REALIZADO
NOS DIAS 10 E 11 DE DEZEMBRO DE 2011
ASSISTA
AQUI MATÉRIA PRODUZIDA PELA TV CÂMARA
SOBRE A 1ª CULTUR'ARTE - PARAISÃO
ORGANIZAÇÃO
Prof. Pedro C. Alves - Gestor
do PEF / Profª. Myriam X.
da Silva - Educadora do PEF
AS PESSOAS COMO
SÃO
'VIVER SOZINHO'
Como
são engraçadas as coisas! Às vezes percorremos
longos caminhos e nem sempre acontece como esperávamos, mas...
E de repente acontece de maneira que não esperávamos.
Como é este mundo, não é mesmo?
Eu sou uma pessoa que não me dou muito
bem com o conviver junto – sou muito estourado! Tenho, possivelmente,
o olhar franco das coisas e não fico medindo palavras –
apenas falo o que penso, não guardo facilmente mágoas
– só em extrema repetição de mesmos erros,
e acabo de falar chamo para tomar café – como se nada tivesse
acontecido. Sou assim... E pretendo ser assim até o último
suspiro de minha permanência neste tabernáculo terrestre.
(Tabernáculo vem do latim ‘tabernaculum’
e significa tenda, cabana, barraca; no tempo do Êxodo também
existia – e era uma tenda portátil onde Deus falava ao
seu povo por meio de seu profeta - Moisés; aqui no texto, quando
usei, dei-lhe a proporção de ‘corpo humano’.)
Decidi há pouco tempo que, apesar do viver
sozinho ser penoso, mas a mim está sendo necessário. Vivo
bem – e sem brigas. Claro! – pode você, caro leitor,
dizer. É obvio que não é possível eu brigar
com eu mesmo – mas às vezes acontece... Acontece quando
faço determinada coisa e, tempos depois, vejo que não
era aquela a melhor maneira – logo, discuto comigo mesmo: por
que não pensei melhor antes de fazer?
E, como disse outro dia, ‘assim caminha
a humanidade’ – e como caminhamos! Sempre, apesar de
tanta solidão que há no mundo, sempre procuramos no outro
algo que ‘achamos’ que vai nos satisfazer. Mas nem sempre
somos correspondidos em nossas expectativas. E logo aparecem as decepções.
Outro dia li que devemos procurar em nós
mesmos o nosso outro eu! Fiquei a pensar e conclui que é pura
verdade... Se não nos encontrarmos, como vamos nos encontrar
no outro o que queremos? Assim, precisamos ser independentes –
e cada vez mais e fazer da solidão uma amiga aventureira. Aventureira
no sentido de dar a ela (e a nós) oportunidades de ‘ausentar’.
Explico: hoje preciso de espaço para estar só; amanhã
preciso de espaço para estar com o outro – e assim levando
a vida... Ou, como diz a canção ‘Deixa a
vida me levar’, que Zeca Pagodinho entoa muito bem: ‘Eu
já passei / Por quase tudo nessa vida / Em matéria de
guarida / Espero ainda a minha vez / Confesso que sou / De origem pobre
/ Mas meu coração é nobre / Foi assim que Deus
me fez... // E deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) / Deixa a vida
me levar / (Vida leva eu!) / Deixa a vida me levar / (Vida leva eu!)
/ Sou feliz e agradeço / Por tudo que Deus me deu... // Só
posso levantar / As mãos pro céu / Agradecer e ser fiel
/ Ao destino que Deus me deu / Se não tenho tudo que preciso
/ Com o que tenho, vivo / De mansinho lá vou eu... // Se a coisa
não sai / Do jeito que eu quero / Também não me
desespero / O negócio é deixar rolar / E aos trancos e
barrancos / Lá vou eu! / E sou feliz e agradeço / Por
tudo que Deus me deu... // Deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) /
Deixa a vida me levar / (Vida leva eu!) / Deixa a vida me levar / (Vida
leva eu!) / Sou feliz e agradeço / Por tudo que Deus me deu...
// Eu já passei / Por quase tudo nessa vida / Em matéria
de guarida / Espero ainda a minha vez / Confesso que sou / De origem
pobre / Mas meu coração é nobre / Foi assim que
Deus me fez...”
