TEXTOS DO AUTOR

 

 

ENTREVISTADO

 

ANTÔNIO LUCENI

 

 

1) Quem é Antônio Luceni?
Antônio: Não sei. Estou por aqui, é um espírito andante que baixou em mim e aqui ficou.

2) Antes de começar a falar do seu trabalho, o que o Sr. Tem a falar sobre a nossa cidade?
Antônio: Procuro falar bem. Nós temos que procurar estar em um lugar onde nos sentimos bem, se não me sentir bem aqui tenho que procurar um lugar onde possa me sentir à vontade se em todo lugar eu me sentir mal então o problema não está na cidade e sim em mim mesmo.

3) O Sr. Gosta mais de ler ou de escrever? Por quê?
Antônio: Não sei. As duas são ligadas, mas procuro ler mais do que escrever.

4) Quanto à suas leituras, o Sr. tem preferência por livros de criança? Por quê?
Antônio: Não. Na verdade sou escritor e professor de Português. A literatura é um gosto, não tem idade, é como uma música, por exemplo. Júlia não foi escrito para criança, foi escrita para o adulto, para que o adulto possa entender a criança.

5) Com qual escritor se identifica mais? Por quê?
Antônio: Nenhum. Há de tudo um pouco. Nós somos um pouco de todo mundo.

6) Como foi a idéia de começar a escrever?
Antônio: Não me lembro.Gosto desde criança. Mesmo antes de aprender, já queria começar a escrever. Sempre tive esse interesse.

7) O que o motiva a escrever? Tem alguma mania ao escrever? Algum cantinho especial?
Antônio: Viver. Bom, costumo fazer anotações sobre fatos do dia-a-dia para escrever. Cantinho especial? Esse lugar aqui...! Escritório da Arte (Antônio Luceni).

8) Com toda certeza o Sr. já ouviu críticas sobre a respeito do que escreve. Como as encara?
Antônio: Não. Mais é os alunos que comentam mesmo, mas criticas não há.

9) Falando do livro em questão “Júlia”, como decidiu o título?
Antônio: Foi interessante. Acordei de madrugada com o texto na cabeça. Peguei um papel e não voltei a dormir enquanto não terminei. Júlia tem a ver com meu universo. Só alguém puro e simples entende sobre a consciência e lhe dá valor.

10) Como o Sr. estabelece uma relação entre o título e o texto?
Antônio: Não sei. Às vezes o texto vem primeiro que o título ou ao contrário. Mas o título e o texto sempre estão relacionados.

11) Depois que foi publicado, em algum momento quis mudar o título do texto?
Antônio: Não. O título já veio junto com o livro.

12) Que reação o Sr. teve ao ver o texto terminado?
Antônio: A reação é como um parto. È uma reação de alívio, é como um espinho que incomoda. O trabalho de arte começa a brotar dentro de mim e fica me enchendo o saco, um incômodo gostoso que quer se soltar e viver sozinho. Cada livro que nasce, passa a viver sozinho. Nós vamos e os livros ficam.

13) Teve inspiração em quem para escrever? Ou em algum fato real?
Antônio: Júlia é o nome da minha avó. Mas isso não interfere, inspiração não houve em ninguém. Gosto de pegar nos papéis.

14) Por que a história tem este final (alegre/triste)? Terá continuação?
Antônio: (Risos.) Não sei se vocês perceberam, mas não tem final. Eu já pensei, talvez continuar, quero que Júlia use sua consciência. Júlia correu tanto atrás dela, e agora fará uso, talvez role uma mentira, um namoro, não sei. Meu desejo é que ela jogue fora a consciência, pois quero ela humana. Não a quero deusa.

15) O Sr. quis passar algum aprendizado (lição de vida) ao leitor? Algum leitor em específico?
Antônio: Não. Na minha opinião, um bom texto, não deve ensinar nada a ninguém.

16) Houve retorno por parte dos leitores? Deixou-o satisfeito?
Antônio: Então... Algumas pessoas sim, como vocês, por exemplo. Eu não ligo muito para isso. Eu não escrevo muito para os outros. Se criticarem, criticam ao livro e não a mim. A partir que eu faço o livro, ele anda sozinho.

17) O Sr. participa de algum grupo de escritores (reunião de escritores)?
Antônio: Sim. Membro da União Brasileira de Escritores, em São Paulo.

18) O que tem a dizer sobre a Academia Araçatubense de Letras?
Antônio: De um modo geral, são dois lados. O bom que é que são grupos que se reúnem para discutirem sobre vários assuntos. O ruim é que nem todos fazem juízo de estar lá. Quem está lá, acha que é melhor que os outros. Não digo muito de Machado de Assis, mas não perco meu tempo lendo Paulo Coelho.

19) Aos estudantes do Ensino Médio: o que indica para leitura?
Antônio: Indico tudo o que for clássico. Os clássicos sempre são o melhor começo. Recomendo Lusíadas, Dom Quixote, Cortiço, Os Maias, Vinte Mil Léguas Submarinas.

20) Quer deixar algum recado aos nossos leitores (publicação no site)?
Antônio: Leiam. Pode ler. Faz bem ler!

Prof. Antônio Luceni concedeu entrevistas às alunas:
Amanda Anciloto, Bárbara Herrerias, Danielle D´Amore, Jéssica F. B. Santos e Josiane Rodrigues, 1º Colegial 'B' (2008).

Coordenação: Prof. Pedro César Alves, Araçatuba/SP.

 

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ABRAÇOS!

 

 




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"Quem não lê não pensa,

E quem não pensa será para sempre um servo."

 

ESTOU MUITO FELIZ!

 

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