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Dia 15/5, domingo, na Virada Cultural, o escritor Ignácio Loyola Brandão ministrou excelente palestra no Teatro Municipal "Paulo Alcides Jorge". Antes, houve apresentações de membros do Grupo Experimental e da Academia Araçatubense de Letras.

 

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"VOTO DE APLAUSOS"

No dia 13/02/2012, às 19h, na Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, recebi 'Voto de Aplausos', indicado pelo vereador Prof. Cláudio, e subscrito pelos onze vereadores - pelos relevantes serviços prestados junto à comunidade, através do Programa Escola da Família e 1º CulturArte/2011, na EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão.

 

ASSISTA AQUI MATÉRIA PRODUZIDA PELA TV CÂMARA

SOBRE A 1ª CULTUR'ARTE - PARAISÃO

 

Pedro César Alves - autor deste site, é natural de Araçatuba / SP; é prof. de Língua Portuguesa, Literatura e Redação nas Redes Estadual de SP (EE "Dr. Clóvis de Arruda Campos" - Paraisão) e Particular ("Colégio CETEA"). Também foi Gestor do PEF - Programa Escola da Família até 31/01/2012 (Paraisão) e é Colunista do Jornal "O Liberal Regional", aos sábados. No 2º Semestre de 2011 ministrou em Araçatuba e Lourdes o 'Curso de Crônicas' através da Oficina Cultural "Sílvio Russo".

 

"As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos."

- por MACHADO DE ASSIS

 

 

1ª CulturArte 'PARAISÃO'

Confira as fotos acessando os links abaixo:

REALIZADO NOS DIAS 10 E 11 DE DEZEMBRO DE 2011

 

ASSISTA AQUI MATÉRIA PRODUZIDA PELA TV CÂMARA

SOBRE A 1ª CULTUR'ARTE - PARAISÃO

ORGANIZAÇÃO

Prof. Pedro C. Alves - Gestor do PEF / Profª. Myriam X. da Silva - Educadora do PEF

 

AS PESSOAS COMO SÃO

'VIVER SOZINHO'

BANCO - SOLITÁRIOComo são engraçadas as coisas! Às vezes percorremos longos caminhos e nem sempre acontece como esperávamos, mas... E de repente acontece de maneira que não esperávamos. Como é este mundo, não é mesmo?
Eu sou uma pessoa que não me dou muito bem com o conviver junto – sou muito estourado! Tenho, possivelmente, o olhar franco das coisas e não fico medindo palavras – apenas falo o que penso, não guardo facilmente mágoas – só em extrema repetição de mesmos erros, e acabo de falar chamo para tomar café – como se nada tivesse acontecido. Sou assim... E pretendo ser assim até o último suspiro de minha permanência neste tabernáculo terrestre. (Tabernáculo vem do latim ‘tabernaculum’ e significa tenda, cabana, barraca; no tempo do Êxodo também existia – e era uma tenda portátil onde Deus falava ao seu povo por meio de seu profeta - Moisés; aqui no texto, quando usei, dei-lhe a proporção de ‘corpo humano’.)
Decidi há pouco tempo que, apesar do viver sozinho ser penoso, mas a mim está sendo necessário. Vivo bem – e sem brigas. Claro! – pode você, caro leitor, dizer. É obvio que não é possível eu brigar com eu mesmo – mas às vezes acontece... Acontece quando faço determinada coisa e, tempos depois, vejo que não era aquela a melhor maneira – logo, discuto comigo mesmo: por que não pensei melhor antes de fazer?
E, como disse outro dia, ‘assim caminha a humanidade’ – e como caminhamos! Sempre, apesar de tanta solidão que há no mundo, sempre procuramos no outro algo que ‘achamos’ que vai nos satisfazer. Mas nem sempre somos correspondidos em nossas expectativas. E logo aparecem as decepções.
Outro dia li que devemos procurar em nós mesmos o nosso outro eu! Fiquei a pensar e conclui que é pura verdade... Se não nos encontrarmos, como vamos nos encontrar no outro o que queremos? Assim, precisamos ser independentes – e cada vez mais e fazer da solidão uma amiga aventureira. Aventureira no sentido de dar a ela (e a nós) oportunidades de ‘ausentar’. Explico: hoje preciso de espaço para estar só; amanhã preciso de espaço para estar com o outro – e assim levando a vida... Ou, como diz a canção ‘Deixa a vida me levar’, que Zeca Pagodinho entoa muito bem: ‘Eu já passei / Por quase tudo nessa vida / Em matéria de guarida / Espero ainda a minha vez / Confesso que sou / De origem pobre / Mas meu coração é nobre / Foi assim que Deus me fez... // E deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) / Deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) / Deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) / Sou feliz e agradeço / Por tudo que Deus me deu... // Só posso levantar / As mãos pro céu / Agradecer e ser fiel / Ao destino que Deus me deu / Se não tenho tudo que preciso / Com o que tenho, vivo / De mansinho lá vou eu... // Se a coisa não sai / Do jeito que eu quero / Também não me desespero / O negócio é deixar rolar / E aos trancos e barrancos / Lá vou eu! / E sou feliz e agradeço / Por tudo que Deus me deu... // Deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) / Deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) / Deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) / Sou feliz e agradeço / Por tudo que Deus me deu... // Eu já passei / Por quase tudo nessa vida / Em matéria de guarida / Espero ainda a minha vez / Confesso que sou / De origem pobre / Mas meu coração é nobre / Foi assim que Deus me fez...”
E, finalizando, viver na solidão não é fácil não, mas precisamos dar tempo a nós mesmos – principalmente quando as coisas não estão dando certo. Então, o melhor remédio de quem vive só – ou está aprendendo a viver só é: nunca deixe a solidão te tomar totalmente, dê a ela – e a você – o direito de se ausentar. 21/02/2012, 22h - Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