E, finalizando, viver na solidão não
é fácil não, mas precisamos dar tempo a nós
mesmos – principalmente quando as coisas não estão
dando certo. Então, o melhor remédio de quem vive só
– ou está aprendendo a viver só é: nunca
deixe a solidão te tomar totalmente, dê a ela – e
a você – o direito de se ausentar. 21/02/2012,
22h - Prof.
PEDRO CÉSAR ALVES
ANJO E DEMÔNIO
(ANJA E DIABA)

Outro dia fiquei a pensar sobre
anjo e demônio – e, às vezes, nos deparamos com eles
bem ao nosso lado, aqui nesta Terra de bênção e
de maldade – mas não é por isso que vamos desanimar.
Estamos, afinal, aqui pra isso: para vencer sempre; fracos são
aqueles que, durante a caminhada, desistem e ceifam a própria
vida.
Pensando em escrever sobre anjo e demônio,
mais anjo que demônio, fiz algumas reflexões – que
você, caro leitor, pode também tirar as suas conclusões.
E, nas minhas reflexões de pensador desocupado (pelo menos neste
momento), somos nós mesmos os anjos e os demônios. Às
vezes fazemos o bem, às vezes – e sem querer, fazemos o
mal: por quê?
Nós, seres humanos, entramos constantemente
em contradições: às vezes queremos certas coisas,
logo depois queremos outras coisas – e ‘assim caminha
a humanidade’, como diz a canção. Mas, afinal,
caminhamos; progredimos.
A imagem ilustrativa deste texto, que já
diz tudo, é melhor que a minha (como diz meu amigo José
Marcos Taveira). Disse-me certa vez que era melhor eu colocar uma imagem
que fazia referência ao texto, pois a minha era muito feia, justificava.
Acreditei: e esta veio de encontro!
E como alguns sabem, eu adoro escrever sobre o
anjo chamado de mulher – que ao mesmo tempo também é
diaba. Como são terríveis! Mas, apesar do adjetivo citado,
são ao mesmo tempo adoráveis (quando querem). Por quê?
(Gostaria que, algum dia, uma ‘anjinha’ me respondesse...)
Às vezes penso que uma anja ‘torta’,
loura (que não é a minha praia), de olhos claros fora
indicada pelo Criador para estar ao meu lado – mas, como eu recusei
– não tenho certeza disso (pois deve ter sido inconscientemente),
sempre dou com ‘os burros n’água’!
Creio que minha preferência pelas anjas/diabas morenas me causa
tudo isso.
Apesar de tudo, ainda continuarei a tentar –
afinal, estou vivo, não é mesmo? Ou, como ontem ouvi de
uma colega de trabalho: “Você diz isso porque não
encontrou, ainda, a sua alma gêmea.” Existe?
(13/02/2012)
Obs.: se você souber a resposta,
envie-me: Prof.
PEDRO CÉSAR ALVES
CRÔNICA
DA SEMANA - 2012
CRÔNICA
DA SEMANA - 2011
DIA 11/02 - Aniversário do meu 'pequeno'
Júlio César - 16 anos: PARABÉNS!
DIA 18/02 - Aniversário da minha 'pequena'
Fernanda Caroline - 12 anos: PARABÉNS!
18/02/2012
ENTRE ANJO E
DEMÔNIO:
O QUE SOMOS?
Outro
dia fiquei a pensar sobre anjo e demônio – e, às
vezes, nos deparamos com eles bem ao nosso lado, aqui nesta Terra de
bênção e de maldade – mas não é
por isso que vamos desanimar. Estamos, afinal, aqui para isso: para
vencer sempre; fracos são aqueles que, durante a caminhada, desistem
e ceifam a própria vida – será que, pelo menos nos
momentos que antecedem ao ato, não pensam na angústia
que deixarão aos entes queridos?
