TEXTOS DO AUTOR

 

 

ENTREVISTADO

 

JOSÉ RENATO

GIMENES DAS NEVES

 

JOSÉ RENATO GIMENES DAS NEVES

 

01) Quem é JOSÉ RENATO GIMENES DAS NEVES?
Gimenes:
Um apaixonado por música e por arte.

02) Antes de começar a falar do seu trabalho, o que o você tem a falar da sua cidade - Araçatuba/SP?
Gimenes:
Araçatuba precisa encontrar sua identidade cultural. Depois do 'boi gordo', nada mais foi feito para caracterizar Araçatuba. Temos ações dispersas que não fazem um link entre si e isso não favorece culturalmente e turisticamente Araçatuba.

03) Dentro da sua área, a música, você gosta mais de compor as partituras ou de executá-las? Por quê?
Gimenes:
Gosto mais de compor porque a música está no ar, na mente, nas coisas ao redor. Ficar repetindo o que os outros fizeram não é muito minha praia. Minha mais recente composição chama-se "Cupim Casqueirado agora é lei", é um samba que fala da polêmica entorno do prato típico da cidade. Quando toco músicas de outros autores, sempre toco do meu jeito. Não gosto de cover.

04) Quanto ao que compõe, você tem preferência por quais temas? Por quê?
Gimenes:
O que vem no momento. Sem regras, sem preferências. Quando elegemos preferências criamos um muro que impede uma visualização mais ampla. Não quero isso. Apesar das regras, a inspiração tem sempre que estar livre.

05) Com quem se identifica mais em suas composições? Por quê?
Gimenes:
Não sei. Cada hora estou de um jeito diferente. Acho que sou a 'metamorfose ambulante' do Raul Seixas. Gosto do que me satisfaz no momento em que estou gostando e pronto.

06) Quanto ao que executas, você tem preferência por quais temas? Por quê?
Gimenes:
Gosto de composições que tenham um diferencial que me pega dizendo: opa! isso é legal. Pode ser de qualquer estilo ou compositor. Gosto de músicas inteligentes e que instigam e acrescentam ao que já conheço.

07) Como surgiu a ideia de escrever a letra + partitura do samba-enredo vencedor do Concurso de Samba para o Carnaval 2011 em nossa cidade?
Gimenes:
Achei o tema interessante. Muitas vezes faço coisas que ficam só na minha cabeça. Com o samba, ele veio quase pronto e eu resolvi cantá-lo. Foi a primeira vez que fiz uma composição cantando, sem acompanhamento de harmonia e ritmo. Depois de gravar cantando é que fui colocar todo arranjo musical. Não esperava ganhar, mas estava de olho no valor do prêmio (rsrs).

08) Que reação você tem ao ver uma obra terminada? E esta premiada, ou reconhecida?
Gimenes:
Reconhecida ainda não tive nenhuma. Gosto de me escutar. Sempre que viajo sozinho, me escuto no som do carro. Gosto do que faço e isso me basta. Não procuro reconhecimento e nem estar antenado com as novidades do momento. Toco meus instrumentos do jeito que gosto de tocar e ponto.

09) Tem sempre esta motivação – melhor – o que o motiva a escrever (letra + partituras)? Ao escrever (letra + partitura), tem alguma mania ao fazer? Algum “cantinho” especial?
Gimenes:
A criação surge de maneiras diversas. Às vezes pego a música não sei de onde, outras pesquiso um compositor e descubro seu truque a ai brinco com isso. Outro dia escrevi uma partitura a lápis. Fui compondo à moda antiga e o resultado foi muito interessante.Às vezes a música me persegue e eu a prendo no meu computador, e digo: agora você é minha. Gosto de experimentar o acaso, o aleatório, o imponderável, o inusitado. Isso me diverte e agrada.

10) Com toda certeza você já ouviu críticas sobre o seu trabalho. Como as encara?
Gimenes:
Quando a crítica é muito maldosa, procuro saber se o crítico faz coisas melhores do que eu. Se fizer, eu até posso repensar sobre o que fiz. Na maioria das vezes eu não me preocupo pois fiz o que queria, do jeito que eu consigo fazer e fiquei feliz com o resultado. Vou parafrasear o músico francês Erick Satie "Se você precisa que eu explique minha arte, por favor para de me escutar". É mais ou menos por aí.

