuição e mexeram com a regra durante o caminhar!
Embora o dia tenha sido neste primeiro de maio, o trabalhador coloca a disposição os seus serviços todos os dias. E é dele que sai o sustento de muitos, pois não trabalha apenas para si – mas também para o engrandecimento do patrão! Abaixo a exploração! E mais respeito dos que são eleitos pelo povo para com o povo!
Desabafar não é tão fácil assim! É questão de olharmos a realidade com olhar diferente: quem menos faz, é o que mais ganha; quem mais trabalha (o verdadeiro trabalhador), ganha algumas migalhas apenas... E prometo que não vou nem entrar no campo político, pois é uma vergonha o que estamos vendo nos dias atuais!
E o trabalhador... E o trabalhador o que tem a comemorar?
Creio que nada! Comemorar o quê? Que tem forças para trabalhar? Que tem sentido na pele o poder de exploração do patrão? Dos grandes grupos corporativistas? Isso não pode ser comemorar – mas alguns ainda levantam as mãos aos céus e agradecem pelo trabalho (sim, pois é bem melhor moralmente que outros que estão a abusar dos menos favorecidos). Mas, lá no fundo, a revolta está a remoer: por que não há igualdade?
O remoer consome o ser humano. O remoer consome o ser humano, em todos os sentidos. Das menores até as maiores – somos humanos, logo: pensamos! Ou, pelo menos usamos parte da nossa massa encefálica para isso. Remoemos pensamentos, sentimentos. Nutrimos, nem sempre, coisas positivas sobre nós, e sobre os que nos rodeiam.
Desde que – verdade ou não – o homem é homem, trabalha para seu sustento (e para sustento de outros). E passamos por várias situações desde que ocupamos a Terra. E, em todos os tempos, sempre houve explorado e explorador. E fico a pensar: como uma raça que diz ter inteligência pode explorar o seu semelhante? Logo, não há muito a comemorar.
E, tendo em vista o mundo capitalista que atualmente sobrevivemos, pior ainda. A palavra a ser usada sempre – e para os que dela usufruem – chama-se lucro! E ter lucro significa – não importando como – ser melhor que o outro! Ser mais esperto que o outro! Ser o melhor! E, ser o melhor significa ser o melhor – e não ocupar um lugar no pódio (segundo ou terceiro), mas sempre primeiro. E frustração total ser o segundo – melhor, neste caso, ser o terceiro.
E o trabalhador... E o trabalhador o que tem a comemorar?
Fechando estas linhas – não temos nada a comemorar! Somos frutos de uma sociedade que visa simplesmente o lucro – e, desde que nos vestiram, agem assim: sem escrúpulo algum! Somos todos os dias manipulados, mesmo não querendo, somos. Mesmo não aceitando, somos obrigados a fazer o que querem. E a exemplo: queremos melhores salários – mas como conseguir? Queremos melhores condições de atendimento na saúde – mas como obter? Queremos uma educação de qualidade... Queremos, queremos, e queremos e nada! Lutamos e pouco avançamos. A sociedade – os lá de cima, estão fechados!
E o trabalhador... E o trabalhador o que tem a comemorar?
Vejamos: o pão nosso de cada dia... Senhor, dai-nos hoje e sempre. Amém! 02/05/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES 

 