Uma proposta difícil: escrever sobre anjo
e demônio, mais anjo que demônio; fiz algumas reflexões
– que você, caro leitor, pode também fazer e tirar
as suas próprias conclusões. E, nas minhas reflexões
de pensador desocupado (pelo menos neste momento), somos nós
mesmos os anjos e os demônios. Às vezes fazemos o bem,
às vezes – e sem querer, fazemos o mal: por quê?
Por quê?
Nós, humanos, entramos constantemente em
contradições: às vezes queremos certas coisas,
logo depois queremos outras coisas – e ‘assim caminha a
humanidade’, como diz a canção. Mas, afinal, caminhamos;
progredimos. E, progredindo, poderemos alcançar a Terra prometida.
Pense num anjo; pense num demônio. A imagem
ilustrativa que lhe vem à cabeça já diz tudo e
é melhor que a minha escolha, se eu a colocasse aqui. Disse-me
certa vez um amigo que nos meus textos seria melhor eu colocar uma imagem
ilustrativa (e não a minha imagem). Acredito que sim!
E creio, ainda, que nascemos anjos – ou
como disse Cícero, uma das mentes mais versáteis que Roma
teve: ‘Não sabermos o que aconteceu antes de termos nascidos
é permanecermos eternamente crianças’. Alguns, com
o correr da vida, desviam – tornam-se instrumentos do mal. Por
quê? Ou, como disse Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço:
‘Todos nós nascemos originais e morremos cópias’
– bem interessante esta colocação que leva a muitas
reflexões.
E muitas vezes me pego escrevendo sobre o anjo
chamado mulher – que, e ao mesmo tempo, também não
o é. Como são, em determinados momentos, terríveis!
Mas, apesar do adjetivo citado, são ao mesmo tempo adoráveis
(quando querem). Por quê? Será que algum dia alguma ‘anjinha’
me responderá o porquê de tantas contradições
na alma feminina? (Cito a alma feminina porque é mais fácil
falar da alma oposta, e não da alma de quem está escrevendo
– a alma masculina, e sem machismo algum.)
Às vezes penso que uma anja ‘torta’,
loira, de olhos claros fora indicada pelo Criador para estar ao meu
lado – mas, como eu recusei – não tenho certeza disso
(pois deve ter sido inconscientemente), sempre acabo me dando mal. Creio
que a minha preferência difere do Criador.
E, lembro-me neste momento de alguns versos do
poeta: “Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra
/ disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida” – este belíssimo
texto, o ‘Poema de Sete Faces’, foi publicado em 1930, no
primeiro livro de Carlos Drummond de Andrade, intitulado Alguma Poesia.
Gostaria de acrescentar em minhas reflexões: como será
a alma feminina: anjo ou demônio?
Apesar de tudo, ainda continuarei a buscar uma
resposta – e não somente na alma feminina: somos nós
anjos ou demônios? Somente para um dia ter a certeza de, ou pelo
menos em parte, entender e afirmar com mais convicção.
Afinal, tenho que pesquisar – e muito, estou muito bem vivo, não
é mesmo?
Ou, como muitas vezes ouvimos: entre anjos e demônios,
a grande maioria procura a sua alma gêmea – e acaba se pervertendo
para o outro lado (e de ambos os lados). Mas, refletimos sobre as palavras
do filósofo iluminista Rousseau: ‘Todo Homem nasce livre
e, por toda parte, encontra-se acorrentado’. Prof.
PEDRO CÉSAR ALVES
11/02/2012
INFÂNCIA
NUM BAIRRO QUASE
NOBRE
Esta
semana deparei-me com fatos e fotos que já povoaram a minha cabeça
– parte real, parte imaginária, mas que aos poucos vão
sendo esquecidos.
O bairro São João, onde vivi a minha
infância e adolescência, não me sai da mente –
pode passar tempos sem eu passar por lá, basta um trafegar pela
rua Marechal Deodoro que tudo vem à tona. E, o começo
de tudo: as torres da Igreja São João e São Judas
Tadeu – um dos mais belos e conservados templos religiosos de
nossa região. Lá no alto das torres os relógios
que, em época áurea, marcavam perfeitamente o meu viver,
o viver do povo daquela região e proximidades, pois os sons iam
longe. Dos quatro lados das torres, apenas um não tinha relógios
com ponteiros – lado interno – frente a frente apenas se
olhavam. Os relógios marcavam perfeitamente a vida do cidadão
daquela região, pois a cada quinze minutos badalavam os sinos:
quinze, trinta e quarenta e cinco minutos que decorei com o passar dos
anos vivendo ao lado daquelas máquinas – sem contar as
horas fechadas que badalavam sem parar dia e noite. Eu que fui criado
naquele pedaço de chão sentia falta quando os sinais de
tempo não batiam.
