TEXTOS DO AUTOR

 

 

 

ENTREVISTADA

 

RITA LAVOYER

 

 

01) Quem é Rita Lavoyer?

Rita: Decifra-me ou te devoro.

 

02) Antes de começar a falar do seu trabalho, o que a Sra. tem a falar da cidade de Araçatuba?

Rita: Moro aqui há três anos. Fui muito bem acolhida, obrigada.

 

03) A Sra. gosta mais de ler, de escrever, ou de desenhar e pintar? Por quê?

Rita: Já pintei, bordei e ralei na adolescência, me achava nessas artes. Larguei mão porque não tinha tempo para o exercício que não garantia o sustento. Por isso, continuei ralando. Escrevia algumas porcarias e achava que prestavam. Assuntos sem importância alguma para alguém perder tempo lendo-os. De repente, disparei a escrever assuntos com temas mais profundos e gostava do que escrevia. Daí não parei mais. Tenho que escrever sempre, sem parar. Algumas coisas eu as publico no blog. Outros estão em pastas especiais. Já li, hoje não leio muito. O melhor livro está ao nosso redor. Chama-se "Gente". Difícil entendê-lo, mas que dá boas histórias, isso não posso negar.
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04) Quanto ao que escreve, a Sra. tem preferência por quais temas? Por quê?

Rita: Não defendo um tema específico. Escrevo até piadas. Mas eu gosto de escrever sobre mulheres. Afinal, conheço um pouquinho sobre isso. Faço poesias, contos, crônicas com o que me vem à cabeça no momento. Não fico procurando tema, o assunto chega despertando-me para escrevê-lo. Sou apenas um instrumento da escrita. Tenho me esforçado para levar ao conhecimento das pessoas o que é o "Fenômeno Bullying" . Está difícil! Não quero parar de escrever sobre isso.
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05) Com quem se identifica mais em suas obras? Por quê?

Rita: Olha, ainda estou a procura da minha identidade, para eu poder identificar-me comigo mesma. Já coloquei algumas coisas minhas no lugar, mas o meu quebra-cabeça é meio mutante. Em vim aos pedaços, mas não desisto nunca de recompor-me. Sei que um pedaço de mim está com você e com mais alguém. Tento me identificar com o Cristo - sou pretensiosa -, mas Ele está muito além de mim. Como eu tento alcançá-Lo, sigo os passos Dele com os meus braços estendidos. Sei que Ele caminha olhando para trás, e dentro da poeira tenho fé que um dia Ele há de me encontrar. Então, as minhas 'parabolinhas' têm o que eu sou , trazem apenas o meu nome : Rita Lavoyer.
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06) Como foi a ideia de começar a escrever'?

Rita: Começar a escrever? Pela própria necessidade de me encontrar. Em cada linha há um pouco daqulio que eu quero ser ou daquilo que tento expurgar de mim. Sou a fantasia mais verdadeira de tudo o que sou e faço no afã de acertar. Não sonho uma nota azul sobre a minha avaliação. Quero-a colorida sobre cada montante de respostas que eu conseguir dar às minhas questões. Por isso escrevo-me.

07) O que a motiva a escrever? Tem alguma mania ao fazer? Algum "cantinho" especial?

Rita: Nada! Escrevo em qualquer lugar. Quando vem a ideia pego logo o papel e a caneta. Já acordei à noite para escrever músicas que vieram com letras e melodias. Já escrevi história para os livros infantis em 20 minutos; outras, com bebê no colo, cozinhando e entre as demais atividades que uma pessoa pratica no dia a dia.

 

08) Com toda certeza a Sra. já ouviu críticas sobre o seu trabalho. Como as encara?

Rita: Sim! Mas não como eu faço, mas sobre o resultado do que eu faço. Já me disseram para eu amadurecer as minhas ideias (#@&(*¨*¨%$$)????? Disseram-me que as minhas obras infantis não são agradáveis. Lógico, respondi, coisas excelentes estão abarrotando o mercado, por isso tento colocar o meu trabalho no mundo, para quebrar os paradigmas. Nem só de coisas boas vive o mundo, por isso eu existo.
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09) Falando sobre seus trabalhos, como decide sobre os títulos?

Rita: Às vezes eu parto do título mesmo. Se escrevo um texto para depois encontrar um título procuro nominá-lo com algo que choque, que chame a atenção para que continuem lendo o resto, não apenas o título.

 

10) Como a Sra. estabelece uma relação entre o título e a obra?

Rita: Não estabeleço. Eu tenho que fazer a coisa acontecer, casando uma coisa com outra. .

 

11) Depois que coloca o título, em algum momento já quis mudar o título da apresentação?

Rita: Não.

 

12) Que reação (sensação) a Sra. tem ao ver o quadro/tela terminado?

Rita: Catártica.

 

13) A obra "O MENINO E A PEDRA" teve inspiração em quê? Ou em quem?

Rita: Eu o escrevi em 15 ou 20 minutos mais ou menos. Não inspirei, fui inspirada. Em um dia de domingo, totalmente sem graça, eu escrevi onze textos sobre "Mulheres", em uma noite qualquer, oito textos sobre "Pais". A tristeza ajuda, alegria também. Ninguém é perfeito.

14) A Sra. ao preparar as suas obras tem em mente passar algum aprendizado (lição de vida)?

Rita: Eu não sou uma pessoa com qualificações para passar aprendizado a ninguém. O pouco que aprendo no meu dia-a-dia compartilho com o meu esposo e filhos. Mais eles me ensinam do que eu a eles. Todo texto, direta ou indiretamente, traz em si uma mensagem. Vai da interpretação de cada um. Um bom texto é aquele que incomoda, incomoda, incomoda muita gente. Estou tentando.

 

15) Como é o "retorno" por parte dos apreciadores da boa arte? Deixa-a satisfeita?

Rita: Tenho alguns leitores fiéis que gostam; desafetos fiéis que me lêem, tenho também. Então, tenho público cativo, uai! Eles fazem parte dos "retalhos da minha história". Uma obra não se traduz apenas com boas palavras.

16 - A senhora participa de algum grupo de estudo ou associação cultural?

Rita: Já fui frequentadora assídua do Grupo Experimental.

 

17) Aos estudantes, o que indica?

Rita: Estudo! Muito estudo!

 

18) Qual recado deixaria aos leitores do site?

Rita: Uma entrevista de perguntas e respostas é muito pouco para conhecer alguém. Há muito mais de nós em uma pergunta do que em várias respostas (questão 06). Enfim, agradeço a oportunidade que o professor Pedro me proporcionou para complicar um pouco a sua ideia a meu respeito.

19) Como se pode ter contato com o seu trabalho?

Rita: Visite o meu blog BLOG DA RITA LAVOYER - leia um pouco mais sobre mim no texto "Sou Mulher", publicado em 08/03/2010.

25/05/2010

Coordenação e realização: Prof. Pedro César Alves, Araçatuba/SP.

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ABRAÇOS!

 

 




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"Quem não lê não pensa,

E quem não pensa será para sempre um servo."

 

ESTOU MUITO FELIZ!

 

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