SONHADOR ERRANTE

Muitos gostariam – e eu também, de ser um sonhador errante. Sonhador errante, do meu ponto de vista, seria viver imaginando aventuras, mas não pequenas aventuras, mas grandes aventuras. E, de preferência, sendo o herói. Aventurando-se pelo mundo infinito das Letras; do mundo da criação; da projeção literária; do reconhecimento do público; do reconhecimento dos amigos e dos inimigos – principalmente.
Mas há muitas coisas e fatos que impedem tal realização. No Interior Paulista as cidades são pequenas e medianas – raramente se encontra uma cidade de porte grande, o que se torna quase impossível o trabalho do herói. O tempo não corre em pequenos lugares – logo, não há grandes aventuras a serem realizadas. Então, o melhor a fazer é ler livros empolgantes. Ou, ainda, tentar rabiscar histórias empolgantes. É muito tempo para sonhar. É muito tempo para procurar saídas para se tornar um herói.
Ler muito – dizem os menos entendidos por ai, que confunde o cérebro. Mas sei que não, sabemos que não: o efeito é o oposto. Pode, sim, levar uma pequena, talvez simples confusão quando se tenta ser um verdadeiro herói: uma mistura entre presente e passado, entre o real e o imaginário, fatos que se fundem, se confundem e passamos a pensar que podemos ser um autêntico cavaleiro, com um fiel escudeiro (que sempre pensa em modo paralelo ao nosso) – e com a missão de ajudar os mais fracos.
Resolvi, então, visitar o sótão dos meus pensamentos – e este não é muito grande: apenas o suficiente para manter alguns fatos e coisas que jamais serão esquecidos. Achei lá muitas coisas – como se estivessem todas guardadinhas em caixinhas de um bom colecionador. Coisinhas úteis e inúteis. Algumas limpas, conservadas (como se estivessem embrulhadas em fino papel), outras não, mas nada que um bom pano para limpá-las. Deixá-las brilhando e prontas para uso – ou apenas para serem expostas a contemplações: aliás, muitas vezes gostamos de olhar para tais coisas e apenas contemplá-las.
Armado simplesmente de papeis que separam as matérias de um caderno e caneta – espada – coloco-me a escrever os mais variados sonhos; começo a escrever em prol dos sonhos dos menos favorecidos. São aventuras sonhadas há anos, mantidas longe do alcance humano; são aventuras que se perdem no espaço – talvez no chamado reino do beleléu. Digo que não sei onde este fica, mas muitas vezes já ouvi falar. Ou, ainda, em busca de novos-velhos talentos que não estão sendo granjeados – ou granjeados de forma errônea.
Retorno rapidamente dos meus sonhos de sonhador errante e projeto-me no presente: olho calmamente em volta e questiono sobre os meus amigos e inimigos – creio que são poucos (tanto de um lado como do outro – e nem sei se realmente os tenho). Todos têm pretensões, mas nem todos conseguem sair do anonimato e navegar em águas tranquilas – ou, pelo menos, em ondas cibernéticas. E penso que, de um modo ou de outro, todos deveriam ter os mesmos direitos de se ver publicáveis.
Penso também nos heróis que poderiam aparecer nos jornais, revistas e cibernéticas locais – mas são caminhos difíceis a serem trilhados; respeitados pelos seus modos de serem, de agirem e de atuarem. Muitas coisas, fatos e histórias rejeitadas. Situações possivelmente desagradáveis para alguns. Assim é o caminho do possível herói – pelo menos no campo das Letras no Interior Paulista – que deixa muitas vezes a desejar. 26/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

AMOR VERDADEIRO

"A melhor definição do amor / não vale um beijo / de moça namorada”, do conto O Espelho, do grande mestre da Literatura Brasileira – Machado de Assis. E assim é o amor. E assim é a vida. E assim é o beijo. E assim tentamos ser: nós – pobres mortais que somos quando pensamos no verdadeiro sentido do que podemos chamar de amor!
Antes de entrar no assunto, andei lendo e vale dizer que o beijo tem vários significados em diferentes partes do mundo. No Japão, até há pouco tempo, o beijo em público era considerado obsceno. Na Rússia, é comum os homens se beijarem no rosto quando se cumprimentam. Na África, entre alguns povos, acredita-se que a pessoa beijada pode ter sua alma absorvida. Na Groenlândia os esquimós se beijam roçando os narizes... Se pesquisarmos outros sentidos acharemos para o beijo – inclusive de traição, como o de Judas em Jesus Cristo quando este foi entregue aos homens da guarda.
Por outro lado, quer coisa mais avassaladora que um beijo? Aquecedor! Sufocante! Amedrontador! Instigador! Tímido! Estimulador de sentidos e de sentimentos – e por ai vai uma fileira de vocábulos que nos leva a pensar em tantas e tantas situações. E se for um beijo furtado – mais ainda! Lado a lado, conversa vai, conversa vem e, de repente a oportunidade de roubar o primeiro beijo. Rápido. Medroso – que pode ou não encadear outros. Ou, simplesmente, um belo espaldar de mão no rosto – My God!
Creio que a citação do texto de Machado de Assis é uma das melhores que conheço. Beijos, beijos e mais beijos não valem um amor verdadeiro – ou valem? Aliás, o que é um amor verdadeiro? Sou mais “Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure” – do Soneto de Fidelidade, do poeta e grande músico Vinícius de Moraes. Há tantos enigmas no ato do amor que “Mas causar pode seu favor / nos corações humanos amizades / se tão contrário a si é o mesmo Amor?” – de Luís Vaz de Camões, que considero o maior poeta da Língua Portuguesa. Ao mesmo tempo ama-se com tamanha intensidade que, inconsequentemente, pode virar ódio.
Digo que amar é um ato sereno, que acontece pelo serviço do Acaso – Destino. E, por consequência do mesmo, alguns são duradouros, outros não. Então é recomeçar sempre, ou desistir do que se pode chamar de amor, de amar. Creio que alguns não nasceram para amar, ou para amores duradouros. Senhor Destino, por que fazes isso com alguns? Por que, ao invés de fazê-los assim, não os ensina a amar corretamente? Pergunto: há método para o amor?
Mas, talvez, por assim dizer, há quem realmente saiba o valor de um beijo; e ainda melhor quem realmente saiba o valor de beijar; ou, ainda, quem realmente saiba vivenciar o sabor de um beijo – ah... Como é bom o sabor doce de um beijo! Momento que fica gravado na mente até o próximo que, muitas vezes, pode demorar tempo... (Ou não acontecer...) E, aliás, o que é o tempo? Creio que somente o senhor Tempo realmente sabe o valor do amor – ou que pode ensinar o valor do amor... Ou, há quem realmente saiba o valor do amor? Há, no entanto, de ter consciência do valor da Vida!
Finalmente, pelos seus muitos significados, não há beijo de amor maior que o maternal – principalmente quando ela puxa a coberta e diz: “Boa noite, meu filho! Durma com Deus!” – incondicional, sem palavras...  16/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