Ainda, da Igreja, lembro-me de sacerdotes que
marcaram em seu tempo: o padre Carmélio, que passeava pelas ruas
do bairro em sua bicicleta visitando os fiéis; e, sem pestanejar,
não poderia esquecer as turmas de escoteiros.
A praça São João foi um marco
em minha vida. Gostava de chegar cedo ao trabalho (que era na esquina
da praça, menos de duas quadras de minha casa) só para
sentar nos bancos sob frondosas árvores; ou ainda, caminhar em
volta da piscina central com seu chafariz que, à noite, iluminava
coloridamente os que por lá passavam. Nestes mesmos bancos eu
e meus amigos e amigas de trabalho nos encontrávamos e era uma
algazarra só – éramos, na época, jovens e
acreditávamos na força de nosso trabalho: estávamos
a conquistar o mundo, pedacinho a pedacinho. Jogamos, sentados naqueles
bancos, muita conversa fiada – além de alguns afagos que
corriam soltos.
Na esquina o cinema – bons tempos quando
este funcionava! Houve época que o mesmo lugar serviu de templo
religioso. Passo por ali e lembro-me de algumas reformas que o prédio
passou.
Na outra ponta da esquina da praça –
com a rua Marechal Deodoro: bar – depósito de bebidas,
mercado, farmácia, banco, lojas. Ali, naquele pedaço,
comecei a trabalhar – todo mundo me conhecia – fui criado
no bairro! Lembro-me que ao anoitecer, um senhor colocava o seu carrinho
de lanche – ainda está por lá. Quantas saudades!
Neste bairro, que ainda permanece gravado em minha
mente, aprendi as primeiras letras na escola ‘Índio Poti’.
Ah, como é bom lembrar os velhos mestres, a primeira professora
– dona Marli, que nunca esquecerei! Minha mãe ensinou-me
alguns rabiscos, e dona Marli ensinou-me o mundo da leitura me alfabetizando.
Lembro de outros mestres: seu Quinzé, que desenhava livremente,
perfeito, na lousa o mapa do Brasil; o seu Ribamar, de Educação
Física: sua voz ainda soa alto aos meus ouvidos – e, digo
de passagem que suas aulas começavam às seis da manhã!
E sem esquecer que naquela época os meninos não faziam
aulas com as meninas – e estas de saias brancas, curtas, camisetas
brancas, shorts vermelhos, meias e tênis brancos – como
adorávamos chegar cedo nestes dias em que elas faziam aulas!
Cresci. O tempo passou e hoje tenho saudades.
Grandes feitos. Grandes lembranças que dificilmente o tempo apagará;
apenas aos que partem estas ficam apagadas, mas na memória de
outros estes permanecerão – e, quando seus feitos forem
pesados, o de melhor praticado ficarão: jamais se perderão,
mas permanecerão na luz da eternidade. Prof.
PEDRO CÉSAR ALVES
04/02/2012
CONVITE INTRANSFERÍVEL
Hoje
há muitos convites – desde os mais absurdos, que levam
à prática do mal, aos mais saudáveis, que indicam
o caminho do bem. Mas o convite de hoje é um pouco diferente,
intransferível: é sobre o ato de escrever.
Escrever é um ato positivo – se não
o fosse, muitos conhecimentos que temos hoje não teríamos,
pois os nossos antepassados deixaram muitas coisas boas registradas
– e, desde os desenhos nas pedras das cavernas até nossos
dias, muitas coisas aconteceram: evolução na certa!
