TEXTOS DO AUTOR

 

 

TEXTOS

 

de

 

MÁRCIA ROSSI

MAIORCHINI DA ROCHA

 

MÁRCIA ROSSI

 

Março de 2011

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA APRENDIZAGEM E SUA SENSIBILIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Definir em uma palavra o que é 'música', fica muito pessoal, pois cada ser humano tem uma sensibilidade e uma maneira peculiar de ver a vida.
A música está presente em diversas situações da vida humana.
“A música é a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. A música está presente em todas as culturas, nas mais diversas situações: festas e comemorações, rituais religiosos, manifestações cívicas, políticas, etc. Faz parte da educação desde há muito tempo.” (BRASIL, 1998: 45)
Nestes contextos, as crianças entram em contato com a cultura musical desde muito cedo e assim começam a aprender suas tradições musicais. Musicalizar não é ensinar música, mas é utilizar da música, é fazer a criança observar sons e silêncio de forma natural, sem nenhuma preocupação em torná-la músico.
Sendo a escola um lugar privilegiado para o desenvolvimento da atividade musical, já que a criança se expressa espontaneamente sonora e corporalmente, a Educação Infantil é o momento mais indicado para se iniciar o trabalho sistemático com a música. Por meio da música o educador trabalhará o esquema corporal, uma vez que a criança aponta as partes do corpo enquanto canta determinadas músicas. Passa a ter noção de tamanho, além de outras experiências corporais que a música lhe proporciona.
A criança precisa de vivências mais rica para construir uma imagem de si mesma a partir de sua identidade corporal, sua possibilidades físicas, sua singularidade. Quando uma criança brinca de roda, por exemplo: ela tem a oportunidade de vivenciar, de forma lúdica, situações de perda, de escolha, de decepção, de dúvida, de afirmação.
A música também é importante do ponto de vista da maturação individual, isto é, do aprendizado das regras sociais por parte da criança, contribui para o desenvolvimento cognitivo, emocional, afetivo, social e cultura, traz benefício para a formação da personalidade, do desenvolvimento e do equilíbrio.
Analisando algumas práticas desenvolvidas, podemos perceber que a música como objeto de produção do conhecimento, torna-se um ingrediente indispensável ao professor como coadjuvante integral das potencialidades das crianças no cotidiano escolar. Por meio dela, é possível perceber diversas emoções, apurar os sentidos, atentar a criança para o aprendizado, oportunizar-lhe momentos criativos e espontâneos, tornando-a crítica.
Durante todo o desenvolvimento infantil, quando as crianças estão cantando, trabalham sua: concentração, memorização, coordenação motora e consciência corporal.
Ao mesmo tempo em que a música possibilita essa diversidade de estímulos, ela, por seu caráter relaxante, pode estimular a absorção de informações, isto é; a aprendizagem. LOSAVOV, cientista búlgaro afirma que: “ouvindo música clássica, lenta, a pessoa passa do nível alfa (alerta) para o nível beta (relaxados, mas, atentos); baixando a ciclagem cerebral, aumentam as atividades dos neurônios e as sinapses tornam-se mais rápidas, facilitando a concentração e a aprendizagem”.
Professores usem e abusem da musicalização, com tantos benefícios, podemos ajudar a sensibilizar nossas crianças para que se tornem cidadãos mais alegres, conscientes e mais sociáveis.

Marcia Rossi Maiorchini da Rocha
Professora Especialista de Educação Física, trabalha com alunos do Ensino Fundamental e Médio em Araçatuba e Presidente Prudente. Pós-graduanda em Educação Física e ludicidade contemporânea e Educação F ísica escolar. Musicista.