A FAVOR DA VIDA SEMPRE

Sou um que vivo metamorfoseando, mas mesmo nesse constante processo, adoro a vida. Sou contra todos que, de uma maneira ou de outra, de forma individual ou coletiva, atentam contra a vida. Viver é a melhor forma que o Criador deu à criatura que criou – nós, os humanos. Condeno qualquer ato contra a vida – vejo como um ato imperdoável (pelo menos para este que vos escreve). Quem tal ato faz – contra si, ou contra outros – tem que buscar perdão num Ser Maior (e não nas pessoas, pois as pessoas podem ignorá-los – eu faço isso). Não sou o Criador para julgar, mas tenho os meus princípios. Logo, penso assim. Existo assim – e não há quem mude o meu modo de pensar. 13/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

A PRAÇA É NOSSA?

Praça é praça – e independente do lugar em que esteja. Algumas melhores, outras piores em seu estado de conservação. De forma geral o Estado, entenda-se os governantes, não está preocupado com tal situação, pelo menos é o que apresenta ao depararmos com tais recantos que podem muito bem ser encantadores.
Na antiguidade as praças públicas tinham vários sentidos, ou ocupações: tomada de decisões, apresentação de espetáculos teatrais, julgamentos, enforcamentos. Realmente um espaço público, realmente um espaço de uso do público. Em alguns lugares ainda permanecem algumas destas funções.
Na Itália, por exemplo, há praças maravilhosas, com a arquitetura ao seu redor de tirar o fôlego do transeunte. Na Inglaterra, com um outro olhar, há praças trancadas a chave, com portões, tipo particulares, por assim dizer – cada povo com sua cultura. E no Brasil – o que chama a atenção nas praças? O que mesmo?
Se pegarmos as nossas praças, digo as araçatubenses, o que há de atrativo nelas? Creio que quase nada – e a maioria em péssimas condições de uso. Não há lugar para a família – nesta hora a Constituição foi jogada no lixo!
E, dizer lugar para a família é ter espaço para o lazer, para a diversão. Ou, ainda, lembrar das caminhadas nos inícios das noites em que casais de mãos dadas eram felizes. Encontravam-se naquele espaço – e hoje muitas abrigam mendigos – que, por preconceito da sociedade chegam a proporcionar medo!
Mas gostaria de ter uma praça – talvez não tão particular, mas com algumas coisas proveitosas ao deleite dos olhos. E esta teria muito verde acompanhado de belíssimas flores (pois a nossa praça central deixa a desejar em seu paisagismo – e olha que tenho fotos desde a época em que ela era cercada com arame farpado para animais não terem acesso), com recantos acolhedores, coreto e chafariz luminoso. Imaginou?
Imaginar um espaço público onde as crianças corram tranquilamente, os mais velhos – que possam levar suas cadeiras preguiçosas para banho de sol e contemplação do transcorrer do dia; e cada um ter um espaço para produção artística ao ar livre – independente do que produza. Sonhar faz bem... Incita a imaginação.
Falar em sonho – falta ao povo coragem para sonhar, coragem para protestar pelos seus sonhos. Falta ao povo correr atrás dos seus direitos constitucionais. Do direito do bem-estar. E, acima de tudo, pagamos um dos mais altos impostos do planeta, logo deveríamos ter tudo do melhor, não é mesmo?
Logo, a praça pode ser nossa se pensarmos nas próximas eleições em escolhermos de forma mais selecionada os nossos gestores – representantes legítimos de nossos direitos (mas está difícil!) nas câmaras governamentais. Creio que o problema está no ato de pensar – de escolher, caso contrário continuaremos assistindo a espetáculos fabulosos, mas com fitas adesivas no lábios. 09/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