ANJO E DEMÔNIO

(ANJA E DIABA)

Outro dia fiquei a pensar sobre anjo e demônio – e, às vezes, nos deparamos com eles bem ao nosso lado, aqui nesta Terra de bênção e de maldade – mas não é por isso que vamos desanimar. Estamos, afinal, aqui pra isso: para vencer sempre; fracos são aqueles que, durante a caminhada, desistem e ceifam a própria vida.
Pensando em escrever sobre anjo e demônio, mais anjo que demônio, fiz algumas reflexões – que você, caro leitor, pode também tirar as suas conclusões. E, nas minhas reflexões de pensador desocupado (pelo menos neste momento), somos nós mesmos os anjos e os demônios. Às vezes fazemos o bem, às vezes – e sem querer, fazemos o mal: por quê?
Nós, seres humanos, entramos constantemente em contradições: às vezes queremos certas coisas, logo depois queremos outras coisas – e ‘assim caminha a humanidade’, como diz a canção. Mas, afinal, caminhamos; progredimos.
A imagem ilustrativa deste texto, que já diz tudo, é melhor que a minha (como diz meu amigo José Marcos Taveira). Disse-me certa vez que era melhor eu colocar uma imagem que fazia referência ao texto, pois a minha era muito feia, justificava. Acreditei: e esta veio de encontro!
E como alguns sabem, eu adoro escrever sobre o anjo chamado de mulher – que ao mesmo tempo também é diaba. Como são terríveis! Mas, apesar do adjetivo citado, são ao mesmo tempo adoráveis (quando querem). Por quê? (Gostaria que, algum dia, uma ‘anjinha’ me respondesse...)
Às vezes penso que uma anja ‘torta’, loura (que não é a minha praia), de olhos claros fora indicada pelo Criador para estar ao meu lado – mas, como eu recusei – não tenho certeza disso (pois deve ter sido inconscientemente), sempre dou com ‘os burros n’água’! Creio que minha preferência pelas anjas/diabas morenas me causa tudo isso.
Apesar de tudo, ainda continuarei a tentar – afinal, estou vivo, não é mesmo? Ou, como ontem ouvi de uma colega de trabalho: “Você diz isso porque não encontrou, ainda, a sua alma gêmea.” Existe? (13/02/2012)

Obs.: se você souber a resposta, envie-me: Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

CRÔNICA DA SEMANA - 2012

CRÔNICA DA SEMANA - 2011

 

DIA 11/02 - Aniversário do meu 'pequeno' Júlio César - 16 anos: PARABÉNS!