Março de 2011

SUA MELHOR AMIGA E MELHOR MÃE

Como explicarmos encontros e desencontros, amor e liberdade, educação e obrigação, zelo e desprendimento, quando um filho que está saindo da adolescência e entrando na fase adulta, nos cobra mais atenção? Em um momento da minha vida me peguei nesta situação, onde ao olhar para minha filhinha consegui enxergar uma pequena e grande mulher, e precisei moldar minhas atitudes e permitir que ela cresça, ande pelas próprias pernas, assim como fazem as aves. Precisei me desapegar e acreditar que o caminho foi mostrado, e dar a confiança necessária para que ela possa viver e se divertir, e correr atrás dos seus sonhos, da sua liberdade, enfim da sua vida.
Mas no caminho me deparei com a minha filha questionando o meu amor por ela, ela se queixou de que eu não lhe dava mais atenção, e que eu vivia reclamando e chamando a sua atenção a todo o momento, levei um susto, fiquei sem ação na hora. Refleti e ao conversar com ela pude me expressar e expôr meus pensamentos e sentimentos. Nessa conversa abri meu coração e falei que é muito difícil ver e conscientizar que a minha filhinha cresceu, dar a ela um espaço para que possa experimentar os ensinamentos e educação que recebeu até dado momento, respeitar seu espaço, suas novas amizades, seus passeios e querer que seja feliz. Isso é amor que transborda de dentro do coração de uma mãe apaixonada pela sua filha e ao chamar a atenção e mostrar que têm coisas que ela é que tem que fazer e não eu mais que farei por ela, não é ser intransigente, mas sim mostrar que chegou a hora de ela agir, tomar decisões, ter responsabilidade e atitude, mas que eu estarei sempre aqui, ao seu lado, que terá momento em que estarei em cena no palco da sua vida, onde nesses momentos partilharemos lado a lado a situação vivida e terá momento que estarei nos bastidores, dando ideias e opiniões sobre a sua necessidade, e momento que estarei na platéia, assistindo, aplaudindo e vibrando pelo seu sucesso.
Mas deixei claro que o amor de mãe é maior do que a imensidão do céu e que o meu amor por ela é saber a hora de estar do seu lado, de lhe dar confiança, aconchego, carinho, de lhe chamar a atenção, de dar colo, de dar direção, enfim estarei sempre aqui para tudo o que ela precisar, sendo assim sua melhor amiga e sua melhor mãe!

Marcia Rossi Maiorchini da Rocha
Professora Especialista de Educação Física, trabalha com alunos do Ensino Fundamental e Médio em Araçatuba e Presidente Prudente. Pós-graduanda em Educação Física e ludicidade contemporânea e Educação F ísica escolar. Musicista.