AMAR! NUNCA MAIS...

Às vezes ficamos pensando na vida, nas coisas que nos cercam e descobrimos que – na tentativa de acertar, erramos mais, mas o melhor de tudo é que podemos olhar para trás e dizer: tentei! Não fui covarde!
'Nunca mais’ pode ser um pouco pesado, talvez. E ainda mais pra um sujeito como eu. Mas, o que vale mais, são as intenções – apesar de eu sempre dizer que de intenção o Inferno está cheio. Tenho dó (tenho nada!) do sujeito que diz usar o tridente – que queime junto! Uhu!
Revoltado? Eu? Sempre fico, mas pode (ou não) passar – sempre passa, pelo menos comigo. E prometo enforcar-me num pé de cebolinha (que ainda vou plantar) – se acontecer novamente comigo. 08/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

AINDA BEM... ALELUIA!

Ainda bem que Ele veio, andou por esta terra, desceu às profundezas a pregar às almas, ressuscitou e vivo está entre os que O adoram! Por isso: aleluia! Mas, se você, caro leitor, ainda tem dúvida, vamos fazer uma viagem juntos.
E a viagem que faremos é bem simples, e que você não precisa se preocupar em sair de casa, muito menos em gastar grandes montantes com despesas e mais despesas que uma viagem traz. Apenas leia e confira com o seu conhecimento de mundo e verás que temos que dar muitas glorificações em aleluias Àquele que nos salvou.
A viagem começa por lembrar os grandes homens que a História Humana conhece – e não precisa ser muito extensa para entendê-la. E, creio eu, que você também conhece, pois você é parte dela. E, ao entrarmos nos sepulcros destes homens encontramos – em alguns – ossos e etc e tal, como a tumba dos Faraós, governantes do Egito. Alguns reis também fizeram para si mausoléus – e servem apenas para visitação: conferimos os objetos dos mesmos, suas trajetórias de vida e mais nada. Mas estão lá – não ressuscitaram.
Agora, convido você a visitar o Santo Sepulcro, onde Jesus Cristo foi enterrado, mas ressuscitou ao terceiro dia. Podemos ir lá visitar – um meio logístico do país aos turistas, mas não encontramos nada lá. Ele ressuscitou. Ele está vivo! E ainda bem – aleluia! Digo ainda bem pelo grande motivo: morte de cruz para resgatar o Homem do pecado maior. Salvou-nos de perecer eternamente no lago ardente. E deu-nos os céus – desde que cumpríssemos os seus mandamentos.
E, pensando assim – quantos homens conhecemos que fizeram o bem, ou de outra forma marcaram a humanidade, mas foram ao mesmo lugar – do pó foste feito e pra lá voltarás. E, agora, pensando em Jesus Cristo – estará Ele no sepulcro? Claro que não – aí está a diferença dos Homens.
Pensando assim, a grande diferença: Jesus Cristo homem, Jesus Cristo divino! E por ser divino, eterno, fez-nos eternos junto ao seu lado se seguirmos firmemente os seus passos. E ainda há quem diga que nada disso aconteceu. Mas, estamos aqui como enviados d’Ele para resgatar tais seres e fazermos deles, se possível, se crerem, homens dignos de herdar – como qualquer cristão, as moradas eternas. Então, outra vez, e ainda bem: Aleluia!  04/04/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