DIA 18/02 - Aniversário da minha 'pequena' Fernanda Caroline - 12 anos: PARABÉNS!

 

 

18/02/2012

ENTRE ANJO E DEMÔNIO:

O QUE SOMOS?

Outro dia fiquei a pensar sobre anjo e demônio – e, às vezes, nos deparamos com eles bem ao nosso lado, aqui nesta Terra de bênção e de maldade – mas não é por isso que vamos desanimar. Estamos, afinal, aqui para isso: para vencer sempre; fracos são aqueles que, durante a caminhada, desistem e ceifam a própria vida – será que, pelo menos nos momentos que antecedem ao ato, não pensam na angústia que deixarão aos entes queridos?
Uma proposta difícil: escrever sobre anjo e demônio, mais anjo que demônio; fiz algumas reflexões – que você, caro leitor, pode também fazer e tirar as suas próprias conclusões. E, nas minhas reflexões de pensador desocupado (pelo menos neste momento), somos nós mesmos os anjos e os demônios. Às vezes fazemos o bem, às vezes – e sem querer, fazemos o mal: por quê? Por quê?
Nós, humanos, entramos constantemente em contradições: às vezes queremos certas coisas, logo depois queremos outras coisas – e ‘assim caminha a humanidade’, como diz a canção. Mas, afinal, caminhamos; progredimos. E, progredindo, poderemos alcançar a Terra prometida.
Pense num anjo; pense num demônio. A imagem ilustrativa que lhe vem à cabeça já diz tudo e é melhor que a minha escolha, se eu a colocasse aqui. Disse-me certa vez um amigo que nos meus textos seria melhor eu colocar uma imagem ilustrativa (e não a minha imagem). Acredito que sim!
E creio, ainda, que nascemos anjos – ou como disse Cícero, uma das mentes mais versáteis que Roma teve: ‘Não sabermos o que aconteceu antes de termos nascidos é permanecermos eternamente crianças’. Alguns, com o correr da vida, desviam – tornam-se instrumentos do mal. Por quê? Ou, como disse Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço: ‘Todos nós nascemos originais e morremos cópias’ – bem interessante esta colocação que leva a muitas reflexões.
E muitas vezes me pego escrevendo sobre o anjo chamado mulher – que, e ao mesmo tempo, também não o é. Como são, em determinados momentos, terríveis! Mas, apesar do adjetivo citado, são ao mesmo tempo adoráveis (quando querem). Por quê? Será que algum dia alguma ‘anjinha’ me responderá o porquê de tantas contradições na alma feminina? (Cito a alma feminina porque é mais fácil falar da alma oposta, e não da alma de quem está escrevendo – a alma masculina, e sem machismo algum.)
Às vezes penso que uma anja ‘torta’, loira, de olhos claros fora indicada pelo Criador para estar ao meu lado – mas, como eu recusei – não tenho certeza disso (pois deve ter sido inconscientemente), sempre acabo me dando mal. Creio que a minha preferência difere do Criador.
E, lembro-me neste momento de alguns versos do poeta: “Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida” – este belíssimo texto, o ‘Poema de Sete Faces’, foi publicado em 1930, no primeiro livro de Carlos Drummond de Andrade, intitulado Alguma Poesia. Gostaria de acrescentar em minhas reflexões: como será a alma feminina: anjo ou demônio?
Apesar de tudo, ainda continuarei a buscar uma resposta – e não somente na alma feminina: somos nós anjos ou demônios? Somente para um dia ter a certeza de, ou pelo menos em parte, entender e afirmar com mais convicção. Afinal, tenho que pesquisar – e muito, estou muito bem vivo, não é mesmo?
Ou, como muitas vezes ouvimos: entre anjos e demônios, a grande maioria procura a sua alma gêmea – e acaba se pervertendo para o outro lado (e de ambos os lados). Mas, refletimos sobre as palavras do filósofo iluminista Rousseau: ‘Todo Homem nasce livre e, por toda parte, encontra-se acorrentado’. Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