11) Tem, em mente, ao fazer o seu trabalho de composição (letra + partitura), passar algum aprendizado ao público?
Gimenes:
Não. Arte não é lição escolar. Arte é arte. Pedagogia é outra coisa. Alíás tão fazendo muito essa confusão e a arte tá ficando moldada ao politicamente correto. A Arte só pode estar a serviço da arte. O resto é doutrinação social, política e religiosa. Vamos deixar a arte ser por si só.

12) Fale um pouquinho sobre o seu trabalho musical desenvolvido em nossa cidade.
Gimenes:
Aqui trabalho ensinando música e tocando com quem gosto.

13) E o que se pode falar da ‘arte musical’ em nossa cidade – de maneira geral. Será que não está faltando espaço / e ou, maior empenho de nossos administradores em termos de ‘música’?
Gimenes:
Falta arrojo e abertura para inovações. Somos uma colcha de retalhos presos pelas regras excessivas das burocracias instituidas. Tudo tem muito edital, muito papel, muita exigência e pouca música. O principal que é fazer a arte ficou em segundo plano. Hoje o artista tem que estar vinculado a orgãos, produtoras, cooperativas e tem seguir as cartilhas ditadas por elas. Um saco. Você só toca no Mapa Cultural ou na Virada Cultural se um curador que vc nem conhece que diz se sua arte é boa ou não. Tudo tem finalidade. A arte não tem fim e nem finalidade. Fica tudo margarina quando deveria ser manteiga. Fica tudo fast food quando podia ser prato de gourmet.


14) Como é o "retorno" por parte dos apreciadores da boa arte da música? Deixa-o satisfeito?
Gimenes:
Quem gosta, gosta. Quem sabe gostar, aprecia e se delicia. Quem naõ sabe, perde. Escuta o que mandam eles escutarem. Gosto de quem me escuta, mesmo sendo poucos. Isso já é o suficiente.

15) O que você poderia falar sobre a ALMA (Associação Livre dos Músicos de Araçatuba)?
Gimenes:
Uma tentativa. Um começo. Um tanto burocratica, mas é assim que tudo está, não é? Apoio a ALMA.

16) Você participa de algum grupo de estudo ou associação cultural?
Gimenes:
Sou membro da ALMA.

17) Aos leitores, que recado deixaria?
Gimenes:
Abra os ouvidos para além das melodias lineares. Há uma música tocando deste o início dos anos 40 que é maravilhosa e que poucos tem acesso ao seu prazer, talvez por criarem um muro divisor e não aceitar a música além da melodia, ritmo e letra. Música é muito mais que isso. Quem buscar esse universo vai perceber outras dimensões do fazer sonoro e adicionar outros paradímas ao seu gosto musical. Afinal, gosto de discute e se aprende.

18) Como se pode ter contato com o seu trabalho?
Gimenes:
Tenho algumas coisas no Youtube. Ou mandem-me um E-MAIL, que eu envio arquivos musicais de minhas composições.

Sites:

ZRG SONS & VÍNCULOS

ZRG SONS & VÍNCULOS - BLOG


Youtube:

DUO PORTAL - CERAMÍSTICA

PAISAGEM SONORA - Zé Renato e Márcio Negri

O ÍNDIO E O URUÁ - Zé Renato e Mário Carteado

FLIP - PARATY - Vídeo de Viagem ( filmagem e trilha sonora: Zé Renato)

 

Coordenação: Prof. Pedro César Alves, Araçatuba/SP.

 

*

ABRAÇOS!

 

 




restaurante recife

 

"Quem não lê não pensa,

E quem não pensa será para sempre um servo."

 

ESTOU MUITO FELIZ!

 

Copyright Editor Prof. Pedro César Alves.

Todos os direitos reservados - 2010-2011.

 

 

 

 

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TRABALHOS EM CDS


HORIZONTES

CAPA - CD HORIZONTES

- Música para relaxamento -1998


MÚSICA DE UM POVO IMAGINÁRIO - 2001

CAPA - CD DUOPORTAL

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Zé Renato e Gustavo B. Lima.

 


COLETÂNEA ALMA

Vol. 01 - 2010

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TRABALHO MULTIMÍDIA

100 anos em ação - 2008
que fez para homenagear os 100 anos de Araçatuba. É uma coletânea de curtas sobre Araçatuba onde fez o roteiro, a direção e a trilha sonora.