CORUJANDO SEMPRE

A coruja gira sua cabeça até duzentos e setenta graus! – sem sair do lugar, e simplesmente para ver o que acontece em sua volta. E, creio eu, que o mundo também, ou até mais graus! E os significados de tê-las (as corujas) por perto também. E muitos povos a tem como símbolo de mistério, inteligência, sabedoria, conhecimento. E, falando em mistério – quer maior que ver na escuridão o que os outros não veem?
No campo das Letras: no meu certificado, por exemplo, ela está estampada (e também vem estampado nos Cursos de Pedagogia e Filosofia). Simboliza a reflexão, o conhecimento racional e intuitivo. A deusa grega Athena, deusa da sabedoria, trazia como símbolo a coruja. É de se pensar que as pessoas que trabalham com a arte de escrever precisam dela por perto. Eu – novamente servindo de exemplo – tenho uma aqui em minha escrivaninha de trabalho e, sob esta, um livro aberto. Para escrever precisa-se de reflexão, de conhecimento de causa e de um pouco de intuição. E, com toda certeza, vontade de escrever.
Há outra corrente que diz que quem come carne de coruja passa a adquirir os seus dons de previsão e clarividências – poderes divinatórios. Crendice, ou não... Se realmente fosse, creio que seria um animal notívago em extinção há algum tempo. Apenas estaria nos catálogos dos pesquisadores, como muitos animais nos dias atuais estão. Seu hábito noturno, para muitos povos, representa o conhecimento do poder do ocultismo.
Trazendo para nossa cultura, para os nossos dias – propriamente dito, que tal corujar um pouco? Creio que todos corujam um pouco – seja o filho, a filha, os sobrinhos, ou um ser querido. Ou seja, é a ação de ressaltar determinadas qualidades em um ser, mas de forma exagerada. Eu, particularmente, neste momento estou corujando o meu filho – que já me deixou para trás faz tempo em estatura, mas ainda é o meu garoto.
Mas, não corujamos apenas um ser, mas também corujamos muitas coisas – e relativamente ao mesmo tempo. Somos, aliás, relativo a tudo – e ainda bem. E pior: muitas pessoas dizem algo agora e, daqui a pouco, dizem outra coisa, ou ainda pior: dizem que nada disseram antes. Ah, meu Deus! E assim caminha o Homem em sua existência tentando achar um termo para tudo, mas na verdade tem-se apenas o meio termo. Tudo muda, pois tudo passa! Nada é eterno.
Ás vezes, o escritor escreve e, dias depois o seu texto sai publicado em algum tabloide. E lá vai ele corujar-se! Pega o texto e o lê várias vezes – e até diz para si mesmo que poderia ter saído melhor determinado parágrafo, substituído determinada palavra, é assim mesmo – algumas mudanças poderiam ter levado o texto para um conceito maior, fica corujando-se! Penso que o corujar é uma arte – uma arte de elevar a autoestima.
Sou fã de um grande ser terrestre – eu mesmo! E fã incondicional. De amar-me a tal ponto de dar beijos em mim mesmo! Brincadeira não, quando em rodas de amigos, digo que me amo muito! E, espalmo a mão na boca, beijando-a e distribuindo pelo rosto, pelo corpo os beijos. Creio que amor maior que este não existe – a não ser aquele ato de cruz! É, realmente, ‘amor é um fogo que arde sem se ver / é ferida que dói, e não se sente / é um contentamento descontente / é dor que desatina sem doer’ – citando Camões para finalizar. 28/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