Janeiro de 2011

FALTA DE POLIDEZ OU

FALTA DE TOLERÂNCIA

Qual é a excelência própria do homem?
Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais, ou seja, a vida racional. Mas a razão não basta: também é necessário o desejo, a educação, o hábito, a memória...
A virtude é uma maneira de ser, explicava Aristóteles, mas adquirida e duradoura, é o que somos (logo o que podemos fazer), porque assim nos tornamos. Dizia Montaigne “não há nada mais belo e mais legítimo do que o homem agir bem e devidamente”. É a própria virtude.
Podemos ler em Spinoza: “Por virtude e poder entendo a mesma coisa, isto é, a virtude, enquanto se refere ao homem, é a própria essência ou a natureza do homem enquanto ele tem o poder de fazer certas coisas que se podem conhecer apenas pelas leis de sua natureza”.
Virtude no sentido geral é poder; no sentido particular, poder humano ou poder de humanidade. É o que chamamos as virtudes morais, que fazem um homem parecer mais humano ou mais excelente, como dizia Montaigne, do que outro, e sem as quais, como dizia Spinoza, seríamos a justo título qualificados de inumanos.
A excelência própria do homem hoje na sociedade contemporânea parece ter se perdido pelo caminho, as virtudes morais, que fazem um homem parecerem mais humano parece estar distorcida, pois só a razão é pouco e parece que muitos se esqueceram da educação, das memórias familiares, dos bons hábitos e muitos do desejo de fazer o bem.
A palavra polidez significa delicadeza, civilidade, cortesia, mas está no cenário do mundo atual? Kant nos diz que “O homem só pode tornar-se homem pela educação”, reconhece por sinal que “ele é apenas o que a educação faz dele, e é a disciplina que primeiro “transforma a animalidade em humanidade”. A moral é como uma polidez da alma, um saber viver de si para consigo, uma etiqueta da vida interior um código de nossos deveres, um cerimonial do essencial. Inversamente, a polidez é como uma moral do corpo, uma ética do comportamento, um código da vida social, um cerimonial do essencial. Sabemos que nenhuma virtude é natural, logo é preciso tornar-se virtuoso. “A polidez”, observava La Bruyère, nem sempre inspira a bondade, a equidade, a complacência, a gratidão; pelo menos dá uma aparência disso e faz o homem parecer por fora como deveria ser por dentro. Por isso ela é insuficiente no adulto e necessária na criança. É apenas um começo, mas o é. Dizer “por favor” ou “desculpe” é simular respeito; dizer “obrigado” é simular reconhecimento. É ai que começam o respeito e o reconhecimento. Como a natureza imita a arte, assim a moral imita a polidez, que a imita. Assim ela muda com a idade, se não de natureza, pelo menos de alcance, essencial durante a infância, inessencial na idade adulta. O que há de pior do que uma criança mal-educada, senão um adulto ruim? Ora não somos mais crianças, sabemos amar, julgar, querer... Capazes de virtude, pois capazes de amor, que a polidez não poderia substituir. Um grosseirão generoso sempre será melhor do que um egoísta polido; um homem honesto descortês melhor do que um crápula refinado. A polidez nada mais é que uma ginástica da expressão, dizia Alain.
No dia-a-dia a polidez perde o lugar para a falta de delicadeza das pessoas, no trânsito a pressa ignora a civilidade, a cortesia então passa longe, basta sair às ruas e logo vemos esse cenário, isso quando um simples gesto acaba em morte. Nos ônibus urbanos, vemos o descaso total da população com as pessoas, muitos ignoram os idosos, as grávidas, as mães com as crianças de colo e não sedem o lugar, permitindo assim que estes permaneçam em pé.
Nas escolas percebemos cada vez mais a falta da educação não formal e junto dela a falta de polidez das crianças e de muitos pais que procuram as instituições para tratar de algum assunto.
Muitos falam que estamos cada vez mais intolerantes, mas podemos pensar em como estamos deixando a moral começar, se é pela polidez? “As coisas que é preciso ter aprendido para fazê-las”, explicava Aristóteles, “é fazendo que aprendemos.” Como fazê-las, porém, sem as ter aprendido? “É praticando as ações justas que nos tornamos justos”, continuava Aristóteles, “praticando as ações moderadas que nos tornamos moderados” e “praticando as ações corajosas que nos tornamos corajosos.”

Marcia Rossi Maiorchini da Rocha
Professora Especialista de Educação Física, trabalha com alunos do Ensino Fundamental e Médio em Araçatuba e Presidente Prudente. Pós-graduanda em Educação Física e ludicidade contemporânea e Educação F ísica escolar. Musicista.

 

Janeiro de 2011

O BRILHO DAS ESTRELAS

É tarde
A lua me faz companhia
E as estrelas brilham
E ficam a me olhar

Os meus olhos se misturam
Com o brilho das estrelas
Enquanto penso em você
Até a lua começa a se esconder

Dá lugar para o escuro
Onde cada lágrima que rola
Mostra-me o caminho
Choro por que me sinto sozinho

Fostes embora
E nem sequer me procurou
Partiu meu coração
Deixou o brilho das minhas estrelas no chão.

Marcia Rossi Maiorchini da Rocha
Professora Especialista de Educação Física, trabalha com alunos do Ensino Fundamental e Médio em Araçatuba e Presidente Prudente. Pós-graduanda em Educação Física e ludicidade contemporânea e Educação F ísica escolar. Musicista.

 

Dezembro de 2010

NATAL EM FAMÍLIA

O Natal está se aproximando
E muitas pessoas estão esperando
O dia mágico acontecer
O menino olha pela janela
E uma lágrima vem a escorrer.

O corre-corre das pessoas
Com os pacotes de presentes na mão
O menino olha pela janela
E sente a dor no coração.

As famílias vão chegando
As cores do Natal vão aperfeiçoando
O momento especial da reunião tão esperada
O menino olha pela janela
E imagina a família tão sonhada.

Os sinos da igreja tocam
Anunciando o dia de Luz
O menino olha pela janela
E um pedido faz para o
Aniversariante Jesus.

Jesus com o meu coração em pedaços
Peço-lhe só um presente
Me de uma família
Para que eu possa viver sempre contente.

