Agosto de 2010
INTELIGÊNCIA
NÃO TEM COR,
O PRECONCEITO
SIM
Resumo:
Este estudo parte das inquietações
surgidas no dia-a-dia dos debates e estudos do terceiro semestre do
curso de Licenciatura em Pedagogia na Faculdade da Fundação
Educacional de Araçatuba-SP (FAC-FEA), assim como das questões
por mim vividas e refletidas enquanto cidadã neste país.
Um estudo que se apoiou na pesquisa bibliográfica com o objetivo
de compreender as raizes históricas do conceito de inteligência
e preconceito e , com a finalidade de compreender se estes, estão
de alguma forma, vinculados entre si. Faz o seguinte questionamento:
Inteligência tem cor? O que é inteligência? Esta
é camuflada diante do preconceito? Assim, este estudo traz a
possibilidade de tirarmos este conceito do escuro trazendo-o para o
debate, como forma de repensarmos esta questão. Ao desenvolvermos
a idéia de inteligência e preconceito, nos deparamos com
a questão do gênero apontando que, para a mulher, ocorre
um duplo preconceito: o de sexo e o de raça. Assim, apresenta
uma breve reflexão sobre o cenário, a identidade, as conquistas
e a superação das mulheres negras no Brasil, propondo
mudanças pautadas na sua capacidade de inteligência, uma
vez que a inteligência não tem cor, mas o preconceito sim.
Palavras chaves: inteligência e
preconceito.
Orientada pela professora mestra Silvia Regina Pincerato
Petrilli. Curso de Pedagogia – Faculdade da Fundação
Educacional de Araçatuba – FAC FEA - SP.
Agosto de 2010
UNIVERSITÁRIA
ROSANA SE DESTACA COM ARTIGO SOBRE PRECONCEITO
A
estudante de Pedagogia e educadora universitária do Programa
Escola da Família no 'Paraísão' vai apresentar
artigo científico na 9ª Jornada Acadêmica da UNESP
de Marília.
Rosana Moraes
de Souza, 32 anos, cursa o segundo ano do Curso de Pedagogia na Faculdade
FEA de Araçatuba. Em troca da bolsa integral do curso, ela trabalha
aos finais de semana no Programa Escola da Família, na Escola
Estadual “Dr. Clóvis de Arruda Campos”, Paraísão,
assim como outros quatorze estudantes.
Amante de leitura e escrita,
Rosana produziu um artigo científico com o tema “Inteligência
não tem cor, preconceito sim”. O trabalho concorreu
ao concurso de artigos científicos realizado pela faculdade e
Ministério da Educação e Cultura (MEC). “O
artigo defende que a inteligência não está atrelada
à pigmentação, e ainda que não devemos julgar
as pessoas como mais ou menos inteligentes, porque cada um tem um tipo
de inteligência”, explica Rosana.
Segundo seu estudo, que foi baseado
em uma vasta bibliografia, a estudante acredita que seja impossível
erradicar o preconceito, porém ele pode ser amenizado, principalmente
dentro da sala de aula.
Rosana explica que psicólogos
e estudiosos acreditam que existam vários tipos de inteligência,
e que uma pessoa possa desenvolver todos, ou apenas um tipo. “Tem
gente é que melhor em matemática, outro em português,
e isso não quer dizer que um seja mais inteligente que o outro”,
defende a estudante.
Para ela, desenvolver o artigo
foi ainda mais importante, por ser um assunto que ela mesma já
sofrera. “Eu já fui muito discriminada, pela cor e
julgada inferior. Não me achava inteligente porque não
conseguia assimilar muitas matérias, e foi a partir desse estudo
que passei a entender esse pré-julgamento”, relata.
Na área da educação,
Rosana acredita que este conhecimento seja de suma importância.
“Ter esse conhecimento de que cada um é diferente e
que tem inteligências diferentes, é primordial antes de
entrar em uma sala de aula para ensinar”.
O artigo será apresentado
na 9ª Jornada Acadêmica da UNESP, que acontecerá em
Marília-SP, de 24 a 26 de agosto. Além de Rosana, mais
209 estudantes universitário de todo o Brasil, terão a
oportunidade de expôr seus trabalhos. Foram mais de mil artigos
inscritos, só os melhores foram selecionados.
A participação
no evento renderá um certificado e a publicação
do trabalho na revista da Universidade Estadual Paulista. “Com
esta publicação, eu estarei a um passo do meu mestrado”,
conta sorridente a estudante que sonha em continuar os estudos.
Além de ter acrescentado
para seu currículo, o artigo também marcou a vida de Rosana.
“Depois desse estudo, nunca mais olharei as pessoas da mesma
forma”, finaliza. - por Fernanda Souza,
- 'educadora universitária e estudante do Curso de Jornalismo'.
Julho de 2010
PROGRAMA ESCOLA
DA FAMÍLIA
- Um compromisso de amor pela família!
Diante de inúmeras notícias
ruins apresentadas dia-a-dia, onde “mães” jogam os
filhos na lata do lixo, “pasi” ensinam ao filho a prática
da criminalidade, idosos são agredidos...
Informações deste
gênero adentram os nossos lares, contribuindo para uma sociedade
inerte, decorrente ao medo. Uma luz no fim do túnel surge...
Universitários, Educadores, Diretoria de Enesino, Governo, Faculdades,
juntos, de mãos dadas, com a missão e o lema: “Escola
da Família, um compromisso de amor pela família”.
Você, caro leitor, por
algum momento questionou o que fazem alguns universitários todos
os finais de semana nas escolas?
Hoje você pode certificar
que eles cuidam, ensinam, educam aqueles que a própria sociedade
os presenteou: crianças, idosos, jovens, adultos... fazem com
que esse movimento, a verdadeira práxis educacional, seja um
sonho concretizado.
É gratificante e louvável
poderem dar um empurrãozinho à luz da educação
e para a educação.
Poderem ver nos olhinhos das
crianças a alegria em aprender, nos olhos dos idosos a descoberta
de que a vida começa aos 50. É compensador notar que os
caminhos que nossos jovens percorrem são os da cultura, do esporte,
do lazer, da saúde e do trabalho e nesses passos há uma
pitada do Programa Escola da Família.
Quase 13 mil jovens universitários
de todo o Estado de São Paulo dedicam hoje seus finais de semana
ao Programa “Escola da Família” e, em contrapartida,
têm seus estudos custeados por um dos maiores Programas de concessão
de bolsas de estudo do país, realizado em convênio com
234 Instituições Particulares de Ensino Superior.
E 'Escola da Família'
nome sugestivo esse que nos impele a adotar aquele que nos procura para
aprender.
Todos da comunidade têm
um valor inestimável e se não houvessem alunos, não
haveria 'Escola da Família'.
Como Paulo Freire dizia:“Educar
é impregnar sentido na vida dos outros...” Os alunos e
toda a comunidade são para nós, universitários
desse projeto, os protagonistas da escola!
Por tudo isso aquele que se sentir
impulsionado em fazer parte da grande família, poderá
nos procurar aos finais de semana das 09 horas às 17 horas (sábados
e domingos) na Escola "Dr. Clóvis de Arruda Campos"
(Paraisão) e apreciar como é bom aprender coisas novas,
podendo também ecoar conosco o lema: “Escola da Família,
um compromisso de amor pela família.” - por Rosana
Moraes de Sousa, Estudante do Curso de Pedagogia da FAC FEA-
Fundação Educacional de Araçatuba - Bolsista Universitária
do Programa Escola da Família.