QUADROS DA VIDA

A nossa vida, curta, breve, precisa ser curtida – não apenas em redes sociais, mas na vida real. A vida, em pequenos quadros, a emolduramos em segundos, em minutos, em horas, em dias, em meses, em estações, em anos – e, de repente, não somos mais. Do sopro de vida que nos foi dado, rapidamente – e sem explicações, também nos é tirado.
A moldura se quebra e há necessidade de fundi-la. Ao pó retorna. Ao sono dos – justos ou injustos: o Criador julgará a todos segundo os seus atos. E, segundo escrito está, segundo a sua benevolência – que é grandiosa. E sabemos disso através da vida do profeta Jonas que foi tragado por um grande peixe ao ser lançado ao mar, em seu processo de desobediência.
No semáforo, o amarelo, sempre a indicar alerta – e, na maioria deles não tem mais. A vida, os enigmas que ela propõe, deixa-nos em alerta. É assim, sempre foi assim e sempre será assim. São pequenos pedaços – como um quebra-cabeça – que, dia após dia, vai sendo montado. Somos nós quem o montamos. São quadros e mais quadros sendo juntados – alguns maiores, que correspondem a mais dias, e outros menores, até poucas horas. Este último – a pensar: anjinhos que marcarão para sempre vidas aqui que, com dores, deverão seguir.
Às vezes protestar faz parte. E o pior protesto – creio eu – é aquele realizado em silêncio – estranho, mas real. Quantas vezes já nos pegamos a pensar e a não aceitar o que está acontecendo. Queremos mudanças, queremos que as coisas aconteçam de forma diferente. É um protesto que não ouvem (apenas o Criador que conhece tudo o que pensamos), que não somos ajudados. Que somos, se falarmos, criticados e tidos como loucos.
Não há cartazes, no caso citado acima, que auxilie o ato de protestar. Ou, não há pombinhos de fortes asas que nos ajude. O coração a pulsar – e a pulsar aceleradamente. E ninguém cura. Não há remédios; não há droga para certos problemas – não há como sanar. Talvez a insanidade ao ser humano – em certas horas, seja necessário.
E ao longo da vida, com quadros e mais quadros emoldurados, a nossa mente se lembra de muitos destes. Da infância que os anos não voltam mais, quem não se lembra, não é mesmo? E dela, às vezes, me recordo de certas coisas que muito queria ter – como um trenzinho a vapor. Nunca o tive, mas o que consegui (e foi presente) foi apenas uma maria-fumaça. Plástico duro. Maquinista que subia e descia – e lá ia eu a viajar. Não ia muito longe, pois os afazeres de casa – via minha mãe, sempre estavam a me esperar.
De outra quadro na moldura me lembro agora: criança ainda: um corpo de bombeiros. Nunca tive, mas apenas uma ‘belina vermelha’ semelhante aos carros do corpo de bombeiros. E com ela apaguei muito fogo imaginário. Sonhei com outros veículos – mas apenas uma camioneta feita de madeira e com rodas de carretéis – mas com ela visita as minhas fazendas e delas não trazia alimentos, nem gado – mas maravilhosas bolinhas de vidro multicores.
A imaginação é fértil. E em dois palitos de sorvete achados na calçada voava. Era – e é lindo sonhar. Nada melhor que a canção para explicar que com dois ou três traços se faz muitas coisas. Nada melhor que uma imaginação fértil em mãos de criança que nãotem muita coisa, a não ser vontade de ser feliz. De ser realmente um ser feliz. 21/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

E OS JOGOS CONTINUAM

Outro dia numa roda de conversa com alguns alunos que pretendem fazer um bom vestibular, notei que o assunto jogos eletrônicos se fazia presente, pois havia eu abordado o mesmo em sala de aula. E notei, também, que refletiam muito sobre o lado positivo e o negativo destes na vida diária do ser humano.
Alguns posicionavam a favor, outros contra – e alguns permaneciam na eterna dúvida: bom ou ruim? Eu, particularmente, posso defender os dois lados. Aliás, podemos defender os dois lados, mas temos que pender mais para um lado – sobre o muro já basta a nossa política. Ou, melhor, os políticos que fazem politicagem. Assim, posiciono-me contra. (Mas não deixo de ver o lado positivo dos jogos eletrônicos.)
Assim é a vida – cheia de jogos, e jogos contínuos. O lado bom é que busca a perfeição nas atitudes, vacilou, sofre danos. Os jogos eletrônicos também – busca o mínimo de erro possível, assim a vida é mantida por mais tempo. A vida real possui um eterno jogo – uma busca incessante pela necessidade de vencer – e até ditos populares podemos citar: ‘vence a vida, na grande maioria das vezes, o mais forte’. Para o mais fraco pouco coisa é reservada, ou quase nada.
'Ao vencedor, as batatas’ – do romance Quincas Borba, do consagrado Machado de Assis. E assim vamos pensando nesta filosofia de vida. Duas tribos que lutam pelas batatas em um campo – que só podem saciar uma tribo (não pode haver divisão), logo, o mais forte vence. Assim os jogos, assim a vida: o mais forte triunfa sobre o mais fraco. E o jogo sempre há de continuar.
Em todos os ‘campos’ as batalhas estão presentes. Em casa, na escola, no trabalho, na igreja, na sociedade. Afinal, nem sempre numa casa se consegue tudo – ou, nem todos estão de acordo com as medidas tomadas pelo responsável. Na escola nem sempre o aluno está a fim de aprender o que lhe é passado pelo mestre – e chega a perguntar: por que estudar isso? No trabalho muitas vezes estamos descontentes com a chefia e pensamos que, se fôssemos chefe, executaríamos o serviço de forma diferente. Na igreja, em muitas delas, prega-se a inúmeras batalhas espirituais – e que o fiel deve estar preparado para vencer o ‘inimigo’. Na sociedade a batalha é simples: vence o mais forte – sempre.
Logo, analisando tudo, a vida e o jogo têm muito em comum. Aquela: real, árdua. O jogo, por sua vez, imita a realidade imprimindo maior ênfase ainda às possibilidades de realizações. E o Homem prepara as suas crianças para esta vida árdua – os jogos eletrônicos proporcionam tal preparo, mesmo que de forma não tão lícita – como imaginamos, e o Homem cada dia que passa constrói jogos e mais jogos – e cada vez mais sofisticados.
E, como não podia deixar de escrever sobre, a nossa política está um verdadeiro jogo – homens reais, eleitos pelo povo, para trabalhar e legislar pelo povo, estão a brincar de jogos mortais. Claro que nem todos – mas salvam-se poucos. E tais jogos estão a acabar com o caráter do povo brasileiro – que já não tem para onde correr. Se correr, como dizem, sofrem. Se ficarem, sofrem também. O que fazer? Entrar no jogo, mas com que poder? Logo, ao vencedor – quando houver, as batatas... 14/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