Mas para tudo tem um preço – e a
evolução também teve um preço que, aos poucos,
estamos conhecendo: pagando caro, muitas vezes. E um dos mais altos
preços é o distanciamento do homem perante o próprio
homem – as conversas noturnas nas calçadas já não
existem mais, principalmente nos grandes centros urbanos. Nas pequenas
cidades ainda se vê tal prática, mas também aos
poucos está se perdendo. O que fazer?
O leitor que ainda nos dias atuais tem acesso
a jornais, revistas ou internet possui, até certo ponto, um conhecimento
ávido do que estou escrevendo – e, com certeza, não
discordará de mim. Tal conhecimento mostra que a raça
humana está, aos poucos, se distanciando do objetivo de seu Criador:
que é o amor. E o Filho do Criador disse-nos: ‘amai-vos
uns aos outros assim como eu vos amei’ – e nessa situação,
pergunto novamente: o que fazer?
Uma das poucas saídas que temos é
lançar um convite à escrita. Escrever, escrever e escrever.
Antigamente o povo tinha gosto pela escrita – poucos sabiam (mas
muitos queriam aprender e não tinham oportunidade), e estes que
sabiam eram rodeados, por exemplo, quando uma carta era entregue –
notícias dos seres queridos seriam anunciadas. E hoje?
Hoje: ao contrário de antigamente. Muitos
sabem ler e escrever, mas poucos – pouquíssimos –
escrevem! Há saídas?
Quanto às saídas é fácil
de dizer que sim, mas será que – principalmente os jovens
– querem? Creio que a resposta é imediata por parte de
todos: dificilmente um jovem quer realizar tal atividade. O poema ‘Sou
a palavra e te convido’ – que não me recordo a autoria
– traz os seguintes dizeres: ‘Jovem, escreve tudo aqui /
a tua palavra / a tua frase / o teu parágrafo / a tua redação
/ o teu nome / o teu sentimento / a tua emoção / teu secreto
desejo / tua ambição / tua rebeldia / tua história
/ teu poema / teu discurso’ - e vai mais adiante ainda. Será
que o jovem realmente escreve por gosto? Ou, apenas cumprem ‘tabela’
nas aulas de Português?
Fiz um pequeno teste e coloquei tal poema na lousa.
Solicitei espaço para que preenchesse segundo as suas convicções.
Concluí que jovem tem muitas ideias. Boas ideias. Mas não
as coloca em prática, por quê?
Será que estamos diante de uma geração
que quer tudo pronto? Pelo menos a grande maioria é assim –
e ainda bem que salvam alguns; poucos, mas salvam. O que será
de nós daqui a alguns anos – e não muito distante?
Onde estará a Literatura?
Fechando estas linhas, convido todos a escreverem
– não precisa ser muito, mas pelo menos um pouco por dia,
pois, caso contrário, em breve esquecerão os traçados
correto das letras, como por exemplo: invertendo o ‘s’,
ou o ‘z’. E chorar não vai adiantar muito, não
é mesmo? Prof.
PEDRO CÉSAR ALVES
28/01/2012
FINAL DE FÉRIAS
O
ano de dois mil e doze há pouco se iniciou. O mês de janeiro
(que sempre foi abarrotado de contas) está chegando aos seus
derradeiros dias e a grande massa estudantil, em algazarra, estará
de volta aos bancos escolares – mais um ano letivo a iniciar,
novas amizades, novas expectativas e, para alguns, significa ao final
deste ano estar com um certificado que lhe confere o direito de ser
chamado de profissional em sua respectiva área de escolha.
Muitas promessas serão feitas – tanto
o aluno a si mesmo, como aos pais, como aos professores: mas será
que serão cumpridas? Será que, pelo menos, oitenta por
cento cumprirão as promessas? (Que seja assim, amém!)
Ou, principalmente pais e professores, chegarão ao mês
de dezembro e dirão: fizemos o que pudemos, a nossa parte –
mas o meu filho, a minha filha, o meu aluno, a minha aluna não
desempenhou satisfatoriamente o seu aprendizado – e agora?
Alguns serão – mesmo não atingindo
as metas previstas de aprendizado – promovidos; outros, promovidos
com o mínimo de aproveitamento; outros serão reprovados.
