TEXTOS DO AUTOR

 

 

ENTREVISTADO

 

HÉLIO CONSOLARO

 

HÉLIO CONSOLARO

 

01) Quem é Hélio Consolaro?
Hélio:
Deixo para os outros definirem. (Hoje, 2010, Secretário Municipal de Cultura.)

02) Antes de começar a falar do seu trabalho, o que o Sr. tem a falar sobre a nossa cidade?
Hélio:
Gosto dela. Nasci aqui, meus pais nasceram aqui. Às vezes, é mãe; outras, madrasta.

03) O Sr. gosta mais de ler ou de escrever? Por quê?
Hélio:
As duas coisas. São faces da mesma moeda. Ninguém é bom escritor sem ser bom leitor.

04) Com qual escritor se identifica mais? Por quê?
Hélio:
Afonso Romano Sant'Anna, porque ele é muito terno, lê a alma humana.

05) Como foi a idéia de começar a escrever?
Hélio:
Todos nascem para ser amados. Descobri que, escrevendo, podia ser amado e odiado. Construí minha janela para o mundo.

06) O que o motiva a escrever? Tem alguma mania ao escrever? Algum cantinho especial?
Hélio:
Só gosto de escrever em computador. Não tenho mais paciência de escrever textos à caneta ou a lápis.

07) Lembra em que ano publicou o seu primeiro texto?
Hélio:
Foi no ano de 1970 ou 1969. Não me lembro bem.

08) Escrever traz, às vezes, sucessos. Como encara isso? E como sua família vê isso?
Hélio:
Família é complicado, povo interesseiro. No início, me achavam louco. Quando começou a entrar dinheiro por causa de meus escritos, se acalmaram.

09) Como toda certeza o Sr. já ouviu criticas a respeito do que escreve. Como as encara?
Hélio:
Não pretendo agradar a todos. E nem meus textos agradam a mesma pessoa sempre. Às vezes, gostam; outras vezes, desgostam. Mas não deixam de me ler no jornal. Ter leitores é minha riqueza.

10) Quando o Sr. escreve realiza, de certa forma seus ‘sonhos’? Sente-se livre literariamente?
Hélio:
Quando escrevo, converso comigo mesmo, penso em voz alta para que os leitores me escutem ou leiam. O escritor que atua em jornal precisa ter ética, respeitar os outros também. Ninguém é livre, sempre há a censura interna, a preocupação em não ferir as pessoas. O escritor não é um algoz.

11) Os textos, como toda certeza, emocionam. Dos que o Sr. escreveu, qual emocionou mais?
Hélio:
Emocionam-me os textos que se referem diretamente à minha vida, revelam uma experiência que tento entendê-la. Em certos textos, a escrita me faz chorar.

12) Escreve baseando-se em fatos que acontecem em sua vida ou em observação ao seu redor?
Hélio
: Tudo contribui. O escritor não pode ver o mundo por meio dos lugares-comuns. Ele precisa apresentar ao leitor uma forma nova de ver o mundo, um certo frescor, isso se chama processo de estranhamento. Enquanto todos sobem a escada rolante, o cronista desce. Ele nada contra a maré.

13) O Sr.é um escritor conhecido na cidade? E no Brasil?
Hélio:
Em Araçatuba e na região sou muito conhecido. Em termos de Brasil, mais como coordenador do site Por Trás das Letras:
www.portrasdasletras.com.br

14) Falando do texto em questão “A vida passou a sorrir”, como decidiu o titulo?
Hélio:
Sempre busco os títulos de meus textos no último parágrafo deles, pois eles não podem antecipar nada do texto. Como o jornal é grande, preciso fisgar o leitor para o meu texto, concorro com as notícias, com o jogo das palavra cruzadas, etc., então, o título é o primeiro marketing. Depois é escrever bem, segurar o leitor até a última linha. E se possível, transformá-lo num leitor assíduo. O título desse texto é uma expressão usada no último parágrafo.

15) Depois que foi publicado, em algum momento quis mudar o titulo do texto?
Hélio:
Não. Nunca tive problemas.

16) Que reação o Sr. teve ao ver o texto terminado?
Hélio:
Alegria. E quando pessoas me telefonam, elogiando ou criticando algum texto, volto a lê-lo para observar se o leitor tem razão.

17) Teve inspiração em quem para escrever? Ou em algum fato?
Hélio:
Fato. O cronista busca ver o lado estranho da realidade, discuti-lo, meter sua colher de pau nodoso. Fazer ligações, relações com outros fatos. Ver poesia onde parece ter apenas azedume.

18) O Sr. quis passar algum aprendizado (lição de vida) ao leitor ? Algum leitor em especifico?
Hélio:
O escritor não é um catequista ou pregador, mas sempre ele passa uma mensagem ao leitor. Que ela seja positiva. Preocupo-me com isso.

19) Sabemos que o senhor participa dos grupos de escritores da Academia – como funciona?
Hélio:
Para ser acadêmico, precisa ter vaga e livro publicado. Hoje, temos 20 cadeiras. Todas ocupadas. Há o Grupo Experimental que se reúne na segunda terça-feira de cada mês, às 19h30, na sede da Academia Araçatubense de Letras, na rua Joaquim Nabuco, 210. Todos os escritores e aprendizes de escritor estão convidados.

20) O que tem a dizer sobre a academia araçatubense de Letras?
Hélio:
Gosto de participar dela. Nela faço amigos, ensino muito, cultivo verdadeiras amizades.

21) Aos estudantes do Ensino Médio: o que indica para leitura?
Hélio:
Leiam revistas, jornais, textos on-line, livros. Leiam.

22) Quer deixar algum recado ao nosso leitor (publicação no site)?
Hélio:
Viva a vida, carpe diem. A única propriedade que temos é o ar que estamos respirando agora.

Prof. Hélio Consolaro concedeu entrevistas a vários grupos e fez-nos uma visita (palestra) na escola. A entrevista acima foi realizada pela aluna:
Eloisa Martins Reckelberg, 1º Colegial 'E' (2008).

 

Coordenação: Prof. Pedro César Alves, Araçatuba/SP.

 

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ABRAÇOS!

 

 




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"Quem não lê não pensa,

E quem não pensa será para sempre um servo."

 

ESTOU MUITO FELIZ!

 

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