 

TODO DIA É DIA DELAS

Marca-se amanhã o Dia Internacional da Mulher, mas deve-se ter a consciência que não é apenas amanhã, mas todos os dias. Simples, ou não, basta querer entender a história que está recheada de batalhas, culminando em vitórias significativas.
Muitas histórias se contam, e algumas dignas de acreditar – inclusive que em 8 de março um determinado industrial colocou fogo em uma fábrica de tecelagem (a Triangle), pois suas funcionárias queriam melhores condições de trabalho – o que não é verdade (verdade sim que houve uma fábrica que pegou fogo e matou 125 mulheres, e 21 homens no dia 25 de março de 1910, mas por péssimas condições de instalação). Você pode estar pensando: por que esta data?
Simples: no dia 08 de março de 1917, na Rússia, as mulheres do setor de tecelagem entraram em greve e reivindicaram ajuda dos operários do setor de metalurgia – esta data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias e também como prenúncio da Revolução Bolchevique. Logo, tudo se tornou uma soma: conquistas.
E na década de sessenta (século passado), as comemorações se acentuaram e, dia pós dia, a mulher vem conquistando espaço. A começar por: uso das vestimentas, escolaridade, e bons postos de trabalhos. Outro dia pesquisando sobre o assunto, achei interessante um artigo do professor e historiado Michel Goulart que comentava sobre 25 conquistas da mulher, em termos de Brasil (em www.historiadigital.org).
E deles, cito alguns que me chamaram a atenção: a primeira mulher a subir ao poder foi Maria Leopoldina Josefa Carolina, arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil, que exerce a regência em 1922, quando D. Pedro está ausente – em viagem para São Paulo. Ela escreve a D. Pedro sobre Portugal e pede a este que colha o fruto para si: ‘O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece’. E exige que Dom Pedro proclame a Independência do Brasil. Outra que me chamou a atenção foi Chiquinha Gonzaga que em 1855 esteve à frente de uma orquestra – a primeira maestrina do Brasil, e compositora da marchinha carnavalesca ‘Ô abre alas’.
Quem também chama a atenção é a professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminista, em 1910, que em passeata pede a extensão do voto à mulher (sendo que somente em 1927 o governador do Rio Grande do Norte altera a Lei e dá direito à mulher de votar, acontecendo em 25 de novembro – quinze mulheres votaram, mas no ano seguinte seus votos foram anulados). Em 1932 Getúlio Vargas elabora o novo Código Eleitoral e dele a mulher brasileira começa a fazer parte. Em 1979 Eunice Michilles ocupa a primeira vaga de senadora na história brasileira (após a morte do titular). E, antes de fechar, vale citar que Nélida Piñon foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras (1996/1997). 
E assim vamos seguindo a história – e temos em 2010 a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da República – e reeleita em 2014: Dilma Rousseff. E, nota-se na trajetória feminina que pouco a pouco, com árduas lutas – nem todas vencidas, que estão alcançando espaços que poucos acreditavam que conseguiriam. E vale lembrar que a Lei Maria da Penha está funcionando graças à luta da própria senhora Maria da Penha – que está numa cadeira de rodas por ser atingida por uma arma de fogo pelo companheiro. E, de acordo com seu depoimento, mais de quinze anos do dia fatídico que o Brasil fez justiça, seguindo recomendações da Corte Americana Internacional, pois até então estava no esquecimento. Brasil... Até quando não darás valor às suas guerreiras? 07/03/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES  