11/02/2012

INFÂNCIA

NUM BAIRRO QUASE NOBRE

IGREJA SÃO JOÃO E SÃO JUDAS TADEUEsta semana deparei-me com fatos e fotos que já povoaram a minha cabeça – parte real, parte imaginária, mas que aos poucos vão sendo esquecidos.
O bairro São João, onde vivi a minha infância e adolescência, não me sai da mente – pode passar tempos sem eu passar por lá, basta um trafegar pela rua Marechal Deodoro que tudo vem à tona. E, o começo de tudo: as torres da Igreja São João e São Judas Tadeu – um dos mais belos e conservados templos religiosos de nossa região. Lá no alto das torres os relógios que, em época áurea, marcavam perfeitamente o meu viver, o viver do povo daquela região e proximidades, pois os sons iam longe. Dos quatro lados das torres, apenas um não tinha relógios com ponteiros – lado interno – frente a frente apenas se olhavam. Os relógios marcavam perfeitamente a vida do cidadão daquela região, pois a cada quinze minutos badalavam os sinos: quinze, trinta e quarenta e cinco minutos que decorei com o passar dos anos vivendo ao lado daquelas máquinas – sem contar as horas fechadas que badalavam sem parar dia e noite. Eu que fui criado naquele pedaço de chão sentia falta quando os sinais de tempo não batiam.
Ainda, da Igreja, lembro-me de sacerdotes que marcaram em seu tempo: o padre Carmélio, que passeava pelas ruas do bairro em sua bicicleta visitando os fiéis; e, sem pestanejar, não poderia esquecer as turmas de escoteiros.
A praça São João foi um marco em minha vida. Gostava de chegar cedo ao trabalho (que era na esquina da praça, menos de duas quadras de minha casa) só para sentar nos bancos sob frondosas árvores; ou ainda, caminhar em volta da piscina central com seu chafariz que, à noite, iluminava coloridamente os que por lá passavam. Nestes mesmos bancos eu e meus amigos e amigas de trabalho nos encontrávamos e era uma algazarra só – éramos, na época, jovens e acreditávamos na força de nosso trabalho: estávamos a conquistar o mundo, pedacinho a pedacinho. Jogamos, sentados naqueles bancos, muita conversa fiada – além de alguns afagos que corriam soltos.
Na esquina o cinema – bons tempos quando este funcionava! Houve época que o mesmo lugar serviu de templo religioso. Passo por ali e lembro-me de algumas reformas que o prédio passou.
Na outra ponta da esquina da praça – com a rua Marechal Deodoro: bar – depósito de bebidas, mercado, farmácia, banco, lojas. Ali, naquele pedaço, comecei a trabalhar – todo mundo me conhecia – fui criado no bairro! Lembro-me que ao anoitecer, um senhor colocava o seu carrinho de lanche – ainda está por lá. Quantas saudades!
Neste bairro, que ainda permanece gravado em minha mente, aprendi as primeiras letras na escola ‘Índio Poti’. Ah, como é bom lembrar os velhos mestres, a primeira professora – dona Marli, que nunca esquecerei! Minha mãe ensinou-me alguns rabiscos, e dona Marli ensinou-me o mundo da leitura me alfabetizando. Lembro de outros mestres: seu Quinzé, que desenhava livremente, perfeito, na lousa o mapa do Brasil; o seu Ribamar, de Educação Física: sua voz ainda soa alto aos meus ouvidos – e, digo de passagem que suas aulas começavam às seis da manhã! E sem esquecer que naquela época os meninos não faziam aulas com as meninas – e estas de saias brancas, curtas, camisetas brancas, shorts vermelhos, meias e tênis brancos – como adorávamos chegar cedo nestes dias em que elas faziam aulas!
Cresci. O tempo passou e hoje tenho saudades. Grandes feitos. Grandes lembranças que dificilmente o tempo apagará; apenas aos que partem estas ficam apagadas, mas na memória de outros estes permanecerão – e, quando seus feitos forem pesados, o de melhor praticado ficarão: jamais se perderão, mas permanecerão na luz da eternidade. Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