Mas, ao fim de tudo fica uma pergunta, principalmente aos que não
atingiram nem o mínimo das metas: como recuperar, posteriormente,
o aprendizado não apreendido?
Aprender é uma coisa; apreender é
um pouco mais profundo – pelo menos na minha visão de observador
do mundo. Aprender coisas novas faz bem, é necessário;
agarrar novo aprendizado é melhor ainda – é degustar
pedacinho por pedacinho do que é passado pelos mestres; pela
vida.
Por outro lado, frente ao processo facilitador
das novas mídias, o professor está um pouco atrasado neste
ponto. Ultimamente as pesquisas apontam para isso: poucos conseguem
usar todas as mídias frente ao que o aluno tem fora da sala de
aula – é a pura verdade! O que fazer? A possível
saída seria fazer o mestre caminhar junto às novas mídias,
logo estaria lado a lado com o seu alunado – o que é um
pouco complicado, pois muitos resistem às novas tecnologias.
Retomando tudo o que foi dito acima: final de
férias, promessas e mais promessas que serão ou não
cumpridas, atingir as metas que o aprendizado propõe a cada um,
apreender, as novas mídias – que nem sempre são
acompanhadas, afinal: é hora de acordar e voltar com gás
total! É hora de, como dizem por aí, ‘pegar pesado’
nos estudos e mostrar pra que estão na escola e fazer deste lugar
o melhor lugar para se valorizar o aprendizado. Afinal de contas, não
é mesmo, a escola é um dos melhores lugares para se apreender.
Plantar agora para colher no futuro é o
que sempre se faz, mas por que não aproveitar desde agora? Como
citei acima – estão todos esperando – seja este ano
ou nos próximos – um canudo (certificado) que concederá
a todos os que valorizaram o aprendizado o direito de erguer as mãos
aos céus, agradecer ao Criador a dádiva recebida e dizer
que venceram mais uma etapa e estão aptos para exercer a função
que escolheram. Restará, apenas, a dura e árdua batalha
de se encaixar no mercado de trabalho. Assim, com muito conhecimento
já é difícil ter uma boa colocação
neste tumultuado mundo de trabalho, imaginar com pouco conhecimento
é pior ainda, não é mesmo?
Então, o melhor de tudo é aproveitar
o agora: aprender, apreender e ir desde já colocando em prática
– pois no futuro não cobrará a si mesmo (nem será
cobrado) pelas oportunidades que não foram aproveitadas. E sem
remorso algum! Prof.
PEDRO CÉSAR ALVES
CRÔNICA
DA SEMANA
21/01/2012
MUSICALIDADE
ARAÇATUBENSE
Hoje
tenho o maior prazer em escrever sobre uma arte milenar – e, com
doce paixão! Estudei durante algum tempo da minha vida esta arte
de manifestar os diversos afetos da nossa alma mediante o som –
que é a música!
A música faz a gente viajar no tempo, principalmente
as mais antigas – sem tirar o mérito das atuais, mas com
ressalvas que muitas não passam de comerciais apenas –
sem qualquer linha de conteúdo que se possa aproveitar. A viagem
que a música proporciona eleva o espírito, rejuvenesce.
Lembro-me perfeitamente dos meus dedos sobre as chaves da minha primeira
clarineta em dó, madeira, de treze chaves – e eu, na força
da minha juventude, fazia som a todo pulmão! Ganhei-a dos meus
pais aos meus oito anos e a mantenho comigo até hoje –
é relíquia, lembranças que não voltam mais.
Às vezes, ainda arrisco algumas músicas nela.
Mas, passado o entusiasmo da musicalidade que
me corre nas veias, venho discorrer sobre um importante canal que Araçatuba
tem: a ALMA – Associação Livre dos Músicos
de Araçatuba, que desde o último dezembro tem sua sede
na Rua XV de Novembro, nº 185, e tem como presidente o senhor Daniel
Freitas. E você, cidadão araçatubense, conhece este
canal?