JANEIRO - 2015

HOJE E OS TEMPOS QUE SE FORAM

OUÇA EM

Outro dia na Igreja foi pregado que devemos ter memória. Com valor expressivo na memória positiva. Nela, as lembranças positivas nos impulsionam a querer ir mais longe. E assim, hoje, antes de começar a fazer algumas coisas na vida (férias é bom por causa disso), abri o facebook e vi fotos maravilhosas, de lugares maravilhosos. E o tempo foi passando.
Voltei ao tempo que se foi. Voltei ao tempo que estudava... Voltei nas maluquices que fazia (hoje um pouco menos). Aos sete anos, de ‘jaleco’ branco comecei a estudar – e nunca mais parei! Aos catorze anos a trabalhar (e registrado – tanto que em junho deste ano terei trinta anos de contribuição previdenciária: apenas três meses perdido e sem nunca ter recebido um salário desemprego, graças a Deus). Meu Deus! Completei quarenta e quatro anos neste último mês!
Aos vinte anos dentro de uma sala de aula e nunca mais parei – trabalho e divirto-me fazendo o que gosto: lecionar (redes pública e particular). E, para me divertir mais ainda: escrever – escrever é um bom passatempo. Escrever é criar, inventar, viajar. Escrever é transformar a realidade, ou, passá-la para o papel com outro olhar. Escrever é superação. E, para aperfeiçoar tal divertimento, nada melhor que – após formado, passar mais alguns anos em Assis (UNESP) – que me deu uma boa bagagem na área de produção textual. Mas vale ressaltar que, com os tempos passando, com a idade chegando – amadurecimento, vamos criando o nosso próprio estilo. E eu, com a leitura de grandes mestres, gosto de dialogar com o meu leitor – e você sabe quais os mestres que tivemos no passado que faziam assim? – pelo menos um: pense!
Um salto no tempo. As viagens ao Sul – e quando puder (creio que em breve), quero novamente voltar às belíssimas praias do Paraná e de Santa Catarina – Florianópolis me aguarda. Praias e mais praias... Praia da Joaquina. Praia dos Amores... E o mar a balançar suas ondas... Embalados em tudo fico eu...
O tempo passa.  A vida faz muitas coisas mudarem – e nem sempre é o que esperamos. Mas, das muitas coisas que a vida proporciona, as escolhas são nossas – e nem sempre conseguimos escolher a melhor parte. Mas, uma coisa é certa: podemos rever muitas situações e não fazê-las novamente. Sempre há um recomeço e, de preferência, de forma diferente.
Hoje, pelos caminhos que a vida me proporcionou, pelas escolhas que fiz a partir do que ela me proporcionou, dou graças a Deus por ter me guardado dos muitos perigos que já passei. Sou grato a Deus pelos filhos que me deu (e peço a Ele que os guarde – idade chegando...); e sou grato a Deus pela esposa: a minha Lorita, que foi uma doce paixão que se tornou num grande amor em minha vida.
E assim, todos estes itens somados, formam a minha vida. E deles nada levarei, mas a partir deles posso deixar um legado para os meus – principalmente para os meus poucos leitores, que costumo dizer não passar de meia dúzia. Mas, como também ouvi: e vamos continuar continuando. 06/01/2015, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES   

 

 

OLHAR E ESCREVER

Não sei o motivo, a razão, mas as circunstâncias não eram as mais favoráveis, porque quem de longe olhava notava o que acontecia.
Aqui, bem próximo, ela discutia com ele. Roupas claras, cabelos avermelhados, colar no pescoço e deste pendiam três pimentinhas que ficavam à mostra. Ele de terno branco, gravata-borboleta preta e, nas mãos, rosas vermelhas. Discutiam.
Quem os via, via além deles lá longe, num campo aberto, um redemoinho que levava tudo – inclusive as rosas que, minutos depois, estariam ao chão. 09/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

NO OLHO DA RUA

O trânsito parou – ele estava próximo do meio da rua, próximo do cruzamento, próximo das faixas de pedestres. Estava imóvel, de mãos nos bolsos da calça.
O tempo estava meio frio. Deixava-o meio abalado, somado aos últimos acontecimentos: tudo meio parado.
Olhava-se interiormente e começava a entender o que significava estar no meio da rua, depois de anos e anos de trabalho no mesmo lugar.
Pedia-se evolução. Negava-se a enquadrar nos meios. Logo, o resultado. 12/06/2014, Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

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