Marcia Rossi Maiorchini da Rocha
Professora Especialista de Educação Física, trabalha com alunos do Ensino Fundamental e Médio em Araçatuba e Presidente Prudente. Pós-graduanda em Educação Física e ludicidade contemporânea e Educação F ísica escolar. Musicista.

Outubro de 2010

A VERDADEIRA FUNÇÃO DA

EDUCAÇÃO FÍSICA

 

A verdadeira preocupação e busca por educadores físicos hoje nas escolas é poder levar uma aula de educação física com qualidade, onde as práticas pedagógicas possam ser inseridas e praticadas por todos sem distinção.

A idéia de muitos ainda fica na Educação Física das quatro bolas: basquete, vôlei, futsal e handebol, ou das brincadeiras onde a maioria acha que brincar não leva ninguém a lugar algum. Mas quando lançamos um olhar para os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que indicam como objetivos do ensino fundamental que os alunos sejam capazes de compreender a cidadania, adotar atitudes solidárias, cooperar, respeitar o outro e a si mesmo, ser um sujeito crítico, utilizar do diálogo, construir a noção de identidade nacional e pessoal, valorizar o patrimônio brasileiro, posicionar-se contra qualquer discriminação, seja cultural, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características, contribuir para a melhoria do meio ambiente; buscar em si mesmo capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de interrelação pessoal e de inserção social, para agir no exercício da cidadania, valorizar hábitos saudáveis, cuidando do próprio corpo, para ter qualidade de vida, pensando em sua saúde e na saúde coletiva, utilizar as diferentes linguagens para se comunicar e expressar suas idéias, utilizar de diferentes fontes da tecnologia para construir conhecimentos; questionar a realidade para criar e resolver problemas de forma que a criatividade, a intuição a análise crítica se faça presente em seus procedimentos, ao olharmos por esse ângulo podemos perceber que a Educação Física faz parte deste contexto, antigamente ela só era vista como atividade física, primeiramente, para a higiene no sentido de saúde, onde a preocupação eram as doenças, logo depois ficou voltada para o militarismo, onde o foco era para as aptidões físicas para servirem ao serviço militar, ainda tivemos um grande tempo onde era voltada para talentos esportivos na busca de atletas tanto para o futebol quanto para olimpíadas.

Anos e anos a Educação Física foi voltada somente para a prática e nem fazia parte do currículo, pois as outras disciplinas eram teóricas ela era somente prática. Mas através de estudos realizados por professores a fim de darem qualidade a essa disciplina e fazer com ela pertença ao currículo e seja reconhecida pela ciência, hoje temos vários nomes em pauta com livros fantásticos para respaldar e os PCNs da educação física que dão diretrizes para o nosso trabalho.

A escola transmite a cultura e a seleciona na pedagogia escolar, tendo assim um papel importante para educar sobre a cultura corporal de movimento. A Educação Física escolar contemporânea trabalha hoje com várias práticas culturais e corporais, trazendo para dentro da escola a cultura inserida no seu próprio bairro, onde a dança, a capoeira, as lutas as ginásticas de um modo geral fazem parte desse currículo, podendo muitas crianças expressar seus talentos e curiosidades a respeito de várias práticas culturais que não conhecem. Sendo assim o conteúdo programado da Educação Física pela proposta pedagógica escolar trás benefício para a escola quando cuidadosamente atende as necessidades de todos os alunos e se relaciona com a cultura corporal de movimento, pois o corpo e a prática expressa à sociedade que está inserida. Uma escola que pensa junto em que tipo de cidadão ela quer formar que tipo de construção ela almeja, trabalha na interdisciplinaridade onde a Educação Física pode contribuir junto das outras disciplinas para as dimensões afetivas, cognitivas, psicossociais e socioculturais dos alunos.

Referências:

- Parâmetros Curriculares Nacionais
- Castellani Filho, Lino Educação Física no Brasil: A História que não se conta 1988.
- Vygotsky L.S. A formação social da mente 2007.

Marcia Rossi Maiorchini da Rocha
Professora Especialista de Educação Física, trabalha com alunos do Ensino Fundamental e Médio em Araçatuba e Presidente Prudente. Pós-graduanda em Educação Física e ludicidade contemporânea e Educação F ísica escolar. Musicista.

 

 

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