04/02/2012

CONVITE INTRANSFERÍVEL

Hoje há muitos convites – desde os mais absurdos, que levam à prática do mal, aos mais saudáveis, que indicam o caminho do bem. Mas o convite de hoje é um pouco diferente, intransferível: é sobre o ato de escrever.
Escrever é um ato positivo – se não o fosse, muitos conhecimentos que temos hoje não teríamos, pois os nossos antepassados deixaram muitas coisas boas registradas – e, desde os desenhos nas pedras das cavernas até nossos dias, muitas coisas aconteceram: evolução na certa!
Mas para tudo tem um preço – e a evolução também teve um preço que, aos poucos, estamos conhecendo: pagando caro, muitas vezes. E um dos mais altos preços é o distanciamento do homem perante o próprio homem – as conversas noturnas nas calçadas já não existem mais, principalmente nos grandes centros urbanos. Nas pequenas cidades ainda se vê tal prática, mas também aos poucos está se perdendo. O que fazer?
O leitor que ainda nos dias atuais tem acesso a jornais, revistas ou internet possui, até certo ponto, um conhecimento ávido do que estou escrevendo – e, com certeza, não discordará de mim. Tal conhecimento mostra que a raça humana está, aos poucos, se distanciando do objetivo de seu Criador: que é o amor. E o Filho do Criador disse-nos: ‘amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei’ – e nessa situação, pergunto novamente: o que fazer?
Uma das poucas saídas que temos é lançar um convite à escrita. Escrever, escrever e escrever. Antigamente o povo tinha gosto pela escrita – poucos sabiam (mas muitos queriam aprender e não tinham oportunidade), e estes que sabiam eram rodeados, por exemplo, quando uma carta era entregue – notícias dos seres queridos seriam anunciadas. E hoje?
Hoje: ao contrário de antigamente. Muitos sabem ler e escrever, mas poucos – pouquíssimos – escrevem! Há saídas?
Quanto às saídas é fácil de dizer que sim, mas será que – principalmente os jovens – querem? Creio que a resposta é imediata por parte de todos: dificilmente um jovem quer realizar tal atividade. O poema ‘Sou a palavra e te convido’ – que não me recordo a autoria – traz os seguintes dizeres: ‘Jovem, escreve tudo aqui / a tua palavra / a tua frase / o teu parágrafo / a tua redação / o teu nome / o teu sentimento / a tua emoção / teu secreto desejo / tua ambição / tua rebeldia / tua história / teu poema / teu discurso’ - e vai mais adiante ainda. Será que o jovem realmente escreve por gosto? Ou, apenas cumprem ‘tabela’ nas aulas de Português?
Fiz um pequeno teste e coloquei tal poema na lousa. Solicitei espaço para que preenchesse segundo as suas convicções. Concluí que jovem tem muitas ideias. Boas ideias. Mas não as coloca em prática, por quê?
Será que estamos diante de uma geração que quer tudo pronto? Pelo menos a grande maioria é assim – e ainda bem que salvam alguns; poucos, mas salvam. O que será de nós daqui a alguns anos – e não muito distante? Onde estará a Literatura?
Fechando estas linhas, convido todos a escreverem – não precisa ser muito, mas pelo menos um pouco por dia, pois, caso contrário, em breve esquecerão os traçados correto das letras, como por exemplo: invertendo o ‘s’, ou o ‘z’. E chorar não vai adiantar muito, não é mesmo? Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

