LANÇAMENTO
'O DIÁRIO
DE VÓ LINA"
No último dia 07/7/2011
foi feito o lançamento do livro "O DIÁRIO
DE VÓ LINA", romance da araçatubense Emília
Goulart dos Santos - que, numa rápida palhinha: 'Denise é
uma jovem personagem que narra e contesta o Diário de Vó
Lina...'.
RÁPIDA
ENTREVISTA (2011)
01 – Como surgiu a ideia de escrever
este romance?
Emília Goulart – A ideia nasceu,
numa rodada de bate papo entre velhos amigos. Na ocasião notei
que éramos estranhos para nossos filhos, eles nada sabiam sobre
o nosso passado, como se isso não lhes interessasse. Mas, a consequência
vem e este distanciamento vai produzir desconforto tanto aos pais como
aos filhos.
02 – O título do romance – a que ideia remete
o leitor?
Emília Goulart – Um diário
quase sempre guarda segredos, sentimentos e ressentimentos íntimos.
Conflitos interiores preenchem páginas e páginas de diários
do mundo inteiro.
03 – A senhora disse-me que o romance “O Diário
de Vó Lina” faz uma contestação – por
parte da personagem Denise. O que ela contesta? E por quê?
Emília Goulart – O personagem
contesta dois tempos: o de vó Lina e o atual. De modo geral,
a sociedade e o preconceito são os alvos preferidos.
04 – Além da contestação –
por parte da personagem – o que a senhora quis transmitir ao leitor?
(Algum possível ensinamento?)
Emília Goulart – Que a verdade
sempre prevalece. Ensinamento, não, mas se alguém captar
desse livro alguma lição, ficarei muito feliz.
Entrevista cedida em
2008:
2008
1) Quem é Emília Goulart?
Emília: Nascida em Buritama em 1943, veio morar em Araçatuba
com 11 anos, casada, dona de casa, costureira por 30 anos e mãe
de cinco filhos.
2) Antes de começar a falar do seu
trabalho, o que a Sra. tem a falar sobre a nossa cidade?
Emília: Amo Araçatuba, foi aqui que tive a oportunidade
de criar e educar meus filhos com dignidade.
3) A Sra. gosta mais de ler ou de escrever?
Por quê?
Emília: Gosto mais de escrever, porque fui criada em
um ambiente onde se lia e escrevia muito.
4) Com qual escritor se identifica mais? Por
quê?
Emília: Me identifico com Ligia Fagundes Teles, pelo
jeito natural de em que ela escreve.
5) Como foi a idéia de começar
a escrever?
Emília: O primeiro passa surgiu com minha avó,
porque era analfabeta e tinha curiosidade em aprender a ler e escrever.
E me surgiu a idéia de ler meu próprio trabalho para ela.
6) O que a motiva a escrever? Tem alguma mania
ao escrever? Algum cantinho?
Emília: A curiosidade de minha avó de motivou
muito. Sim, tenho uma mania de escrever em local de muito silêncio.
Tenho meu próprio cantinho, que é na sala onde fica meu
computador.
7) A Sra. prefere escrever para que tipo de
idade?
Emília: Não tenho preferência para escrever
para uma única idade. Todos meus trabalhos são para todos
os públicos.
8) Escrever traz, às vezes, sucessos.
Como encara isso? E como sua família vê isso?
Emília: Às vezes trás sucesso sim, mas
sucesso financeiro é muito raro. Os escritores de hoje em dia
tem uma profissão paralela, porque é muito difícil
um escritor sobreviver do que escreve. Minha família gosta da
minha profissão de escritora.
9) Os textos, como toda a certeza, emocionam.
Dos que a Sra. escreveu, qual emocionou mais?
Emília: O que me emocionou mais foi escrever meu primeiro
romance que ainda não foi editado, chamado “Descaminho
dos anjos”.
10) A Sra. gostava de escrever (ou inventar)
histórias / textos desde pequena? Ou surgiu quando?
Emília: As duas coisas juntas. Não gosto muito
de inventar. Desde pequena escrevo, mais para publicar comecei quando
tinha 50 anos.
11) Escreve baseando em fatos que aconteceram
em sua vida ou em observações ao seu redor?
Emília: Observações ao que acontece ao
meu redor.
12) A Sra. é uma escritora conhecida
na cidade? E no Brasil?
Emília: Na cidade sim. Mas no Brasil não.
13) Falando do texto em questão “Alvorecer”,
como decidiu o título?
Emília: Ele foi inspirado no primeiro horário
da manhã, onde costumo caminhar com meu marido.
14) Que reação a Sra. teve ao
ver o texto terminado?
Emília: Fiquei contente em ter passado para o papel
a emoções que senti. “Foi olhar para o céu
e ver a lua se despedindo da madrugada e os galos anunciando o Alvorecer”.
15) Teve inspiração em quem
para escrever? Ou em algum fato real?
Emília: Um fato real, com a caminhada com meu marido.
16) Por que a história tem este final
(alegre / triste)? Terá continuação?
Emília: Ela terá continuação.
17) A Sra. participa de algum grupo de escritores
(reuniões de escritores)?
Emília: Participo sim, de escritores e de leitores.
No “Grupo experimental da Academia Araçatubense de Letras”
e “Clube de Leitura Mauricio de Vale Aguiar”.
18) E a Academia de Letras?
Emília: Que ela abre as portas aos novos escritores,
dá suporte pra lançarmos os livros para o mercado para
que fiquem conhecidos.
19) O que tem a dizer sobre a Academia Araçatubense
de Letras?
Emília: Que ela dá oportunidades de novos escritos
e leitores tomar um rumo em suas carreiras.
20) Aos estudantes de Ensino Médio
daria quais dicas de leitura?
Emília: Para lerem “Machado de Assis”, ler
clássicos antigos, “Aluízio de Azevedo” também
“Ligia Fagundes Teles”. E a dica é ler o que gostam,
o que realmente se interessam.
21) Quer deixar algum recado aos nossos leitores
(publicação no site)?
Emília: Compareçam ao Clube de Leitura “
Mauricio Do Vale Aguiar”, porque vale a pena.
Emília Goulart concedeu entrevista
as alunas:
Patrícia e Amanda, 1º Colegial 'E' (2008).
Coordenação: Prof. Pedro César Alves,
Araçatuba/SP.