A ALMA, através do esforço de seu
presidente e associados, vem desenvolvendo um excelente trabalho de
reconstrução da memória musical da cidade de Araçatuba,
pois muitas músicas que fizeram sucesso (e algumas ainda fazem)
saíram de nossa terra. Na internet, a ALMA possuí um canal
- CANAL
'MEMORIAL DA ALMA'- que o cidadão do mundo
pode ter acesso a mais de duzentos vídeos musicais e suas respectivas
explicações – os amantes da música se deliciarão
com o trabalho.
Gostaria de, além de citar também
comentar os grandes nomes que por aqui passaram e lá estão
registrados, mas não é possível por razão
de espaço, mas os amantes das boas canções acessarão
e poderão conferir – e, para deixar alguns com água
na boca, cito: a banda The Yellows (com sucessos dos Beatles e da Jovem
Guarda, embalaram bailes e festas entre as décadas de 60 e 70),
a dupla araçatubense Cleyton & Cristiane (na década
de 80), Calixto Marangoni (que iniciou seu trabalho artístico
em 1981 – e deixou 180 canções de sua autoria, além
de ser considerado um ‘papa festival’: conquistou dez festivais
em Mato Grosso), José Calixto (que aqui chegou em 1976 e fez
grandes trabalhos no cenário musical araçatubense), Edmundo
Alves e João Santiago (que atuou da década de 50 até
inicio da década de 80 – e foi reconhecido nacionalmente
por grandes nomes da música brasileira, como Adoniram Barbosa
e o grupo Demônios da Garoa), Tião Carreiro e Pardinho
(que canta a belíssima canção ‘Filho de Araçatuba’
– que a levou por todo Brasil), Zé Renato Gimenes e Gustavo
Barbosa Lima (com música de um povo imaginário), Mário
Eugênio (que iniciou sua trajetória na música aos
oito anos), o doutor Renato Monteiro, Grupo A Fábrica da Arte
(com Márcio Kadá, Paulinho Belúcio, Rico Belúcio
e Val Carvalho), Banda Fast Fusion, Mauro Rico, Rhany Lima, Marco Zambom,
Juninho Abrão, Téo Dornellas, Grupo Corda & Voz, Olívio
Tinti, Magno Martins, a dupla João Mulato e Douradinho, Mário
Tozzi, o Duo Carajás (formado pelo casal de namorados Laerte
e Tidinha); e fechando estes grandes nomes não poderia deixar
de citar o Carlinhos do Cavaco (Carlinhos Santiago) que partiu de entre
nós no último dia dezessete deste mês – o
que deixa órfã a nossa cidade após longos setenta
anos de musicalidade.
Araçatuba no cenário musical nacional
sempre será lembrada pelas belíssimas canções
que aqui foram produzidas, pelas vozes que daqui saíram –
mas nem sempre o cidadão araçatubense tem conhecimento,
mas nada mais justo do que neste momento acessar e deliciar-se com as
produções recuperadas pelo Memorial da Alma que merece
os nossos parabéns. Prof.
PEDRO CÉSAR ALVES
VÍRGULA
Se o homem soubesse o valor
que tem, a mulher andaria de quatro
à sua procura. (HOMEM)
OU
Se o homem soubesse o valor
que tem a mulher, andaria de quatro
à sua procura. (MULHER)
VIVENDO
EM ARAÇATUBA
Música composta por Daniel
Freitas em homenagem à querida cidade de Araçatuba-SP
com imagens raras da década de 60 e 70. (Composição:
Daniel Freitas / Música: Vivendo em Araçatuba / Banda:
Fast Fusion.)

Praça 'Ruy Barbosa' - Em ruas de
terra - ao fundo a Igreja Metodista.
Arquivo prof. Pedro César (que
teve a sorte de cair excelente arquivo em mãos - mais de 600
fotos daqueles tempos áureos que em breve estarão disponíveis
aqui...)
A GAROTA ROCKSTAR
O
livro "A garota rockstar", de Jordemo
Zaneli, aborda temas relacionados à religião, relações
diplomáticas internacionais, política, violência,
família, drogas e sonhos. O título é uma referência
ao desejo de uma das personagens de se tornar uma estrela do rock ou
uma popstar, com todos os benefícios que este "estilo de
vida" possa lhe proporcionar... Quer saber mais? JORDEMO
ZANELI