28/01/2012

FINAL DE FÉRIAS

O ano de dois mil e doze há pouco se iniciou. O mês de janeiro (que sempre foi abarrotado de contas) está chegando aos seus derradeiros dias e a grande massa estudantil, em algazarra, estará de volta aos bancos escolares – mais um ano letivo a iniciar, novas amizades, novas expectativas e, para alguns, significa ao final deste ano estar com um certificado que lhe confere o direito de ser chamado de profissional em sua respectiva área de escolha.
Muitas promessas serão feitas – tanto o aluno a si mesmo, como aos pais, como aos professores: mas será que serão cumpridas? Será que, pelo menos, oitenta por cento cumprirão as promessas? (Que seja assim, amém!) Ou, principalmente pais e professores, chegarão ao mês de dezembro e dirão: fizemos o que pudemos, a nossa parte – mas o meu filho, a minha filha, o meu aluno, a minha aluna não desempenhou satisfatoriamente o seu aprendizado – e agora?
Alguns serão – mesmo não atingindo as metas previstas de aprendizado – promovidos; outros, promovidos com o mínimo de aproveitamento; outros serão reprovados. Mas, ao fim de tudo fica uma pergunta, principalmente aos que não atingiram nem o mínimo das metas: como recuperar, posteriormente, o aprendizado não apreendido?
Aprender é uma coisa; apreender é um pouco mais profundo – pelo menos na minha visão de observador do mundo. Aprender coisas novas faz bem, é necessário; agarrar novo aprendizado é melhor ainda – é degustar pedacinho por pedacinho do que é passado pelos mestres; pela vida.
Por outro lado, frente ao processo facilitador das novas mídias, o professor está um pouco atrasado neste ponto. Ultimamente as pesquisas apontam para isso: poucos conseguem usar todas as mídias frente ao que o aluno tem fora da sala de aula – é a pura verdade! O que fazer? A possível saída seria fazer o mestre caminhar junto às novas mídias, logo estaria lado a lado com o seu alunado – o que é um pouco complicado, pois muitos resistem às novas tecnologias.
Retomando tudo o que foi dito acima: final de férias, promessas e mais promessas que serão ou não cumpridas, atingir as metas que o aprendizado propõe a cada um, apreender, as novas mídias – que nem sempre são acompanhadas, afinal: é hora de acordar e voltar com gás total! É hora de, como dizem por aí, ‘pegar pesado’ nos estudos e mostrar pra que estão na escola e fazer deste lugar o melhor lugar para se valorizar o aprendizado. Afinal de contas, não é mesmo, a escola é um dos melhores lugares para se apreender.
Plantar agora para colher no futuro é o que sempre se faz, mas por que não aproveitar desde agora? Como citei acima – estão todos esperando – seja este ano ou nos próximos – um canudo (certificado) que concederá a todos os que valorizaram o aprendizado o direito de erguer as mãos aos céus, agradecer ao Criador a dádiva recebida e dizer que venceram mais uma etapa e estão aptos para exercer a função que escolheram. Restará, apenas, a dura e árdua batalha de se encaixar no mercado de trabalho. Assim, com muito conhecimento já é difícil ter uma boa colocação neste tumultuado mundo de trabalho, imaginar com pouco conhecimento é pior ainda, não é mesmo?
Então, o melhor de tudo é aproveitar o agora: aprender, apreender e ir desde já colocando em prática – pois no futuro não cobrará a si mesmo (nem será cobrado) pelas oportunidades que não foram aproveitadas. E sem remorso algum! Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

CRÔNICA DA SEMANA

21/01/2012

MUSICALIDADE ARAÇATUBENSE

Hoje tenho o maior prazer em escrever sobre uma arte milenar – e, com doce paixão! Estudei durante algum tempo da minha vida esta arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma mediante o som – que é a música!
A música faz a gente viajar no tempo, principalmente as mais antigas – sem tirar o mérito das atuais, mas com ressalvas que muitas não passam de comerciais apenas – sem qualquer linha de conteúdo que se possa aproveitar. A viagem que a música proporciona eleva o espírito, rejuvenesce. Lembro-me perfeitamente dos meus dedos sobre as chaves da minha primeira clarineta em dó, madeira, de treze chaves – e eu, na força da minha juventude, fazia som a todo pulmão! Ganhei-a dos meus pais aos meus oito anos e a mantenho comigo até hoje – é relíquia, lembranças que não voltam mais. Às vezes, ainda arrisco algumas músicas nela.
Mas, passado o entusiasmo da musicalidade que me corre nas veias, venho discorrer sobre um importante canal que Araçatuba tem: a ALMA – Associação Livre dos Músicos de Araçatuba, que desde o último dezembro tem sua sede na Rua XV de Novembro, nº 185, e tem como presidente o senhor Daniel Freitas. E você, cidadão araçatubense, conhece este canal?
A ALMA, através do esforço de seu presidente e associados, vem desenvolvendo um excelente trabalho de reconstrução da memória musical da cidade de Araçatuba, pois muitas músicas que fizeram sucesso (e algumas ainda fazem) saíram de nossa terra. Na internet, a ALMA possuí um canal - CANAL 'MEMORIAL DA ALMA'- que o cidadão do mundo pode ter acesso a mais de duzentos vídeos musicais e suas respectivas explicações – os amantes da música se deliciarão com o trabalho.
Gostaria de, além de citar também comentar os grandes nomes que por aqui passaram e lá estão registrados, mas não é possível por razão de espaço, mas os amantes das boas canções acessarão e poderão conferir – e, para deixar alguns com água na boca, cito: a banda The Yellows (com sucessos dos Beatles e da Jovem Guarda, embalaram bailes e festas entre as décadas de 60 e 70), a dupla araçatubense Cleyton & Cristiane (na década de 80), Calixto Marangoni (que iniciou seu trabalho artístico em 1981 – e deixou 180 canções de sua autoria, além de ser considerado um ‘papa festival’: conquistou dez festivais em Mato Grosso), José Calixto (que aqui chegou em 1976 e fez grandes trabalhos no cenário musical araçatubense), Edmundo Alves e João Santiago (que atuou da década de 50 até inicio da década de 80 – e foi reconhecido nacionalmente por grandes nomes da música brasileira, como Adoniram Barbosa e o grupo Demônios da Garoa), Tião Carreiro e Pardinho (que canta a belíssima canção ‘Filho de Araçatuba’ – que a levou por todo Brasil), Zé Renato Gimenes e Gustavo Barbosa Lima (com música de um povo imaginário), Mário Eugênio (que iniciou sua trajetória na música aos oito anos), o doutor Renato Monteiro, Grupo A Fábrica da Arte (com Márcio Kadá, Paulinho Belúcio, Rico Belúcio e Val Carvalho), Banda Fast Fusion, Mauro Rico, Rhany Lima, Marco Zambom, Juninho Abrão, Téo Dornellas, Grupo Corda & Voz, Olívio Tinti, Magno Martins, a dupla João Mulato e Douradinho, Mário Tozzi, o Duo Carajás (formado pelo casal de namorados Laerte e Tidinha); e fechando estes grandes nomes não poderia deixar de citar o Carlinhos do Cavaco (Carlinhos Santiago) que partiu de entre nós no último dia dezessete deste mês – o que deixa órfã a nossa cidade após longos setenta anos de musicalidade.
Araçatuba no cenário musical nacional sempre será lembrada pelas belíssimas canções que aqui foram produzidas, pelas vozes que daqui saíram – mas nem sempre o cidadão araçatubense tem conhecimento, mas nada mais justo do que neste momento acessar e deliciar-se com as produções recuperadas pelo Memorial da Alma que merece os nossos parabéns. Prof. PEDRO CÉSAR ALVES

 

VÍRGULA

Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro à sua procura. (HOMEM)

OU

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro à sua procura. (MULHER)

 

 

VIVENDO EM ARAÇATUBA

Música composta por Daniel Freitas em homenagem à querida cidade de Araçatuba-SP com imagens raras da década de 60 e 70. (Composição: Daniel Freitas / Música: Vivendo em Araçatuba / Banda: Fast Fusion.)

Praça 'Ruy Barbosa' - Em ruas de terra - ao fundo a Igreja Metodista.

Arquivo prof. Pedro César (que teve a sorte de cair excelente arquivo em mãos - mais de 600 fotos daqueles tempos áureos que em breve estarão disponíveis aqui...)

A GAROTA ROCKSTAR

JORDEMO ZANELIO livro "A garota rockstar", de Jordemo Zaneli, aborda temas relacionados à religião, relações diplomáticas internacionais, política, violência, família, drogas e sonhos. O título é uma referência ao desejo de uma das personagens de se tornar uma estrela do rock ou uma popstar, com todos os benefícios que este "estilo de vida" possa lhe proporcionar... Quer saber mais? JORDEMO ZANELI

 


dicio.com.br

ARAÇATUBA RECHEADA DE CULTURA!

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